Poemas de Amor e Angústia

2 Parte Segunda - Amor e Angústia


“Ou se refaz em ira minha luxúria
Me desfaço de ti, muito a contento.”
-HH

[O primeiro de] Três sonetos

I
Deito-me, cerro os olhos na esperança
De, por Morfeu, eu ser levado ao sonho,
Ao mundo da beleza – onde estás –
Lá onde os lábios meus os teus alcançam.

Poder mirar teus olhos, e o calor
Do corpo teu sentir a cada toque;
Sorver o teu mistério e me lançar
Inteiramente às flamas do desejo.

Inventar no palácio da ilusão
Aquilo que a verdade desconhece,
E despertar, quem sabe, nunca mais.

Se o dia traz apenas o tormento –
Não neguem-me, ó deuses, tal prazer –
Na noite o meu amor há de viver.

II
Amo-te, tu sabes, e amar-te é tudo
O que me apraz. [...]

III
[...]

Da leveza

Como dizer do teu olhar
De infante frescor
Sem no imo peito palpitar
O meu coração,
E em teu sorriso admirar
A mais suave cor
Azul do céu a iluminar
Meu ser em esplendor?