Notas iniciais
N/A: Oi, amorecooos! Sei que demorei, mas estava meio bloqueada para Plus... Ela está no final, então os últimos caps têm que estar perfeitos! Bem, sem a ajuda da minha querida Ana - com sua imaginação incrível e invejável - esse cap não sairia... Ela me ajudou bastante! Muito obrigada, flor! E espero que curtam... 95 usuários acompanham esta história e foram notificados por e-mail: Giorgia, tatatifer, ooooooooooooooo, jeje2786, Taty_Cunha, zikin, MPR, KateCullen, debbiestewart, quel, aldmere, caroolmarques, Clara_Cullen, elle76, Drika_Cullen, bia07, Angel_in_love_, InoMax, Joannajuju, Sbertolin, feehcullen, yasmine_ml, maryssarv, bella marque, Niusy, giselebruxinha, lery07, Aline XU, super_twilight, veri_darif, Dio_Cullen, Josy_Pattz, Tataii, Sus, shannayia, fer cullen, leilipattz, lorrana isabela, deianunes, SerenaLee, tata_m_g, LuaCipriano, claraz, jessica_julia, danii30, VanessaDark, simoneipua, 210889, BellaMC, tatyanee, BarbVolture, melzita, lcmorais1, lukaahbenevides, Rafaellasantos, AnaPaulasS2, Soniinhah, katilene, NANASS, lorena-gtnh, Mo3, likafeltrin, Bia_Felix, nequica, Xana Lutz, bellycullen, Geovanna, NaninhaPoynter, giselebruxinha, tatyanee, Bellsmarti, Sus, greyci-cullen, shannayia, MandyMcLauglin, Janine, Ana Paula Souza, MayGruber, Rosa_Cullen, BeatrizCullen, re_cullen_2010, Teh_P, Bia_Felix, lcmorais1, baH, Le_gabriela, deianunes, Nathi_Brendon, Mo3, beta18, Tata Sag Cullen, Mila Pink, veri_darif, Clara_Cullen, jeje2786

Plenitude

Bella’s POV

A brisa quente e primaveril californiana me provocou um leve arrepio no momento em que saí da Audi de Gisele. Despedi-me dela, assim que estacionou o carro na frente da minha casa, agradecendo o ótimo passeio noturno – Ela havia me convidado para irmos ao shopping, relembrar os velhos tempos, e nos divertimos bastante.

Atravessando o largo jardim e trilhando o caminho de pedra que dava para a porta da frente, entrei na sala. Dei um leve pulo ao ver que o ambiente estava iluminado apenas por diversas velas aromáticas espalhadas pelo chão de madeira, do mesmo modo que havia pétalas de rosas vermelhas, constituindo uma trilha em direção à cozinha.

Segui o caminho indicado, deixando-me levar pelo som suave de Debussy, ao fundo. Um largo sorriso preencheu os meus lábios no instante em que vi Edward parado ao lado de uma cadeira da mesa de jantar, trajando um elegante terno preto. Perdi-me na intensidade de seus olhos verdes e sorriso torto, mordendo os lábios ao me aproximar.

_Boa noite, mademoiselle – Sua voz soou divertida e rouca, eriçando os fios da minha nuca.

_Bonsoir, monsieur – Entrei na brincadeira, cumprimentando-o igualmente, com um sorriso.

Ele ergueu uma sobrancelha em aprovação, enlaçando minha mão entre as suas e beijando a palma. Mordi meu lábio inferior mais fortemente, vendo-o me guiar à cadeira posta. Logo, sentei-me, vendo pratos tipicamente franceses preencherem a mesa.

_Champanhe? – perguntou; seus olhos ainda entorpecendo-me.

_Por favor! – sorri, assentindo, notando o quão sexy ele era, enquanto fazia algo tão simples quanto encher uma taça com a bebida.

Surpreendi-me, sentindo parte do líquido cair em meu pescoço. Edward fez uma cara travessa, ao passo em que se agachava ao meu lado, e o líquido se tornava estranhamente quente sobre minha pele.

_Desculpe, minha senhora – sussurrou; seu nariz acariciando minha mandíbula. – Vou dar um jeito de desfazer essa bagunça...

_Oh, por favor... Antes que eu chame seu gerente – sorri em meio aos suspiros, sentindo seu sorriso em meu pescoço, segundos antes de seus lábios começarem a sugar o champanhe em minha pele. – Está fazendo um ótimo trabalho, empregado – ri, sentindo-o acompanhar uma gota que deslizou rumo ao meu colo. – Quem sabe você não ganhe uma bela gorjeta.

De repente, ele capturou o resquício da bebida que descia pelo vão entre meus seios, lambendo sensualmente a região. Sussurrei um gemido, sentindo sua boca quente e deliciosa vagar de volta ao norte, até que seus olhos fitaram os meus.

Em um pedido mudo, nossos lábios se encaixaram, fazendo-me gemer audivelmente. Minhas mãos adentraram em seus sedosos e bronzeados cabelos, ao passo em que minha língua pedia passagem. Teimosamente, Edward se afastou, sem aprofundar o beijo, e meus lábios se repuxaram num beicinho indignado.

_Minha senhora, isso é assédio com um pobre funcionário como eu... – ele falou com uma expressão inocente, contradizendo seus lábios moldados em um sorriso malicioso.

Revirei os olhos, encostando nossos narizes.

_E não agradar sua senhora não é permitido por aqui, empregado – sussurrei autoritária, vendo seus olhos arregalarem. – Volte aqui e termine o que começou!

_E não ir adiante com o que planejei? – perguntou; seu nariz, agora, passando pela minha bochecha esquerda até a orelha, o que me fez estremecer.

Então, Edward se afastou, sorrindo traquina quando choraminguei. Suas mãos tocaram meus pés, retirando os sapatos de salto. Logo, seus longos dedos de pianista os massagearam, fazendo-me morder os lábios e fechar os olhos pelo prazer. Seu toque se elevou, subindo pelas minhas panturrilhas, onde apalpou generosamente.

Ainda de olhos fechados, recostei-me na cadeira, sentindo seus lábios beijarem o início de minha coxa, erguendo minha saia de cintura alta branca. Remexi-me inquieta, sentindo meu baixo ventre pulsar deliciosamente.

_Eu te amo... – sussurrou; sua boca de volta ao vale entre meus seios, expostos pelo decote da blusinha azul turquesa que vestia.

Logo, ele fez um som de reprovação, encarando-me com o desejo latente em seus olhos.

_Você é gostosa demais para o seu próprio bem – Meneou a cabeça, dando-me um rápido selinho. – Com fome, Sra. Cullen? – inquiriu, puxando outra cadeira e sentando ao meu lado.

_Faminta! – Lambi os beiços, desviando meus olhos dos seus e encarando a mesa posta.

Ele nos serviu, e engajamos numa conversa animada, parando para ocasionais beijos. Descobri que meus filhotes estavam aos cuidados de Esme, na mansão dos Cullen, até que ele se calou no momento da sobremesa, fitando-me intensamente, com receio, porém.

_Eu tenho um presente pra você – Mordeu os lábios, esperando minha fúria, mas apenas revirei os olhos, rindo levemente.

_Outro presente?

_Ah, amor... Você sabe como me agrada lhe dar presentes... – Ele juntou as sobrancelhas, formando um irresistível biquinho nos lábios recém umedecidos.

Sem esperar qualquer resposta, ele retirou uma delicada corrente do bolso interno de seu paletó escuro, estendendo-o no ar, até que o dourado brilhou perante os meus olhos.

_Edward... É lindo... – sussurrei encantada, acariciando o relicário simples e delicado, com formato de coração. Sua borda era revestida de pequeninos diamantes, e uma solitária safira azul no canto direito.

_Eu o vi em uma joalheria quando estava no shopping ontem, comprando algumas coisas para as crianças – murmurou, andando lentamente em minha direção e abaixando-se atrás de mim; ele pegou o colar de minhas mãos, colocando-o em meu pescoço. – E algo nele gritava, dizendo ser perfeito pra você! – Terminou ele, voltando-se para frente e constatando a verdade em suas palavras.

Meus olhos caíram no acessório outra vez, e meus dedos o abriram, mostrando dizeres em francês do lado esquerdo e uma foto que tiramos semana passada, onde mostrava eu, Edward e nossas crianças, do lado direito.

_“Plus que ma propre vie”? – perguntei, sussurrando o que estava escrito no relicário, voltando a fitar meu marido.

_Sim... – sorriu, colocando uma mecha de meus cabelos atrás da orelha. – Porque você é “mais do que minha própria vida”... – sussurrou, ajoelhando-se e me olhando através de seus longos cílios. – Você é minha alma, Bella.

Minha visão, de repente, se tornou embaçada, e, colocando um dedo para ver o que era, percebi que estavam marejados. Toquei a mandíbula de Edward, então, acariciando-a com toda a devoção que lhe foi concedida.

_Você também é muito “mais do que minha própria vida”, meu amor... – Aproximei-me, sentindo uma delicada lágrima deslizar por minha face, ao passo em que encostava nossas testas. – Você é tudo pra mim... Tudo...

E, assim que fechei os olhos, senti seus lábios nos meus, selando um beijo extremamente quente e lascivo, fazendo-nos gemer em uníssono. Sua língua acariciava a minha com seu sabor entorpecente, provocando-me calafrios, e aquela tão conhecida corrente elétrica fez meus pelos eriçarem.

_Hora do serviço final, Sra. Cullen... – sussurrou ofegante, olhando-me com aqueles olhos tão devastadores.

_E qual seria? – questionei maliciosamente, arqueando uma sobrancelha.

_Vou te dar um banho... – Mordeu meu lábio inferior, sugando-o; seus dedos acariciando minha nuca. –... De banheira.

Ri alto, enquanto ele me pegava no colo, rumando escada acima. Clair de Lune ainda soava, vindo da sala, no momento em que ele me sentou na borda da enorme banheira, abrindo as torneiras.

_E, por acaso, eu tenho o direito de um acompanhante? – perguntei aos sussurros, sentindo suas mãos deslizarem por meu quadril, retirando minha saia branca.

_Hmm... – Fingiu pensar, fazendo um irresistível beicinho. – Talvez...

Minha risada foi alta, sendo acompanhada pela sua, que logo cessou ao retirar minha blusinha e ver um conjunto inédito de lingerie preta Victoria’s Secret.

_Querendo enlouquecer alguém, Sra.Cullen? – murmurou, encarando meus olhos com desejo, ao deslizar as alças do sutiã pelos meus ombros.

_Hmm... – Fingi pensar, imitando-o. – Talvez... – Ele sorriu, deixando-me completamente despida da cintura para cima. – Estou conseguindo?

Sua boca foi até o meu pescoço, mordendo-o levemente. Então, ele respondeu, ao ouvir meu gemido:

_Sempre consegue...

Sorri vitoriosa, sentindo a fina renda da minha calcinha descer pelas minhas pernas, e Edward deslizar meu corpo para dentro da água morna da banheira, cheia de sais e espumas.

Surpreendendo-me, ele prendeu meus suaves e cheios cachos castanhos em um coque alto, enquanto eu brincava com as bolhas de sabão ao meu redor.

_Gostosa a água, minha senhora? – sussurrou em meu ouvido, fazendo-me sobressaltar e gritar de susto.

Sua risada rouca de veludo soou, assim como o tapa que dei em seu braço. No entanto, decidi mudar o jogo, retirando seu paletó e segurando forte o colarinho de sua camisa. Fitei-o nos olhos, que devolveram um olhar surpreso, e murmurei:

_Não tão gostosa quanto eu, pode apostar – Meus lábios exibiram um sorriso convencido e lascivo, ao passo em que ele gemia em frustração por eu ter conseguido tirá-lo do sério.

E, antes de qualquer reação, puxei-o pela gravata, derrubando-o na banheira. Seu impacto fez com que grande parte do banheiro ficasse molhado, e nossa gargalhada propagou no ambiente.

Ele olhou para mim, que sorria sapeca, até que seus olhos vagaram para a água que me cobria, e o brilho existente neles fez minhas bochechas queimarem. Segui seu olhar, notando que as espumas se foram, descobrindo todo o meu corpo submerso. Mordi o lábio inferior, ouvindo-o rosnar e enlaçar minha cintura com fúria, tomando meus lábios, em seguida.

No dia seguinte, levantamos cedo, a fim de tomar o café da manhã em família com os Cullen e pegar nossos bebês. O caminho foi tranquilo, sob o sol que já brilhava com fervor em Stanford.

Chegando lá, logo pudemos ouvir Alice brigando com Emmett, que influenciava os filhos e sobrinhos, assistindo os Backyardigans. Edward e eu nos entreolhamos, rindo, enquanto subíamos as escadas da varanda e, assim que ele abriu a porta da sala, pudemos ver sete bebês lindos concentrados no sofá, vendo o desenho.

Entretanto, Nessie, Lizzie e Eddie nos olharam no mesmo instante – provavelmente, sentindo nossos cheiros – sorrindo e dando seus famosos gritinhos. Peguei meu pequeno Edward no colo, ao passo em que minhas princesinhas se acomodavam nos braços do pai. Após trocarmos beijos e carinhos, vimos uma Alice carrancuda nos olhando.

_O quê? – perguntei confusa, vendo seu beicinho ficar maior ainda.

_Agora só dão atenção para seus bebês, é? – perguntou indignada; seus olhos se enchendo d’água.

_Alice... – murmurei, abraçando-a, ainda com meu querido no colo. – Largue de ser boba, sua grávida com os hormônios à flor da pele – revirei os olhos, encarando-a.

Ela fungou, abraçando-me mais fortemente.

_Ah, eu sei que ando super bipolar e estressada nesses últimos dias... – fungou novamente, secando as pequenas lágrimas. – Mas não é minha culpa se os filhos do Jazz são tão calmos quanto ele, e estão demorando tanto a sair... E eu nem consigo ver quando vão nascer...

Todos rimos, até que Rose afagou os cabelos espetados da irmã, que logo se manteve entretida com o sobrinho em meus braços, pegando-o e mimando-o. Bufei, vendo que a baixinha estava mesmo bipolar.

Minutos depois, Esme desceu as escadas com Carlisle – Um sorriso feliz e ansioso estampando os lábios de ambos. –, que nos chamaram para o jardim a fim de tomarmos o café.

_Temos uma coisa para contar a vocês – Meu sogro disse com sua expressão ainda contente, pegando a mão da esposa sobre a mesa.

O silêncio logo se instalou, assim como a curiosidade. Olhei para Edward e Alice, e eles pareciam estar tão no escuro como o restante de nós, até que Emmett se pronunciou:

_Não vão me dizer que a minha mamãe também está grávida?! – Riu da própria piada, bufando e resmungando um “Até parece...”.

_É isso mesmo, querido – Esme riu, levemente constrangida. – Estou esperando um bebê.

Ficamos completamente estáticos, sem reação alguma. O queixo de Emmett quase tocou o chão, de tanto que ele ficou boquiaberto, assim como todos nós. Logo, a risada de Jasper soou alta, assustando-nos.

_Ah, perdeu de novo, Emm! – gargalhou outra vez, estendendo a mão para o irmão. – Está me devendo cenzinho!

_O que vocês apostaram dessa vez? – Carlisle perguntou, estreitando os olhos. Ouvi Edward rir ao meu lado, antes que o irmão pudesse responder.

_Eu disse que só faltava Esme agora... E ele disse que a nossa mãezinha era santa... – Curvou-se, roncando de tanto rir.

Seguimos seu riso, até que logo levantamos – inclusive o irmão gigante – e abraçamos nossos pais, dando nossos parabéns. Esme chorou, completamente emocionada, enquanto eu dizia que ficaria com ciúmes pelo novo bebê tomar nossa atenção.

No entanto, olhei para o lado e não vi Alice entre nós. A mesma estava parada na cadeira, com uma expressão confusa. Rapidamente, ela retribuiu meu olhar, soltando um agudo grito em seguida.

_Oh, meu Deus... Eles vão nascer... Aleluia, irmão! – gritou, em um misto de felicidade e dor.

Edward correu até ela, pegando-a no colo, enquanto Rosalie e Emmett tomavam conta das crianças, no cercadinho posto na grama. Esme e Carlisle foram para dentro, pegar o carro e bolsas. Porém, Jasper agora era quem estava sentado, completamente paralisado, com o olhar longe.

_Ah, Jazz... Faça alguma coisa! – Sua fadinha gritou, tirando-o dos devaneios.

_Oh, cara... O que eu faço? – Ele perguntou, morrendo de medo, afundando os dedos em seus cabelos.

Sorri, andando até ele, ao passo em que meu marido levava a irmã para dentro. Aproximei-me de Jasper, agachando ao seu lado e tirando as mãos de seu rosto.

_É simples, Jazz... – murmurei, fazendo-o olhar confuso para mim. – Vá até a mãe de seus filhos e diga o quanto a ama, e deixe-a apertar sua mão e xingar o quanto ela aguentar – Ri, e ele me seguiu. – Ela precisa de você... E seus filhos também!

_Isso! – assentiu, sorrindo amplamente e me envolvendo em um abraço rápido, para correr para dentro e gritar: – Obrigado, mana!

_De nada... – sussurrei, sabendo que ele ouviria.

Oito meses depois...

_Mas que folga é essa, hein? – Edward brincou, assim que chegou do trabalho, entrando em nosso quarto e vendo eu e as crianças espalhadas na enorme cama.

Nossos bebês logo viram o pai e começaram a chamá-lo com as mãozinhas gorduchas, falando numa língua desconhecida e rindo. Sorri ao ver meu marido deitar todo esparramado conosco, abraçando os pequenos e dando-me um delicioso selinho. Eu mexia no notebook, enquanto eles começaram a assistir um filme infantil.

_Elas se parecem com você – Edward sussurrou ao meu lado, olhando Elizabeth e Renesmee, que assistiam, concentradas, Os Sem Floresta.

_Aham – assenti, sorrindo. – Mas, em compensação, nosso pequeno Edward é a sua cara! – rimos.

_Mas os cabelos são seus! – Meu híbrido protestou, olhando-me.

_Grande coisa: os cabelos – revirei os olhos. – Na luz do sol eles ficam da cor do seu... Eu só doei o útero, porque o Eddie é a miniatura de Edward Cullen!

De repente, Lizzie virou para nós, que agora estávamos abraçados, e pediu colo para o pai. Ele, sempre mimando os filhos, pegou a pequena e, logo, os outros protestaram, exigindo atenção.

_Papai! – Uma voz fina e nunca ouvida soou melodicamente, fazendo meus olhos se arregalarem.

Olhei para o colo de Edward e a doce Elizabeth estava sorrindo, com o dedo na boca. Meu marido estava boquiaberto, mas sorriu amplamente, beijando a filha.

_Diz de novo, amor! – pediu, enquanto uma Renesmee impaciente subia no meu colo.

_Papai... – Desta vez, ambos riram juntos, até que um dedinho indicador tocou meu nariz e vi que era Nessie.

_Mamãe! – sussurrou com um sorriso torto inocente, e os meus olhos se encheram de lágrimas.

_Oh, meu docinho... – Abracei-a fortemente, sorrindo.

_E você, campeão... Diz “papai” – Edward pediu, olhando para Eddie, que sorria em meu braço livre.

Ele fez uma careta, confuso, enquanto resmungava e se virava. Eu e meu esposo nos fitamos intrigados com nosso pequeno, até que os pequeninos olhos verdes focaram no descanso de tela do meu notebook aberto, sobre o criado-mudo, onde havia uma imagem de toda a família Cullen.

_O que houve, meu filho? – sussurrei para o meu menino, ao passo em que ele pareceu encontrar o que ele queria na foto, sorrindo em seguida.

_Vovô! – ele disse audivelmente, apontando para Carlisle, abraçado à Esme, atrás de nós.

_Sim... É o vovô! – concordei, beijando sua bochecha corada.

_Que logo também será papai – Edward lembrou, rindo, e eu o acompanhei.

Uma semana havia se passado desde que nossos pequenos aprenderam suas primeiras palavras. Nessie e Lizzie eram as mais contidas e falavam menos e, em contrapartida, Eddie adorava chamar pelo avô, que não via há alguns dias.

Edward e eu não contamos à ninguém sobre a nova faceta dos trigêmeos, deixando a diversão para logo mais, já que estávamos indo à nova casa de Alice e Jasper – Meu cunhado havia comprado uma casa só para eles, e hoje seria a primeira reunião em família que aconteceria lá.

O relógio marcava exatamente sete da noite quando Edward estacionou o Volvo na porta da enorme casa, e, após colocar nossos bebês no carrinho, outros dois carros estacionaram atrás do nosso. Sorri ao ver Rosalie descer e, com a ajuda de Emmett, colocar seus filhos em um carrinho maior que o nosso. Até que uma Esme grávida de oito meses saiu da Mercedes, com a ajuda de Carlisle.

Fui até ela, abraçando-a e acariciando sua barriga, para logo cumprimentar os outros. Rapidamente, tocamos a campainha, e uma Alice descabelada abriu a porta. Arregalei os olhos, enquanto Edward ria da aparência da irmã sempre cuidadosa – que lhe deu um bom tapa no braço – e nos chamou para entrar.

_Desculpem a bagunça – falou, com um sorriso amarelo. – Não é fácil cuidar de duas crianças!

_Eu tenho que cuidar de três! – falei rindo, sentando-me no sofá e não encontrando bagunça alguma na casa: Alice e seu perfeccionismo.

_E eu, que tenho que cuidar de quatro?! – Rose se defendeu, rindo também, sendo seguida de todos nós.

_Graças a Deus, eu vou ter apenas um! – Esme agradeceu aos céus, com um sorriso divertido no rosto angelical.

_Bela escada, rapazes! – Emmett brincou, rindo. – Mas vocês, mulheres, é que são muito moles, isso sim!

Fechei a cara para ele, que estava sentado no chão, perto das minhas pernas, e dei um tapa em sua nuca.

_Como estamos violentos hoje! – choramingou, olhando para mim.

Rimos, logo nos deparando com Jazz descendo as escadas com um lindo casalzinho de gêmeos.

_Oww, vem cá, fofurinha da mamãe! – Alice sussurrou, pegando Jared no colo.

Eles estavam maiores em relação à última vez que os vimos. O pequeno tinha os olhos verdes escuros idênticos aos da mãe, assim como os cabelos castanhos.

_Que lindinha você está! – Esme murmurou, pegando Avril; seus cabelos loiros eram uma versão mais clara dos de Jasper, mas possuía os mesmos olhos verde-limão dele.

Logo, um chorinho irrompeu a sala, e vi Edward acalentar nossa chorosa Elizabeth. Enquanto ele a ninava, Eddie acordou, pedindo colo com os bracinhos esticados. Peguei-o, com cuidado para não despertar Renesmee.

Os olhinhos sempre curiosos de meu homenzinho varreram o ambiente, onde todos conversavam animadamente, e, no momento em que ele viu o avô no outro sofá, conversando com o Jazz, ele logo pulou em meu colo, apontando para o patriarca da família e dizendo:

_Vovô!

Todos o olharam, completamente surpresos, e Carlisle sorriu com toda sua magnificência, envolvendo o neto nos braços, que o abraçou com força.

Um mês depois...

Edward e eu estávamos dormindo de conchinha naquela noite um pouco fria. Logo, o estridente toque do telefone soou do nosso lado, fazendo-me sobressaltar, assim como meu marido, atrás de mim. Olhei para o relógio no criado-mudo, ao lado do telefone, e vi que eram duas da manhã. Levantei depressa – Uma ligação à essa hora da madrugada não deveria ser para dar boa notícia.

_Alô! – Atendi, um pouco apreensiva, notando Edward se sentar ao meu lado, ainda alheio, beijando meu ombro desnudo pela camisola que eu usava.

_Bella?! – Era Emmett do outro lado da linha, e sua voz estava assustada.

Edward se mexeu, pressentindo o mesmo que eu. Com um olhar preocupado a ele, falei:

_Sim, Emm... Aconteceu algo?

_Bella... – suspirou. – É a Esme! Ela entrou em trabalho de parto! – E antes que eu pudesse sorrir, ele prosseguiu: – E ela e o meu irmãozinho correm o risco de morte.

_Oh, meu Deus! – sussurrei, colocando a mão na boca. – Vocês estão no hospital que Carlisle trabalha?

_Sim... E vou ligar pra Alice agora – Notei sua voz embargada do outro lado, e uma lágrima caiu do meu olho direito.

_Certo – funguei. – Estamos indo pra aí!

_Até, irmã!

_Edward... – Olhei para ele, assim que voltei o telefone para o gancho, e desabei ao ver seus olhos marejados. – Isso não pode estar acontecendo! – Ele me puxou para um abraço apertado, afundando seu rosto em meus cabelos. – Não pode...

_Shh... Deus sabe o que faz, amor... – Ouvi sua voz quebrar aos sussurros.

_Ela sempre sofreu tanto por ter perdido o filho dela quando era humana – sussurrei, agarrando com força seu peito nu. – E agora... isso.

_Minha mãe vai viver, Bella... – Ele fungou, afastando-me para olhar no fundo dos meus olhos. – Ela tem que viver... E o meu irmão também...

Assenti, beijando seus lábios com desespero. Abracei-o novamente e, logo, nos arrumamos e pegamos nossos filhos, sem acordá-los, e nos dirigimos para o hospital.

Emmett e Rose estavam lá – Seus filhos dormindo, aconchegados num carrinho, assim como os meus. A híbrida loira me abraçou fortemente, enquanto Emm e Edward faziam o mesmo, até que Alice e Jazz chegaram com os seus pequenos.

_Como tudo isso foi acontecer? – Alice perguntou, mais para si mesma, sentada ao lado do marido, chorosa, enquanto dava de mamar para a filha.

_Nossa mãe levantou de noite para tomar água... – Emmett murmurou, abraçando Rosalie, que via os filhos dormirem calmos. – E, eu estava lá, atacando a geladeira, como faço todas as noites... E, enquanto tomávamos sorvetes juntos, ela gritou de dor e começou a sangrar – Uma lágrima caiu de seus olhos azuis. – E a única coisa que fiz foi gritar por Carlisle, enquanto a pegava no colo.

_Isso é tão injusto... – Peguei-me sussurrando, agarrando-me à Edward.

Esme não merecia aquele sofrimento nem Carlisle. Os dois sempre foram tão gentis e amorosos... Sempre fizeram o bem... E Deus não podia permitir que a felicidade os escapasse! Nossa dedicada mãe simplesmente descobrira a plenitude ao engravidar... E quando soube que esperava um lindo garotinho, o sorriso que preencheu sua face fora o mais verdadeiro que vi em toda a minha vida.

A dor em meu peito era crescente e agonizante... Era como se respirar se tornasse um trabalho difícil demais... Duro demais... Complexo demais...

Olhei para meus pequenos filhotes, dormindo calmos, e me imaginei sem eles... A dor seria tanta, mas tanta... que eu morreria. E eu imaginei que essa seria a dor de Esme se o filho morresse.

As horas pareciam se arrastar, enquanto nenhuma notícia nos era fornecida. Alice focava no futuro, mas ela não conseguia ver nada pelo pequeno irmão estar envolvido. E a aflição nos cercava de uma maneira aterrorizante...

O relógio anunciou que já era cinco da manhã... E absolutamente nenhuma resposta era vinda.

Meus olhos começaram a lacrimejar outra vez, imaginando o resultado negativo que isso poderia ter. O que seria de nós se Esme se fosse? O que seria de Carlisle se sua parceira se fosse?

O coração dos Cullen estava prestes a morrer, e pedíamos à Deus que isso jamais acontecesse. E eu sabia que Ele deveria estar tentando de tudo para salvar nossa família, eu tinha certeza! E eles não desistiriam tão fácil.

De repente, Carlisle finalmente surgiu na sala de espera. Seu rosto era frustrado, cansado e... triste. Uma lágrima solitária caiu dos meus olhos, e escondi o rosto no peito de Edward.

Seus braços me acolheram, mas o senti leve. E foi assim que também senti quando ouvi a voz de Carlisle soar.

_Eles viveram!

Olhei para seu rosto e um sorriso cansado, mas genuinamente feliz se formou ali, espelhando os nossos, misturados aos sussurros de “Graças à Deus” e suspiros aliviados e felizes. Finalmente felizes.

Levantei-me sem qualquer transcrição, abraçando meu sogro, que sempre considerei como um pai, sentindo os braços de meu marido e irmãos se juntarem à nós.

Minutos depois, nos dirigimos ao berçário, ouvindo Carlisle narrar a sua dor em quase perder Esme e o filho – que agora estavam bem. Ele disse que a idade e a mudança de hormônios da esposa os puseram em risco, mas que agora tudo estava realmente certo.

_É aquele ali – Apontou para um bebê branquinho e magro, de poucos cabelos caramelo, dormindo em uma incubadora. – Nosso pequeno Stefan.

_Stefan? – perguntei, fitando os olhos esverdeados de meu sogro; os demais estavam ocupados admirando a criança.

_Significa coroado de louros e vitorioso – Carlisle sorriu. – E é exatamente o que ele é.

Assim, o pequenino bebê abriu seus olhinhos amendoados – Tão parecido com Esme... –, olhando fixamente para o pai, até que um singelo sorriso apareceu nos lábios do meu irmão.

Sim... Nossa família estava completa. O pequeno Stefan já chegou mostrando quem era e a força que tinha e, sendo um legítimo Cullen, ele iria sair dali rapidinho.

Notas finais
N/A: Diversos leitores me pediram para a Esme engravidar também, e acabei não resistindo! HSUHASUHASUASHUASH...Espero que tenham gostado...E me digam o que acharam dos babies e suas primeiras palavras, da gravidez de Esme e do Stefan, e da noite romântica Beward no comecinho do capUm grande beijo pra vocês... E até o próximo capPS: Visitem meu novo blog! Lá rola spoilers, prévias, novidades e coisinhas super legais Acessem: http://raphaella-paiva.blogspot.com Toodles honey