Poema para as Vadias
1 Poem for the B-tches
Notas iniciais
Unhas pintadas e batom borrado
sorriso costurado
infelicidade ao lado.
Olhos bem abertos,
lágrimas fechadas.
Maquiados contra a dor de um jeito esperto.
Os garotos a fitavam, inquietos.
Corpo movendo,
bem lento.
Fadado ao desfalecimento,
descontentamento.
Risadas devassas,
piadas escassas,
choros e cachaças,
problemas esquecidos com safadas.
Voz congelada,
luz apagada,
dor intensificada,
caramba,
que vadia torturada.
Grito elogioso,
ele diz que foi gostoso.
Quem se importa?
Ela desgosta.
Sempre brincando,
docinho de morango,
eles adoram lhe ver dançando,
não estrague meus planos.
Mulher e filhos esperando,
eles nem sabem que o homem está lhe pegando.
Roupa curta, carteira balançando,
ele está lhe bancando.
A barra lhe espera,
pega firme, sem conversa,
tenho pressa,
finge que se interessa.
Dinheiro caliente,
vida que segue.
Outro dia a gente se diverte,
vê se não me esquece.
Fale com o autor