Plus Que Ma Propre Vie
22 Mudança De Planos :: Fase 1
Notas iniciais
Mudança De Planos
Edward’s POV
Após receber a carta de admissão da Universidade de Oxford e aceitar cursar direito lá, comecei a me organizar.
Assim que Carlisle chegou do trabalho, conversei com ele sobre a decisão que eu havia tomado. Ele, como sempre, me apoiou – disse que eu tinha que tocar minha vida em frente, de qualquer forma.
Agendei meu voo e pedi aos meus pais que resolvessem minha situação em Stanford depois, porque eu não seria forte o suficiente pra ir até lá novamente sabendo que Bella obviamente não queria mais me ver.
Fiquei grande parte da noite acordado, pois estava muito ansioso com minha ida à Inglaterra, mas também porque as cenas do dia de hoje passavam e repassavam em minha mente.
Terminei de organizar tudo no dia seguinte, com a ajuda da Alice, claro – achou mesmo que ela não daria um ataque só pra arrumar minhas malas?
Emmett e Jasper se despediram de mim mais cedo, pois iriam à faculdade. Também desculpei meu irmão urso pela brincadeirinha da noite anterior, afinal, ele não fez por mal.
Poucas horas depois, Esme, Carlisle e Alice me levaram até o aeroporto – Rosalie tinha muitos trabalhos a fazer, por este motivo ficou em casa. Após cerca de uma hora esperando, o avião estava pronto para a viagem, então segui à sala de embarque.
Ao chamarem meu voo, me despedi do restante da família – todos muito tristes – e fui em direção ao portão. No instante seguinte, os três foram até outra sala para verem o avião decolar. Assim que fui entrar no meio em que transformaria minha vida, hesitei.
Comecei a pensar em Bella e em como ela deveria estar confusa ao ter me visto saindo de sua casa tão apressadamente naquele dia. Ela pode estar com raiva ou decepcionada e magoada comigo, mas antes, eu tinha que esclarecer tudo, pelo menos me desculpar apropriadamente com ela e dizer que iria morar e estudar em outro país. Ela tem esse direito, gostando de mim ou não. Ela merece satisfação.
_Está tudo bem? – Perguntou uma jovem e educada aeromoça, me tirando dos devaneios.
_Oh... Sim. – Respondi a fitando.
Ela teve um breve deslumbre, mas logo recobrou a consciência e prosseguiu.
_O senhor vai embarcar ou não? – Perguntou novamente, meio divertida.
_Na verdade, não – Murmurei, surpreendendo-a com minha resposta. – Com licença – falei, pegando de volta minha bagagem e saindo dali.
Eu não queria que meus pais e a Alice me vissem ainda, pois não estava a fim de conversar e explicar minha re-decisão. Com isso, saí por outro caminho, peguei um táxi e pedi ao motorista que dirigisse à praia.
Chegando lá, eu disse que ele poderia fazer o que quisesse com as minhas malas – que doasse as roupas a uma instituição de caridade, talvez. Primeiramente, achei que Alice me mataria por isso, mas pensando bem, ela adoraria ter um motivo pra ir ao shopping.
Fiquei algumas horas ali na praia, observando o movimento das ondas e imaginando o que diria à Bella.
Após criar coragem o suficiente, peguei outro táxi e fui até seu apartamento. Toquei a campainha, mas ninguém atendeu. Talvez ela estivesse em Stanford, então a esperei um pouco mais, porém ela não chegou.
Logo, meu estômago começou a reclamar de fome e, não resistindo, saí de lá e fui a um restaurante. Cerca de meia hora depois – após ter almoçado – ao em vez de voltar à casa da Bella, resolvi ir à praia novamente, pois ela ainda estaria na universidade pela hora que ainda era.
Por lá fiquei acho que horas, pois só me dei conta do quanto estava tarde ao sentir os primeiros pingos de chuva. Como ela ficou muito forte de repente e nenhum táxi passava por ali, me protegi em uma livraria, esperando a chuva se acalmar, aproveitando para folhear alguns livros.
Assim que a tempestade virou chuviscos, segui de táxi para casa. Chagando lá, todos ficaram surpresos com a minha presença.
Após eu dizer a eles que eu iria tomar um rápido banho e ir à casa da Bella, todos pareceram se lembrarem de algo. Curioso, perguntei o que estava acontecendo e o que ouvi como resposta me surpreendeu.
_Bella foi pra onde? – Perguntei incrédulo, pela terceira vez.
Não era possível! Juro que apesar de estar preocupado com o fato de a minha Bella estar sozinha em outro continente, eu estava tremendamente feliz por dentro, pois ela ainda me amava!
Assim que minha família me contou tudo o que ela disse dei meu maior sorriso. Rapidamente, corri até meu quarto para me arrumar, enquanto Alice ia ao shopping comprar roupas novas pra mim e Carlisle agendava outro voo para Inglaterra.
Em menos de três horas eu já estava dentro do avião, indo atrás do meu grande amor. Cheguei em Londres por volta das onze da noite, horário local – sete da manhã na Califórnia. Fui direto para o meu apartamento, afinal, a viagem havia sido longa e muito cansativa.
Tive um sono profundo e pesado, pois acordei somente à uma da tarde – acho que eu não teria acordado nem se tivessem buzinado em meu ouvido.
Ao em vez de café da manhã, preparei meu almoço e fui assistir TV. Não, não. Eu não havia esquecido o porquê de eu estar nessa linda cidade, mas Carlisle me disse que Bella viria até aqui e como eu não sabia onde ela estaria, achei melhor mesmo esperá-la.
Fiquei ansioso a tarde inteira, à espera do meu anjo, mas ela ainda não havia vindo. Comecei a me preocupar com Bella, então saí e fui caminhar pela cidade, à sua procura. Andei por boa parte de Londres, mas não a encontrei. Passei também por alguns hotéis, mas não havia cadastro dela.
Após horas e horas a procurando, decidi voltar ao apartamento, pois ela ainda poderia ir até lá. No meio do trajeto, uma forte chuva começou e como já estava de noite e a rua, pouco movimentada, ignorei a água que escorria pelo meu corpo e continuei andando.
Junto à chuva, bravos trovões e relâmpagos agitavam a noite, mas não foi isso o que me chamou atenção e, sim, uma bela e jovem loira ajoelhada na calçada de pedras, com os braços estendidos e o rosto erguido, encarando o céu.
_Eu te imploro, meu Deus! Eu sei que o Senhor tem o poder. Por favor, faça com que uma luz brilhe em mim e me faça encontrar o que tanto desejo. – Aquela linda garota pedia para o que parecia ser Deus.
Então ela se levantou, ao brilho de um forte relâmpago e um estrondoso trovão, e assim que seus orbes chocolate me encararam, senti meu coração completo outra vez.
Um belo sorriso saiu de seus lábios e eu não me segurei. Um sorriso ainda maior estampou meu rosto e corri em sua direção. Vendo minha reação, ela também correu até mim e nos chocamos num abraço repleto de saudade, amor e paixão.
Por mais clichê que soasse, a felicidade emanava de nossas almas em meio à forte tempestade que caia sobre nós.
Abraçamos-nos fortemente por longos e perfeitos minutos. Desvencilhamos-nos vagarosamente e minimamente. Nossos rostos ficaram extremamente próximos e ao vê-la tão de perto e fitar seus olhos cheios de emoção tão intensamente, fez com que inexplicavelmente eu entendesse todas as palavras não ditas.
Ainda nos encarando, passei minha mão delicadamente por seus cabelos, fazendo-a fechar os olhos ao sutil toque. Logo, ela os abriu novamente, me encarando com intenso amor, passando suas leves e macias mãos em meu rosto, acariciando e delineando as formas dos meus olhos, testa, nariz, boca...
_Eu te amo! – Ela sussurrou, e apesar de eu não ter ouvido pelo barulho da forte chuva e dos trovões, consegui ler seus lábios.
_Também te amo! — sussurrei.
Inconscientemente, ou não, fomos nos aproximando ainda mais e assim que nossos narizes se tocaram – fechamos os olhos, a fim de saborear o momento.
Nossos lábios roçaram levemente um no outro, apenas antecipando o que estava por vir. Logo, nos unimos num beijo, inicialmente doce e terno que foi se tornando mais ardente e apaixonado, conforme aprofundávamos.
Seus lábios, um pouco frios pelo tempo, mas igualmente doces e macios, eram a chave da perdição. Nossas mãos exploravam ansiosamente o corpo de ambos, como se estivéssemos certificando de que aquilo era mesmo real. Nossas línguas se movendo na mesma sincronia.
Não poderia pedir nada melhor, pois eu e a mulher que tanto amava e descobri que sentia o mesmo por mim, estávamos nos beijando intensamente em meio a uma forte tempestade, na bela cidade de Londres.
Notas finais
PS: Me desculpem pelo cap curtinho. Prometo que o prox será maior!!!
Bjus... *Rapha*
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