Plus Que Ma Propre Vie
23 Vous Êtes Plus Que Ma Propre Vie :: Fase 1
Notas iniciais
Vous Êtes Plus Que Ma Propre Vie
Bella’s POV
No momento em que o meu olhar se cruzou com o de Edward um belo sorriso saiu dos meus lábios, o qual ficou ainda maior quando ele também sorriu. Abraçamo-nos fortemente enquanto eu me inebriava com o perfeito aroma de sua pele misturado com o da chuva.
Ao nos desgrudarmos minimamente, vi que seu olhar transbordava amor e felicidade. Fui ao delírio ao sentir suas macias mãos acariciando meu cabelo molhado. E enquanto o fitava, eu delineava o belo rosto do meu anjo.
_Eu te amo! – sussurrei.
_Eu também te amo! – ele sussurrou também, dando espaço para que meu sorriso predileto preenchesse seus lábios.
Foi aí que nos beijamos. Um caloroso e apaixonado beijo que nem a fria água da chuva pôde interromper – muito pelo contrário, ela apenas deu um gostinho de quero mais. Nossos movimentos eram sincronizados e urgentes, tanto o de nossos lábios quanto o de nossas mãos que vagavam insaciavelmente pelo corpo de ambos.
Só paramos de nos beijar assim que ouvimos aplausos. Nesse instante, nos desvencilhamos e olhamos ao redor. Não consegui evitar corar, pois várias pessoas nos encaravam felizes, aplaudindo nossa exibição pública de afeto. Foi apenas nessa hora que notei que a tempestade havia cessado, dando lugar a fracos e quase imperceptíveis chuviscos.
Aos poucos, a plateia foi se esvaindo. Edward virou-se e me fitou profundamente, pegando minhas mãos e entrelaçando nossos dedos.
_ Vous êtes plus que ma propre vie! – ele falou.
_O quê? – perguntei. Não havia entendido nada do que ele disse.
_ Vous êtes plus que ma propre – ele repetiu. – É francês e quer dizer: “Você é mais do que minha própria vida.”!
_Oh! Então... Vous êtes plus que ma propre! – murmurei numa falsa imitação de seu francês perfeito.
Nós rimos. Então peguei minha mão direita, ainda entrelaçada à dele, e a pousei no lado esquerdo de seu peito – no coração.
_Me desculpe por tudo o que disse a você antes. – comecei a dizer – Foi tudo mentira. Eu...
_Shhh... – Edward murmurou, pegando sua mão livre e pousando seu dedo indicador em meus lábios – Não precisa dizer nada; eu já sei de tudo.
_Como? – perguntei curiosa.
_É uma longa história. Depois eu te conto, tudo bem?
Assenti e o abracei novamente. Ele retribuiu meu gesto de carinho, sussurrando em meu ouvido.
_Seja minha, Bella! Seja minha outra vez.
_Sempre e pra sempre. – sussurrei, também em seu ouvido, fazendo-o se arrepiar.
E então, delicadamente, ele me puxou e tomou meus lábios num beijo doce e terno, demonstrando todo o seu amor por mim, deslizando as mãos em um vai-e-vem luxuriante em minhas costas, enquanto meus dedos se fundiam em seus fios acobreados. Apenas nos desvencilhamos por pura falta de ar.
_Posso perguntar algo pra senhorita? – perguntou ele, sorrindo.
_Claro que sim, meu caro senhor – murmurei sorrindo também, entrando na brincadeira.
_Onde está hospedada? – perguntou curioso.
_No Crowne Plaza Hotel. Por quê?
_É que te procurei por quase toda a cidade, mas não a encontrei – falou pensativo – Mas confesso que eu nem me lembrei desse hotel. Ele costuma ser muito caro.
_Humm... Quer dizer que o senhor me procurou, é? – Perguntei sorrindo.
_E muito.
_Quero saber de tudo! – eu disse estreitando os olhos.
_Claro! – concordou – Vamos pegar um táxi até seu hotel e no caminho te conto o que houve.
_Tudo bem.
Durante todo trajeto, Edward me falou sobre o ocorrido e confesso que eu nunca vi tantos encontros e desencontros na vida de um casal, quanto a minha e a dele.
Assim que chegamos, ele me acompanhou até o hall e disse pra eu me aprontar, pois ficaríamos juntos no apartamento dele.
_Então eu volto pra lá e tomo um banho. Daqui a meia hora te busco, ok? – ele perguntou enquanto nos despedíamos.
_Ok. Serei bem rápida!
_Certo! – murmurou, me dando um demorado e saboroso selinho. – Até agorinha!
_Até!
Chegando ao meu quarto, tratei logo de tirar aquelas roupas ensopadas e tomei um quente banho. Deixei a água esquentar e relaxar meu corpo, enquanto eu me lembrava do nosso mais último reencontro.
Saí do banheiro sorrindo abobadamente – é o amor! – e logo resolvi agradecer quem trouxe o homem da minha vida de volta. Ajoelhei aos pés da cama e fechei os olhos. Agradeci à Deus por tudo de bom que ele proporcionou a minha vida, a mim e às pessoas que amo.
Terminei de arrumar minhas coisas e, como o tempo não estava mais tão frio, coloquei um belo vestido azul clarinho com leves e pequenas lantejoulas – ele tinha um leve decote, com finas alças nos ombros. Calcei uma alta sandália de salto fino. Aproveitei pra usar uns brincos lindíssimos, combinando. Já quanto ao meu cabelo, optei por deixá-lo natural mesmo – liso com as pontas levemente onduladas. Investi numa maquiagem que realçasse meus olhos, passei um pouco de blush e suave batom.
Olhei meu reflexo diante o espelho e tenho certeza que Alice aprovaria meu look.
Fechei minha conta no hotel e desci com a minha mala – depois de muito insistir com o carregador de malas de que eu mesma poderia levá-la já que eu tinha apenas uma.
Cerca de segundos depois, Edward chegou um Jaguar preto. Ele saiu do carro e veio ao meu encontro.
_Outro carro? – perguntei erguendo uma sobrancelha.
_Você achava mesmo que minha família não teria carros aqui também? – retrucou sorrindo.
_Não sei por que ainda me surpreendo com isso. – falei revirando os olhos, divertida.
Então nos beijamos apaixonadamente por alguns minutos. Logo após, ele me olhou de cima a baixo — com o meu sorriso nos lábios — me fazendo corar.
_Você está deslumbrante! – ele disse.
_Eu sei! – Dei de ombros, fingindo agir indiferente.
A cara dele ficou engraçada, me fazendo rir.
_Exibida! – murmurou sorrindo.
_Como você mesmo diz, é REALISTA! – disse sorrindo de sua expressão.
_Mas tenho que concordar. Você está maravilhosa!
_Obrigada! – sussurrei me aproximando, envolvendo meus braços em seu pescoço. – E você está de tirar o fôlego.
_Humm... Obrigado! – ele sussurrou, selando nossos lábios num quente e ardente beijo.
_Vem, vamos pro apartamento! – ele disse logo após, pegando minha mala e a colocando no carro. – Senhorita... – disse abrindo a porta do passageiro e fazendo reverência pra eu entrar.
Fomos conversando animadamente o caminho todo, às vezes cantando músicas conhecidas que tocavam na rádio. Chegamos rapidamente. Pegamos o elevador, rumo ao trigésimo e último andar.
_Cobertura? – perguntei.
_Sim, senhorita! – respondeu abrindo um sorriso e tanto.
Ao entrarmos no apartamento, me senti em casa. Era grande, bonita e aconchegante. Edward me apresentou todos os cômodos, mas ele havia esquecido um dos quartos – o que achei estranho, pois ele raramente se esquecia de algo, mas deixei quieto. Fala sério! Era só um quarto!
Fomos à cozinha, porque estávamos famintos.
_O que gostaria de comer? – ele perguntou, abrindo a geladeira e olhando o que tinha dentro.
_O que acha de uma macarronada?
_Viciada em massa, como sempre! – ele zombou, sorrindo.
Dei uma de Alice e mostrei a língua pra ele, o fazendo gargalhar. O acompanhei nos risos.
_E depois você critica a baixinha, né, dona Isabella? – murmurou, ainda rindo, se aproximando e me dando um longo e caloroso beijo, o qual foi quebrado assim que ouvimos meu estômago roncando.
Começamos a fazer o tal macarrão. Eu e Edward éramos bem ágeis quando juntávamos nossas habilidades na cozinha, e admito, era muito mais interessante cozinhar ao lado de um namorado que usava um avental de bolinhas que delineava todos os seus dotes corporais – ai, ai!
Nota mental: a malícia do Emmett é contagiosa.
Em poucos instantes, estávamos comendo uma deliciosa macarronada, admirando a bela paisagem londrina, numa mesa à luz de velas, na enorme varanda do apartamento – detalhe: ao som de Clair de Lune.
Jantamos, bebendo um excelente vinho por sinal. Durante o jantar contei à ele sobre os lugares que viajei nesses últimos dois anos – Londres, Paris e Roma – e disse também que o próximo lugar da minha lista era alguma ilha deserta – calma e bela. Falamos também sobre coisas banais, como qual era nosso personagem favorito do seriado Eu, a patroa e as crianças, por exemplo. E também tentamos raciocinar sobre o porquê do Emmett gostar tanto de jogar Super-Mario, Super-Bomberman e assistir Família Dinossauro toda a semana. Resultado? Não encontramos.
Depois de jantarmos, arrumamos tudo rapidamente e voltamos à varanda. Lá ficamos agarradinhos um no outro, enquanto olhávamos a vista de Londres e fazíamos planos futuros. Por vezes, nos beijávamos, até que esses beijos tornaram-se mais constantes e intensos, mais quentes e desesperados.
Entramos, aos beijos e amassos, e subimos as escadas. Paramos no último degrau, onde Edward beijou meus lábios com volúpia e me pegou no colo. Ele seguiu até a porta de um quarto, até que notei que era o mesmo que ele não havia mostrado mais cedo, e me beijou novamente.
_Abra! – sussurrou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar.
Abri a porta e o que vi me deixou ainda mais feliz e apaixonada, causando até a falha de uma batida do meu coração.
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