Poemas de um Desocupado
11 Andando
Notas iniciais
Como parar de andar?
Deixado para trás Esquecido em meio a multidão Sangue escorria por sua mão Profundas olheiras A mão destra carregava sua alma Com a canhota segurava-se para não cair Seu espirito destruído teimava em sair Mesmo com o semblante tão calmo Caminhava lentamente Tentava correr, porém escorregava Por tamanho peso que carregava Peso de alma, peso de mente Uma mão amiga, queria Empurrado cada vez mais para longe Uma vez ou outra ele foge Não por covardia, mas por que sofria Continua a andar Agonia, dores, sem refugio Lamentava até mesmo as dores do futuro No entanto, não podia parar
Notas finais
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