Notas iniciais
Oi minha gente linda. Dessa vez eu fui mais rápida neh??? Eu fiz algumas alterações a pedido da minha leitora nota mil Menthal Vellasco, ao invés de cidades ou reinos Radaster, Lixchó, Murânia e Pétec são Províncias. E ao invés de continente Dimentionic é um Reino, as províncias é governadas pela capital, mas não confunda esse sistema com a monarquia, pois de dez em dez anos os governantes mudam, sendo o novo governante uma escolha do povo. E a pessoa que governa tudo será chamado de governador e as pessoas que comandas as províncias representantes. Essa foia forma mais adequada que achei que se encaixava. Logo farei a alteração na historia. Sem mais demoras, espero que gostem do capitulo *-*

(Nicholas David)

Na casa de Franco e Melissa

Havia papel por toda parte, esparramados pela mesa de vidro, nas poltronas vermelhas aveludadas, até mesmo no carpete se encontrava documentos. Franco por sua vez olhava para a tela do Notebook organizando os preparativos dos jogos. Faltavam apenas três dias para a estreia, os anúncios estavam em todos os sites, em outdoor, em cartazes e assim por diante.

O diretor não usava palito, ao invés de roupas elegantes estava trajado com um moletom cinza e os cabelos mal penteados, Melissa o admirava em quanto tentava diminuir sua vontade de por fogo nos misteriosos univens.

— Eles são uns mentirosos ordinários. — Falou ela nervosa ao lembrar-se da televisão transmitindo o ocorrido. — Eram para ser exclusividade minha.

— Eu disse para não confiar nesses garotos. — Franco entrou no banco de dados dos jogos enquanto lia os nomes dos competidores:

Jay

Cristal

Diego

Ashley

Miguel

Jonh

Rosa

O semblante de Franco se fechou, ele não conseguia acreditar no que seus olhos viam, não podia estar acontecendo. Franco se levantou da cadeira e caminhou até a esposa.

— O que os univens falaram na reportagem, Melissa? — Os olhos do homem estavam franzidos de forma apreensiva.

— Aqueles ordinários se referiram a uma suposta ameaça e que fariam de tudo para impedi-la.

Franco concordou com a esposa. Ele foi até ao quarto e se vestiu de forma adequada. Se humor não estava dos melhores.

— Irei fazer uma visita para o representante do governador, Robert!

Melissa concordou com a cabeça. O seu gato preto estava ao seu lado brincando com um novelo de linha preta.

No palácio de ouro

Os carros voavam por todas as partes nas pistas aéreas, eram rodovias por todas as partes e o transito bem movimentado. O palácio de ouro estava próximo à casa de valores e ao museu. A quinhentos metros já era possível avistas as torres de puro ouro refletindo um brilho estonteante.

Havia monitores por todas as partes, era tudo bem vigiado. Acompanhando David, estavam vinte homens e sua secretaria Débora.

— Preciso de um momento a sós com a Débora no meu escritório rapazes. — O governador Nicholas David disse em um tom tranquilo já no décimo quinto andar do palácio. Os moveis eram todos de madeira e muito bem lustrados.

Ao adentrarem ao escritório Débora sorriu de uma forma angelical. Ela colocou a prancheta com a agenda do governador de lado e sentou na poltrona dele enquanto girava o corpo de uma forma descontraída.

— Se continuar assim vou presumir que ainda é uma criança. — Nicholas comentou com um sorriso travesso.

— Antes de desfrutarmos desse pouco tempo de privacidade preciso me informar, eu perdi muitas coisas enquanto resolvia o problema da produção de açúcar em Murânia.

David concordou com a cabeça enquanto retirava o paletó ficando apenas com a camisa branca com riscas de giz.

— Porque mudou as regras dos jogos de ouro? — Débora soltou os cabelos loiros que estavam envolvidos em uma presilha preta. — Antigamente era apenas uma competição para sabermos o nível dos alunos de todas as províncias. Mas dessa vez nem são todos estudantes.

David a avaliou com cuidado. Seus olhos azuis refletiam sobre os últimos acontecimentos.

— Eu preciso de lideres. — Uma pontada de tristeza passou pelo olhar distante do governador. — Preciso de pessoas prontas para as ameaças que estão por vim e nada melhor do que um jogo para testar os grandes potenciais em escala.

— Acha que os competidores tem potencial para liderar os exércitos de Dimentionic? — Débora sussurrou incrédula para si própria. O governador concordou com a cabeça.

— O que viu na Ashley, filha do representante Robert?

— Ela conseguiu passar por cima da maioria dos monitores do colégio Diferença e nunca teve medo das punições. Ela pode ser uma péssima aluna mais é muito habilidosa. — David parecia convicto de que foi uma boa escolha a que fez.

David caminhou até sua escrivaninha e pegou um papel já amassado nas bordas de tanto ser pego. Ele entregou a Débora.

A secretaria segurou o papel com firmeza, seus olhos viram mais o menos do que se tratava então começou a ler.

Ashley: É capaz de lidar com problemas, suporta inúmeros desafios e nunca desiste de seus objetivos. Essas foram palavras do diretor Franco.

Jay: É um leal monitor com as melhores notas na avaliação de Lixchó e por isso foi selecionado.

Jonh: Costuma agir nas escuras, não sabendo que meus homens o observa desde pequeno quando consegui construir na fera de ciências um protótipo de um foguete. Além disso, tem uma capacidade incrível de conseguir objetos de extrema utilidade.

Miguel: Foi escolhido apenas para ser um obstáculo devido seu temperamento forte e por ter uma certa rixa com alguns dos outros escolhidos.

Débora continuou lendo a lista que falava sobre o ponto forte de todos os competidores, o de Diego era o mais obvio, o garoto era capaz de suportar a dor com muita facilidade e estava sendo treinado para ter auto controle.

— Há algo errado David. — Débora franziu o cenho. — O Ricardo que está na lista não está no banco de dados dos jogos.

David já ia conferir quando recebeu uma ligação do representante de Radaster, Robert. O representante relatou sobre o fato de o sistema ter sido invadido. O governador logo soube que a garota com o nome Rosa era uma das integrantes dos univens.

Depois de falar no telefone com o representante de Radaster o governador retornou o olhar para mulher a sua frente.

— É incrível como essas crianças cresceram. — David sorriu para Débora. — Digamos que a sua loirinha quer entrar nos jogos.

— Rosalinda? — A secretaria ficou pálida como se tivesse vido uma assombração. — Eles não sabem o que fazem, nem compreendem o que aconteceu naquela noite e você não quis explicar, preferiu que tirassem conclusões erradas.

— Eles precisam apreender a se virarem sozinhos, deixem que encontre a verdade sem ser ajudados. Eles são corajosos e descobriram logo que a população do morro não são exatamente o que dizem ser.

— Você os deixou sozinhos e assustados.

— Não há um dia que não os olhos pelas câmeras ou mando meus espiões para investigá-los. Eles estão bem.

Então imediatamente um brilho surgiu no rosto de Nicholas David. O governador se lembrou da noite em que todos estavam na base X01.

Gustavo estava ajudando uma equipe de cientista a desenvolverem os comprimidos ante Radiação caso algum país decida lhes atacar com alguma arma biológica. Mais por algum motivo Gustavo saiu dos laboratórios e caminhou até a sala de reunião. Ele pegou a parte em que David dizia sobre como seria fácil aniquilar a população do morro e que seriam os próximos com certeza.

Gustavo saiu disparado para os laboratórios e apossou de relatórios e pesquisas de outros cientistas inclusive as do doutor H sobre o projeto mega humano. Depois contou tudo para os amigos e a irmã. Bluelly acabara de retornar de uma viagem na qual descobriu que existia uma pesquisa sobre alteração genética que era realizada em Radaster na intenção de criar poderosos soldados.

Os quatro amigos investigaram mais aprofundado a base e todos os seus repartimentos até encontrarem um armário cheio de roupas coloridas com mascaras. Eles extraviaram quatro delas e fulgiram para a garagem da base onde tiveram o primeiro contato com uma mega humana a 001.

Pena que David só teve o conhecimento do tanto que os jovens sabiam depois que já haviam fulgido. O governador preferiu dar-lhes liberdade e descobrir até que ponto iriam.

Débora estralava os dedos na frente do governador para ver se o despertava de seus pensamentos.

— Eu nunca parei para pensar... — Débora fez uma expressão de duvida. — Eu já tinha os melhores lideres em minhas mãos e os deixei escapar.

— Está se referindo aos nossos garotos? — David fez que sim com a cabeça.

— Eu quero todos os univens nos jogos de ouro. Ligue agora mesmo para o Diretor Franco e peça para ele acrescentar os competidores.

Débora fez que sim com a cabeça, mas antes se aproximou do homem de olhos azuis e lhe deu um beijo.

— Porque não podemos ser apenas um casal com uma família normal?

— Porque não temos nada de normal em nossas vidas. — David sorriu descontraído enquanto se preparava para se retirar do escritório mais uma vez.

Univens

Os quatro usavam as mascaras coloridas enquanto corriam pelas ruas do morro. Blue estava mais para trás, suas costelas doíam. Green diminui os passos para poder ajuda-la. Ele segurou em sua cintura para apoia-la de uma forma melhor para correrem.

— Orange posso saber o porquê está nos trazendo aqui? — Rosa perguntou evitando olhar para o irmão e a amiga que corriam abraçados. O vento sopravam os cabelos soltos da garota, o suor escorria sobre sua pele e não podia negar uma leve dor nas pernas devido à corrida morro a cima.

— Enquanto vocês estavam ocupados em treinar a rosa e investigar o comprimido eu andei espionando Marcos e os outros líderes dos AJJ. — Orange fez uma pausa para recuperar o fôlego. — Não acham estranho um grupo de rebeldes terem lideres se nem existe mais o movimento.

Os amigos confirmaram, nunca haviam parado para pensar nisso mais era uma verdade.

— Acontece que ainda existe um movimento e enquanto dormimos na base eles saem de madrugada e se encontram nessa casa para discutirem planos sobre o futuro. — Os univens chegaram até a única casa que estava com a luz ligada as duas da madrugada.

Orange apontou o dedo mostrando um movimento de pessoas que era possível ver pelas janelas de madeira.

— Eles podem ser alvos do governo mais não completos inocentes. — Suas palavras soaram como uma espada de dois Gomes que corta cada gotinha de esperança. — Eles não desistiram do movimento AJJ só estão mais discretos no momento.

Os olhos castanhos de Green brilharam intensamente então sua boca se comprimiu, até o momento não havia percebido que ainda estava abraçado com a amiga, mas assim que sentiu o tecido gelado azul em seus dedos se distanciou dando a ela espaço.

— Vamos fingir que não sabemos de nada e seremos discretos, os jogos serão nossa chance de nos aproximar dos mega humanos. Temos que os ter como aliados. — As palavras não foram pronunciadas em um som alto mais ficaram impregnadas na cabeça deles.

— Eu acho que estamos andando em circulo, não conseguimos impedir o projeto mega humano, nossos aliados estão nos traindo e agora entrando nos jogos estamos no território do governador. — A garota de mascara Rosa praticamente cuspiu essas palavras. — Eu estou com saudades de casa, da minha cama e de minhas roupas.

Blue revirou os olhos então Green decidiu tomar uma atitude. Ele não sabia o que fazer, mais lembrou-se do pai quando ele ainda era pequenino o levando para dormir cantando uma canção sobre os anjos de Deus.

— Não temos muito o que fazer e estamos encurralados entre traidores, só sabemos que algo está muito errado. — O líder os guiou para a catedral.

A igreja ficava na metade do morro, suas pedras escuras dava para se ver de longe, a construção estava praticamente encostada na mata, não havia ninguém por perto. Os misteriosos entraram pela porta dos fundos que davam acesso ao porão. Aquele local não mudará nada desde que foram para a base dos AJJ.

Green os guiou até os bancos da igreja então todos se colocaram de joelhos e começaram a desabafar com seu criador. Se Deus os ouviu ninguém sabe, mas que falar aliviava a alma e os fazia sentir melhores era verdade.

Green lembrou-se da época em que o pai ainda era vivo e lhe contava historias de fé e coragem, de pessoas que obedeciam por lealdade e não por medo, dá época em que o povo se importava um com o outro. Mas desde que o pai morreu as coisas mudaram o mundo se tornou mais frio, as historias cessaram. Desde então todas as vezes que confiou em alguém lhe gerou sofrimento. Não havia mais pastos verdejantes nem colinas floridas era tudo um campo de ossos secos. Era só a discórdia e a guerra.

O líder lembrou-se de Cristal, uma garota forte que sofrera sem nem saber o motivo, a garota que agora não passava de uma arma nas mãos do governo. É muito difícil se ter esperança quando nada colabora. Pela primeira vez Green falou sobre sua decepção e permitiu que lágrimas escorressem de seus olhos.

O líder chorou amargamente, pois depois daquele momento não haveria nada no mundo que o impediria de entender o porquê a população do morro estava em perigo, porque o governo estava transformando pessoas em armas e o porque os AJJ estavam fazendo coisas escondidas deles.

Não importa o quanto demora a verdade sempre vem à tona.

Notas finais
E ai o que acharam? Quero que levantem teorias e me contem. Beijos de guloseimas e fiquem com Deus *-*