Poemas Incrédulos
1 Capítulo 1
Minha pele tem o mundo, o reagente.
Se perde no toque, no frio, com o arrepio.Anseia pelo calorNão calor de mãos quaisquer, mas das tuas, pálidas e nuas.Porque quando adormeço, aperta-me o coração por não me entregar completamente ao teu berço.Ilumina a minha alma, os meus olhos e a minha gravata, agora bem arrumada.Como um beijo do céu, com o toque de seus lábios, seu respirar. Meu entorpecente.Até onde sei, já me perdi nesses teus verdes olhos completamente.Se tu vieres ver-me agora, te darei todos os meus dias, minhas palavras, minhas horas.Atordoaria as estrelas se tu me dissestes que não irias embora.Por um só minuto, meu desejo é sorrir, esquecer do inalcançável e imaginar que estás aqui.Me abrace agora, se os teus olhos os meus encontrarem. Tece o amor como um quadro, exponho-me toda, inteiramente ao toque e perco-me onde nunca irão encontrar-me.Liberto o meu ser do propriamente ser.Liberto a minha alma e o teu corpo me faz perecer.Liberto o coração, que agora está livre, mas preso em tuas mãos.
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