Pleasures

10 Nada se resolve aos gritos


Notas iniciais
Espero que tenha muitos reviews eu gostei desse capitulo...
Boa leitura.

Narrador POV

Red se sentou no banco, cruzou as penas e encarou Harry sem nada dizer, o menino não parava quieto em sua frente e mexia constantemente no cabelo, estava realmente nervoso e parecia tentar se acalmar com tais gestos. Os dois ficaram quietos por um longo, tempo suficiente para fazer Red perder um pouco de sua paciência, ela batia os dedos na calça num ritmo compassado e encarava Harry com cara amarrada esperando ele quebrar o silencio, porem como isso não aconteceu Red se levantou ficando ligeiramente mais alta que o menino.

– Se você me da licença eu preciso trabalhar, ao contrario de você! – ela disse grossa encarando os olhos do Harry que estavam quase em chamas, com um brilho de amedrontar qualquer pessoa, mas como Red não é “qualquer pessoa” ela simplesmente ignorou esse detalhe. Esbarrou nele propositalmente enquanto voltava para a lanchonete, Harry levou as mãos ao rosto apertando com força os olhos com a atitude da menina de olhos azuis, se virou e agarrou os pulsos dela com certa força e a jogou sentada no banco.

– Educação passou longe de você né garoto?! – gritou irritada cruzando os braços sobre os seios fazendo birrinha, ela esta realmente muito diferente hoje.

– Cala boca garota! Eu disse que nós tínhamos que conversar então senta, fica quieta E ME ESCUTA! – gritou a ultima parte fazendo Red tremer.

– Caso você não saiba em uma conversa os dois falam, isso que você quer se chama monólogo seu estúpido! Mais que seja fala logo que eu ainda estou em horário de serviço! – exigiu sem medo do menino, ainda escondido Louis presenciava a cena praguejando ser tão péssimo ouvinte a distancia.

– NUNCA MAIS ME CHAME DE ESTUPIDO SUA VADIA! – grunhiu apontando o dedo na cara de Red, ela deu um tapa tirando a mão dele de lá.

– Tira esse dedo nojento da minha cara! Então é isso que você quer? Veio ate aqui me chamar de vadia, puta, biscate... É isso? Meu querido disso eu já sei você perdeu seu precioso tempo. Agora some da minha frente! – se levantou novamente e Harry a empurrou contra o banco e continuou forçando ate ela ficar quieta.

– Cadê meu celular? – ele disse um pouco mais calmo, Red respirava pesado controlando a vontade de matar aquele menino ali mesmo, no meio do parque.

– Esta lá em CASA! – ironizou e sorriu.

– Estou tentando manter a calma, por favor, não piore as coisas. – suspirou fundo um pouco relaxado.

– Pode se descontrolar, eu não tenho medo de pessoas como você! – quase cuspiu as palavras encarando ele ameaçadoramente.

– Por que você roubou meu celular e não meu dinheiro? Eu preciso dele porra!

– Eu vou falar mais uma vez e vê se agora você presta atenção e entende. Ok bebê? – fez uma imitação péssima de voz de criança, fazendo Harry bufar e jogar seu cabelo para o lado inúmeras vezes. – EU. NÃO. ROUBEI. SEU. CELULAR! – gritou cada palavra separadamente.

– Não brinque comigo! – disse de olhos fechados contando mentalmente ate cinco. – Você me DROGOU você me ROUBOU você me ABANDONOU no banheiro e agora MENTE como se eu fosse um idiota?! Na boa vai se fuder menina! – ele gesticulava com as mãos e gritava algumas palavras Red apenas sorria debochada.

– Se você me arrumar uma pessoa que não desmaie depois de gozar... – provocou e deu de ombros. Louis que estava estrategicamente escondido mais próximo escutando tudo gritou um “HUUUUU” mentalmente e colocou a mão na boca para não soltá-lo alto.

– Se você não fosse tão escrota eu te mostrava aqui mesmo do que eu sou capaz... – respondeu sinicamente e sorriu. – Mais você é tão puta... Eu tenho nojo de você! – completou cuspindo na cara dela. O sangue de Red ferveu, quem ele pensa que é para fazer isso com ela? Ele não devia ter a provocado.

– Seu viado! HARRY STYLES VOCÊ É UM HOMEM MORTO! – grunhiu totalmente irada e depois cuspiu nele também. – Seu filho da puta! – completou. Seus olhos estavam estranhamente mais claros num tom quase branco.

– SUA PUTA, NUNCA MAIS XINGUE MINHA MÃE OUVIU?! – levantou a mão pegando impulso para dar um tapa em Red, com rapidez sua mão atingiu o rosto da menina que ficou vermelho. Louis saiu de onde tava e empurrou Harry para trás fazendo o menino cair no chão.

– Você está louco Harry?! – gritava com o menino que o olhava com raiva por estar ali depois de tantos pedidos para vir sozinho.

– SEU DESGRAÇO! VEM CÁ ME BATE DENOVO SE VOCÊ FOR HOMEM DE VERDADE! VEM BATE AQUI HARRY... – ela gritava e davas tapas fortes em sua outra bochecha ao mesmo tempo em que tentava chutar o menino ainda no chão que era protegido pelo amigo. – TO VENDO QUE VOCÊ NÃO É HOMEM MESMO, PRIMEIRO BATE EM UMA MULHER E DEPOIS SE ESCONDE ATRAS DO AMIGUINHO! – ela não percebeu mais lágrimas rolavam pelos seus olhos lavando sua face. – VÃO SE COMER VOCÊS DOIS. VOCÊS SE MERECEM! – completou contornando Louis e voltou para lanchonete.

– VOCÊ VAI EMBORA AGORA! – Louis ordenou para Harry que saiu bufando e batendo o pé. Louis se jogou no banco enterrando suas mãos nos cabelos e puxando-os com força, olhou em volta e viu que curiosos ainda continuavam ali. – Acabou o show, vamos, vamos saiam daqui. – gesticulou com a mão como se espantasse um cachorro ou qualquer outro bicho, assim que todos saíram ele se levantou para ir atrás da garota. Ele andou calmamente, com as mãos no bolso da calça, quase arrastando os pés no chão e tropeçando em alguns buracos. Pretendia prolongar o caminho, pois não fazia ideia do que falar para a menina, talvez devesse começar com um: “Desculpa, meu amigo é um idiota!” ele pensou. Quando finalmente chegou à lanchonete escutou soluços e logo viu a menina de cabelos vermelhos agarrado a um homem gordo que acariciava suas costas tentando a acalmar, não pode evitar escutar a conversa.

– Ele bateu em mim Joseph, bateu na minha cara. Me humilhou no meio da rua... – ela dizia contra a camisa verde de Joseph que repetia “Não se preocupe, já passou, fique calma querida.” – Não vai ficar nada bem Joseph! Eu juro Joseph que se aquele desgraçado aparecer na minha frente eu o mato! Sério Joseph eu mato aquele filho da puta! – ela falava com raiva e passava as mãos com força nos olhos secando as lagrimas. – EU MATO! – gritou dessa vez.

– Licença. – Louis disse assim que botou o pé na lanchonete, os olhos de Red subiram lentamente ate encontrar os dele. Os dela esbanjava ódio, dor, raiva, tristeza todos misturados fazendo Louis tremer ao notar seu tom esbranquiçado, já o dele transmitia preocupação, sinceridade, piedade, tristeza e raiva. Raiva pelo nível que o amigo se rebaixou, bater em uma garota era totalmente fora de cogitação para Louis, não importa a circunstancia.

– Veio me bater também? – interrogou Red ainda olhando nos olhos dele que hoje estavam quase verdes por causa de todos esses sentimentos que transmitia.

– Eu só vim me desculpar pelo idiota do meu amigo...

– Já se desculpou agora vai embora. – Joseph disse nervoso escondendo Red atrás de si.

– Eu queria conversar com você, por favor... – murmurou para Red.

– Eu já pedi para sair. – Joseph se levantou ficando na frente de Louis que era bons centímetros mais alto que o homem gordo.

– Tudo bem Joseph eu vou com ele. – Red tocou o ombro do amigo e sorriu sem animo, Joseph concordou com receio mais acabou cedendo.

– Vamos para um lugar mais calmo. – Red concordou e acompanhou o menino com os braços cruzados e lagrimas ainda escorrendo pelo rosto.

Notas finais
Sem reviews eu não posto outro, ok? OK!
Beijokas.