Pleasures
72 Samuel
Narrador POV
Flashback on
– Já vai! – Niall grita e desce correndo as escadas. – Por que mesmo não temos um mordomo? – ele resmungava para si enquanto passava por Louis deitado no sofá. Ele parou, girou nos calcanhares e bateu os pés com força até parar ao lado dele. – Se você estava aqui, por que eu tive que descer do meu quarto para abrir a porra da porta? – os preguiçosos olhos de Louis se levantaram para Niall, um sorriso simples e mais preguiçoso ainda no rosto, a campainha tocava irritante a alguns passos deles.
– Estava dormindo. – responde simplesmente, Niall bufa querendo mais explicações, porém a campainha berrou mais vezes insistentes. – Tem alguém te esperando gatão. – Louis balança a cabeça apontando a porta, Niall rosna antes de caminhar contrariado até lá.
– Eu disse já vai! – ele berra para a porta ainda fechada, sua mão quase quebra a maçaneta por conta da força que usou contra a mesma. – Será que não podia esper... – quando a porta se abriu totalmente, revelando quem estava ali, a única coisa que Niall pôde fazer foi abrir os braços a tempo de segurar o pequeno ser que caiu sobre si num abraço fraco. – Camille?
– Desculpa... – ela soluçou perto de seu ouvido. – Eu acho que não... eu... Niall eu não agüento mais! – ela exclama derrotada. Niall não diz nada apenas da alguns passos para trás e fecha a porta, andando calmamente até o sofá onde põe Camille sentada. Louis visivelmente preocupado ao lado de Niall analisa a garota com seus perfeitos olhos azuis. Ela estava lastimável.
– O que aconteceu? – a pergunta que Niall não conseguia verbalizar, mas que atormentava a cabeça dele, saiu de forma leve da boca de Louis.
– Sam aconteceu! Aquele filho da puta passou dos limites! – por mais que a voz era de total raiva o soluço dolorido que escapou dos lábios dela mostrava o quão atormentada e amedrontada ela estava em relação a Sam. Era horrível de ver. – Já não bastava tudo o que fez comigo, os socos, os chutes... – ela suspirou fundo numa careta de dor que mostrava que as memórias estavam fervilhando em sua mente. – Abusar de mim... – uma lágrima quente escorreu por sua bochecha e o gosto dela ao morrer entre seus lábios era amargo, nojento. – Agora tudo isso ao mesmo tempo somado aos destrutivos jogos psicológicos foi a gota d’água... – as palavras morreram em sua garganta, não precisava falar mais nada, eles já haviam entendido. Os olhos de ambos brilhavam de forma opostas, os de Louis com pena, como era ridículo e doloroso ver que alguém sentia pena de você, quase insuportável, mas o que ela podia fazer? Ela mesma se sentia digna de pena. Já os de Niall brilhavam num ódio tão palpável que não surpreendeu a nenhum dos dois quando o garoto simplesmente explodiu. No sentido quase literal da palavra.
– EU. MATO. AQUELE. DESGRAÇADO! – o grunhido escapando de forma dolorosa entre os dentes serrados, as palavras atingiram as paredes como socos e reverberou por toda a enorme casa. Como se gritando a beirada de um abismo o eco soou por todos os cômodos. Niall parecia pouco preocupado com isso, já que lutar contra os braços de Louis exigia mais preocupação. – EU JURO QUE DESSA VEZ EU MATO! E NEM LIAM COM SUAS PALAVRAS DE MORAL VAI ME FAZER MUDAR DE IDEIA! – com uma facilidade assustadora o loiro escapou dos braços do mais velho e partiu para a porta.
Os outros moradores da casa desciam as escadas um mais confuso que o outro. Camille sem pensar se levantou e se jogou contra Niall. Num reflexo ele apoiou o braço esquerdo flexionado entre ele e o corpo dela e sem medir força a empurrou. O baque das costas dela contra a mesinha de centro da sala foi o suficiente para deixar todos sem reação. Um gemido esganiçado escapou de sua boca quando forçou o corpo a levantar, suas costas estalaram dolorosamente e todos prenderam o ar, covardes e paralisados sem a ajudar.
Liam foi o primeiro a tomar uma iniciativa, como sempre, passou as mãos por baixo dos braços dela e a colocou sentada no sofá. Camille resmungava alguma coisa por entre os dentes enquanto Liam lhe apalpava toda a extensão das costas, os meninos, agora respirando normalmente, recolhiam os pedaços da mesa e os cacos dos objetos que jaziam sobre ela, Niall ainda tinha um olhar assustado, preocupado, calmamente sentou-se do outro lado dela e pegou sua mão a beijando ternamente.
– Se toda vez que ficar nervoso você me jogar no chão, vou ter que fazer um seguro de vida. – brinca Camille e solta uma risadinha abafada pela dor. – Para, Liam, to legal, não precisa ficar me apalpando!
– Desculpa, mas que história é essa de “toda vez que ficar nervoso”? Ele já te jogou no chão? – questiona Liam num to reprovador.
– Uma vez, mas isso não vem ao caso agora. – ela balança a cabeça de um lado para o outro e abaixa para pegar sua pequena bolsa que caiu com o tombo. – Trouxe uma coisa pra vocês verem... – ela retira um DVD da bolsa e insegura o entrega para Zayn que estava de frente para ela. – Só... não fiquem loucos, preciso da ajuda de vocês.
Eles assentiram lentamente e assim que todos se acomodaram, Zayn colocou o DVD no aparelho, repetitivas cenas do quarto de Camille se abriram em uma pasta de escolha, clicando no selecionar todas, ele se senta no chão ao lado de Harry e todos passam a assistir horrorizados aquilo.
Nas primeiras cenas, eles discutiam, Sam batia nela e ela apenas chorava quieta. Não retribuía uma agressão se quer. Nas seguintes, em meio às discussões intermináveis, Sam revelara incontáveis vezes seu plano para ter Camille apenas para ele, com detalhes sórdidos do que faria com ela e com todos a seu redor se o plano não desse certo. Zayn e Harry já não olhavam mais para a TV, Louis mantinha os olhos fechados, Niall e Liam apenas a abraçavam, um de cada lado. Nenhum dos cinco tinha coragem de continuar assistindo aquelas cenas horríveis na qual Camille apanhava sem motivos.
O vídeo rodava sozinho, todos pareciam pensativos em seu próprio canto, porém gritos começaram a ecoar pelo alto-falante da TV e chamou a atenção dos seis presentes. Ao perceber qual era a cena Camille fechou os olhos e abraçou Niall mais forte. Na TV, Sam arrancava as roupas de Camille à força enquanto ela protestava e gritava por ajuda, se debatendo contra ele para impedi-lo enquanto ele apenas ria e distribuía mordidas e tapas por todo seu corpo. Os pedaços de roupas acertaram descuidadamente e quando a enorme e insolente mão do Sam arrebentou ao meio o sutiã negro de Camille, Zayn esticou a mão e desligou o aparelho.
– Eu... – Zayn pigarreia ao sentir o nó incômodo em sua garganta e levanta o rosto para encarar Camille que chorava. – Não sei o que dizer. – completa a frase frustrado e todos balançam a cabeça concordando com a falta de palavras do menino.
– Não precisam dizer nada... – Camille soluça e enxuga a insistente lágrima que rolava por sua bochecha. – Só... me ajudem a matar esse desgraçado! – ela pede de olhos fechados apertando os punhos com força. Mais dois braços a cercam apertado, Harry soluçava em seu ombro enquanto resmungava palavras incompreensíveis.
– Não se preocupe. – a voz aguda de Louis quebra o silêncio pensativo estabelecido no local. – Eu tenho uma idéia.
–
– Giulia ficou furiosa comigo por não contar o porquê de estarmos indo a balada. – comenta Harry para distrair o clima pesado que se estabeleceu na van, Liam lhe lança um olhar divertido e Louis estala a língua desinteressado.
– Não agüento mais ouvir falar dessa menina, Harry. – rebate Louis mexendo em seu casaco jogado ao seu lado no banco. – Quando vão se casar? – questiona irônico e solta uma risada estranha.
– Tem gente que está com falta de sexo! – debocha Zayn e todos caem na risada.
– Só por que você e sua namorada gótica transam mais que coelho não te dá o direito de zoar quem está na seca há meses. – resmunga Louis fazendo com que todos caiam na gargalhada novamente.
– Já que você não quer mais ouvir sobre nada relacionado à Giulia, não vou contar o que descobri enquanto nós conversávamos com a Red... – provoca Harry com seu sorriso vitorioso.
– FALA. AGORA. HAROLD! – exclama Louis entre dentes segurando Harry pela gola do blazer.
– Sai de perto do meu blazer novo, Boo Bear. – empurra Louis pra longe e desamassa a gola pacientemente. – As coisas estão praticamente todas resolvidas, segundo o advogado dela logo ela pode voltar pra você. Não tem data específica, mas “logo” é melhor que nada. – Camille no canto da van sorri concordando, ela está com tanta saudade da sua amiga idiota.
– Eu não acredito em você. – diz Louis simplesmente. – Só vou acreditar quando ela aparecer lá na porta de casa. – completa a frase quando Zayn lhe dá uma cotovelada repressora na costela.
– Liga pra ela então. – Liam tenta resolver a situação sem que mais nenhuma frase mal humorada seja dita.
– Seria fácil se eu tivesse o número dela... – o carro para e logo Paul chega para escoltar os meninos, o primeiro a descer é Liam que tinha outro lugar ali perto para ir.
– Liga para Giulia, usa o celular do Harry. – aconselha Camille e recebe um olhar mortal de Harry. – Desculpa Harry, mas coitadinho, ele ta apenas com saudades dela.
– Tudo bem. – suspira tirando o celular do bolso. – Aproveita que não precisamos de você no plano. – empurra Louis para dentro da porta dos fundos, atrás dos outros três e entra também após se despedir de Paul.
–
– Tudo bem, ele chegou. – Zayn aponta para o grandalhão que anda pela pista de dança procurando alguém, procurando por Camille. – Lembra o que tem que fazer? – Camille apenas concorda e da um beijo na bochecha de Niall antes de estalar seus saltos vermelhos até Sam.
– Oi amor. – o abraça por trás e beija seu pescoço.
– Quem te trouxe pra cá? – ele corre os olhos pela boate à procura de alguém conhecido e logo volta o olhar para ela. – Ta linda. – a elogia lhe dando um selinho.
– Peguei um táxi, achei mais fácil pra você vir direto, já que moramos de lados opostos da boate. – Sam concorda e automaticamente começa a mexer seu corpo junto ao de Camille ao som da música agitada que tocava. Ela apenas deixou o tempo rolar por alguns minutos, umas duas ou três músicas, tempo suficiente para tirar toda a atenção de Sam dos três garotos que os observavam da porta do “quarto” ao lado do balcão. – Quero te levar pra um lugar, vem comigo. – chama Camille e puxa Sam pela mão depois de receber a autorização de Liam.
– Pra onde vamos? – Sam a abraça pela cintura e caminham lado a lado em direção ao quarto. – Isso é um quarto?
– É sim, geralmente não é freqüentado, mas sou amiga do barman. – ela aponta Daniel que sorri para ambos enquanto jogava as bebidas coloridas para cima num malabarismo que atraia a atenção de algumas mulheres.
Camille abre a porta e empurra Sam para dentro, com as luzes apagadas ele não pode ver os meninos escorados na parede oposta a porta, trancando-a com chave Camille conduz Sam até a cama e o joga na mesma. A luz é acesa. Niall sorri debochado da cara do menino que tinha ambas as mãos presas por Zayn e Harry, Camille ao seu lado lhe entrega a chave da porta e senta no pequeno sofá vermelho, esperando que tudo acabasse.
– Mas que porra é essa Camille? – vocifera Sam, levando um chacoalho dos meninos. – O que esses viados de merda fazem aqui? – se debate para sair das mãos apertadas de Harry e Zayn, em vão.
– Viemos resolver umas coisinhas com você Sam. – Niall responde calmamente enquanto põe o áudio da conversa de Sam com Camille que ele gravou no celular. – Quer dizer então que sou tão perigoso assim pra você? Sinto-me honrado em saber que dedica tanto tempo e dinheiro para elaborar um plano desses, é tão bom se sentir especial. – zomba ele rindo e sendo acompanhado por Camille.
Sam desiste de tentar se soltar e frustrado bate a cabeça no travesseiro lilás.
– O que vocês querem? – ele pergunta mais manso, por incrível que pareça aquele esporro que levou dos meninos há algum tempo o fez ficar com medo deles, principalmente de Harry com seu perfeito soco duplo. – Não está faltando alguém? – questiona Sam correndo seus olhos pelo quarto e dando falta dos outros meninos.
– Louis tem coisa melhor pra fazer do que perder tempo com você. – quem responde é Camille e imediatamente Sam começa a se contorcer na tentativa de escapar. – E Liam, bom, Liam tem uma surpresa para nós... – o sorriso no rosto de Camille fez Sam ficar ainda mais nervoso, se debatendo contra a cama e os braços de Zayn e Harry. Niall andava de um lado para o outro do quarto, as mãos dadas atrás das costas, cabeça baixa, pensativo.
– Parado! – a voz grave de Niall soou tão autoritária que até seus amigos pararam o que faziam e passaram a observar um Sam encolhido de medo na cama. – Tudo bem, Sam você é apenas um, aqui tem quatro pessoas, fortes, que te odeiam, acho bom você se comportar. – Niall se aproxima da cama e Sam apenas confirma sua obediência com um aceno de cabeça. – Para começo de conversa, quero dizer que você é um grande filho da puta! – Sam apenas rangeu os dentes e continuou quieto em seu canto.
– O que vocês querem? – Sam repete a pergunta ignorada. Camille se levanta e revira os bolsos de Sam a procura do aparelho celular, quando o acha o entrega para Niall que a abraça de lado com um sorriso estranho ainda brilhando no rosto.
– Queria dizer também que nada que você faça vai tirar Camille de mim. – fala isso e dá um selinho nela fazendo Sam se revirar na cama, Zayn e Harry apenas riem das reações do grandalhão. Caminhando calmamente até Sam, com Camille ao lado, Niall o entrega o celular. – Ligue para o assassino! – simples assim, direto, sério, mandão. Como da outra vez, Sam apenas obedeceu sem pestanejar.
– Oi... – a voz do outro lado soa com arrogância e os meninos e Camille se achegam a cama para tentar ouvir. – Sim... é o Samuel... – Niall vira para a Camille que balança os ombros, dizendo não saber também que Sam era apenas um apelido. – Quero cancelar aquele pedido... – silêncio, Sam, ou melhor, Samuel retorce os lábios perante as condições do assassino. – E quanto você cobra por para cancelar todos os planos e esquecer esse garoto? – mais um agonizante tempo de silêncio. – Já disse, qual seu preço? – os olhos de Sam se arregalam tanto que sua órbita parece pequena para sustentá-los. – O QUE? – o berro de Sam chicoteou as paredes do quarto com força, Niall balança as mãos pedindo para ele continuar a conversa. – Mas... eu não tenho nem metade desse dinheiro. – argumenta Sam, pelos gritos do outro lado da linha o cara não aceitou suas desculpas. – Não, eu não tenho tudo isso de dinheiro, sou apenas um estudan...
– Não importa qual o valor, triplica e pede para ele ir embora para bem longe. – Niall o interrompe e deixa todos com os rostos assustados. – Fala logo, Samuel!
– Eu triplico o valor se você for para bem longe e se esquecer de mim, Camille e Niall. – mais um longo período de torturante silêncio se fez no quarto. – Passagens separadas do valor total... – Sam arrasta a frase perguntando para Niall se tudo bem essa condição, ele apenas acena a cabeça. – Posso eu mesmo escolher o lugar para onde te mandar? – Camille anda impaciente de um lado para o outro, parecia estar participando daqueles suspenses policias com aquelas negociações perigosas. – Certo, e para onde mando o dinheiro e as passagens? Sim eu posso anotar, só um instante... – Zayn abre a gaveta do pequeno armário ao seu lado e pesca lá dentro um pedaço de papel rasgado com um batom vermelho e entrega ambos para Sam que anota rapidamente conferindo ao terminar. – Foi bom negociar com você. – Sam desliga o aparelho estendendo o pedaço de papel para Niall que o guarda no bolso do casaco com cuidado após pegá-lo. – Pode mandar tudo neste endereço, ele disse que se não receber em três dias nos mata.
– Não se preocupe com isso Samuel, você vai estar protegido. – Harry se manifesta pela primeira vez desde que tudo começou.
– O que você quer dizer com isso cabelo de palha? – antes de sequer responder defere um soco no estômago de Sam fazendo-o arfar de dor.
– Não percebeu nada de estranho? – Zayn é quem se pronuncia desta vez. – Por exemplo, o silêncio... – completa a frase com sarcasmo.
– O que está acontecendo? – Sam levanta da cama num pulo e corre para a porta encostando o ouvido na mesma. – O que vocês fizeram? – grita desesperado.
– Liam já chegou com a surpresa! – exclama Camille e pega as chaves com Niall abrindo a porto em seguida. Sam empurra todos a sua frente e corre para fora do quarto, dá apenas alguns passos antes de ser imobilizados pelos quatro policiais ao lado de um Liam Payne sorridente.
– E por último, Sam, nunca acredite em mim! – Niall ri malvado ao ver Sam sendo algemado. – Aqui ta o endereço onde vocês podem encontrar o tal assassino, se não conseguir por aí basta rastrear o celular dele, acabamos de ligar para o assassino.
Os cinco saem rindo da boate vazia, Louis já estava desmaiado dentro da van ao lado de Paul com uma cara nada boa. A noite teria sido perfeita se não fosse pelo ser bêbado que se encontrava largado no banco.
Alguns minutos antes...
Louis procura desesperadamente pelo nome de Giulia no celular de Harry e quando o acha ri sozinho do nome com o qual o estranho número foi gravado. Apertando o botão discar o nome “minha pequena bailarina” pisca zombateiramente na tela do aparelho cor de rosa. A música era ensurdecedora, mas Louis, lerdo como é nem pensou em procurar um lugar mais silencioso.
– O que foi Harold? – a arrastada voz de Giulia soa pelo aparelho e quase que Louis não a escuta.
– Giulia, é o Louis. – grita por sobre a música e recebe olhares estranhos dos bailarinos na pista.
– Louis... aconteceu alguma coisa? – pergunta com a voz preocupada e o som dela, provavelmente, se levantando e ouvido. – Vocês estão bem?
– Não aconteceu nada, eu apenas queria falar com Red um pouco... Poderia pedir para ela me atender? – ignorando os empurrões e olhares feio, continua gritando para ser ouvido.
– Vou ver se ela está acordada, procura um lugar mais calmo para telefonar e me liga daqui cinco minutos. – ele concorda e após desligar e guardar o celular no bolso da calça ele sai à procura de um lugar mais calmo achando-o a poucos passos dali, num corredor praticamente vazio, tirando os casais que, literalmente, se comiam ali.
Praticamente após cronometrar cinco minutos no relógio de pulso Louis voltou a ligar para o número de Giulia. Seu coração parecia que ia parar de tão rápido que batia.
– Oi meu amor. – o cumprimento carinhoso o fez sorrir automaticamente, e quase pode vê-la sorrindo junto.
– Que bom que me atendeu, Harry me disse que você vai voltar logo, mas eu só acredito nisso se sair de sua boca. – grita sobre o som da música que agora está mais baixa. – É verdade, amor?
– É sim, Boo, meu advogado me mandou um e-mail e me garantiu que antes de um mês eu já posso voltar pra você! – exclama animada, o sorriso no rosto de Louis se multiplica de tal forma que até os casais a suas costas podiam ver. Ele sentia tanta saudade de sua ruiva, queria tanto abraçá-la, beijá-la e amá-la como antes, mais que antes.
– Não vejo à hora de te ter aqui comigo, Red. – ele exterioriza seus pensamentos. Um segurança aparece gritando com os casais e Louis, mandando-os saírem dali. Ele suspira antes de voltar a falar. – Tenho que desligar, amanhã te ligo para conversamos melhor.
– Até amanhã Boo... Te amo.
– Eu te amo mais.
Louis estava tão feliz em, finalmente, ter sua Red de volta que a primeira coisa que fez ao sair dali foi beber em comemoração.
–
Já tinha se passado um tempo razoável e Louis ainda bebia, estava escorado ao balcão e chorava suas mágoas a Daniel que apenas ria e fingia escutar suas lamúrias. Uma ruiva sentou ao lado de Louis e ficou um tempo a observá-lo, seu sorriso safado demonstrava todas suas intenções, sem permissão alguma ela estica os braços e arranha a perna esquerda de Louis para chamar sua atenção.
– Red? – ele questiona sem realmente saber se era ou não sua amada, porém a vista turva pela bebida não permitia tirar uma conclusão. – É você Red?
– Se você quer assim, sim eu sou a Red... – a ruiva responde com a sua bela voz de puta jogando os cabelos para o lado, ato que fez Louis acreditar ser realmente sua querida Ginger.
– A Red, eu estava com tanta saudade... – ele choraminga e parte para cima da “sua amada” beijando-a fervorosamente.
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