Pleasures

42 Red, seu pai...


Notas iniciais
Oi carrots de my heart.
Não postei ontem por birra, há! Pensei seriamente que teria mais reviews, mas parece que vocês gostam mais de comédia do que hot entããão... Vou postar mais comédia do que hot o que acham?
Bom, como eu não sou tão má assim (ok eu sou sim!) vamos fazer um acordo, vou passar uma meta e toda vez em que cumprirem eu posto um hot. O que acham? Se concordarem digam nas reviews, caso não concordem eu só posto quando BEM entender e posso dizer que vou demorar por que estou bolada com vocês. haha
Capitulo mais besta que escrevi até hoje, de qualquer forma, espero que gostem, perdoem os erros e boa leitura!
(Pareço um disco riscado né?) (As que comentaram, obrigada, eu amo vocês!)

Narrador POV

Era, no minimo, a terceira vez na semana em que Liam ou Louis encontravam Red escondida no porão. Todas as vezes eram as mesmas reações e as mesmas desculpas que deixavam os dois confusos.

– Só estava pensando na vida. – responde Red com seu sorisso forçado no rosto e sai antes de qualquer outra pergunta.

O cheiro de mofo e o monte de coisas velhas empilhadas ali não fazia do porão o melhor lugar para “se pensar na vida” como Red dizia, e mesmo que fosse, o que tanto ela pensava? As perguntas rolavam pela cabeça de Louis fazendo-o pensar que, talvez, o que ela tanto pensava era na “relação” que eles tinham, eu sei egocêntrico demais! Mas... Quem realmente sabia o que se passava na cabeça da garota de cabelo vermelhos?

– Você vai comer agora querida? – Lucy, a cozinheira, pergunta a Red quando ela adentra distraída pela cozinha.

– Não estou com fome... – responde aérea e senta-se à mesa suspirando pesado.

– Tudo bem Red? – Lucy desliga o fogo da panela em que mexia e sentou junto a Red. – O que está acontecendo com você essa semana?

– Não é nada Lucy. – diz cansada e entediada, tombando a cabeça na mesa fria.

– Tem cert...? – antes que Lucy podesse terminar Red a interrompeu exasperada.

– Não, não tenho certeza! – solta num meio grito. – A única coisa certeza que tenho é que moro numa casa com os meninos mais idiotas do mundo.

– O que está passando por sua cabeça? Pode confiar em mim, não tenho mais vinte anos de idade e sei como dar um bom conselho. – sorriu sincera quando Red levantou os olhos desconfiados para ela.

– Eu não posso ficar aqui, eu não posso me envolver e olha onde estou agora? – ela ri debochada. – Amando mais que tudo cinco otários, me agarrando pelos cantos com Louis Tomlinson e para completar minha alegria tenho a plena consciência de que minha mãe está por perto! – despeja de uma vez e observa Lucy inclinar a cabeça para o lado buscando o que de mau há nisso. E com quatro palavras faz Lucy mudar de ideia na hora. – Minha mãe está morta!

– Ah! – Lucy exclama como se entendesse. – Deixando de lado a história sobre sua mãe... Sabe, não sou muito boa com isso de fantasmas e coisas do tipo. – fala com voz engraçada e consegue um sorriso de Red. – Você não pode se envolver por que não pode ficar aqui, é isso?

– É! Mais ou menos... – titubeia. – Como eu vou embora se metade do meu coração ficar em Londres?

– Então não vai. – Lucy exclama obviamente.

– Não posso ficar aqui. – diz derrotada. – Mais que porra de Londres viu, já passei por metade do mundo e nunca deixei um pedacinho meu para trás por que aqui tem que ser diferente?

– Por que aqui é seu destino!

– Ah não Lucy! – repreende contrariada. – Não me venha com esse de destino.

– Você não acredita em destino? – arqueia um sobrancelha e acompanha atentamente as reações de Red: vira os olhos, bufa, joga os cabelos para trás, levanta as mãos pro céu e dá de ombros por fim.

– Eu acredito em destino, mas ai voltamos ao item que deixamos de lado: Minha mãe! – explica. – Ela sempre me disse o meu futuro estava na mão do destino, e se eu estou aqui agora conversando com você, era exatamente aqui onde eu deveria estar agora.

– Eu concordo com ela. – Lucy dá de ombos arrumando seu coque. – Quando sua mãe morreu mesmo?

– Quando eu tinha dois meses de idade. – murmura.

– Mas, como...? – tenta, em vão, formar sua frase incrédula.

– Acredita em fantasmas? – pergunta irônica. – Acho que é bom começar a acreditar, por que... É assim que ela se comunicava comigo.

– Não vou nem questionar isso! – Lucy balança a cabeça de um lado para o outro negativamente. – Me responde uma única pergunta e eu te deixo em paz, tudo bem?

– Pode ser...

– O que você sente pelo Louis? – pergunta na lata e ri de lado ao perceber a hesitação de Red.

– Eu... É... Isso é o que eu me pergunto esses dias. – engole como se tivesse dito coisa de mais e após supirar pesado como quem diz “já disse demais agora foda-se” completou. – Eu não acredito no amor, na verdade eu não sei o que é amor. Mas eu acho que posso estar sentindo algo além de desejo pelo Tomlinson.

– Tipo o que? – incentiva.

– Você disse uma pergunta Lucy. – Red ri com a cara desgostosa que Lucy fez e joga os cabelos para o lado. – De qualquer forma, eu não faço ideia o que é isso.

– Ok, ok... – Lucy se dá por vencida. – Vou terminar o jantar, vai lá conversar com Niall na sala.

Red assente e caminha arrastando os pés pelo chão, pensa algumas vezes e ir para o porão e esperar até que sua mãe de o ar de sua graça, mas desiste pensando que isso é apenas algo de sua mente vazia. Ao chegar na sala se joga ao lado de Niall e deita a cabeça em seu colo sentindo-o acariciar carinhosamente seus cabelos.

– Você só lembra de mim quando está longe da Camille. – resmunga rabugenta. – Camille é outra que me abandonou pra ficar com esse projeto de lombriga. – completa afundando o rosto na barriga de Niall e suspirando longamente.

– Para de ser rabugenta Red. – ele cutuca as costelas dela fazendo-a remexer. – Sabe que eu te amo né pequena?

– Sei. – responde monossilábica.

– Então por que todo esse ciúme? – Red revira os olhos e bufa impaciente.

– Eu não tenho ciúmes! – encara Niall com suas bochechas incrivelmente apertáveis. – Só acho que perdi meus amigos para eles mesmos!

– Não perdeu não! – ele beija a bochecha dela e ambos riem.

– Hey, e aquela menina que você gosta/gostava...? – Red observa Niall engolir seco e arqueia a sobrancelha. – Heim?

– Red eu preciso dizer uma coisa... Sabe esse menina e tal... Sabe ela... Sabe... Eu preciso dizer quem ela é e... – se embola nas palavras e fica vermelho a caba “sabe” que sai de sua boca, o telefone toca estridente pela sala e Niall solta todo o ar presso em seus pulmões.

– Você não vai escapar de mim assim tão fácil Horan. – Red espreme os olhos desconfiada. – Mas, por enquanto, me contento com você atendendo o telefone.

– Tudo bem. – caminha até telefone e atende olhando para Red que fazia caretas tentando distraí-lo. – Alô? – diz após conter o riso.

– Oi, aí é da casa dos meninos da One Deretion? – uma voz feminina pia medrosa do outro lado da linha. Niall une as sobrancelhas desconfiado e responde por fim.

– É One Direction e, sim, é da casa deles por que?

– Tem uma menina que mora ai? A Ma... – Niall a interrompe.

– Red, a única menina que mora aqui é a Red. – explica e Red pula do sofá parando ao seu lado.

– É Red... – o mulher suspira. – Será que eu poderia falar com ela?

– Quem gostaria? – Red estreita os olhos tentando escutar a conversa.

– Rebecca. – vacila. – Becca, diz pra ela que é a Becca.

– Ok. – responde e tapa o bocal do telefone. – Não sei como ela conseguiu nosso telefone, mas uma tal de Rebecca, Becca, quer falar com você.

– Becca? – solta um grito esganiçado e toma o telefone das mãos de Niall. – Vai lá na cozinha falar com Lucy, Niall, por favor. – pede docemente se lembrando de repente que a boa educação existe.

– Qualquer coisa grita. – alerta como se de algum modo Becca podesse sair do telefone e esfaquear Red, desaparecendo pela parede sem porta da cozinha.

– Becca? – chama sentindo sua voz tremer.

– Oh, meu Deus Ma...

– Não fale meu nome! – corta entredentes.

– Red! – assoviou contrariada do outro lado da linha. – Eu tenho um recado para te dar a alguns meses, mas não sabia onde você estava.

– A alguns meses eu estava, provavelmente, saindo de Roma e vindo para Londres. – Red responde como se Becca estivesse perguntado.

– Ah! – exclama. – Red eu tenho tanta saudades de você.

– Eu também, Becca! – suspira pesadamente. – Como estão as coisas ai? E meu pai? – pergunta mais por cordialidade do que por curiosidade mesmo.

– Red... É sobre isso... – Becca hesita e Red prende a respiração esperando pela noticia que tinha certeza de que era ruim. – Seu pai... Morreu.

– Meu PAI o que? – Red grita e no segundo seguinte quatro par de olhos a encaravam com curiosidade.

– Morreu. – Becca piou novamente.

– Como ele morreu? – Red pergunta seca e observa os meninos arregalarem os olhos.

– Ele devia para uns traficantes... – engoliu seco e continuou quase inaudível. – Então eles mataram ele.

– Ele sofreu? – o olhos dos meninos agora pareciam querer sair de suas órbitas oculares.

– Red, ele foi esquartejado! – respondeu amedrontada. – Ele sofreu muito.

– Ótimo! – exclamou sorrindo fria. – Teve o que mereceu, pedófilo filho da puta.

– Não fala assim! – Becca a repreendeu. – Ele cuidou de você...

– Não becca, você cuidou de mim, ele só se importava com o dinheiro dele.

– Tudo bem, falando em dinheiro...

– Sim? – Red a incentiva continuar após o silêncio.

– Ele deixou tudo em seu nome.

– Como? – Red cospe engasgando.

– É Red, está tudo na conta, só que ela agora está em seu nome. – Red ri abobalhada. – Você se lembra da conta né?

– Lembro! – diz rápido. – Quem está cuidando de tudo ai?

– Eu. – Rebecca exclama cansada.

– Você acha que consegue continuar cuidando ou prefere contratar alguém?

– Eu cuido, acho até melhor por que assim eu não deixo mais nenhuma menor entrar aqui... – responde distante.

– Eu sei que você sofreu junto comigo Becca, eu agradeço todos os dias por você estar sempre ao meu lado... Se não fosse você... Eu te amo! – os meninos soltaram as respirações presas na garganta e suspiraram

– Nem pense nisso, querida, eu sempre vou estar com você. – alguém grita ao fundo e Becca grita de volta. – Vou ter que desligar, qualquer coisa que precisar ainda é o mesmo número. Te amo Red.

– Eu também te amo Becca. – respira pesado. – Beijos.

– Beijos. – e ambas desligam ao mesmo tempo.

– O que aconteceu? – Niall, Louis, Liam e Harry gritaram em uníssono.

– Meu pai morreu e... Estou rica baby! – fez uma dança engraçada e os meninos, mesmo sem entender o motivo de tanta felicidade de Red ao saber que o pai morreu, entraram no ritmo.

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Notas finais
E no próximo capitulo:
" [...] ... era eu... O menino que magoou Camille. Niall diz de cabeça baixa e escuta o barulho de Red voando em sua direção e apertar seu pescoço contra a parede. [...]
Então a menina que magoou o Niall era você Camille... Red avança para cima de Camille repetindo o mesmo que fizera com Niall [...]"
E aí? O que vai rolar entre os três?
Beijos!