Pleasures

56 Despedida temperada com saudade


Notas iniciais
Esse capitulo está totalmente fofo, meu preferido. Com MUITO reviews eu posto domingo um HOT!
Espero que gostem!

Narrador POV

– Liam, me diz novamente por que eu tenho que ir aí? – Red se joga de cabeça para baixo no sofá levando o telefone junto.

– Hum... Na verdade Harry está preocupado... – Red quase pode ver Liam coçando a cabeça enquanto pensava nas palavras certas para dizer.

– Já são... – ela olha no relógio da parede. – Cinco e trinta e sete da tarde e eu ainda estou aqui, como pode perceber por que estou falando do telefone residencial, não fugi ainda olha que legal! – ela fala toda irônica e escuta Liam rir. – Mas como eu sei que você está mentindo... poderia me dizer qual o verdadeiro motivo da ligação?

– Red, só vem! – Niall grita do outro lado da linha.

– De onde você surgiu irlândes? – Red quase grita ao ouvir o grito dele.

– Estamos todos aqui ouvindo a conversa. – Zayn resmunga, mal humorado como sempre.

– Já conseguiu os ingressos Zayn? – ela muda de assunto. – Tem apenas mais dois dias Malik...

– Não Red, ainda não consegui a porra do ingresso, porém Harry vai consegui-los hoje pra mim.

– Por que eu Malik? – Harry grita um pouco longe, Zayn murmura algo pra ele e um barulho de tapa ecoa pelo telefone. – Red, te esperamos em trinta minutos!

– Mas eu nã...

– Paul vai te trazer aqui, fique linda! – Liam a interrompe.

– Mais ainda. – completa Niall e o famoso tu... tu... tu... da chamada encerrada fez Red jogar o telefone longe.

Com toda a boa vontade do mundo, ou seja, se arrastando e com a maior cara de bunda já existente na face da Terra, Red sobe para seu quarto e troca de roupa colocando um vestido preto tomara-que-caia que ia até o meio da coxa dela e um pequeno salto preto também.

– Paul! – Red grita trancando a porta e em dois segundo o brutamontes de bochechas vermelhas aparece ao seu lado. – Ola meu lindo. – Red aperta as bochechas de Paul e estala um beijo nelas.

– Aonde vai linda assim? – ele estende sua mão para ajudá-la a descer os quatro degraus de escadas.

– Na verdade eu nem sei... – ela suspira lembrando de ser acordada pelo telefone irritante. – Liam mandou eu ir na casa de férias deles, que eu não faço ideia de onde é!

– Suponho que eu tenho que levar a senhorita? – Paul ri e abre a porta do conversível nada discreto de Harry. – A viagem é longa, acho bom você dormir um pouco.

– Obrigada... – ela encosta a cabeça no vidro e em menos de vinte minutos já está dormindo ao som de uma música qualquer que tocava no rádio.

–

– Chegamos! – Paul exclama e se vira para encontrar Red ainda dormindo. – Acorda, Red. – ele a cutuca nas costelas e ela abre os olhos com preguiça.

– Pensei que fosse mais perto. – ela coça os olhos e Paul já está a esperando sair segurando sua porta aberta. – Paul você é um gentleman perdido sabia? – ela brinca e Paul ri ficando com as bochechas vermelhas. – Obrigada, de novo. – ela escena vendo Paul desaparecer no conversível.

A casa era enorme, novidade, mas era linda. Uma casa de aparência antiga, com tijolos sem pintar e grandes janelas de madeiras. Ao passar pelo portão, guardado por seguranças, ela pode ver um enorme lago que refletia muitas estrelas, Red olhou para o céu e ficou maravilhada com as inumeras estrelas brilhando no céu. Em Londres não podia se ver tantas assim por causa das luzes.

– Harry. – ela grita ao chegar na porta, nenhum barulho é ouvido e ela entra aproveitando a porta aberta. – Zayn... Liam... NIALL! – ela grita alto ao chegar na cozinha, porém não acha ninguém apenas uma mesa enormemente enorme e pronta para um jantar romântico. Velas e rosas distribuidas pela mesa em candelabros e vasos perfeitos. Um pequeno envelope estava preso entre as rosas vermelhas do vaso principal e Red se apresou para pegá-lo.

Querida pessoa que chegou primeiro... quem vos fala é Liam Payne. Antes de querer me matar quero dizer uma coisa: Zayn, Niall e Harry também estão envolvidos nisso. A ideia é dar um tempo para vocês dois, Red vai embora e temos certeza que não a podemos impedir e Louis precisa dar algumas explicações. Preparamos esse jantar, lê-se: compramos pronto e colocamos na mesa, para vocês conversarem, se resolverem. Espero acordar vivo amanhã, aproveitem bem esse tempo.

P.S.: Não transem antes de conversar. (Harry)

P.S.S.: Usem camisinha. (Zayn)

P.S.S.S.: Se sobrar comida embrulhem e tragam para mim. (Niall)

P.S.S.S.S.: Quando quiserem irem embora o meu carro está na garagem. (Liam)

P.S.S.S.S.S.: Red, te amamos muito e vamos sentir saudades! (Zayn, Harry, Liam e Niall)

P.S.S.S.S.S.S.: Acabou os P.S’s.

Red riu das idiotices dos meninos e guardando o bilhete no mesmo lugar sentou-se para esperar Louis. As chamas das velas bruxuleavam e iluminavam parcialmente a cabeleira vermelha de Red caída sobre seus ombros. Quando Louis passou pela soleira da cozinha a primeira coisa que viu foi o perfeito rosto de Red adormecido sob a luz de vela, antes de acordá-la ele leu o bilhete escrito pelos amigos e concordou com o que estava escrito ali.

– Red... – ele retira os fios vermelhos de cima do ombro dela e distribue pequenos beijos ali até ver ela abrir os olhos. – Oi. – Louis sorri timidamente e Red corresponde do mesmo jeito.

– Oi Louis. – ela levanta e o abraça. Louis é pego de surpresa e nos primeiros cinco milésimos não correspondeu, porém quando se deu conta de que tinha Red em seus braços depois de quase duas semanas ele a apertou forte e a girou lentamente.

– Não presisamos fazer isso se não quiser... – ele sussurra a colocando no chão.

– Nós temos que conversar, Louis. – Red desliza os polegares pelos finos traços do rosto de Louis e por fim contorna seus lábios com calma.

– Vamos comer? – ele pergunta encolhendo os ombros, Louis estava nervoso e isso era notável a quilômetros de distância. Red assente e volta a se sentar na mesma cadeira sendo seguida por Louis que senta-se ao seu lado. O jantar seguiu tranquilo, apenas conversaram coisas fúteis, riam bastantes de tudo o que aconteceu nesses mais de seis meses que Red estava em Londres e três que morava com eles. No fim eles fizeram o que Niall pediu e depois sairam para caminhar ao lado do lago e descobriram mais uma surpresa dos meninos um pequeno piquinique, posto sob uma macieira que ficava na borda do lago. Com direito a cesta de palha e toalha xadrez.

– Acho que Louise, Camille e Nitya estão deixando meus amigos mais gays ainda... – Red ri após um tempo sentada sobre a toalha e a cabeça apoiada no ombro de Louis.

– Eles estão apaixonadinhos por elas, isso sim. – Red se vira para ele com a sobrancelha arqueada quando percebe que Louis falaria mais alguma coisa. – Mas eu te amo mais que eles juntos... – sussurra desviando os olhos para o céu, a sobrancelha de Red despenca perante afirmação e ela fica muda por alguns minutos.

– Acho que não podemos adiar mais essa conversa... – ela murmura e deita sobre a toalha jogando a cesta e seus pertences para longe, Louis também deitasse.

– Não sei por onde começar... – o suspiro de Louis é audível e a tensão espalhada entre os dois é quase palpável.

– O que você pensou quando leu aquela carta? – ambos olhavam para as estrelas que bailavam acima deles, no céu.

– Primeiro senti raiva, depois medo e por fim... não cheguei a conclusão alguma.

– Por que medo? Sabe que eu faço qualquer coisa para te proteger, proteger todos vocês. – ela se apoia no cotovelo para encarar Louis que tinha os olhos fechados e as mãos sob a cabeça.

– Exatamente. – ele ri pelo nariz, sem humor. – É claro que você faria de tudo para nos proteger e isso me deu medo. Fiquei com medo pois sabia que você iria embora, meu medo é de nunca mais poder vê-le. Red eu te amo! Eu já te disse isso uma vez, não quero e não consigo me imaginar sem você.

– Louis, por que você me magoou desse jeito?

– Eu fiquei louco, você iria... vai embora e eu não podia simplesmente ficar sofrendo. Sempre deixei claro que te amava, não queria sofrer e também não queria que, de alguma forma, você também sofresse... – ele abre os olhos e se vira para Red que tinha as sobrancelhas unidas. – Nunca fui bom com planos mirabolantes... – ambos riem baixinho. – Na minha cabeça se você me odiasse não iria sofrer e... sabia que você me faria te odiar e então eu também não sofreria... – Louis suspira e bagunça os cabelos. – É, parecia fabuloso na minha mente.

– Realmente, você não é bom com planos! – ela sentasse encarando as pequenas marolas que o vento fazia no lago. – Conversar abertamente é sempre a melhor forma, Louis.

– Eu sou um covarde... Red? – Louis a chama e Red se vira para ele relutante. – Você vai mesmo embora? – seu tom é de pura tristeza e Red fecha os olhos quando vê uma lágrima escorrendo pela bela face de Louis.

– Eu tenho que ir... Você sabe. Todos corremos riscos, principalmente você.

– Eu não me importo! Contrato vinte mil seguranças se for preciso, mas por favor, fica. – ele implora segurando a mão de Red e entrelaçando seus dedos.

– Louis não passou pela sua cabeça que tem um homem mandado pelo pai de Frederick no meio do seus seguranças? – ela pergunta óbivia, Louis nega apertando seus dedos unidos. – Aquela carta não foi mandada por correio, Louis. Não tinha remetente algum, foi colocada lá por alguém e não tem outra opção que não seja algum segurança.

– Verdade, mas Red, podemos dar um jeito. Sempre tem um jeito diferente! – ele beija calmamente cada nó dos dedos de Red que sorri minimamente.

– Não tem, Louis. Eu tenho que ir embora...

– Você está desistindo de nós? – lágrima após lágrima rola pelo rosto de Louis e os olhos de Red marejam.

– Claro que não, Louis eu... te amo. – ela sussurra num fio de voz.

– Você o que? – ele pergunta com um pequeno sorriso.

– Eu te amo! – ela exclama alto. – Não vou desistir de nós, vou apenas resolver a bagunça do meu passado... coisa que devia ter feito a muito tempo. – ela segura o rosto de Louis entre as duas mãos e sorri antes de lhe dar um curto selinho. – Quando estiver tudo resolvido eu volto para você... Eu vou voltar por nós... Por que o que eu sinto por você é muito forte é... inexplicável.

– Você promete? – a expressão de Louis é, terrivelmente, parecida com a daqueles cachorros que caem da mudança e Red se pega afirmando sem nem mesmo pensar.

– Claro, Louis, claro! – Louis a puxa e cola seus lábios num beijo salgado e molhado por suas lágrimas, porém cheio de um sentimento novo. Claro, amor! O amor que sentiam um pelo outro era tão forte que se podia esticar a mão e tocá-lo se quisesse. As línguas se embalavam num ritmo calmo e também novo, desejo era o último dos sentimentos envolvido ali. Tinha saudade, tristeza, despedida, paixão, sinceridade, amizade e muito, muito amor. Tão rápido começou como parou. Com as testas coladas e os olhos fechados ficaram por um longo tempo apenas curtindo o momento.

– Eu fiz uma música quando descobri que você iria embora... – Louis sopra as palavras delicadamente. – Quer ouvir?

– Claro...

Can't believe your packin your bags

Tryin so hard not to cry

Had the best time and now its the worst time

But we have to say goodbye...

Red fechou os olhos e permitiu que as lágrimas finalmente rolassem pelos olhos.

Don't promise that you're gonna write

Don't promise that you'll call

Just promise that you won't forget we had it all…

Louis segura Red entre os dedos e a obriga encará-lo.

Cause you were mine for the Summer

Now we know its nearly over

Feels like snow in September

But I always will remember

You were my Summer love

You always will be my Summer love...

Sussurrou cada palavra olhando dentro dos olhos de Red.

Wish that we could be alone now

We could find some place to hide

Make the last time just like the first time

Push a button and rewind...

Louis ia continuar, porém os lábios de Red o silenciaram com um beijo tão ou mais apaixonado que o primeiro.

– Eu não vou esquecer, Louis... nem seu eu quisesse... – ela sussurra. – É tão bonita...

– Aposto que você consegue escrever uma... – Red o olha com uma cara desconfiada. – Basta colocar em palavras o que você está sentindo...

– Acho que posso tentar...

Don’t try to make stay or ask if I’m okay

I don’t have the answer...

Ela sussurra de olhos fechados, sua voz é calma, não cantando, apenas sussurrando o que tinha em mente.

Don’t make me stay the night

Or ask if I’m alright

I don’t have the answer...

Louis entrelaça seus dedos novamente e Red o encara por alguns segundos, apenas para ver o sorriso em seus lábios.

Heartache doesn’t last forever

I’ll say I’m fine...

O sorriso de Louis se aumenta e Red se pega sorrindo de volta.

Midnight ain’t no time for laughing,

When you say goodbye...

– Chega… – pede Louis fechando os olhos para segurar as lágrimas.

– Só mais uma parte... – Louis assente e Red sorri de lado, marota.

It makes your lips, so kissable

Ela acaricia os lábios dele com os dedos e ambos sorriem.

And your kiss, unmissable

Your fingertips so touchable

Red para uns segundos para pensar e olhando no fundo dos olhos de Louis continua com um sorriso lindo.

And your eyes, irresistible...

E então eles se beijam, um beijo de despedida temperada com saudade.

Notas finais
Essas músicas são as minhas preferidas e eu achei que ficaram ótimas no capitulo e vocês?
Até mais lindas...