Quem sou eu?

Sou apenas o cara negro da escola, aquele que ninguém liga, ninguém nota, que poucos querem estar perto.

De volta a cidade onde nada acontece, Manaus, capital do estado do Amazonas, no Brasil, país da corrupção, minha historia começa de forma bem inusitada, em uma noite minha mãe me encontrou em uma cesta de palha no meio da rua durante a madrugada, era o dia mais barulhento do ano dia 07 de maio, o dia do silencio, mas que mesmo sem saber a população faz muito barulho, ela me disse que eu tinha acabado de ser concebido quando ela me encontrou, desde então ela me criou uma linda jovem Déia, esse é o apelido dela, pois ela odiara seu nome de nascimento, ela me ensinou valores e hoje estou aqui, negro de cabelos pretos e ruins, olhos negros como besouro, corpo mediano.

Meu nome é Ramon Miranda e aos 16 anos estudava na Escola Estadual Angelo Ramazzotti, no ensino médio, sem amigos sem nada, na forma em que quando entro na sala de aula, todos me olham comdesprezo, como se eu não pertencesse aquele lugar, e eu também tinha essa mesma impressão, de que tudo estava errado, de que eu não deveria estar ali.

Em uma manhã de segunda feira, fui para aula mais uma vez, chegando lá me sentei no fundo como sempre, mas hoje alguma coisa estava diferente, e eu não estou falando apenas das alunas novas, duas meninas baixas e loiras, elas eram estranhas, não falavam, apenas se olhavam, a mais baixa devia ter 1,45 ela tinha nas mãos uma espécie de cruz de metal com uma forma estranha, a outra um pouco maior tinha uma caneta, de prata na mão, mas não era pintada, era prata de verdade, dava pra perceber pelo brilho, e elas estavam sentadas do meu lado, onde ninguém sentava, "elas são novatas, logo vão perceber que se querem ter amigos não vão poder sentar perto de mim", foi como se a menina mais alta tivesse ouvido meus pensamentos, ela olhou pra mim e deu um pequeno sorriso.

A aula foi seguindo tranquilamente até um certo momento, o momento em que eu ouvirgrunhidosaltos, e asas, todos ouviram, mas as únicas que pareciam não se importar eram as novatas que continuavam de cabeça baixa, eu olhei através da janela e vi, cabeça de mulher e corpo de galinha, Harpias,idênticas as que eu vi em gravuras da mitologia grega, tinham mais ou menos umas 15 delas, elas derrubaram a porta da minha sala, e começaram a entrar, todos entraram em panico, eu corri mais para o fundo da sala, onde as duas meninas ainda continuavam de cabeça baixa, uma harpia começou a procuraralguma coisa e olhou pra mim, neste exato momento, algo me disse, "não corra ou elas vão devorar você" eu olhei pra trás era a menina mais alta, ela estava em pé atrás de mim, eu não conseguia falar, estava apavorado, quase chorando de medo

- Temos que sair daqui, vamos para a Fortaleza...- disse a menina mais baixa, que neste momento estava com aquela cruz na mão, mas não era mais uma cruz, e sim uma espada branca, que começou a brilhar e quanto mais forte o brilho ficava, as harpias iam fugindo, chegou um momento que não pude mais olhar para o brilho, fechei os olhos mas não porque queria, por que estava apavorado, então desmaiei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.