Plus My Life
1 I'm whaiting you, my queen.
Notas iniciais
- Majestade? – disse o servo a sua rainha. – Amanhã é o dia. – a rainha assentiu com uma expressão tristonha.
- Sim... poderia informar-me quando o prisioneiro será trazido para os calabouços? – perguntou a rainha olhando os outros servos começarem as arrumações na praça em frente ao castelo, montando a guilhotina que seria usada para cumprir a sentença do prisioneiro.
- Ainda está tarde majestade, mas se me permite... por que o interesse? – a rainha olhou de relance para o servo e depois voltou seu olhar para a lareira.
- Por nada... poderia me deixar sozinha um instante? – pediu a rainha.
O servo assentiu, fez uma reverencia e se retirou. Assim que a porta se fechou a rainha desabou no chão, aos prantos. As lágrimas escorriam pelo seu rosto, marcado por uma expressão de dor e tristeza. Ela fungou um pouco quando escutou batidas na porta, ela puxou a manga do vestido e a usou para secar a lágrimas quentes.
- Majestade! – exclamou uma voz feminina do lado de fora. A rainha levantou-se e correu em direção ao banheiro, molhando o rosto.
- Só um instante! – disse a rainha olhando a si mesma no espelho vendo os olhos vermelhos. – entre. – disse ela secando o rosto com a toalha de rosto.
A criada entrou pela porta e andou até onde sua rainha se encontrava, levando consigo um pequeno bilhete. O mesmo havia sido escrito as pressas em um pedaço de pergaminho rasgado com uma péssima caligrafia.
- Majestade,elemandou que eu lhe entregasse isto. – falou a criada, entregando o bilhete à rainha e se retirando as presas em seguida.
“Estarei a sua espera,
Minha rainha”
A rainha soltou um longo suspiro e em seguida andou até a lareira, jogando o bilhete em meio às brasas. Observou o papel se desintegrar em meio ao trepidar das chamas na lenha. Ela andou até seu armário, e de lá retirou um vestido amarelo claro, vestindo-o em seguida.
***
Escondida com um capuz, a rainha andou até os calabouços do castelo. Andando por entre as sombras ela conseguiu ir ao encontro do prisioneiro.
Chegando a frente de sua cela, fortemente guardada, ela atravessou uma das outras celas que possuía uma passagem secreta para a cela do prisioneiro.
- Minha rainha, minha Julieta. – disse o jovem prisioneiro. — Esqueci-me do que tinha a dizer. – falou o mesmo com grande delicadeza, ao se aproximar dela.
- Deixa que eu fique parada aqui, até que te recordes. – respondeu-lhe a rainha indo ao seu encontro.
- Esquecê-lo-ia, só para que sempre ficasses aí parada, recordando-me de como adoro tua companhia. – disse poeticamente o belo prisioneiro.
- Cala-te maldito ou entrarei ai e lhe darei uma surra. – exclamou um dos guardas do lado externo da cela.
Tanto a rainha quanto o prisioneiro calaram-se por um instante, trazendo presente a lembrança da rainha, a morte iminente do amado.
- O amor é como as rosas, cada pétala uma ilusão, cada espinho uma realidade! – murmurou a rainha desiludida.
- Fala-me anjo de luz! é glorioso, nesta bela que vejo esta noite. – declarou o jovem prisioneiro a rainha.
- Príncipe, lamento por tal destino após este maldito desentendimento. – disse a rainha cabisbaixa.
- Não se lamente por minha causa, sei que depois que eu me for viverá. Terás uma família, será feliz. – disse-lhe o príncipe consolando a amada.
- Não mais do que teria sido contigo meu amor. – responde a jovem aproximando seu rosto do dele.
- Alteza – disse o guarda com um tom zombeteiro – sua refeição real – encerrou com uma gargalhada.
- É melhor que eu me vá – disse a rainha tristonha.
- Não se preocupe, minha amada estarei sempre contigo. – falou o príncipe depositando um leve beijo nos lábios finos e delicados da rainha.
A moça saiu da cela e seguiu por entre os corredores secretos até sair dos calabouços, livrando-se da capa e transitando nos majestosos corredores até seus aposentos.
Mas, enquanto isso um dos guardas responsáveis pelo carcere do príncipe estranhou a felicidade do mesmo e o questionou:
- Alteza, porque está tão feliz? Amanhã seu belo pescocinho estará empapado de sangue.
- Deixe-me! — exclamou o príncipe.
- Acho que ainda dá tempo de eu lhe ensinar a ter boas maneiras! — falou o guarda chutando o abdome do príncipe.
Os outros guardas vieram e começaram a espancar o prisioneiro, evitando lugares visíveis para que a rainha não lhes punisse. Depois que o mesmo recobrou a consciência sentiu e viu os hematomas e marcas deixados pelos meus carcereiros.
***
Na manhã seguinte, a rainha despertou cedo, arrumando-se de maneira lenta e precisa. Vestida com um vestido negro, os cabelos castanhos presos em um coque e o contorno dos olhos na mesma cor do vestido.
Ela levava escondido consigo um pingente em forma de metade de um coração que trazia as iniciais de seu amado, ele possuía um idêntico só que era a outra metade do coração e continha as iniciais dela.
- Maldito destino, por que tinhas tu que matar aquele bandido que atentou a minha vida? – murmurou para si mesma. Batidas suaves ecoaram pelo quarto da rainha.
- Majestade, chegou a hora. – falou o servo tentando disfarçar sua alegria. Os olhos da rainha marejaram, mas esta engoliu o choro e virou-se para o servo.
- Vamos então.
***
Instantes depois, a rainha se encontrava sentada em seu trono, a sua direita a criada que lhe dera o bilhete agora segurava discretamente sua mão. No centro do pátio se encontrava a guilhotina, com sua lâmina mortal erguida, junto a ela estava o carrasco, com vestes negras e um capuz da mesma cor.
A volta do palanque onde estava a guilhotina, pessoas se aglomerava para assistir a exceção. Do lado esquerdo da rainha havia outro palanque, reservado a família do príncipe prisioneiro.
Minutos mais tarde todos os lugares disponíveis estavam ocupados, o general já havia anunciado que o prisioneiro estava se aproximando com os guardas e o povo ficava cada vez mais eufórico.
Então chegou a hora, quatro guardas entraram no pátio e caminharam até o palanque guardando o príncipe. O povo gritava agitado, alguns tentavam jogar coisas nele, mas os guardas não permitiam.
A rainha sentiu seu coração apertar no peito quando viu seu amado acorrentado sendo levado em direção a guilhotina, que havia sido estrategicamente colocada, para que o prisioneiro encarasse o rei e/ou a rainha na hora de sua morte. Uma pequena lágrima teimou querendo descer pelo seu rosto, mas ela teria que se manter indiferente. Correu os olhos até a rainha mãe do príncipe e viu seus olhos vermelhos como os de quem chorara muito há pouco tempo. O rei mantinha uma carranca severa e não olhava para o filho condenado.
O capitão da guarda apareceu em meio a multidão aglomerada, carregando um pergaminho onde estava escrita a condenação do príncipe.
- Atenção! Atenção! – disse o capitão com sua voz de trovão, o povo calou-se imediatamente. Ele desenrolou o pergaminho em sua mão e começou a ler a sentença. — ...em virtude do assassinato do Duque de... – trovejou ele – sua alteza o príncipe de... – murmurou o reino – está sentenciado a morte, através da guilhotina.
O povo se manifestou novamente. A criada ao seu lado tocou seu ombro e sussurrou:
- Se tiver algo que queira dizer, majestade, diga agora. – a rainha assentiu e se levantou, olhando para os olhos do príncipe. Assim que estava em pé o povo se silenciou novamente.
- Eu tenho algo a dizer, não sei se tudo o que me disse naquela noite era verdade, também não importa. Apesar de eu querer que você não tivesse este final, eu estava de mãos atadas. Para mim serás único no mundo se para ti eu for única no mundo. Saibas que para sempre se tornas responsável por aquilo que cativas e que não me importo com o que os outros vão dizer, pois eu te amo.
As reações do povo eram as mais variadas, alguns exclamavam pasmos por causa da declaração da rainha, uns poucos outros pediam pela liberação do rapaz. O capitão da guarda olhou para a rainha que com um enorme pesar assentiu.
- Quais as suas ultimas palavras? – perguntou o carrasco se preparando para puxar a alavanca. O príncipe deitou a cabeça no suporte da guilhotina e em seguida olhou para a rainha e sorrindo disse:
-Plus my life*....
Então a lâmina desceu correndo a madeira e decapitou o príncipe. Seu sangue manchou o chão e as vestes do carrasco que sorriu ao por a cabeça do prisioneiro morto em um cesto.
Um lágrima quente escorreu pela bochecha da rainha que repetiu as ultimas palavras que estavam ressoando em sua cabeça.
-Plus my life*.
Notas finais
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Um bjo e até a próxima fic.
E não se esqueça:
Te amarei mesmo depois da morte e estarei esperando o dia em que poderei dizer-te isto novamente.
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