Poemas de um sonhador

39 Cortando os pulsos


Sua vida é tradicional

Uma vida normal para uma menina

Mas por apenas uma desilusão amorosa

Resolve cortar seus pulsos

Não entendo porque faz isso

Mas ela chora enquanto executa a automutilação

E o sangue desce pelo seu braço

E formava uma pintura no chão

Os dias passam, e nossa jovem amadurece

Esquece aquilo

Mas o mundo á de punir...

Três de Junho ela foi abusa

Todas as suas ações mudaram

E mais isolada ela ficou

Sete de Agosto, sua mãe foi internada no hospital

Causa? Câncer

E nossa jovem agora esquentava uma faca

E se automutilava com ela

Sua tristeza pela mãe era amenizada

Vinte de Agosto, sua mãe morreu

Mas não foi só ela que morreu

Seu papai se suicidou, abandonou a filha

Agora a jovem chorava, não ia a escola

Não vivia mais em casa

Ela não tinha casa

Ah, Isabela, esse era o nome dela

Mas não queria mais usá-lo

Queria se chamar Nada

Pois era isso que seria para o mundo

Dois de Outubro, a Nada assassinava uma jovem

Essa menina se automutilava

“Só eu tenho bons motivos para isso” pensava

Mais dias se passaram

Nada era uma menina que gostava de sair

Namorar, conversar, coisas “normais”

Mas agora, ela era uma assassina

Uma assassina com um toque especial

Depois de matar suas vítimas

Cortava os pulsos delas

Deixando a marca de um ato idiota

Que não se diminui em nada mais nada menos que um ato masoquista

Mas não importa, a Nada agora anda por ai

E você pode ser a próxima vítima