Poemas

9 Talvez


O que aconteceria se nós pudéssemos ver nosso futuro e mudar nosso passado? Quem seria você? Quem é você? Afinal, do que nos arrependemos? O que fazemos de errado é errado mesmo? Ou será que estamos apenas achando opções demais em lugares demais e sentindo demais? Talvez pensamos demais. Talvez.

Eu acreditava que o amor era de verdade e acreditava que te amei. Eu acreditava que de todo nosso coração eu era sua e você era meu, mas não é assim que a vida funciona. Quem sabe nós não éramos quem costumávamos ser, e sim o que o outro pensava, pois quando as flores se abriram nós nos tornamos pessoas diferentes e isso foi o que nos destruiu. E quem sabe, só talvez, foi por isso que a gente acabou.

Ou não acabamos. Ou nunca existimos. Ou nunca realmente fomos. Se nós fomos, fomos o que? Fomos quem?
Fomos ninguém, fomos todo mundo, fomos o outro.
Amamos o outro.
Achamos que amamos o outro.
Odiamos o amor que sentimos. Ódio tão bem como o amor, existe ou somos nós? Esses dois opostos são algo ou são pensamentos que nos fazem tratar uma pessoa de um jeito e outra de outro? Não sei se amei ou odiei. Acho que amei a todos e a todos odiei. Não há como diferenciar. Talvez, os dois são a mesma coisa, mas apenas com intensidades diferentes. O amor é um rato e o ódio um elefante. Ou ao contrário, você que escolhe.

Qual o antônimo de sentimento?

Se está procurando por mim, não me ache aqui. Eu não estou. Quem sou, quem quero ser e quem serei são perguntas que não têm cabimento no mundo paralelo que a terra está girando. Como pode ela nos aguentar, ouvir nossos pensamentos e desejos, girar e mesmo assim não se cansar?

As vezes quem você é não é a mesma pessoa que gostaria de ser, e as vezes você não sabe disso.

As vezes quem você será não é a mesma pessoa que seria, e as vezes você não pode mudar isso... mas as vezes pode.

E se você puder, faça. Faça, porque o que nós mortais conseguimos fazer que mais se aproxima de certo, é isso.