Notas iniciais
N/A: Oi meus amores!!!! Espero que gostem desse cap!

Melhoras?

Edward’s POV

Bella havia me deixado em casa após dar uma de enfermeira e foi bastante interessante vê-la tão carinhosa e dedicada comigo. Adormeci assim que a vi pegar meu carro e ir embora, pois ela estava sem o dela, já que eu havia levado-a para a faculdade.

Dormi sem dores – Carlisle me receitou um ótimo remédio. – e acordei sentindo uma coisa macia sob mim. Respirei fundo, enquanto minhas narinas absorveram um delicado perfume. Eu conhecia aquele aroma... Aquele delicioso cheiro de morangos...

Só então notei que Bella estava na cama comigo. Estávamos abraçados. Ela estava um pouco em baixo do meu corpo – Meu rosto afundando em seu pescoço, e uma de suas pernas enroscadas na minha cintura, enquanto minha mão esquerda repousava em suas costas e a direita me sustentava, ao passo em que seus delicados dedos, imóveis, ficassem aninhados em minha nuca.

Aquele era o lugar perfeito, com a pessoa perfeita. Meu quarto nunca pareceu tão reconfortante.

Levantei meu rosto por um segundo, tendo a perfeita visão do crepúsculo em ação. Os últimos raios do dia e as primeiras estrelas da noite disputavam um lugar no céu multicolorido, deixando-o com um ar único. Especial. Perfeito para o momento.

Fitei meu anjo particular. Seu rosto de beleza singular tinha feições de tranquilidade. Estava suave... Feliz. Seus lábios, levemente entreabertos e naturalmente avermelhados, como de praxe. As maçãs de seu rosto com aquele tom rosado que tanto a deixava viva e, se é que é possível, ainda mais linda. Seus fios dourados – lisos de pontas onduladas – estavam cheios de brilho e vida.

_Perfeita – sussurrei.

Aconcheguei-me outra vez no pescoço da minha Bella e deixei minha mente vagar por alguns instantes, apenas desfrutando do calor que emanava de seu corpo. Aquele inebriante perfume... Aquela saudosa maciez...

Ficamos daquela forma por mais alguns minutos, até que a senti se mexer embaixo de mim. Pensei que fosse se afastar, mas, ao em vez disso, me apertou, puxou-me pela nuca e pressionou ainda mais sua perna em minha cintura.

_Edward... – Ouvi-a sussurrar.

Um sorriso involuntário se formou em meus lábios. Ela sonhava comigo.

_Edward... Eu te amo...

Por um momento, achei que estivesse acordada, pois, apesar de ser um sussurro, sua voz demonstrou firmeza e segurança. Impressionante! Ainda tenho as mesmas reações de quando era vampiro e Bella sussurrava meu nome durante seus sonhos. É como se uma descarga elétrica passasse por todo o meu ser, causando-me estranhas e mágicas sensações. Nunca saberia como descrever detalhadamente o que sinto...

Dei uma checada no tempo novamente e percebi que já havia escurecido. Quanto tempo eu ficara perdido em pensamentos? Do nada, pensei em fazer uma singela surpresa para Bella, quando acordasse.

Levantei da cama – muito calmamente para não acordar o anjo adormecido ao meu lado – e me ajeitei.

_Bela briga a de hoje, mano! – Emmett disse, dando pausa no videogame ao me ver descendo a escada – E... Nossa... Vejo que soube aproveitar com a minha cunhadinha...

_Sem comentários, Emm! – falei revirando os olhos.

_Eu posso até ser besta, mas vejo que você não é, não! – disse rindo estrondosamente.

_Não rolou nada, oh beronha. Eu acordei e vi Bella dormindo ao meu lado.

_Sei... Vou fingir que acredito! – falou ainda rindo, porém parou abruptamente. – E eu não sou beronha.

_Você nem sabe o que é beronha, Emmett – falou Jasper, que estava digitando algo em seu notebook ao lado do grandalhão, ambos sentados no sofá.

_Claro que sei! – respondeu numa voz de sabichão.

_Então me fala! – Jazz provocou.

_Eu não to a fim – Emm disse, fazendo biquinho.

Jasper desatou a rir e disse:

_Sabe nada.

_Sei sim!

Comecei a rir e segui para a cozinha, deixando aqueles dois malucos na sala. Chegando lá, vi Alice sentada numa cadeira próxima à bancada, tomando sorvete.

_Oi, Alice – cumprimentei-a, indo até a geladeira.

_Ooooi! – falou toda animada. – Está se sentindo melhor?

_Renovado! – sorri ao responder, pegando alguns ingredientes. – O remédio que Carlisle deu pra eu tomar é milagroso!

_Que bom!

_Mas e o Lucas? – fitei-a.

_Bom, não sei ao certo... Mas parece que ele foi expulso de Stanford...

_Sério? – perguntei surpreso.

_É! Eu não pude saber de muito mais... Logo, tivemos que voltar para as salas de aula... E na hora de ir embora, não vi a Hillary – falou harmoniosa e preocupada. – Amanhã vemos no que deu... E, ah, o diretor quer conversar com você.

_Tomara que comigo não seja nada tão drástico quanto o que ele fez com o Lucas – torci.

_Relaxa... O diretor sabe que foi ele quem provocou a briga, e não você! Só te chamou lá porque é algo do procedimento.

_É... Eu sei – disse, enquanto ia até a bancada e começava a preparar uns sanduíches.

_E o que você e a Bella estavam fazendo lá em cima? – ela perguntou, sorrindo maliciosamente. – Porque falando sobre a economia global é que não estavam.

_Caramba! O que o povo daqui de casa tem na cabeça? – perguntei rindo.

_É que vocês ficaram lá em cima durante um tempão...

_Já que eu estava dormindo, ela acabou pegando no sono também. – expliquei enquanto passava geléia em um pão. – E quero levar um lanchinho pra ela, assim que acordar.

_Ah, tá!

Terminei de preparar nossa comida, enquanto Alice me ajudava, fazendo um suco de laranja.

_Obrigado, pequena – agradeci, dando um beijo estalado na sua bochecha.

_Disponha – sorriu. – Mas por que será que o Jazz nunca levou lanche na cama pra mim também?

_Sei lá... – dei de ombros, voltando para o quarto com uma bandeja nas mãos.

Ao passar pela sala, vi Emmett e Jasper ainda discutindo.

_Tá bom... – Emm bufou e disse: — Eu não sei o que é beronha!

_Falei que você não sabia – Jazz começou a gargalhar.

_Mas nem você sabe também – retrucou Emmett.

_É... Bem...

Esses meus irmãos não têm jeito mesmo...

_Pra quem não sabe – falei apontando pra eles, com o queixo –, beronha é a junção de besta com pamonha. Duh.

_Eu Sabia esse tempo todo. – disse Jazz.

_Sabia não! – Emm disse.

Ri deles e continuei meu caminho.

_JASPER WITHLOCK HALE... – Alice gritou enraivecida, andando apressadamente da cozinha até ele. – POR QUE O SENHOR NUNCA LEVOU LANCHE NA CAMA PRA MIM?

Ele fez uma cara de medo... Coitado. Emmett e eu começamos a ter uma crise de risos. E, logo, começou um bafafá entre Alice e Jazz... Não ouvíamos nada além do zum-zum-zum, até que meu irmão, que tem músculos de mais e cérebro de menos, começou a entrar na briga também – falando não sei o quê.

Assoviei alto, então, o casal ternurinha se calou, e só sobrou a voz do Emmett falando:

_E eu não sou beronha!

Nessa hora, Rose tinha acabado de chegar em casa e encarou Emmett com uma expressão assustada. Começamos a gargalhar, inclusive Emm – que tinha pagado o mico – e Rose, que ria sem saber o motivo.

Subi as escadas ainda rindo, deixando aqueles loucos para trás.

Adentrei o quarto e vi que Bella ainda dormia. Coloquei a bandeja em cima do criado-mudo e deitei ao seu lado. Comecei a beijar seu pescoço, fazendo uma trilha até sua orelha. Ela estremeceu um pouco, mas não havia acordado. Então, espalhei beijos por todo seu rosto e ouvi seu suspiro.

Resolvi provocar um pouco mais, e dei um selinho em seus lábios. Afastei-me para poder olhá-la e vi um sorriso torto se formando no canto de sua boca.

_Hmm... Quero ser acordada sempre assim – falou abrindo os olhos.

_Se depender de mim, pode ter certeza disso – sussurrei, aproximando-me.

Nossos narizes se tocaram, entretanto, ela acabou com o curto espaço entre nós, me puxando pelo pescoço e beijando-me apaixonadamente. Sem nem pensar duas vezes, correspondi, pegando-a pela cintura e me virando na cama, deitando seu corpo sobre o meu – aumentando nosso contato, deixando um gemido meu escapar.

Suas mãos inquietas brincavam em meus cabelos, enquanto uma das minhas entravam por debaixo da regata que ela usava, arrancando gemidos dela dessa vez. Bella suspirou quando nossos lábios se desgrudaram.

_Mas confesso que ser acordada desse último jeito é muito melhor!

Rimos, ao passo em que ela saia do meu aperto, e nos sentávamos.

_Uau! Já deve estar tarde! – falou, vendo que já era noite.

_São umas oito da noite – respondi. – Acabei de voltar da cozinha e vi as horas.

_E o que o senhor estava aprontando na cozinha? – perguntou sorrateiramente, estreitando os olhos.

_Pensei que, quando acordasse, poderia estar com fome. Acertei?

_Acertou, sim... como sempre – murmurou, rindo. – Mas vejamos o que temos aqui.

Ela olhou para a bandeja e fez uma careta.

_O que foi? – perguntei confuso. – Não gostou de algo?

Ela não respondeu, apenas tapou a boca com a mão e correu ao banheiro. Fiquei estático. O que fiz de errado? Por que ela saiu daquela maneira? Parei de tentar raciocinar e fui atrás dela.

Chegando lá, a vi vomitando – agachada, em frente ao vaso sanitário. Ajudei-a, segurando seus cabelos. Assim que se sentiu melhor, apertou a descarga e lavou a boca.

_O que está sentindo, meu amor? – perguntei preocupadamente, molhando minha mão e passando em sua testa e nuca, suadas.

_Não sei... – encarou meu reflexo no espelho. – Assim que senti o cheiro daqueles sanduíches, senti um enjoo horrível e, logo, uma vontade de vomitar.

Peguei a toalha de rosto e entreguei a ela.

_Acho melhor irmos ao médico – sugeri, enquanto ela se enxugava. – Pode ser alguma coisa séria.

_Não, não... Deve ter sido algo que eu comi... Já passou! – tranquilizou – Não se preocupe!

_Ok... Mas se isso persistir, me avise e iremos a um hospital.

_Tá bom...

Voltamos para o quarto e ela disse:

_Tire isso de perto de mim, por favor... – pediu, fazendo careta outra vez. – Esse cheiro tá fazendo meu estômago embrulhar...

_Tudo bem – Peguei a bandeja. – Vamos descer; lá na cozinha eu preparo outra coisa pra gente.

_Obrigada!

_De nada, Srta. Swan – sorri.

Ela também sorriu e me seguiu, enquanto descíamos os degraus da escada que dava acesso à sala.

_Onde está todo mundo? – Bella perguntou ao não ver ninguém no andar de baixo.

_Não sei... – falei indo à cozinha.

Coloquei a bandeja na mesa e guardei os sanduíches na geladeira – caso outra pessoa da casa queira –, e vi um bilhetinho prensado por um dos imãs cor-de-rosa da Hello Kitty – coisa da Alice.

Eu e os outros fomos dar um passeio pela cidade.

Não avisamos pessoalmente porque não queríamos atrapalhar os pombinhos apaixonados. hsauhsau

Divirtam-se... E não façam nada que eu não faria, hein...

Beijos...

Com amor,

Sua irmã preferida

_Eles saíram, amor! – avisei Bella que acabara de se sentar numa cadeira, rindo. – Até deixaram um bilhete.

Ela o pegou e terminou de ler com um sorriso maroto.

_ O que deseja comer? Pode pedir qualquer coisa. – perguntei com o pano de prato no braço, fazendo pose de garçom.

_Qualquer coisa, é?

_Claro – respondi. – Não duvide dos meus dotes culinários! – segurei o riso.

_Ok... Então eu quero... Torta de pêssego.

_Muito bem... Só vou pegar o caderno de receitas da Esme.

_Então é assim que você faz? O senhor usa colinha na hora de cozinhar, é? Bonito, hein... – disse com um falso drama, pondo as mãos na cintura.

_Ah, Bella... Dá um desconto, vai! – perguntei, fazendo manha.

_Ok... Pega logo! – disse rindo.

_Estava deliciosa! – ela disse assim que terminou.

Dei uma última garfada e falei:

_Devia estar mesmo... Você comeu cinco fatias enormes.

Ri da expressão que tomou seu rosto.

_Ah... Nem vem, tá? – implicou, corando.

_Era brincadeira, amor – sorri e a beijei. – Ótima mistura... Pêssego com sabor da Bella...

_Bobo – disse rindo.

Ficamos na minha casa um pouco mais de tempo – conversamos e assistimos um seriado que havia passado na TV, perdendo algumas partes... Bella me tentava de cinco em cinco minutos, praticamente... E eu me deixava cair em tentação, claro!

Assim que abri a porta do meu carro para Bella entrar, a mesma parou e se apoiou com uma mão em meu ombro ao mesmo tempo em que ela punha a outra em sua cabeça. Fechou os olhos.

_Tudo bem, querida? – perguntei, segurando-a pela cintura.

_Sim... É só uma tontura... – respondeu, fraca ainda.

_Respire fundo algumas vezes e logo passa.

Assim ela fez.

_Melhor?

_Bem melhor – Endireitou-se e sorriu um pouco. – Já passou!

_Bella... Acho melhor...

_Já estou bem, Edward – Interrompeu-me, sorrindo. – Não se preocupe, meu amor... Confie em mim.

_Ok – concordei – Mas se você sentir mal...

_É só te dizer! – Interrompeu-me outra vez. – Eu já sei.

_Telefone no meio da noite se for preciso – disse carinhosamente, colocando uma mecha de cabelo atrás de sua orelha.

_Tudo bem.

_Promete? – peguei seu queixo delicadamente a fim de ler a verdade em seus olhos.

_Prometo – sorriu, dando um leve aperto no meu nariz.

_Ai! – gemi baixinho de dor.

_Oh... – Tirou a mão rapidamente – Desculpe! Esqueci que seu nariz estava machucado.

_Tá legal – ri de sua reação, afagando suas bochechas.

A deixei em seu apartamento – ainda receoso, com medo de ela passar mal novamente. Dei um último beijo do dia e esperei ela entrar no prédio. Bella acenou de longe, então, retribuí seu gesto e entrei no carro, logo voltando para casa, imaginando o motivo de seu estado hoje – vômito, enjoo, tontura... Espero que não seja algo grave.

Notas finais
N/A: Ain gente... Não gostei muito desse cap... :(
Sei lá... Mas me digam o que acharam dele... Se estão curtindo Beward, Emmett, Alice...
E por favor galerinha, deixem review... Eu respondo TODOS, dou pontinho de popularidade... E lembro do nome de quem comenta...
Próximo cap só no final da semana que vem... Tenho provas e muitas provas pra eu fazer... Uma ainda nesse domingo!
Por favor... Reviews, gente... Pleasee...