Pleasures

70 Vou ter que implorar?


Narrador POV

– Sam? – Camille levanta rapidamente e acende a luz para ver melhor o rosto coberto de sangue e hematomas. – O que aconteceu? – ela se aproxima para ajudar e Sam bate na mão dela.

– Já disse! Aqueles covardes dos seus amiguinhos me pegaram! Os cinco juntos! – ele rosna e avança pra Camille que desvia e o empurra na cama, ele geme de dor.

– Me deixa cuidar dos machucados primeiro. – ela sussurra calmamente, tudo bem que Sam é um idiota, mas ela não podia simplesmente deixá-lo assim, todo machucado. – Depois você faz o que quiser, mas me deixa pelo menos te ajudar. – pede já procurando por sua pequena maleta branca.

– Se você pensa que vou te poupar por isso, está muito enganada. – ele se dá por vencido e de olhos fechados não vê quando Camille liga discretamente o presente que Red lhe dera quando foi embora. Não sabia o porquê de Red dar uma filmadora de presente, a mais cara e com maior numero de funções existentes, mas nesses últimos dias estava usando-a sempre que Sam vinha lhe visitar, se ele descobrisse que todas as confissões dele e abusos que Camille recebia estavam gravados, ele com certeza a mataria.

– Sam, querido, eu nunca esperaria isso de você. – ela responde irônica e se senta ao lado dele na cama. – Levanta os braços. – Sam levanta os braços com dificuldade e dá um sorriso de lado quando Camille tira sua camiseta vermelha de sangue por sua cabeça. – Onde está sua jaqueta? E pode tirar esse sorriso idiota do rosto! – exclama Camille já começando a limpá-lo com uma blusa velha que achou na gaveta.

– A jaqueta ta na caminhonete. – ele se encolhe e geme de dor quando ela pressiona o pano molhado sobre as costelas, onde uma enorme tatuagem de dragão seguia até desaparecer no cós da calça jeans. – Devagar porra! Aqueles filhos da puta me quebraram todo.

– Ainda não acredito que eles fizeram isso... – resmunga ela após terminar de tirar todo o sangue de seu rosto e corpo. – Vou passar um remédio nos machucados, vai doer, por favor, não me bate por isso depois. – ela olha bem nos olhos dele e quase implora. Sam afirma lentamente e quando Camille abaixa dá pra ver a marca roxa em seu ombro, ela rapidamente esconde o machucado puxando a alça da camisola no lugar.

– Eles queriam saber o que eu fiz pra você largar aquele branquelo sem graça. – responde entre dentes tentando melhorar a dor que sentia.

– E você disse o que fez? – o algodão molhado com algo azul aperta o machucado sobre a boca de Sam e ele geme empurrando Camille com força a fazendo bater a cabeça na parede, ela resmunga algo e volta engatinhando até ele. – Já está terminando Sam...

– Você acha que eu sou burro o suficiente de falar o que fiz? – ele esnoba Camille e mesmo contra a vontade a deixa pressionar novamente o algodão sobre sua pele lesionada. – Nunca que eu ia contar que contratei um assassino para acabar com o loirinho de merda... – Camille da um sorriso forçado de lado e joga o algodão no chão.

– Claro que não, Sam, você nunca faria isso... – ela o ajuda a se deitar na cama e deita ao seu lado. Sam se ajeita e cobre os dois com a coberta pesada. – Você vai dormir? – questiona Camille sem entender, estava esperando ele bater nela ou até mesmo a abusar como sempre faz, mas Sam apenas negou com a cabeça e a abraçou de lado.

– Estou muito cansado e dolorido pra te fuder... – resmunga contra o ombro dela e o morde com força. – E como você cuidou de mim não vou te bater... não hoje. – Camille solta um longo suspiro de alivio e Sam a aperta no abraço. – Boa noite, Camille, te amo.

– Boa noite, Sam!

–

(Um mês depois)

Nitya enfia a chave e a gira para destrancar a porta da sua pequena casa, porém se assusta quando encontra a casa aberta. Tinha total certeza de que a trancara ao sair cedo pra trabalhar. Vasculha a mochila preta que trazia pendurada em apenas um ombro e toma em punho um spray de pimenta. Com cuidado e apontando o spray como se fosse uma arma ela adentra para a minúscula sala da casa, um barulho ecoa na cozinha e Nitya pula com o susto.

– Quem ta aí?! – ela grita e dá dois passos em direção a cozinha. – Eu tenho uma arma! – ela torna a gritar e para na porta da cozinha com sua arma, o spray, apontando para a cabeleira negra agachada ao lado da mesa onde um prato enorme de macarrão jazia solitário. O dono das madeixas bem cuidadas sorria divertido para Nitya, ele segurava uma vela em forma de caveira, em seu ombro pendia um pano de prato vermelho de molho e em sua cintura um avental estava perfeitamente colado de maneira a ressaltar seu corpo magricela.

– Sério que tem uma arma? – Zayn ri e após por a vela sobre a mesa se aproxima de Nitya. – Isso parece mais um spray de pimenta. – ele a cumprimenta com um selinho e pega a mochila de seu ombro. – Como foi o trabalho?

– Uma arma assustaria mais o bandido do que um spray, não concorda? – ela resmunga no seu habitual mau humor. – Como você acha que foi meu trabalho? – diz irônica e se senta a mesa, Zayn senta ao lado ainda com seu avental e pano no ombro. – A propósito, você está ridículo assim. – aponta para o avental, Zayn ri e o tira jogando ao lado da pia.

– Imagino que o trabalho não foi bom. – ela nega com a cabeça e cutuca o macarrão com o garfo, sem interesse. – Aquela lambreta velha ainda não quebrou? – Nitya lança um olhar frio pra Zayn que levanta os braços. – Brincadeira. Espero que não tenha entrado em um elevador hoje, nós sabemos o que você pode fazer dentro de um... – ele zomba e Nitya ri sem graça ficando levemente vermelha.

– Pra minha sorte não, vai que eu encontro outro cantor egocêntrico que gruda no meu pé? Dois eu não agüentaria... – ela debocha e Zayn cutuca sua costela de forma divertida.

– Eu sou o único egocêntrico que você pode suportar, Nitya. – puxa a cadeira dela para mais perto e a abraça de lado, enfia a mão no bolso e retira de lá seu isqueiro e acende a vela de caveira. – Está com fome? – ela se vira para ele com a sobrancelha arqueada, duvidosa.

– Foi você quem cozinhou? – ela encara as panelas sobre o fogão, Zayn assente orgulhoso de seu trabalho. – Então não, não estou com fome.

– Eu cozinho bem! – retruca fazendo bico, ela ri e morde levemente os lábios dele. – Covardia...

– Cozinha melhor que canta? – ele nega rapidamente e pegando um punhado de macarrão no garfo enfia na boca dela. – Está gostoso... – resmunga com a boca cheia de macarrão. – Já pode casar. – brinca ao terminar de engolir. – E essa vela?

– Só caso se você ser a noiva. – responde sorrindo de lado, Nitya ri e enfia macarrão na boca do Zayn. – Eu queria fazer um jantar romântico, mas como minha namorada não gosta de nada clichê fiz o melhor que pude.

– Eu não sou sua namorada, Malik. Mas gostei do jantar, posso ficar com a vela? – ela come mais um pouco e põe mais na boca de Zayn.

– Pode ficar até com o cozinheiro se quiser. – oferece com seu sorriso de galã de novela mexicana.

– Dispenso...

–

– Eu não sei por que filme de terror tem que ter sexo... Não entendo isso. – resmunga Nitya deitada no colo de Zayn, após o jantar eles deitaram no sofá pra assistir filme, mesmo Zayn implorando por uma comédia Nitya pôs terror. Ela passou os trinta minutos de filme rindo dos sustos dele, e agora que está passando uma cena que envolve sexo é Zayn quem ri dela.

– É pra ter pelo menos uma parte que eu goste dele. – retruca Zayn rindo.

– Você é um tarado! – ela exclama e se vira pra ele que ainda assistia a cena com interesse. – Eu não quero mais assistir isso. – ela faz bico e Zayn ri negando. – Por favor...

– Tenho algo melhor em mente... – sussurra Zayn a abraçando e gruda seus lábios ao dela, num beijo devorador.

Às cegas Zayn desliga a TV e sem cortar o beijo, que estava sendo deliciosamente correspondido, anda com Nitya no colo até o quarto dela e a deita na cama.

– Eu realmente prefiro isso ao filme. – Zayn sorri de lado e deita sobre Nitya que ofega por ar.

Os lábios deles se encontram novamente ainda mais desejosos, o beijo era rápido, quente e molhado. Os dentes prendendo os lábios com força e os puxando levemente, tomam ar rapidamente, para depois voltar ao tão delicioso e vicioso beijo. As mãos de Nitya presas na nuca de Zayn puxando seus cabelos no mesmo ritmo do beijo e as dele prendendo a perna dela em sua cintura, seus corpos já se moviam lentamente fazendo a ereção dele roçar sobre a calça jeans de Nitya, eles arfavam fortemente cada vez que isso acontecia. As mãos dele, agora sob a blusa preta de Nitya, subiam arranhando as laterais do corpo dela com as curtas unhas e ela respondia inclinando seu corpo contra o dele, silenciosamente pedindo mais.

Então Zayn se separa e olha Nitya que está de olho fechado e totalmente ofegante. Lentamente aquelas quase esmeraldas se abrem para encarar o amendoado de Zayn. Perto daquele jeito ela podia ver até a pequena mancha que Zayn tem no olho esquerdo, e Zayn podia contar perfeitamente cada pequena sarda que adornava o nariz dela. Ele sorri e se deita ao lado dela os cobrindo em seguida.

– Zayn... – ela chama alisando a barriga dele. Ele resmunga para ela dizer e ela respira fundo. – Por que parou?

– Por que estávamos indo longe demais e... – ele se vira para ela e a beija nos lábios docemente. – Você logo pararia mesmo. – volta a ficar de barriga para cima encarando o teto e sente Nitya voltar a acariciar sua barriga, agora indo até perto da sua tatuagem de coração o deixando tenso.

– Zayn... – ela chama novamente e se vira para ele, novamente ele resmunga e ela pisca levemente. – Eu não ia parar... – Zayn vira para ela com o cenho franzido e o rosto dela fica totalmente vermelho.

– Não ia? – ela nega ainda mais vermelha. – Mas...

– Zayn cala a boca! – ela exclama pausadamente. – Eu disse que não ia parar, agora será que, por favor, você pode terminar o que começou?

– Claro! – ele responde e sorrindo de lado, joga a coberta no chão e deita sobre ela novamente. Parando de onde começaram, Nitya puxa a camisa de Zayn para cima parando o beijo apenas para retirá-la e jogar longe, as tatuagens de Zayn ficam expostas e Nitya corre seus dedos rapidamente por elas.

Beijando o pescoço dela Zayn abre o botão de sua calça jeans e o dela logo em seguida, lentamente a calça de Nitya desliza pernas abaixo até se perder pelo quarto junto à camisa de Zayn, a camisa negra do Nirvana que ela vestia foi a próxima a fazer seu caminho rumo ao chão.

Nitya fica apenas com seu conjunto preto rendado de azul e seu rosto pintado de vermelho, achando a situação injusta ela, ajudando com os pés, empurra a calça de Zayn até ela fazer companhia para o resto das roupas no chão do quarto.

– Bem melhor assim... – ela diz enquanto se vira, ficando agora sobre ele. Zayn apenas a observa, sem expressão, simplesmente esperando seus movimentos.

Nitya fica com uma perna de cada lado de Zayn e se apóia com as duas mãos sobre a barriga dele. Ela estava tensa e isso se podia ver até de olhos fechados, Zayn, lento como sempre, não tinha idéia do por que ela estar nervosa e enquanto ela se abaixava lentamente até encostar seus lábios vermelhos sobre a sua tatuagem da clavícula, formava mil e uma respostas para a pergunta. Porém, quando a boca de Nitya sugou cautelosamente sua pele sensível ao lado do pescoço sua mente se tornou um breu total, todos os pensamentos que ali existiam se esvaíram.

Lentamente Nitya se arrastou até a outra tatuagem, a sobre o peito de Zayn, e repetiu o mesmo que na outra. Seus lábios se fecharam sobre a pele desenhada dele e os dentes suavemente a arranharam, os lábios de Zayn se abrem e por eles um ofego escapa deixando Nitya mais relaxada, ele estava gostando. Um pouco mais ousada com a dose de estimulo que recebeu ela escorrega sua língua pela barriga de Zayn deixando um rastro quente e formigante de saliva, ao chegar a tão adorada tatuagem de coração a contorna com a ponta da língua e sente Zayn se retrair sob o toque. Era maravilho ver um homem tão lindo e desejado como Zayn se rendendo sob simples toques mais íntimos, ela se sentia tão poderosa, tão linda e desejada.

Após perder alguns segundos sobre o coração ela desliza seu nariz por todo o elástico da boxer branca deixando Zayn ainda mais ofegante. Seus dedos ameaçam entrar pelo elástico e ela pode escutar toda a frustração que escapa da garganta dele quando ela ri e volta lentamente até ficar na mesma altura dos olhos dele.

– Eu não vou fazer isso, Zayn... – ela sussurra ao pé da orelha de Zayn e junta seus lábios em um novo beijo, um tão quente que podia sentir cada mínima parte de seu corpo respondendo. Zayn os gira novamente e antes de deitá-la na cama abre o fecho do sutiã dela e o joga por sobre os ombros. Sem pudor a mão de Zayn se fecha com força sobre o seio de Nitya a fazendo arfar e curvar as costas se oferecendo para o toque, enquanto os dedos giravam e esticava o mamilo esquerdo de Nitya a boca carnuda de Zayn envolve o seio direito numa deliciosa sucção. A língua habilidosa dele se enrolava no mamilo e seus dentes o puxavam com certa força para depois voltar a chupar com desejo e gula, a pálida pelo de Nitya estava totalmente tomada pela cor vermelha, suas unhas cravadas nas largas costas de Zayn o castigando a cada deliciosa sensação que causava nela.

Zayn para e a encara por poucos segundo antes de rastejar sua língua num caminho direto a calcinha preta dela, para no fino elástico a escorrega pelas pernas até a mesma se perder no escuro chão do quarto. Os lábios vermelhos de Zayn começam sua doce tortura pela parte interior da panturrilha e sobe até os beijos e mordidas até parar na grossa coxa de Nitya, ela se contorce em antecipação e ele, malvado, demora o máximo que pode saboreando cada milímetro de pele ali existente.

– Por favor, Zayn... – ela implora numa lamúria rouca.

Ele lhe lança um olhar maldoso antes de se perder no meio das pernas dela. Seus lábios se fechando perfeitamente sobre o clitóris rijo dela, e sua fina barba por fazer se esfregando provocativamente em sua abertura molhada. As sensações eram intensas, cada fio de seu corpo se arrepiava e cada nervo se retraia a cada movimento da língua de Zayn em sua intimidade. Já não agüentava mais aquela tortura, seus dedos já estavam doloridos de tanto apertar o lençol e seus lábios já possuíam uma fina camada de sangue por ela mordê-los para conter os gritos que lhe teimavam escapar da boca.

– Para, Zayn, eu não agüento. – choraminga e sente Zayn se afastar dela por alguns poucos minutos, estava fraca e não agüentava se quer levantar a cabeça do travesseiro para ver o que fazia que tanto demorava.

Quando voltou já estava sem sua cueca suas pernas se postaram entre as de Nitya as abrindo para lhe acomodar ali. Ela tremeu ao sentir a ereção dele tão perto de sua fenda e abriu bem os olhos quando Zayn começou a penetrá-la lentamente.

– Zayn... – ele a encara e para ao ver seu rosto espantado. – Eu... sou virgem.

– Você o que? – ele se afasta e senta na cama ao lado dela. – Por que não disse antes?

– Pensei que soubesse. Tantas vezes te deixando, literalmente, na mão... realmente pensei que soubesse o motivo. Ou pensou que eu parava por que não queria?

– Eu... sei lá Nitya! – ele corre a mão pela barba e observa Nitya rolar os olhos enquanto se levanta e o abraça pelo pescoço.

– Eu realmente não quero conversar agora, Zayn. – resmunga voltando a se deitar puxando Zayn junto de si, porém ele se força a ficar sentado.

– Eu não sei se posso fazer isso... a primeira vez tem que ser especial e com o cara certo, não sei Nitya se eu mere...

– Mas que porra, Zayn! – ela exclama o interrompendo. – Quem tem que saber e decidir isso sou eu não você, agora se você não deitar agora, calar essa boca e terminar o que começou, não precisa nunca mais voltar a me ligar ou olhar pra mim. – torna a se deitar e observa Zayn coçar o pescoço, hesitante. – E estou falando muito, muito sério, Malik! – completa com o rosto sério, Zayn balança a cabeça e lentamente volta a deitar sobre ela, controlando o peso com os cotovelos.

– Desculpe, fiquei nervoso. – murmura distribuindo beijos e leves mordidas pelo pescoço dela.

– Por Deus! – exclama rindo levemente. Leva as mãos às costas de Zayn e o arranha com suas curtas unhas. – É a minha primeira vez, não a sua. – brinca e suavemente morde o ombro de Zayn enquanto ele chupa seu pescoço com força, ela arfa e morde ele mais forte ao perceber que isso deixaria uma bela marca em seu pescoço no dia seguinte. – Você não fez isso...

– Ah eu fiz sim... – ele mais uma vez chupa o pescoço dela e sorri satisfeito com o resultado. – Pra saberem que já tem dono.

– Posso marcar você também? – ele nega. – É só pra saberem que já tem dona. – retruca Nitya sorrindo.

– Não funciona bem assim...

– Eu sei que não. – afirma abraçando Zayn pelo pescoço e puxando ao seu encontro. – Agora fique quieto que você trabalha melhor de boca fechada...

– Ironicamente eu trabalho como cantor... – provoca Zayn para deixá-la irritada.

– Cala a boca agora! – rosna Nitya e enquanto Zayn ri, ela une seus lábios o silenciando à força.

Soltando o peso sobre Nitya, Zayn podia sentir cada pedaço de seu corpo se retraindo conforme ele afastava as pernas dela usando as suas. O beijo era calorosamente correspondido por ambas às partes, as línguas batendo de frente e se enrolando perfeitamente em um ritmo que traçava sua própria dança, lenta, feroz e completamente desejoso.

A perna esquerda de Nitya roçava na direita de Zayn, subia vagarosamente até a panturrilha e escorrega de volta para o lençol mais lentamente ainda. Ambas as mãos apertavam forte o ombro de Zayn, estava ansiosa, medrosa, nervosa. Cortando o beijo ela encara Zayn que tinha a face estampada de hesitação, ela o sentia perto, perto demais, podia identificar cada parte daquele corpo moreno, inclusive sua majestosa ereção que lhe tocava, hesitante, a intimidade. Ela abaixa o olhar e encara seu corpo pequeno e branco perfeitamente encaixado ao enorme e moreno de Zayn, os dois faziam um belo contraste, ela tinha que admitir. Voltando o olhar para Zayn ela consegue ver a pergunta silenciosa que ele lhe fazia, assentindo calmamente ela fecha os olhos e espera.

– Olhe para mim. – Zayn ordena com sua voz rouca devido à excitação. Nitya balança a cabeça e aperta mais os olhos, Zayn investe devagar sem realmente a penetrar, apenas a instigando a abrir os olhos. – Olhe para mim Nitya! – sua grossa voz reverbera pelas paredes escuras do quarto, Nitya tremula os olhos, mas não os abre.

– Não quero Zayn... acabe com isso logo. – choraminga. Zayn investe novamente, dessa vez a penetrando alguns centímetros, Nitya aperta os lábios numa linha fina e inala bruscamente, Zayn retrocede.

– Olhe para mim agora! – manda novamente, agora mais sério, com a voz mais potente, o que faz Nitya abrir os olhos sem pressa. – Eu tenho que ver que não estou te machucando... – ele deposita um carinhoso beijo em sua testa e a encara nos olhos, daquela maneira que parece ler cada pensamento existente em sua mente. – Assim você não pode esconder nada de mim. – novamente ele investe, agora mais do que lentamente, sentindo cada milímetro entrar estirando a virgem intimidade dela. – Você deve me mandar parar se doer muito.

A sensação de ter Zayn lentamente dentro de si era estranha, incomoda e levemente dolorosa. Ela queria fechar os olhos e os abrir somente quando se sentisse totalmente completa, quando o prazer finalmente começasse a tomar conta de todo seu corpo, porém ela sabia que se o fizesse só prolongaria ainda essa tortura. Depois do que pareceram horas, ela sentiu Zayn parar de se mover, seus olhos amendoados buscando qualquer vestígio de dor ou algo mais. Ela finalmente fecha os olhos e puxa o ar com força pelas narinas, seus finos dedos esmagam os ombros de Zayn, a mão esquerda desliza pelo braço dele até suas mãos se encontrarem e enlaçar os dedos aos dele.

O incomodo ia sumindo aos poucos, a dor inicial se esvaiu no momento em que Zayn passou a beijar seu colo. O estranho prazer de tê-lo dentro de si, a preenchendo totalmente, a completando de maneira perfeita, já tomava suas entranhas e sem o comando do cérebro seu corpo já se empurra de encontro ao de Zayn.

Ambos os olhos se encontram, o quase verde de Nitya analisando com toda perícia os castanhos amendoados de Zayn. Ela só percebeu que estava prendendo o ar quando Zayn se retirou suavemente e a penetrou com força o mais fundo que pode, os dois arfaram juntos. Ela era tão apertada e ele tão grande. Cada estocada a estirando ao máximo para acomodar Zayn, era deliciosamente excitante e incrivelmente viciante.

Não tinha se passado nem dois minutos e seus corpos já se moviam rapidamente, com força, sem pausas. Os lábios estavam presos num beijo desajeitado por culpa dos movimentos que balançavam todo o corpo, seus cabelos desgrenhados e grudando de suor. Os gemidos e ofegos reverberando pelo quarto marcando o ritmo da sensual e alucinada dança que seus corpos bailavam, de maneira única. As mãos de Zayn uma apertando a coxa direita de Nitya sobre sua cintura e a outra ainda entrelaçada a dela, a mão livre de Nitya tratava de arranhar e ao mesmo tempo acariciar suavemente, costas, ombros e braços dele, às vezes também lhe puxando os cabelos num silencioso incentivo a continuar.

Já estavam no limite, cansados, na beira do precipício apenas esperando o momento de cair e mergulhar no escuro redemoinho de prazer. Suas pélvis se batendo violentamente, famintos, necessitados um do outro. O clitóris de Nitya pulsava e as contrações que antecipam o orgasmo eram fortes e empurrava o membro rijo e pulsante de Zayn, ambos gemiam na mesma freqüência, e aumentaram ainda mais o ritmo que já era alucinante. Perseguiam o orgasmo que não demorara os atingir.

Num urro que ecoou por todo o quarto Zayn alcançou o ápice, se liberando no preservativo, após sentir as ritmadas e intensas contrações do orgasmo de Nitya apertar ainda mais seu membro. Três fundas estocadas depois Zayn se deixa cair sobre o corpo de Nitya que geme sem vontade ou força para tirá-lo de cima. Os pequenos braços dela se enrolaram sobre as costas dele, o afagando carinhosamente, e uma trilha suave de beijos seguiu do ombro até selar os lábios calmamente num curto beijo.

– Zayn... – chama Nitya num resmungo forçado.

– Hum? – geme virando para olhar o rosto vermelho dela.

– Está me matando esmagada. – Zayn ri e vira na cama ficando ao lado dela e com a cabeça apoiada sobre seus seios. – Engraçado. – comenta Nitya humorada.

– O que? – questiona Zayn mexendo em seu cabelo que só piorava a cada passada de mão.

– Sempre pensei que é a mulher que deita no peito do homem, não o contrário. – Zayn solta um riso nasalado imitando o que escapou da própria Nitya.

– Você não gosta de clichê, esqueceu?! – brinca ele virando o rosto até o dela. – E não faça essa cara. – ela apenas aumentou ainda mais o bico que fazia.

– Eu realmente queria deitar em sei peito. – seu bico dobrou de tamanho e agora era acompanhado pelo melhor olhar de cão pidão que ela podia dar.

– Tudo bem. – ele gira os olhos e deita no travesseiro a deixando sobre seu peito. – Estava melhor antes, mais macio, mais quente, mais gostoso... – a perna de Nitya se enlaça na de Zayn e seus dedos começam a fazer círculos inconscientemente no abdômen dele. – Não vai mesmo parar com esse bico? – pergunta acariciando o cabelo comprido dela. Ela ri por nem perceber que ainda mantinham sua expressão pidona, porém não a retira e encara Zayn piscando os olhos.

– Por que não posso fazer bico? – fala docemente ainda piscando pausadamente seus enormes olhos verdes mutantes.

– Por que sempre que faz bico me da vontade de te beijar e se eu te beijar nos vamos transar novamente. – explica com um sorriso de lado.

– Quer dizer que eu preciso apenas fazer bico? – Zayn ri e concorda com a cabeça. – E eu aqui pensando num jeito mais difícil... – sussurra rindo.

– Quer mais? – ela assente mordendo o lábio. – Não ta cansada?

– Preciso de muito mais que isso pra me cansar. – ela deita sobre ele e sussurra em seu ouvido. – Vai calar a boca logo e tomar uma atitude ou vou ter que implorar?

– Eu adoraria vê-la implorando... – sussurra maldoso.

– Zayn... – resmunga em protesto.

– Estou brincando. – retruca grudando seus lábios em mais um beijo que os levariam para mais uma louca aventura prazerosa.