Poemas Incrédulos
4 Capítulo 4 - A Poesia Desvenda o Sinlêncio
Abracei o silêncio com saudade, abracei-o como se fosse meu melhor amigo.
Todo som, o poder ouvi-lo,tudo o que há de triste.Abracei-os com toda a força,mesmo sentindo tremenda dor em meus ossos.Abracei a falta, abracei o vento.Acostumei-me com o frio, o cortante, o sedutor.Tornei-me amiga da solidão e nunca quis que a distância nos separasse.Acordei, fitei o céuSeu azul esplendor fez escorrer uma lágrima.Uma lástima, um só gritoEm silêncio.O ódio me tomou.Estou tranquila, estou entregue.Desejo a mortede todos ao redor, Ao redor de mim.Desejo morte á mim.Abracei a poesia e tornei-a meu sepulcro.O que eu não pude fazer, minha altíssima impotência.Meu excepcional fracasso, tornei-os aliados.Um pedido de socorro que ecoa incessante dos meus olhosNinguém vê,a pura e intensa sincronia.Não é desejo, não é carência, não é demência. Tudo o que eu crio,Toda a arte, toda canção.Todas as palavras que aqui estãofazem-se de gritosOs gritos formados de todo o meu silêncio.
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