Minha pele tem o mundo, o reagente.

Se perde no toque, no frio, com o arrepio.

Anseia pelo calor

Não calor de mãos quaisquer, mas das tuas, pálidas e nuas.

Porque quando adormeço, aperta-me o coração por não me entregar completamente ao teu berço.

Ilumina a minha alma, os meus olhos e a minha gravata, agora bem arrumada.

Como um beijo do céu, com o toque de seus lábios, seu respirar. Meu entorpecente.

Até onde sei, já me perdi nesses teus verdes olhos completamente.

Se tu vieres ver-me agora, te darei todos os meus dias, minhas palavras, minhas horas.

Atordoaria as estrelas se tu me dissestes que não irias embora.

Por um só minuto, meu desejo é sorrir, esquecer do inalcançável e imaginar que estás aqui.

Me abrace agora, se os teus olhos os meus encontrarem.

Tece o amor como um quadro, exponho-me toda, inteiramente ao toque e perco-me onde nunca irão encontrar-me.

Liberto o meu ser do propriamente ser.

Liberto a minha alma e o teu corpo me faz perecer.

Liberto o coração, que agora está livre, mas preso em tuas mãos.