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52 Ok... Por Essa Eu Não Esperava :: Fase 3


Notas iniciais
N/A: Oi, amores da minha vida #MomentoMeloso HAUHASUHASUHSAUHSAU Nem demorei, hein... E apesar de ter recebido poucos reviews cap passado, posto mais um cap agora! E um obrigadão à annabelyscullem por ter recomendado a fic... Cara, fiquei assim *O* Valeu mesmo!

Ok... Por Essa Eu Não Esperava.

Bella’s POV

\\t\\t Podia existir lugar mais perfeito que esse? A Ilha Esme era absolutamente linda, única. O sol brasileiro era ainda mais radiante que o californiano, e a gostosa brisa que movimentava meus cabelos, trazendo o cheiro do mar, era adoravelmente acolhedora, assim como o barulho que as ondas faziam sempre que quebravam na areia, molhando meus pés.

_Eu te amo, sabia? – sussurrei, desviando meu olhar do horizonte e fitando Edward, que estava sentado ao meu lado.

_Sabia! – deu um sorriso convencido, fazendo com que eu revirasse os olhos e voltasse a encarar o sol que se escondia por de trás do oceano.

_E muito humilde! – ri, balançando a cabeça tamanha era o divertimento do meu marido.

_Isso também! – concordou, ainda com aquele sorriso preso nos lábios perfeitos.

\\t\\t Rimos, e nos olhamos novamente, mas esse olhar era repleto de ternura, respeito e admiração, embora o amor sempre prevalecesse.

\\t\\t De repente, o sol iluminou a nós dois pela última vez no dia, dando um final espetacular àquele por do sol. A luz solar batendo no corpo de Edward era algo magnífico de se ver, deixando seus brilhantes olhos verdes adquirirem um tom de topázio pela luz amarela e laranja da grande estrela de fogo que dava dia à Terra. E, por um instante, me lembrei daquele Edward que brilhava sempre que a luz do sol o acariciava.

_No que você está pensando? – sussurrou, provavelmente com medo de quebrar aquele encanto.

_No passado... Quando eu tinha um namorado vampiro e eu era apenas uma frágil humana – sorri torto, ajoelhando-me de frente pra ele e tocando seus olhos – Estava me lembrando da época em que seus olhos eram dessa cor – me referi à cor ocre que tomou sua íris pela luz do sol – E quando seu corpo pareceria à diamantes num momento como esse.

_E você se arrepende de tudo não ser mais como antes? – perguntou levemente entristecido, passando as mãos pelas minhas bochechas coradas pelo calor.

_Não – falei simplesmente, sentando em seu colo, ficando de costas para o mar, e encostando nossos narizes – Porque o meu antigo Edward não podia me beijar assim – e dizendo isso, encostei nossos lábios em um beijo extremamente quente e urgente, parando ofegante e continuando: – Porque meu antigo Edward não podia me tocar assim – coloquei uma de suas mãos em meu seio direito, apertando – Porque meu antigo Edward não podia me completar assim – sussurrei, levando sua mão que estava em meu colo e levando-a à minha barriga levemente ondulada – Mas ele me fazia feliz assim como o Edward que tenho agora, e eu o amaria de qualquer jeito... Vampiro, humano, híbrido... E até se você fosse, sei lá, um minotauro ou lobisomem...

\\t\\t Ele riu alto.

_Minotauros não existem – continuou rindo, acariciando minha mandíbula – Pelo menos, não que eu já tenha ouvido falar.

_Vai saber – dei de ombros, formando uma careta, o que fez Edward rir ainda mais.

_Eu te amo muito, minha Bella... E amaria mesmo se você fosse uma minotaura... – zoou comigo.

\\t\\t Mostrei a língua pra ele, levantando-me rapidamente de seu colo e o provocando.

_Então vamos ver se você é rápido o bastante, minotauro... – ri, começando a correr pela praia, aproveitando o resquício de dia que ainda tínhamos.

\\t\\t Olhei para trás, sem parar, e o vi levantando-se da areia clara e correndo atrás de mim.

_Se quiser me alcançar é melhor correr mais do que isso... – sorri sacana.

_Você vai pagar caro, Bella... – ele falou, rindo e se aproximando de mim – Se não quiser que eu te alcance é melhor correr mais do que isso... – o tom de voz dele era repleto de divertimento.

\\t\\t Gargalhei, apertando o passo e entrando no mar, sem me preocupar com o fato de não estar usando roupa de banho. Mergulhei fundo, emergindo em seguida, somente para rir da sua expressão de incredulidade.

_Você não vem? – sussurrei sensualmente, sabendo que ele ouviria.

\\t\\t Não foi preciso dizer duas vezes. Ele apenas retirou a camisa azul escura e aberta e a camiseta regata branca que usava, entrando no oceano de águas claras somente com sua bermuda também branca.

\\t\\t Mergulhei outra vez, nadando até um ponto bem fundo, aproveitando de minha parte vampira que não precisava de oxigênio. Fiquei escondida perto de uma pedra submersa, sem me preocupar com meu vestido que teimava em ficar acima da cintura pela densidade da água.

\\t\\t Logo, pude sentir um movimento próximo a mim, e, antes que eu pudesse me virar para ver, um par de mãos quentes e macias me puxou pelo quadril. Edward me virou de frente pra ele, também não se importando de ficar dentro da água por bastante tempo. Sorri pra ele, que me puxou pra um beijo maravilhoso.

\\t\\t Sem parar de beijá-lo, prensei seu corpo na pedra que estava ao meu lado, acariciando seu peito, fazendo uma trilha até seu abdômen e seguindo para suas musculosas costas. Enquanto isso, as mãos de Edward prenderam meus cabelos delicadamente, movendo minha cabeça para trás e deixando meu pescoço exposto para seus lábios famintos.

\\t\\t Voltei a encarar seus olhos, novamente verdes, beijando-o em sequência. Mas, infelizmente, a droga do meu pulmão reclamou por ar. Merda, quem precisa de oxigênio?

\\t\\t Nossos lábios se desencontraram e Edward, como se tivesse adivinhado, pegou minha mão, nadando até a superfície comigo. Assim que emergi, senti que oxigênio era muito útil, afinal de contas.

_Uau, já escureceu – Edward falou, encarando o céu estrelado – E está na hora de alimentar minha grávida.

_Alimentar, é? – perguntei maliciosamente, encostando meu corpo ao dele, ainda sem sair da água morna do oceano.

_Sim... E sem malícias, Sra. Cullen – acrescentou rindo, juntamente à mim.

\\t\\t Saí da água um pouco na frente dele.

_Assim fica difícil, amor... – Edward resmungou, andando até a areia, atrás de mim.

\\t\\t Olhei para ele, confusa.

_Olha a sua roupa... – sussurrou – É difícil me controlar com você desse jeito...

\\t\\t Fitei a mim mesma, notando meu vestido branco incrivelmente encharcado, colando-se em meu corpo, adquirindo um tom meio transparente. Como eu estava sem sutiã, não sobrou muita coisa pra imaginação, enquanto minha calcinha azul escura ficou basicamente à mostra.

_Ops! – corei, cruzando os braços para evitar a visão dos meus seios praticamente nus, fazendo Edward rir ao passo em que pegava a camisa azul, que vestia anteriormente, cobrindo-me em seguida.

\\t\\t Seus braços envolveram meus ombros enquanto entrávamos em casa.

_Até quando vamos ficar aqui, amor? – perguntei, abrindo a porta do quarto e procurando uma toalha na mala.

_Até quando você quiser, querida – respondeu sorrindo, dando um estalado selinho em meus lábios, entrando no banheiro.

_Estamos aqui já há três semanas e meia... Podíamos ficar por mais uma semana? – perguntei.

_Claro! Até mais, se você quiser – disse, e eu pude ouvir o barulho do box se abrindo e o chuveiro sendo ligado.

_Eu não quero ficar tanto tempo assim longe de casa, apesar de amar esse lugar – sorri, encontrando uma toalha em meio às pilhas de lingeries arrumadas por Alice – Estou com saudades da família.

_Eu também – ouvi-o dizer.

\\t\\t Minutos depois, meu marido gostoso saiu do banheiro, com apenas uma toalha enrolada em sua cintura. Fui até ele.

_Gosto quando sua barba está assim, crescendo, e você apenas dá uma aparadinha – declarei, acariciando sua mandíbula – É sexy – sussurrei em seu ouvido, fazendo-o se arrepiar.

_Você está me atiçando, Bella? – perguntou, arqueando uma sobrancelha e encostando-me na parede de vidro do quarto, com uma das mãos ao lado da minha cabeça.

_Quem sabe? – perguntei lasciva.

_Você é perigosa, Bella... – sussurrou, fechando os olhos e aproximando seu rosto do meu.

_E má também – adicionei, sorrindo perversamente enquanto me afastava propositalmente – Vou tomar banho! – sorri, fingindo inocência.

\\t\\t Antes de adentrar o banheiro, dei uma olhadinha pra ele, que estava balançando a cabeça, incrédulo, porém sorrindo. Mandei-lhe um beijinho, indo banhar de vez.

[...]

_Aiii... – choraminguei, sentindo uma dor horrível na panturrilha.

\\t\\t Sentei na cama, suada pelo calor que fazia na ilha naquela noite, colocando a mão sobre o local da dor, resmungando ainda mais.

\\t\\t Olhei para o relógio em cima da mesinha de cabeceira e ainda era três da madrugada. Tornei a olhar para o meu lado na grande cama e percebi que Edward não estava deitado comigo. Chorei, pela dor e pela falta do meu marido lindo. É, eu sei que eu parecia uma menina mimada, mas é culpa do Edward se ele me engravidou, poxa!

_Edward? – chamei, chorando pela porcaria daquela dor que só piorava.

_O que foi, amor? – perguntou preocupado, entrando pela varanda do quarto.

_Onde você tava? – perguntei manhosa, fazendo um bico.

_Eu perdi o sono e resolvi ficar lá fora olhando pro mar... Tá fazendo muito calor – explicou, sentando ao meu lado – Mas o que aconteceu? Você está chorando? – inquiriu, franzindo o cenho e secando minhas lágrimas.

_Eu acordei com essa puta dor na perna – meu bico só aumentou conforme eu narrava – Acho que é câimbra.

_Relaxa, amor – sussurrou, ficando na minha frente e tocando minha panturrilha, fazendo-me gemer de dor – Aqui? – perguntou carinhosamente e eu assenti, ainda chorando e fungando.

\\t\\t Então, ele começou a fazer uma massagem... De início doeu pra caramba, mas foi passando aos pouquinhos, apenas melhorando.

_Rose me falou que esse tipo de dor é meio frequente durante a gravidez e disse também que o melhor remédio é uma boa massagem – sorriu torto ao ver minha expressão de alívio pela dor ter passado completamente, dando lugar somente ao prazer de ter os longos dedos de Edward pressionando o local.

\\t\\t Fechei meus olhos quando suas mãos foram subindo, dando leves pressões por onde passavam... Coxas, quadris, cintura, as laterais dos meus seios, braços, ombros, nuca...

\\t\\t Ele mudou sua posição, ficando atrás de mim e massageando minhas costas deliciosamente. Suas grandes e macias mãos passeavam por toda a extensão do meu dorso, começando pelo cóccix e indo até meus ombros e nuca, subindo a delicada blusinha que vestia. Ergui meus braços e Edward a retirou por completo. Meus mamilos se enrijeceram por estarem expostos à brisa que adentrava o nosso quarto, amenizando o calor.

\\t\\t As mãos de Edward continuaram a se movimentarem, provocando meu deleite. Logo, ele começou a percorrer um caminho pelo meu torso, acariciando sutilmente minha barriga, fazendo-me gemer prazerosamente assim que senti seu toque em meus seios.

\\t\\t Deste modo, virei lentamente meu rosto, beijando sua boca. Uma de suas mãos foi até meu pescoço e a outra rumou à minha cintura, girando-me e me deixando de frente pra ele.

\\t\\t Parei o beijo, ofegante, passando a mão pela correntinha que lhe dei de aniversário, onde havia uma plaquinha com o dizer: “Isabella”. Meus dedos se agarram ao delicado presente para, logo em seguida, minha mão se espalhar em seu peito, empurrando-o até estar deitado na cama.

\\t\\t Beijei sua testa, seu nariz, somente roçando meus lábios nos seus, para depois prosseguirem por seu queixo – onde dei uma leve mordida, arrancando um gemido seu – e seguindo por seu pescoço...

_Bella... – sussurrou, dando um aperto generoso em minha coxa.

[...]

_Edward, amor, eu tô com fome... – resmunguei enquanto saíamos do táxi.

_De novo? – perguntou rindo.

_É! – falei emburrada, repuxando meus lábios em mais um de meus beicinhos.

\\t\\t Havíamos acabado de visitar o Cristo Redentor – onde eu me empanturrei de doces – e seguíamos pelo movimentado calçadão de Copacabana.

_Ok – sorriu – E o que deseja comer, jovem dama? Já quer almoçar?

_Almoçar? Não... Ainda são 10 da manhã, Edward! – ri, passando a mão instintivamente pela barriga – aquilo havia se tornado um hábito desde a semana passada – Acho que eu quero comer milho (N/A: Dani Masen, eu TIVE que usar isso... Morro de rir da sua Bella que adora em milho. HAHAHA’).

_Milho? – meu marido me olhou assustado.

_É... – falei impaciente – Vamos procurar milho! – sorri animada.

\\t\\t Rodamos Rio de Janeiro inteiro – oh, hipérbole! –, mas acabamos sentados na areia da praia de Ipanema, comendo milho enlatado.

_Cara, nunca comi coisa tão gostosa em toda a minha vida! – falei, dando mais uma colherada no meu milho.

_E eu nunca vi uma grávida tão estranha em toda a minha vida! – Edward riu, deixando sua lata de milho de lado – Por que você não é uma grávida normal que faz desejos, digamos, cheios de mistura, como arroz com quiabo, ou omelete de chocolate ou, sei lá, picolé com feijão?!

_Credo, Edward! Picolé com feijão? – ri alto – Tadinho do meu filho... – nós rimos ainda mais, e meus olhos pararam no seu milho enlatado, quase sem mexer – Você não vai comer mais, não?

_Não! – fez careta – Isso é enjoativo! Deus me livre...

_Ah, então me dá! – dizendo isso, peguei seu milho, comendo o meu e o dele ao mesmo tempo, enquanto ele apenas gargalhava.

Uma hora depois...

_Ai... Acho que não devia ter comido o seu milho... – falei.

_O que foi? Tá se sentindo mal, amor? – perguntou preocupado, esquecendo do livro que folheava e dando total atenção a mim.

_Eu tô com cólica... e com vontade de vomitar...

_Vamos ao médico! – disse apenas, pagando o livro que havíamos escolhido e seguindo comigo até um táxi, rumo ao hospital.

\\t\\t Havíamos ido a uma livraria já que voltaríamos para casa no dia seguinte e queríamos levar presentes para todos, então, decidimos presentear meu sogro com um livro.

_Amor, acho que não precisamos ver um médico... O enjoo já está passando... É coisa da gravidez...

_Mesmo assim, amor... – olhou para mim, beijando minha testa – Já estamos aqui há pouco mais de um mês e você está grávida de dois meses e não fez exames durante esse tempo... Seria bom fazer uma checagem antes de irmos pra casa – sorriu torto.

_Certo – sorri, aconchegando minha cabeça em seu peito.

\\t\\t Chegamos ao hospital e, como a movimentação era pouca, logo fomos atendidos por uma ginecologista obstetra – que falasse inglês, claro. A Dra. Camila era extremamente amável e o melhor: não deu em cima do meu marido. Tá, eu sei que isso é obsessivo, mas Edward é meu e pronto! Ela era jovem – não devia ter mais de 27 anos – e tinha a pele bronzeada e olhos castanhos, assim como seus curtos e ondulados cabelos.

\\t\\t Ela fez algumas perguntas de rotina pra mim e, consequentemente, Edward e, logo, pediu pra que eu deitasse na maca para que ela pudesse realizar a ultrassom.

\\t\\t Edward ficou sentado ao meu lado e, após passar um gel frio em minha barriga, a doutora foi movendo um instrumento e pudemos começar a ver alguns borrões na tela do monitor.

_Oh, meu Deus... – a médica sussurrou, sorrindo, encantada.

\\t\\t Olhei para o meu marido e a expressão em seu rosto perfeito era ainda mais deslumbrada que a da médica – ele deve ter lido a mente dela.

_O que foi? – perguntei ansiosa, tentando distinguir aqueles três pontinhos escuros na tela.

_Temos uma surpresa aqui, Sr. e Sra. Cullen – sorriu, olhando para Edward e eu – Vocês terão trigêmeos!

\\t\\t Ok... Por essa eu não esperava!

Notas finais
N/A: E aí... gostaram? *sorriso ansioso*