Plus Que Ma Propre Vie
58 A Última Dança :: Fase 3
Notas iniciais
Caralho... Quanto tempo!
Eu senti tantas saudades de postar Plus... Mas o tempo nunca conspirava a favor... *bico*
Mas finalmente consegui nesse final de semana... E cá estou eu, postando o ÚLTIMO capítulo de PQMPV. Eu tô um caco por estar acabando com o meu bebê... Mas tudo o que é bom dura pouco não é mesmo?
Bem, eu coloquei de tudo um pouco nesse cap... E ele ficou muito fofo *----*
Ah, e mais... O EPÍLOGO provavelmente virá mês que vem... *chora no cantinho*
E antes que comecem a ler o último cap, queria mandar um beijão e um mega "obrigada" à DEA, uma nova leitora muito fofa que recomendou a fic!
Então é isso...
Enjoy!
A Última Dança
POV Edward
Se alguém me perguntasse qual seria o sinônimo de perfeição, eu não hesitaria em dizer “minha vida”. Os últimos meses foram simplesmente os melhores de toda a minha existência, e eu jamais poderia cogitar o quanto era prazeroso o fato de ser pai. Meus trigêmeos eram grandes descobridores, encantando-me com suas novas facetas a cada segundo.
E tinha Bella. A minha Bella. Minha esposa apenas tornava minha felicidade ainda mais completa, e eu não poderia pedir nada mais a Deus, pois eu tinha muito mais do que sempre desejei ter. E eu agradecia por isso todos os dias.
Os meses passaram como vento, e o tempo e nossa imortalidade fez com que eu e minha família planejássemos uma nova mudança. Após anos vivendo na ensolarada Califórnia, estávamos indo desta vez para Boston. Aproveitando a possibilidade de uma nova vida no outro lado do país, eu e Bella decidimos largar nossos empregos a fim de curtir a infância de nossas crianças, então, ela estava agora em seu escritório na advocacia em que trabalhava em Los Angeles, acertando os últimos detalhes de sua demissão. A ideia havia sido dela, que queria aproveitar cada momento da preciosa e curta juventude de nossos meninos.
_Papai, fala pro Eddie me devolver a Sammy! — Renesmee reclamou no banco de trás do carro.
_ Filho, devolva a boneca da sua irmã — Pedi, revirando os olhos.
Seus lábios se repuxaram num beicinho enquanto ele fazia o que mandei, ao passo em que um sorriso triunfante se formava na boquinha rosada da Nessie. Minha pequena Elizabeth apenas riu baixinho, chamando a atenção do irmão que tomou, dessa vez, a boneca dela. Ela fechou a cara, mostrando a língua para o Eddie, tentando pegar seu brinquedo.
O banco de trás do meu Volvo se transformou em um tanque de guerra, e eu apenas acelerei rumo à casa dos meus pais. Chegando lá, deixei os pequenos para passarem o dia com a avó, e, então, dirigi até o escritório que Bella trabalhava, a fim de ajudá-la com algumas caixas e documentos que ainda restavam.
O grande edifício era visto de longe, e adentrei o elevador da advocacia, apertando o botão que indicava o 27° andar.
_Eu vou sentir sua falta por aqui — Uma voz masculina soou, seguida pela inconfundível risada de Bella.
_Eu também vou sentir saudades suas, mas você sabe disso — Ela disse dessa vez.
Forcei minha mente a ler os pensamentos de quem estava com ela, mas o ciúmes bateu com tanta força que nem mesmo consegui.
A porta do elevador se abriu, e meus passos estavam apressados enquanto eu atravessava o largo e claro corredor, entrando na sala em que Bella trabalhava. Estaquei ao ver um homem de cabelos escuros ao seu lado, tocando a cintura fina de minha esposa, que tentava alcançar algo em uma estante alta.
_Dá licença, sua baixinha — Ele murmurou, rindo, afastando-a delicadamente — sem tirar as mãos de sua cintura, porém — e pegando um livro que ela não conseguiu. Bella somente riu, alheia a minha presença.
_Atrapalho? — Minha voz soou seca, e eu sabia que minha expressão estava tão previsível quanto.
Ambos me olharam, surpresos. O homem afastou-se finalmente, e andei até estar ao lado da Bella, enlaçando minha mão direita em volta de seu quadril, possessivamente.
_Não respondeu minha pergunta. — Questionei, sem conseguir desatar a carranca em meu rosto.
_Edward... — Bella murmurou, em um misto de constrangimento e represália.
_Não, tudo bem... — O homem possuía grandes olhos azuis, e parecia estar meio confuso. — Eu só estava ajudando-a. Aliás, sou Jared.
_Não é o que parecia. — Disse apenas, com o mesmo tom de voz, virando-me para Bella e perguntando: — Já terminou tudo por aqui?
_Sim. Me espere no carro. — Falou com um tom grosseiro, o que me surpreendeu. O cara estava flertando com ela, e o vilão da história sou eu?
_Tem certeza? — perguntei, confuso.
_Tenho.
E, assim, ela se afastou de mim, pegando alguns livros em sua mesa. Bufei, deixando seu escritório com rapidez, sem dizer qualquer coisa.
Meus dedos tamborilavam o volante, inquietos. O que eu havia feito, afinal? Droga.
Passos apressados me tiraram dos devaneios, e logo vi que era Bella, entrando no carro. Ela sentou no banco do passageiro, raivosa e respirando forte — Mostrando que ela controlava sua raiva.
_Dá pra me dizer o que foi aquele teatrinho todo? — Ela perguntou de repente, controlando o volume de sua voz.
Liguei o carro, pisando fundo no acelerador.
_E diminua a velocidade! Argh!
Tranquei a mandíbula, enquanto desacelerava aos poucos.
_Será que você não notou que aquele cara estava dando em cima de você? — falei entre dentes, sem desviar o olhar do parabrisa.
Ela riu sem vontade e, pelo canto dos olhos, pude vê-la negar com a cabeça, descrente, olhando para a paisagem que passava como um borrão no vidro do carro.
_Pelo amor de Deus, Edward! Não seja precipitado! — vociferou.
_Precipitado? — inquiri, fitando-a profundamente. — Ele estava praticamente se atiçando todo em você, que apenas ria e tratava tudo como brincadeira.
_Sério? — Sua voz agora era sarcástica. — E você por acaso leu isso na mente dele? — Cruzou os braços, olhando-me desafiadoramente.
_Não, mas...
_Pois é! Você pelo menos deveria usar seu dom tão útil pra um momento como esse!
Minha cabeça deu voltas, e eu soube que estava errado.
_Mas Bella...
_Eu só não alcançava a parte de cima da estante, e ele só me empurrou, brincando comigo. Sou uma mulher casada, sabia?
Respirei fundo, fechando os olhos. Eu não devia ter agido daquela maneira...
_Bella...
_Poupe-me de suas palavras, Edward! — falou raivosa, voltando a encarar a janela. — Agora não!
Apertei a ponte do meu nariz, controlando-me. Apenas aumentei a velocidade do carro, chegando rapidamente a casa de Esme. Bella saiu do carro, sem esperar que eu, ao menos, abrisse sua porta. Recusei-me a sair, então, esperando que ela pegasse nossos filhos de volta.
Bella se recusava a falar comigo, e aquilo estava me deixando louco.
As crianças brincavam normalmente, correndo pelo jardim, enquanto minha esposa preparava o jantar. Eu estava sentado na grama, vendo-os se divertirem.
_Papai... — Uma vozinha animada me chamou, fazendo-me olhar amorosamente para a pequena Lizzie, que vinha em minha direção.
_Sim, querida — Respondi, aconchegando seu pequeno corpinho de dois anos no meu colo.
_Você brigou com a mamãe? — Seus grandes olhos chocolate me fitaram intrigados.
_Claro que não, meu amor... — Neguei, beijando o topo de sua cabeça. — Por quê?
_Nada não...
_Tem certeza? — perguntei, fazendo leves cosquinhas em sua barriga. Ela riu, e aquele som me fez sorrir intensamente.
_Aham! — assentiu, mexendo-se como uma minhoquinha, enquanto ria.
Logo, meu pequeno Edward e Nessie se juntaram a nós, e, então, nos deitamos na grama verde e fofa, olhando o céu que cobria toda nossa visão.
_Papai... — Eddie chamou. — Por que o céu muda de cor?
_Porque a luz da Sol atinge a Terra de várias maneiras, conforme a rotação... — Parei ao ver seus olhinhos confusos, reformulando a frase. — Hmm... Na verdade, é porque o Papai do Céu pinta o céu de várias cores diferentes... — Cocei a nuca, notando que ele ficara ainda mais confuso.
Ouvi uma risada leve atrás de mim, e senti meus pelos se eriçarem ao notar que era Bella. Olhei-a, e vi que ela andava até nós lentamente.
_Vocês estão curiosos demais hoje! — sorriu amavelmente, pegando as crianças do chão com carinho. — Mas agora é hora do jantar!
_Mas o papai ainda não respondeu... — Eddie fez um biquinho, subindo no meu colo.
_Quem sabe eu conte se vocês comerem tudinho? — Falei, fazendo com que ele saísse dos meus braços e corresse em direção à cozinha com as irmãs.
_Você me salvou! — Eu ri, levantando-me.
Olhei pra Bella e notei que ela ignorou minha frase, virando de costas e indo para dentro. Franzi o cenho, aproximando-me dela e rodeando meus dedos em seu pulso. Ela parou, me encarando com raiva.
_Bella, me desculpe... — Sussurrei, olhando fundo em seus olhos tão quentes.
_Isso não muda nada. — Murmurou com rancor, puxando seu braço de volta e entrando em casa.
Suspirei, passando as mãos em meu rosto. Eu tinha que dar um jeito naquela situação, mas não sabia o que fazer. Eu havia agido precipitadamente... Não deveria ter julgado Bella e Jared. Ela nunca me deu motivos pra isso.
Eu me sentia um adolescente de quinze anos. E aquilo era ridículo.
Respirei fundo, adentrando as portas duplas da casa, indo até a sala de jantar.
A refeição correu de forma normal, as crianças sempre conversando e me divertindo, apesar de Bella e eu termos sentados em direções opostas da mesa.
Coloquei os trigêmeos na cama, em seguida, dando banho neles e não fugindo de contar ao Eddie o por que do céu mudar de cor.
Ao voltar para o andar de baixo, pude ver que Bella ainda estava na cozinha.
_Ai, droga! — Ouvi-a dizer, gemendo em seguida.
Corri até o cômodo a tempo de vê-la choramingando ao largar uma forma de bolo na bancada de granito, envolvendo uma mão na outra.
_O que aconteceu? — Fui em até ela, pegando sua mão e vendo a palma toda vermelha.
_Eu esqueci que a forma estava quente e acabei queimando a mão — Gemeu de dor, então puxei-a até a pia, ligando a torneira e colocando a área afetada sob água corrente.
_Tá melhor? — Olhei em seus olhos, preocupado.
Ela assentiu, mordendo os lábios e evitando meu olhar.
_Eu vou tomar um banho, até lá já deve ter curado. — Murmurou um pouco seca, afastando-se novamente de mim.
Guardei o bolo, que ela havia deixado na mesa, dentro da geladeira. Assim, voltei para o segundo andar. Ao entrar em nosso quarto, pude ver a porta do banheiro fechada e o chuveiro ainda ligado.
A noite estava quente, mas a brisa amenizava o calor, movimentando as longas cortinas do ambiente, que era iluminado apenas pela luz baixa do abajur.
Tirei minha roupa, ficando apenas com minha boxer escura, sentando-me na ponta da cama. Surpreendendo-me, a porta do banheiro foi aberta num rompante, e dela saiu uma Bella trajada em apenas uma camisola curta e clara, realçando cada curva acentuada em seu corpo encantador. Os cabelos rebeldes e molhados a deixavam com um ar felino, embora delicado e, no instante que seus olhos se cruzaram com os meus, pude ver uma pontada de ressentimento preenchê-los.
Suspirei — e não soube dizer se era de cansaço ou por simplesmente ter esquecido de respirar ao vê-la tão linda -, me levantando e andando vagarosamente até ela.
_Amor, me desculpa...
Ela meneou a cabeça, mordendo os lábios enquanto desviava seu olhar do meu.
_Você devia confiar em mim, Edward... — sussurrou.
_Eu confio. — Aproximei-me ainda mais, aproveitando para tirar uma mecha castanha de seus olhos. — É neles que não confio.
_Isso não importa. — Olhou-me raivosa, andando até a cama e deitando em seu lugar de sempre.
Evitei olhá-la enquanto pegava rapidamente meu travesseiro e uma coberta, mas pude sentir seu olhar vibrante e silencioso em meus movimentos o tempo todo. Antes de sair do quarto, porém, parei na porta, olhando por baixo dos cílios.
_Eu realmente sinto muito... Boa noite, Bella.
Desci as escadas sem pressa, indo até a sala de estar. Já era tarde, então apaguei as luzes — sem me preocupar em fechar as portas de vidro que davam para o jardim -, ligando a televisão em um canal qualquer, ao passo em que me acomodava no grande sofá.
Não sei quanto tempo fiquei ali, fingindo assistir um filme de comédia romântica, até que cedi ao sono. No entanto, barulhos leves e harmoniosos me fizeram remexer, e pude sentir uma respiração se aproximar, junto com o farfalhar de um coração que tanto amava. Senti também o sofá afundar e um corpo quente e sinuoso se aconchegar ao meu.
_Bella? — murmurei, abrindo os olhos e vendo-a deitada junto a mim. Abri meus braços, apertando-a contra meu peito.
_Não consigo dormir longe de você — sussurrou delicadamente, no mesmo instante em que seus doces lábios subiam uma trilha do meu ombro até a mandíbula.
Beijei seu cabelo, sentindo meu peito se aquecer momentaneamente.
_Minha pequena absurda... — sorri de lado, puxando seu queixo para cima e olhando em seus olhos. — Você me perdoa?
_Claro que sim — Aproximou seu rosto do meu, com um sorriso lindo estreitando seus lábios de morango. — Eu te amo.
_Eu também te amo, minha Bella... — sussurrei, sendo interrompido pela boca febril e ansiosa de minha esposa cobrindo a minha.
Suas pequenas mãos se embrenharam em meu cabelo, enquanto as minhas vagavam rumo ao sul. E, então, eu soube que estava realmente perdoado. E prometi e mim mesmo que jamais faria aquilo novamente.
Dois anos depois...
_Não acredito que nossas crianças já estão indo pra escola – Bella disse manhosa, enquanto arrumava o lanche dos nossos pequenos.
Hoje seria o primeiro dia de aula dos três e minha esposa estava inconformada com o fato de seus bebês estarem crescendo.
Havíamos nos mudado para Boston há dois anos e a cidade era fabulosa! Bella demorou a se acostumar com o clima outonal da cidade, mas logo passou a adorar tudo, inclusive pelo fato de que as quatro estações do ano eram bem definidas e as crianças se divertiam na neve quando dezembro chegava. Ainda era novembro, mas as folhas alaranjadas que caíam das árvores enfeitavam o jardim de nossa casa belamente, e nossos pequenos amavam brincar de pique-esconde nos montes de folhas coloridas.
Eu ri, andando até ela e beijando seu beicinho lindo.
_Nós sabíamos que isso ia acontecer uma hora ou outra, amor – murmurei carinhosamente, abraçando-a por trás e inspirando o perfume tão entorpecente de seu pescoço. – Dê graças a Deus por eles estarem indo pro jardim de infância... Daqui alguns anos nossos pequenos estarão é na universidade.
_Ah, nem me faça pensar nisso... Perder os meus filhotes...
Ri outra vez, dando um estalado selinho em sua nuca a mostra pelo coque mal feito em seu cabelo, e logo ouvi o barulho de três pares de pezinhos descendo as escadas numa correria.
_Quantas vezes terei que falar pra não correrem ao descer as escadas? – Bella repreendeu, seus olhos e mãos ainda ocupados com a arrumação do lanche das crianças.
_Desculpe, mamãe – Sussurraram juntos ao chegarem à cozinha, e pude vislumbrar minhas menininhas lindas em uniforme escolar, bem como meu garoto.
_Vocês estão cada dia mais lindas, queridas – Disse para Lizzie e Nessie, e logo falei para o Eddie: — E você vai arrasar corações, filhão!
Demos um high five e Bella revirou os olhos, enquanto sorria amavelmente, entregando as lancheiras para nossos pequenos. Entreguei-lhes suas mochilas e minha esposa insistiu em tirar uma foto antes de pegarmos o carro e levá-los à escola.
_Cuide das suas irmãs, Eddie – Falei pra ele assim chegamos à porta da sala de aula. – Não deixe os garotos chegarem perto das nossas meninas! – Beijei a bochecha de cada uma, que riram.
_E vocês, queridas, fiquem de olho no Eddie e não deixe nenhuma garota metida roubar ele! – Bella murmurou, pegando os três de uma vez num único abraço.
_Pode deixar, mamãe! – responderam juntas, então nosso pequeno pegou as mãos das irmãs de longos e ondulados cabelos cor de bronze, entrando juntos na sala.
As quatro horas que se sucederam passaram voando. Quando vimos, já estávamos na sala de jantar, comendo e ouvindo as crianças conversarem animadas sobre o dia que tiveram.
_É verdade! – Lizzie deu uma risadinha, concordando com algo que Bella havia dito. – Ah, e a Nessie tem um namorado!
_O quê? – Olhei para ambas, meus olhos tremendamente arregalados. Por essa eu não esperava. Pelo menos, não tão cedo.
_Lizzie! – A irmã a repreendeu, como se tivesse dito algum segredo, e pude ver suas bochechas adquirirem um tom rosado.
_É só um menino da minha sala, papai... – Deu de ombros, dando total atenção a seu jantar. – Ele é bonitinho... – riu levemente, e vi um garotinho da idade dela e cabelos loiros, que havia pedido seu lápis de cor emprestado.
Suspirei, vendo que não era nada demais, a não ser a mente fértil de minhas filhas.
Bella, que sentava ao meu lado, aproximou sua cadeira mais perto da minha, deitando a cabeça em meu ombro enquanto tentava segurar o riso.
_Sua cara foi impagável, amor!
Revirei os olhos, divertindo-me internamente.
_Acho que vou ter que pedir uma arma emprestada ao seu pai – murmurei para ela, que me olhou com uma expressão confusa e estranha.
_Por acaso esqueceu que é um meio vampiro, Edward? – riu de maneira suave.
_É só para manter as aparências, querida... Você sabe; assustar alguns possíveis genros...
Ela meneou a cabeça, beijando meu pescoço. O barulho de algo caindo no chão fez-nos desvencilhar, ao passo em que uma desajeitada Renesmee tentava limpar a bagunça que havia feito ao derrubar seu prato.
Eu ri, sabendo que a fase dos genros ainda iria demorar bastante. Felizmente.
Um ano depois...
_Sai de perto do mar, filho! – Bella gritou para o pequeno Edward, que corria pela areia clara da Flórida.
Decidimos fazer uma viagem já que as férias de verão haviam chegado, e a casa de Renée parecia ser o lugar ideal. Ela estava morando em Houston nos últimos anos, mas havia voltado para Jacksonville assim que Phil resolveu se aposentar com apenas poucos anos na profissão sólida de jogador de beisebol.
Nessie e Elizabeth apostavam qual das duas conseguiria encontrar mais conchas, enquanto Eddie fingia ser algum super herói. Sorri, e, então, olhei para trás, onde Bella conversava com a mãe, andando calmamente na praia. Nossos olhares se encontraram, e um sorriso precioso se formou nos lábios de minha mulher.
_Papai, olha quantas conchas! – Lizzie exclamou, sorridente.
_Posso pegar muitas pra levar pra tia Rose e pra tia Alice quando voltarmos? – Nessie perguntou.
_Podem pegar quantas vocês quiserem, meus amores – sorri, sentando-me na areia, fitando o belo mar e, por consequência, meu pequeno que ainda corria pela praia.
Voltei minha atenção para as meninas, mas foi inevitável não ouvir a conversa de minha sogra há alguns metros.
_Você é feliz? – perguntou à Bella, sua voz serena e sorridente.
_Como nunca fui em toda a minha vida – ela riu, e, pela mente de Renée, notei o olhar de minha esposa suave, que fitava os filhos e a mim. – Isso... – Ela continuou, apontando em nossa direção, enquanto eu fingia não prestar atenção – Era tudo o que eu precisava, mãe.
Ela encarou Renée, que respirou com alívio e abraçou a filha pela cintura, feliz.
_Eu fico muito feliz por isso, minha filha. Muito. – murmurou. – Eu te amo.
_Também te amo mãe.
Bella apertou a mãe em seus braços, andando vagarosamente, ambas sorrindo.
De repente, senti algo batendo em minhas costas. Olhei para trás a tempo de ver um pouco de areia pairando no ar, e roupas de praia e cabelos cor de cobre voando longe. Sorri, vendo os meus sapecas filhotes olharem para trás com um sorriso traquina, correndo após terem jogado areia em mim.
_Acho bom correrem mais rápido! – Gritei, seguindo-os em uma velocidade humana. Rindo alto.
_Está vendo? – Ouvi Bella sussurrar ao longe para a mãe, sorrindo – Era exatamente disso que eu estava falando.
Dois anos depois...
O salão estava cheio, e um eletrohouse tocava alto ao fundo. Lucas e Leah haviam acabado de se casar e a cerimônia, por sorte, era em Boston, pelo fato de que ele acabara de receber uma proposta de emprego por aqui, evitando que eu, Bella e as crianças nos deslocássemos pra muito longe.
A festa de casamento deles era simples, embora extremamente bela. O enorme salão de festas do hotel onde tudo ocorria estava cheio, com nossos amigos e alguns poucos conhecidos preenchendo cada local.
_Okay... – Uma Bella ofegante sentou na enorme mesa enfeitada de flores brancas, ao meu lado. – Agora é sua vez, Edward! – Apontou para as crianças que corriam, aprontando todas com os primos, eu tinha certeza.
_Deixe a cambada se divertir, Bella! – Emmett falou, mais animado que o usual, tomando mais um drink.
_Ele tem razão... Tem que deixar as crian... – Rose parou sua frase ao ver um de seus filhos, Johnny – o mais levado, devo dizer –, tentando alcançar o bolo decorado em cima da mesa principal.
Ela correu até ele, dando uma bronca em seguida. Bella riu, dando de ombros, assim como a minha família que estava sentada conosco.
Puxei a cadeira da minha esposa até ela estar mais perto de mim, e deixei minha mão envolver sua cintura enquanto sentia a dela em minha coxa. Olhei-a, sendo hipnotizado por aqueles olhos tão vivos e castanhos. Sua mão livre deslizou pelo meu rosto, descendo pelo meu peito, até alcançar meu quadril. Meus dedos prenderam os fios de sua nuca suavemente, e nossos lábios se encontraram com paixão e maciez.
_Encontrem um quarto! – Meu querido e grandalhão irmão falou, fazendo eu e minha esposa nos desvencilharmos.
_Não tem nada mais original pra dizer, Emmett? – perguntei, levemente irritado.
Ele pareceu pensar por alguns instantes, mas sua mente estava meio embaçada pelo álcool.
_Na verdade... Não.
Ri de leve, e logo vi Stefan – nosso irmão caçula – se aproximar da mesa.
_E aí, irmãozão... Arrasando muitos corações? – Jasper perguntou para o pequeno, que revirou os olhos, rindo.
_Ainda sou muito novo, Jazz! – O pequeno de olhos e cabelos caramelo disse, aproximando se Esme e sentando em seu colo.
_Esse é meu garoto! – Alice disse. – Tem que ser cavalheiro, querido... Tudo a seu tempo.
_Lições de moral a essa hora, baixinha? – Emm perguntou, sua voz meio arrastada.
_E você não acha que bebeu demais, não? – rebateu.
_Xii... O que eu falei sobre lições de moral... – murmurou pra si mesmo, bebendo mais um pouco de uísque.
_Amor, vamos cumprimentar o Luke e a Leah agora? – Bella perguntou, fitando-me amorosamente.
_Claro, querida – concordei, dando-lhe um selinho rápido antes de levantar.
Ela encaixou seu braço direito no meu esquerdo, enquanto atravessávamos o salão, mas um pensamento um tanto quanto conhecido soou próximo a nós...
_Bella? – Uma voz masculina soou, e não foi difícil perceber que era Jared, seu antigo colega de trabalho.
_Jared? Uau... Quanto tempo! – Ela o abraçou. – Como você está?
_Muito bem – sorriu, olhando pra mim pela primeira vez. – Como vai, Edward?
_Também vou muito bem. – Fui gentil, retribuindo seu aperto de mão.
_Que ótimo! Aliás, Bella... – Voltou-se para ela. – Eu queria agradecer por ter me apresentado Hillary há cinco anos... Eu queria ter te agradecido devidamente, mas não pude, porque você logo se mudou...
_Oh, vocês estão mesmo juntos? – perguntou extasiada, interrompendo-o.
_Sim – murmurou, e logo pudemos ver um par de mãos femininas envolverem seu peito, e uma Hillary sorridente aparecer atrás dele.
_Hill! – Bella a abraçou sem precedentes, feliz ao ver a amiga de longa data.
_Meu anjo... Que saudades!
_Nem me fale... Você sumiu!
_Foram tantas coisas que aconteceram nesses últimos anos... – murmurou, olhando Jared sugestivamente e sorrindo. – Edward! – exclamou ao me ver, não hesitando ao me envolver em um abraço também.
_Como vai, Hillary?
_Ah, estou ótima! E vocês também... – sorriu, abraçando Jared e olhando para Bella e eu. – Eu vi os filhos de vocês correndo por aqui agora mesmo; eles são tão lindos.
_Obrigada – Minha esposa pegou sua mão amavelmente, e as duas se abraçaram outra vez.
_Deus, a minha máquina do tempo funcionou? – Uma mulher disse ao nosso lado, e percebi que era Gisele.
Bella e Hill, quando a viram, abraçaram-na também e eu ri, sendo acompanhado pelo Jared.
_Querida... – Um homem de meia idade disse ao nosso lado, fitando Gisele com confusão e divertimento.
_Oh, gente! Esse é meu noivo, Robert! – Apresentou-nos, animada demais pra qualquer cumprimento formal.
_Uau! Pra quem nunca arrumava um namorado, se deu bem, amiga! – A loira sussurrou no ouvido da ruiva e eu ri discretamente.
Bella me encarou, feliz e sorridente, envolvendo seus braços quentes ao meu redor, enquanto conversávamos com seus amigos.
Descobrimos que Hillary havia se formado em Odontologia e tinha seu próprio consultório em Londres, onde estava morando com Jared, enquanto Gisele havia se mudado para Nova York recentemente com o noivo, que também era advogado.
Logo mais, demos nossos cumprimentos ao casal de noivos, que estavam simplesmente radiantes.
Enquanto voltávamos para nossa mesa, vimos Jacob e Taylor conversando com nossos pais, e Bella logo se animou ao vê-los, conversando e se divertindo como nunca. Eles disseram que tinham um filho chamado Ben, mas que tivera que ficar em Montreal – onde moravam agora – pelo fato da viagem ser muito cansativa para uma criança de somente três anos, e Taylor revelou também que estava grávida de quatro meses de uma garotinha, que se chamaria Miley.
E Charlie também estava na festa – ao lado de Sue – rindo e se divertindo das travessuras dos netos.
A felicidade nunca foi tão palpável, e eu me senti pleno ao ver minha Bella tão encantada. A alegria dela era a minha alegria, e eu não poderia ter pedido um presente melhor a Deus.
Era quase meia-noite quando voltamos para casa, após termos notado que os nossos pequenos estavam cansados e sonolentos. Resolvi colocá-los na cama, deixando Bella acendendo a lareira.
Ouvi um trovão ao longe e, ao olhar pela janela do quarto do Eddie, vi nuvens alaranjadas tomarem conta do céu naquela noite escura. E antes mesmo de tirar os sapatos do pequeno e cobri-lo com seu edredom, pude ouvir leves pingos de chuva caindo lá fora.
Desci as escadas, de volta para o segundo andar e passando pela sala de estar, abri as portas de vidro que davam para outra sala e pude ver Bella com uma taça de vinho nas mãos, enquanto sentava no sofá em frente, olhando o fogo crepitar na lareira. Aproximei-me, sentando ao seu lado, abraçando-a pelos ombros silenciosamente.
_Nossas crianças estão crescendo tão rápido... – sussurrou nostálgica, aconchegando em meu peito e deixando seu vinho de lado. – Eu queria que elas continuassem desse tamaninho pra sempre...
_Elas vão crescer, querida... – Minhas mãos se moveram para seus cabelos, acariciando-os. – Mas logo nos encherão de netos e depois bisnetos e tataranetos... – Ouvi sua risada baixa, feliz. – Tudo tem seu tempo... Vamos apenas aproveitar cada segundo da nossa eternidade.
_Você está certo. – sussurrou, beijando meu peito por sobre a camisa azul de botões. – E como podemos começar a aproveitar?
Olhei em seus olhos, e a malícia fazia o chocolate derretido de seus olhos se tornar instintivamente mais atraente. Eu apenas sorri como uma criança que vai aprontar, levantando-me em um rompante, puxando Bella comigo.
_Pra onde está me levando? – perguntou intrigada, enquanto eu a levava rumo a sala de estar, atravessando as enormes portas que davam para a piscina e, então, o jardim.
_Vamos nos divertir... – Sorri, abrindo a porta e sentindo o vento suave atingir nossa pele quente, bem como as leves gotas de água que caíam do céu. – Concede-me a honra desta dança, minha senhora? – perguntei, reverenciando-a.
_Mas não tem música... – riu. – Eu vou ficar doente.
_Eu cuido de você – sorri, entrelaçando nossos dedos e aproximando de mim aquele corpo tão conhecido para a última de nossas muitas primeiras danças.
Notas finais
Mas e então... O que acharam do cap?
Confesso que eu adorei escrever Beward brigados... Foi diferente... Sem falar naquele Jared *suspira*
Mas a reconciliação deve ter sido boa, né? *mexe as sobrancelhas*
ksopksopksopkasopas
E os babies...? WTF? Que gostosuras são aquelas de crianças travessas... Elas são tão fofas... E eu ri do Eddie perguntando pro Edward por que o céu mudava de cor! HSAUHSAUHSAUHSA
E, bem... Espero imensamente que tenham gostado do cap... De verdade ^^
Então, se você lê a fic, mas ainda não deixou review, deixe um agora e marque presença ;)
Falando nisso, vou responder agora mesmo os do cap passado! E espero os deste com ansiedade *sorriso colgate*
Um grande beijo pra cada um de vocês... E até o epílogo - onde vou entrar em depressão!
ospakspoakspoaksp
Toodles honey
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