Plus Que Ma Propre Vie
27 Coisas Da Vida :: Fase 1
Notas iniciais
Coisas da vida
Bella’s POV
Não me aguentei. Aquela Tanya é muito pior do que eu imaginava. Como ela ousa dar em cima do meu namorado tão descaradamente?
Ao vê-la agarrada no pescoço do Edward, a vontade que tive foi de arrancar os cabelos daquela desmilinguida, mas eu queria saber de uma coisa antes. Decidi continuar, paradinha onde estava, e ver qual seria a reação dele.
Como a música estava muito alta, não pude ouvir a conversa, então li os lábios de ambos pra saber o que falavam.
_Tanya, me solta! – Edward a alertou.
_Não precisa ser tão rude, garotão! – aquela desvairada disse – Sua namorada nem está aqui. Larga de ser bobo.
Ela é uma vadia, sem dúvida. Quase fui até lá, mas respirei fundo e continuei quieta. Edward colocou as bebidas – que ocupavam suas mãos – no balcão, ao seu lado. Segurou os pulsos da Tanya e falou seriamente:
_Me solta!
Ela enlaçou seu pescoço novamente – ignorando as mãos que a imobilizavam – e disse:
_Cala a boca e me beija, porra!
Tanya se aproximou pra beijar meu Edward, mas ele se esquivou, a segurando pela cintura e afastando-a.
_Que foi Ed? Vai dizer que você não me quer?! – disse num tom sensual e debochado.
_Não, eu não te quero. – falou rigidamente – Eu tenho uma namorada e a amo.
Nesse momento meu peito inflou. Edward é muito fiel e fez questão de deixar isso bem claro. Sorri com seu leal e doce gesto.
Mas Tanya não quis nem saber, o ignorou por completo. Como ele estava desprevenido – provavelmente não imaginando tal atitude novamente – ela o agarrou de uma só vez e tomou seus lábios.
Mesmo ele não correspondendo seu beijo, minha cabeça foi à mil e corri em direção daquela vaca.
Chegando lá, a puxei por trás – pelos cabelos. Eles se separaram instantaneamente e me encararam com uma expressão surpresa. Empurrei Tanya e fui até ela.
_SUA VAGABUNDA! – eu disse com os nervos à flor da pele.
Assim que cheguei perto o suficiente pra bater naquela cara entupida de maquiagem ela falou.
_Não é nada disso que você está pensando. Eu estava tomando um drink e o Edward chegou e veio me agarrando.
_Conta outra, minha filha. – disse irônica – Eu vi tudo!
E dizendo isso, dei um forte tapa nela.
_ISSO É PRA VOCÊ APRENDER A NUNCA MAIS MEXER NO QUE É DOS OUTROS!
_VOCÊ TÁ MALUCA? – ela falou se aproximando pra me bater.
Segurei seu braço e dei outro tapa em seu rosto, puxando novamente seus cabelos, enquanto ela ainda tentava me bater, em vão. Acertei mais uma bofetada nela.
_E ISSO, SUA VADIA, É PRA VOCÊ NUNCA MAIS MEXER NO QUE É MEU!– falei.
Joguei-a no chão e me virei pro Edward, que estava com uma cara assustada, porém segurando um riso.
_Vamos embora! – falei grossa com ele.
Saímos da boate – eu na frente e ele atrás – sem darmos uma palavra.
O carro estava na parte de trás do local, a rua quase vasta. Entramos e ele se virou pra mim.
_Bella, me desculpe! Eu estava pegando as bebidas e a Tanya apareceu de repente...
_Não precisa dizer nada, Edward. – falei calmamente, arrumando uma rebelde mecha de seu cabelo.
_Claro que preciso! Você deve estar pensando que...
_Estou pensando que você é o homem mais fiel e apaixonado que já existiu. – o interrompi.
_Como? – perguntou confuso.
_Eu vi tudo, meu amor. Eu vi quando você se esquivou daquela piranha!
_Mas... Me desculpe, mesmo assim, eu poderia ter sido mais rude com ela...
_Ahh... Isso você poderia ter sido mesmo! – o interrompi outra vez – Mas se você fizesse isso, poderia estar numa delegacia nesse instante.
_Tem razão. – suspirou olhando pro chão, mas abrindo um sorriso torto logo em seguida e voltando a me encarar – Mas você fica linda quando está com ciúmes. Obrigado por me defender.
_Eu só tenho que cuidar do que é meu. – sussurrei me aproximando.
Suas mãos passaram a massagear meus cabelos e as minhas estavam no seu rosto, acariciando. Nossos narizes já se tocavam, enquanto seu hálito me inebriava.
_Eu te amo! – ele sussurrou.
_Eu também!
Com isso, nossos lábios se uniram num doce e delicado beijo. Nossas línguas se moviam num ritmo calmo, como se memorizassem cada canto de onde exploravam.
Edward deslizou uma de suas mãos até minha cintura, colando nossos corpos.
Meu coração começou a acelerar e meu rosto a ficar corado. Nos separamos, pois não tínhamos mais fôlego.
Ele desceu seus beijos pro meu pescoço, mordiscando, me deixando arrepiada e ofegante. Ele riu.
_Adoro suas reações involuntárias. – sussurrou, descendo seus beijos pro meu colo.
_Chega, Edward! – falei, o afastando.
_Por quê? – perguntou inocentemente, com um sorriso maroto nos lábios, se aproximando outra vez.
Segurei seus ombros e disse:
_Se continuarmos, não vou conseguir parar.
_Quem disse que vamos parar, hein?
_Você enlouqueceu, é? Não vamos transar aqui, Edward. – falei rindo.
_Ah, Bella... Vai ser legal!
_Podemos ser pegos, sabia?
_Quanto mais perigo, melhor! – murmurou sedutoramente, tirando minhas mãos de seus ombros e as depositando em seu pescoço. – Eu quero você. Agora! – sussurrou, beijando minha mandíbula.
Não resisti. Minhas mãos foram pros seus cabelos. O puxei, colando nossos lábios. Ele me beijou intensamente. Um beijo quente e extremamente caloroso.
Com nossos lábios ainda se movendo em sincronia, Edward pegou minha cintura, me colocando sentada em seu colo, com o volante em minhas costas.
Passei a beijar seu pescoço. Enquanto isso, meus dedos brincavam com os botões de sua camisa, e os dele tocavam minha barriga, por baixo da delicada blusinha de cetim. Ele a tirou e a jogou no banco do passageiro.
_Cadê aquele Edward responsável que eu conhecia? – perguntei, tirando sua camisa, enquanto ele beijava minha clavícula.
_Ele foi embora no momento em que viu a lingerie que você usava – ele sussurrou, me deixando levemente corada – Aliás, lingerie preta é a que mais realça a sua beleza.
_E o que aconteceu com a cor azul? – perguntei divertida, mordiscando sua orelha.
_Roupa azul combina com você, assim como a lingerie preta.
_Hmm...
Então, capturei sua boca em outro ardente e empolgado beijo, até que ouvimos umas batidinhas na janela do carro. Nos viramos e vimos uma velhinha parada, olhando pra gente com uma cara séria, de dar medo.
Praticamente pulei do colo do Edward e vesti minha blusinha, enquanto ele já abotoava a sua camisa. Após estarmos devidamente apresentáveis, abriu o vidro.
_Sim? – Edward perguntou com carinha de santo.
_VOCÊS NÃO TEM VERGONHA NA CARA, NÃO? PELO AMOR DE DEUS, VÃO PRA UM MOTEL!
_Sinto muito senhora! Apenas nos empolgamos um pouquinho... – explicou dando um sorriso amarelo.
_MESMO ASSIM! QUE POUCA VERGONHA... – ela saiu falando.
_Ai que mico! – falei baixinho.
_Mico não, King — Kong! – ele disse rindo.
Peguei meu casaco no banco de trás e joguei na cara dele.
_E você ainda fica rindo? Foi culpa sua!
_Minha só, não. Você também quis. – falou ainda rindo, tirando o casaco do rosto.
_Mas você me atiçou! – disse, rindo também.
_E você é a santa da história? – sussurrou se aproximando.
_Exatamente. – sussurrei sorrindo.
Ele revirou os olhos e me beijou. O beijo começou a ficar mais quente e empolgado, então o afastei.
_Chega! Não queremos dar outro vexame!
_Certo, anjo! – falou rindo e ligando o carro. – Mas pra onde vamos agora?
_São quantas horas?
_Quase meia noite. – respondeu após verificar o relógio. – Não está tão tarde.
_Quer saber, que tal se voltássemos pro apartamento? Podíamos assistir um filme. – sugeri.
_Tá legal!
Chegamos e trocamos de roupa. Eu vesti apenas uma camisola de seda lilás e Edward, uma camiseta branca e bermuda.
Preparei uma tigela de pipoca e refrigerante, enquanto ele escolhia o filme. Voltei pra sala e não o vi. Coloquei a comida na mesinha e o chamei:
_Edward?
Não houve resposta, então fui procurá-lo pela casa. Não o achei em canto algum. Subi as escadas e comecei a procurar nos quartos. Nem sinal dele.
_Ué? Pra onde ele foi? – murmurei comigo mesma.
Voltei pro andar de baixo, preocupada.
Enquanto descia as escadas, absorta, fui surpreendida por uma coisa atrás de mim.
_BÚ! – gritou me pegando pela cintura.
Soltei um grito, mais pelo susto. Mas depois de recobrar os sentidos, me virei pro Edward.
_Quer me matar do coração, seu besta? – briguei com ele, dando um tapa, de brincadeira, no seu braço, enquanto ele gargalhava feito uma hiena.
_Foi... Tão... En... Engraçado... – ele tentou dizer em meio a histeria de risos.
_Pára de rir de mim. Idiota! – falei acompanhando de leve seu riso.
_Desculpe meu anjo, é que não resisti!
_Tudo bem! Vamos pra sala?
_Vamos! – concordou, pegando minha mão.
Edward escolheu um filme bem divertido! Era de comédia romântica. Pena que perdemos o final — acabamos ficando mais empolgados com outra coisa... Deu pra entender, né?
Acordamos cedinho no dia seguinte e arrumamos nossas malas. Era dia de voltar pra casa!
Estava tão ansiosa pra voltar logo e contar a todos sobre nossa breve estadia em Londres... Foi tanta coincidência... Mas acho mesmo que é destino! Eu e meu Edward devemos estar destinados um pro outro pelo resto de nossas vidas, e não podia pedir coisa melhor!
_Bella? – ele chamou, me tirando dos devaneios.
_O quê? – perguntei encarando aquelas esmeraldas que tanto amo e me hipnotiza.
_É o nosso voo. Vem!
_Claro! – falei, enquanto ele colocava seus braços em meus ombros, me aconchegando mais em seu corpo.
Pegamos nossa bagagem e seguimos pro portão de embarque do aeroporto. Nosso rumo? Stanford. Mas ainda tinha uma coisa que insistia em zumbir no meu ouvido: Como será agora minha convivência na universidade? Com meus amigos e, principalmente, com o... Lucas?
Notas finais
Reviews? Pleaseeee... Bjus gelados... ou quentes!!hasuhuas...
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