Pobre Humanidade Tola

1 Pobre Humanidade Tola


Cersei olhava em choque para seus conselheiros. Era definitivo, eles estavam todos perdidos.

—Os mortos vivos estão nos cercando e entrando na cidade?

—Sim, Majestade. O exército do falecido Jon Snow era pequeno demais para conter todos eles.

O olhar de todos naquela sala era claro.

Eles viram aquela criatura trazida por Daenerys Targaryen e Jon Snow jogada na frente deles.
Eles ouviram claramente que todos os vivos precisavam se unir se quisessem sobreviver.
Mas a ganância e egoísmo de Cersei Baratheon a fizeram não enviar a ajuda prometida.

—Quantos sobreviveram?

—Poucos. Sansa Stark, Arya Stark, o anão Tyrion Lannister, Gendry que é bastardo de Robert, alguns Dotrakhi e imaculados, eles pegaram a comida e os recursos que sobraram e fugiram para Essos nos navios da Greyjoy filha de Balon.

—Por que não soubemos disso antes?

—Nossos mensageiros... Agora são parte das criaturas que invadem os portões. E por causa de um plano de Tyrion e Sansa Stark o pouco dinheiro que tínhamos foi escoado para fora da cidade. O Mestre Da Moeda fugiu com eles.

A culpa e o desespero de Cersei estavam num nível insuportável.

Agora entendia a profecia sobre outra mais jovem e bela tomar o que era dela.

Seu dinheiro estava nas mãos de Sansa Stark.

"Eu devia ter ouvido Jaime", ela pensou.

Ele a tinha alertado para mandar tropas para impedir o avanço do Rei Da Noite.

Mas em sua ganância deixou a situação chegar a esse ponto.

E todos aqueles homens também a culpavam.

O chão começou a tremer.

—O que está acontecendo.

—Eles chegaram. E eles têm três dragões agora sob seu controle.

Não demorou para ouvirem passos no corredor.

Os soldados entraram correndo e trancaram a porta.

—Estão aqui! Todo mundo lá fora é morto vivo agora!

Alguns pegaram sua própria espada e se mataram.

Outros se ajoelharam e pediram misericórdia divina.

Outros, como Cersei, paralisaram.

As portas estremeceram.

O choro e lamúria aumentou.

Então os Caminhantes Brancos finalmente arrombaram a porta e entraram.

A matança começou.

Ainda paralisada, com lágrimas nos olhos, Cersei reconheceu o morto-vivo que a encurralava contra a parede.

—Jaime!

Ele simplesmente colocou suas mãos sobre o pescoço dela. E apertou.

Caiu morta no chão quando ele terminou.

O Rei Da Noite, satisfeito, foi até o trono de ferro.

E ali se sentou.

O frio se espalhou.

Os oceanos congelaram e para outros continentes eles foram.

MILHÕES DE ANOS DEPOIS

—Isso é a descoberta do milênio! — disse um dos astronautas com entusiasmo.

—Nós encontramos vida em Netuno, meu! Netuno!

O grande bloco de gelo com um homem congelado foi colocado cuidadosamente na nave.

—É uma forma de vida muito curiosa. Lembra um pouco a humana.

—Eu mal posso esperar para quando chegarmos a Terra! Imagina quanto dinheiro vamos ganhar com isso!

—Vamos ficar ricos e famosos! Seremos celebridades cara!

Eles conversaram sobre o que fariam com os milhões que podiam ganhar. Comprariam roupas de marca, o carro do ano e sairíam com as mulheres mais gostosas.

Enquanto conversavam sobre essas frivolidades nem perceberam que o homem no bloco de gelo abriu os olhos e sorriu.

Pobre humanidade tola.

Tão preocupada com coisas fúteis e cega para o verdadeiro perigo.

Fim

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