Sou eu. Sozinha.

Chata.

Que gosta de poesia, mas nunca sabe o que escrever.
Idiota ao ponto de se deixar levar, de esquecer como é viver.
Preguiçosa e agitada.
Ariana entediada.
Perdida no topo da montanha solitária.
Querendo uma vida simples. Sem muita confiança.
Na estrada.
Tomo um café.
Tenho uma chuva, tenho um violão.

Sonho com o dia no qual alguém tão perdido quanto eu, me encontre.
Queria saber desenhar.
Desenhar a vida, a vista do meu lugar.
Mas não me sinto especial.
Me sinto um tanto muito normal.
Sou a pior.
Sou tristemente fiel.
Sou a garota que prefere olhar o mar e o céu.

Meus olhos não são labirintos.
Eu nunca soube de nada.
E o hoje, é como me sinto.
Criatura predestinada
A todo o seu temer
Deixei, há muitos, meu ser.