Plus Que Ma Propre Vie

54 Meses - Parte II :: Fase 3


Notas iniciais
N/A: Oieee! E aí galerinha? Tudo na nice? HAHAHA' Bom, aqui está a parte 2 do capítulo... E espero que curtem tanto quanto eu ;)

Meses

Parte 2

Bella’s POV

Janeiro – Mês seis

Estiquei-me na cama, sentindo uma pequena falta de ar. Ao abrir os olhos, encarei Edward, que dormia tranquilamente. Desde que nos casamos era assim. Todas as vezes que eu acordava, ele estava ao meu lado. Era protetor, e eu havia me acostumado com essa proteção.

\\t\\t De repente, minha barriga roncou, fazendo-me rir levemente. Olhei no relógio de cabeceira e ainda era quatro da manhã. Levantei da cama, indo até a cozinha, no primeiro andar. Uma vontade de tomar sorvete veio com força, e meus olhos até lacrimejaram tamanho meu desejo.

\\t\\t Desci rapidamente as escadas, abrindo a geladeira e me deparando com um enorme pote de sorvete de flocos. Hmm... Sorri enquanto dava a primeira colherada. Estava uma delícia!

\\t\\t Senti dois braços fortes e quentes abraçando minha barriga grande e redonda, o que me fez pular de susto.

_Atacando a geladeira no meio da noite? – Edward perguntou divertido, roubando minha colher e tomando meu sorvete.

_Roubando comida de grávida? – o fuzilei com os olhos, pegando meu talher de volta.

\\t\\t Ele riu e logo o acompanhei, revirando os olhos.

_Edward? – choraminguei, quando ele comia meu sorvete outra vez. – Eu quero calda de chocolate.

_Mas Bella, amor, você devorou a calda toda ontem à tarde quando comia gelatina... – riu.

_Eu sei... E eu quero mais agora – resmunguei. – O sorvete fica mais gostoso com calda...

_Ok, vou ver se acho um supermercado 24 horas – sorriu levemente, dando um beijo em minha testa, enquanto corria escada acima.

\\t\\t Rapidamente, ele voltou, agora vestido adequadamente, pegando a chave do Volvo e saindo.

\\t\\t Sorri. Meu marido era mesmo perfeito.

\\t\\t Meia hora depois ele voltou, com minha calda de chocolate.

_Querida, tive que chantagear uma velhinha louca que fazia compras a essa hora pra conseguir essa calda, que era a última! – sorriu cansado, sentando na bancada a minha frente e me dando o que tanto queria. – E, graças a Deus, consegui.

_Edward? – chamei, sentindo culpa.

_Sim?

_Eu já comi todo o sorvete... Não precisa mais de calda.

\\t\\t Ele riu alto, sussurrando: “grávidas”.

Fevereiro – Mês sete

Era comum eu acordar e me ver de bruços na cama, usando o braço de Edward como travesseiro, e naquela manhã não era diferente.

_Bom dia, mamãe – falou, alisando meus cabelos.

_Bom dia, papai – sorri, aconchegando em seu pescoço, mas ao fazer tal movimento, senti uma enorme pontada nas costas. Gemi.

_Eles estão se mexendo novamente? – perguntou carinhoso, colocando a mão sobre minha barriga.

_Não – suspirei. – Minhas costas doem.

Resolvi não me mexer e continuei na mesma posição sem me importar. Edward riu e se moveu para me beijar.

_Você acha engraçado por que você é homem e não sente dor nenhuma.

_Eu sinto sim – ele se moveu de forma que eu pudesse olhá-lo nos olhos. – Se eu acordasse amanhã e percebesse que tudo o eu vivi e passei até agora fosse um sonho, eu sofreria muito.

Tentei me mexer para tocar o rosto dele num gesto de carinho. Ele fechou os olhos sentindo o toque.

_Eu te amo tanto...

Ele me beijou e voltou a se deitar, tentado me aconchegar, junto com a enorme barriga, em seus braços.

_Você sonhou muito essa noite... Estava agitada.

_Sério? – franzi o cenho. – Não me lembro de nada.

_Você resmungou algo sobre dores muito fortes e nunca mais deixar eu te tocar.

_Tem certeza? – ri. Edward não me tocar mais? Só sonho mesmo, quase um pesadelo. – Eu sonhei com mais alguma coisa?

_Não, depois você dormiu bem, apesar de ficar mudando de posição o tempo todo.

_Foi só um sonho – sorri. Graças a Deus!\\t

_Você nunca mais vai deixar eu te tocar? – ele perguntou manhoso. Era impossível resistir a Edward de qualquer maneira. Corei ao ouvir a voz e perceber as intenções dele.

_Se você ainda conseguir me ver como algo que não seja um balão e continuar a me desejar...

_Eu vou te desejar o tempo todo – me fitou amavelmente, concentrando todo o peso de seu olhar no meu.

\\t\\t Minha respiração se tornou descompassada enquanto seus expressivos olhos verdes me dominavam e confundiam toda a minha mente.

_Respire, Bella – sorriu torto.

_Então pare de me deslumbrar – sussurrei, fazendo-o rir.

_Você é quem me deslumbra. Não sabe o poder que seus olhos têm em mim...

\\t\\t Revirei os olhos, beijando-o lentamente.

_As costas melhoraram? – perguntou.

_Sim... – sorri – Mas como você consegue ficar com alguém que tem uma barriga desse tamanho? Eu pareço um balão prestes a explodir!

_Bella, você não pode falar assim de si mesma. Eu tenho certeza de que quando você olhar para a carinha dos nossos bebês, não vai se arrepender, e dizendo que faria tudo de novo.

_Provavelmente. Até por que fazer é a melhor parte – gargalhei corada, junto com ele.

Março – Mês oito

Meu penúltimo mês de gestação.

Eu estava realmente parecendo uma bolinha. Mal conseguia caminhar, porém não era a dor nas costas e sim nas pernas.

Edward quando me viu na entrada do mês percebeu que minhas bochechas estavam enormes e ele adorou isso. Vivia apertando e me chamando de bochechuda – Ódio!

Já era de tarde e eu estava mexendo no notebook quando Edward saiu do closet lindo, vestido para sair.

_Aonde você vai, amor? – perguntei enquanto ele se sentava ao meu lado, sorrindo.

_Aonde nós vamos. – corrigiu ele, beijando meus lábios.

_Certo. E aonde nós vamos? – revirei os olhos.

_Fazer um passeio – piscou. – Um passeio a cinco.

_Cinco? – perguntei confusa.

_Sim. Eu, você e eles – Edward disse, acariciando minha barriga.

_Sério?

_É claro que sim, meu anjo – sorriu, deslizando seus lábios pela minha clavícula – Vamos!

_Ok; vou me trocar.

\\t\\t Peguei um lindo vestido florido e decotado, na altura dos joelhos e logo estávamos no carro.

_E então, vai me dizer aonde vamos?

_Um lugar especial – sorriu. – Não sei se você vai se lembrar, mas você vai gostar.

Edward saiu de Stanford e pegou uma BR conhecida, rumo à praia.

_Não vamos onde estou pensando, certo?

Desde que descobri que estava grávida nunca mais voltamos para o nosso ninho de amor. Ri

_Vamos.

Assim que chegamos à pequena trilha que dava para o penhasco fiquei tão feliz que nem percebi que Edward abria a porta para mim.

_Acha que aquenta caminhar? – perguntou preocupado, pegando minha mão.

_Sim – sorri.

\\t\\t Quando estávamos chegando, meu marido tapou meus olhos – como seu eu não soubesse onde estávamos. Ele me colocou sentada enquanto eu balançava as pernas no ar. Senti quando se sentou atrás de mim, me abraçando e apoiando o queixo em meu ombro esquerdo.

_Pode abrir os olhos agora! – sussurrou em meu ouvido, fazendo com que meu corpo todo se arrepiasse.

\\t\\t Abri meus olhos, e lá estava ele: o nosso penhasco. O lugar em que ele me pediu em casamento.

As pedras, o cheiro, o oceano a nossa frente, as flores silvestres... Tudo estava em seu devido lugar.

_Faz um bom tempo que não vínhamos aqui, amor. – eu disse.

_Verdade – ele passava tranquilamente as mãos em meus cabelos. – E eu estou tão feliz...

_Eu também – sorri, apertando uma de suas mãos que massageava minha barriga.

_Mas não posso negar que algumas coisas me assustam.

_O que te assusta?

_Tudo. Eu tenho mais de 110 anos. Eu não sei o que é isso, sabe? – ele riu, se contradizendo.

_Somos dois.

_Você não tem mais de 110 anos – falou, e eu dei um tapa leve em sua testa.

Após uns minutos de silêncio, toquei em minha barriga. As crianças chutaram.

_É, agora eu estou ansiosa para ver vocês – sussurrei baixinho.

Eu podia confessar que estava bem nervosa para ver os bebês, porém não conseguia pensar neles como, bem, que eles eram nossos. Nem Edward.

_Amor? – chamei, virando-me um pouco e olhando em seus olhos.

_Sim?

_Acha que está pronto?

_Pronto? – franziu o cenho. Minhas mãos deslizaram para minha barriga, e ele entendeu o que eu quis dizer.

_Nem um pouco – respondeu baixinho.

_Acha que consegue?

_Tenho medo que não – confessou, suspirando. – Eu não sei o que anda acontecendo, amor, mas é que eu me sinto estranho há algum tempo, como se eu não fosse mais o mesmo. Eu não sei se vou me dar bem com isso ou se vou ser tão bom quanto meu pai – ele olhou para o horizonte, onde o sol se escondia atrás do mar. – Se eu vou saber o que é o certo e o errado se eu vou conseguir passar a eles tudo que meus pais me passaram. Pela primeira vez eu estou angustiado. Angustiando e... – ele parou.

_E...?

_E com medo.

_Oh, amor, não é você que vai ter três cabeças saindo de seu órgão genital – falei e ele riu.

_Não tem lugar para sair, amor – beijou meu pescoço. – Mas estou com medo do que eu vou ser – falou, tocando meu abdômen.

_Você vai ser demais – sorri, pegando sua mão e beijando-a.

_Não sei. Você acha? – perguntou, fitando-me.

Não respondi, pois três pessoinhas tomaram meu lugar. Edward, Elizabeth e Renesmee chutaram e meu marido sorriu amplamente – os olhos brilhando.

_Obrigado.

_Estamos juntos nessa, amor. – acariciei seu rosto. – Não fiz isso sozinha, certo? – ri, e ele me acompanhou.

_Certo.

E então, delicadamente tomou meus lábios nos seus. Deste modo, sua língua doce e entorpecente pediu passagem, na qual concedi instantaneamente, começando uma dança sincronizada.

O lugar, o momento, revivendo... Estávamos dividindo isso com eles. Os nossos filhos.

Abril – Mês nove

_Amo você, você me ama; somos uma família feliz. Com um forte abraço e um beijo lhe direi: Meu carinho é pra você...

_Estragando meus sobrinhos, Emm? – perguntei assim que eu e Edward entramos na casa dos Cullen, nos deparando com Emmett sentado no tapete da sala com os filhos engatinhando para lá e para cá, cantando e assistindo Barney.

_Não se preocupe, cunhada... Em breve vou estragar os meus sobrinhos também.

\\t\\t Gargalhei, sentando no sofá enquanto meu mestiço alto e sensual sentava no chão, brincando com os nenéns. Entretanto, logo grunhi quando senti meus bebês se mexerem. Fiquei com as costas eretas, deixando-os se moverem melhor. Senti um chute na costela e gemi. Emmett ria.

_Idiota! – resmunguei, revirando os olhos, e segurei a mão de Edward, colocando-a em minha barriga. Ele me deu um beijo e acariciou a região.

_Oh, como vão os babies Beward? – Uma Alice saltitante e parecendo um balãozinho entrou no cômodo.

_Alice, não fique pulando... – Jazz repreendeu a esposa, que bufou.

_Beward? – perguntei rindo ao passo em que ela se sentava ao meu lado. – De onde saiu isso, Lice?

_Ah, eu inventei, oras!

_E como vão os filhotes? – Edward perguntou, tocando a barriga de seis meses da irmã.

\\t\\t Sim... Filhotes. No plural mesmo. Não foi surpresa alguma quando descobrimos que a baixinha estava grávida de gêmeos. Um menino e uma menina.

_Chutando – sorriu docemente. – Pelo menos estão se divertindo aí dentro.

_E já escolheu os nomes? – perguntei.

_Sim. Eu e o Jazz estávamos agora mesmo na cozinha conversando sobre isso.

_Optamos por Avril e Jared – Jasper respondeu sorrindo, pegando Brooke – uma das filhas de Emm e Rose – no colo.

_Avril Alice Cullen e Jared Matthew Cullen – a fadinha completou.

_Adorei os nomes – sorri, abraçando-a de lado.

_E aí, Bella... Ansiosa? – Rosalie, que acabara de descer as escadas, perguntou.

_Muito – assenti.

_Vai acabar quando você menos esperar, meu amor – Edward disse.

_Eu, sinceramente, espero que sim. Não por causa da aparência ou experiência – falei o olhando. – Esses nove meses foram perfeitos. Você foi perfeito, sua família me ajudou muito.

_Vou achar estranho em não te ver com um barrigão – ele se aproximou e me abraçou, passando os braços pela barriga em um aconchego.

_Você vai agradecer... Sem desejos, sem pedidos loucos, sem crises de auto-estima. Apesar dos seios diminuírem.

Ele riu chegando mais perto.

_Vai nascer! – gritou Alice, apavorada.

Arregalei os olhos e me sentei direito.

_Cacete!

_O quê? – Edward me segurou pelos ombros. – Me fale, Bella!

_A Bolsa – apontei para o sofá molhado entre minhas pernas. – Estourou.

_Estourou?

_É – engasguei ao sentir uma enorme dor entre minhas pernas. Parecia que algo tentava me rasgar ao meio, sem exagero. Não consegui segurar o grito. – PUTA QUE PARIU, ISSO DOI PRA CACETE!

_Droga! PAAAAI! – Emmett subiu as escadas correndo.

_EDWARD, FAZ ALGUMA COISA!

_O que? – perguntou apavorado.

E então, Esme desce correndo com Carlisle.

_Vamos! – Carlisle disse apressado.

Edward me pegou no colo e quando percebi, estava sentada no banco ao lado do passageiro em direção ao hospital. Atrás de nós estava o Porsche amarelo de Alice, a toda velocidade, assim como o Volvo.

Uma nova contração veio junto com outro grito.

Notas finais
N/A: *O*
Edward, Renesmee e Elizabeth a caminho! *sorriso colgate*
Mas e aí... O que acharam do cap? Gostaram?
Deixem reviews...
E visitem minha nova fic: http://fanfiction.nyah.com.br/historia/113959/Respiro_Me
Beijos!