Notas iniciais
Desculpa? Tudo bem, me xinguem! Fiquei totalmente sem imaginação, não saia nada! Foi mais mesmo meninas, mas vocês são tão lindas, poxa tantos reviews e 5 recomendações? Não tem como não dizer que são as leitoras mais lindas do mundo!
Hoje dedico o capitulo a linda da Jess Tomlinson (coincidência? Não sei. k), sua recomendação foi maravilhosa minha flor, obrigada! Capitulo todo seu!
Espero que gostem, boa leitura e perdoem os erros!

Narrador POV

Estava tudo escuro, Red abriu os olhos e não conseguiu enxergar nada a sua frente, sentiu apenas que estava amarrada e uma cabeça tombava em seu ombro. Não precisava enxergar para saber que era ele, Louis e seu perfume inconfundível, Louis e seu toque perigosamente elétrico para a pele de Red. Ambos estavam acordados, sabiam que estavam amarrados e sabiam do perigo, por isso não ousavam falar uma única palavra.

Um barulho, as luzes piscaram precárias e logo se acenderam fracas, quase imperceptíveis. Red reconhecia o lugar, como esquecer o lugar em que praticamente fora morta? Balançando a cabeça em negativa sentiu seu corpo todo se arrepiar quando ouviu aquela voz ao longe, sabia também a quem pertencia mesmo não podendo ver quase nada pela sua visão turva. O pai de Frederick estava ali e buscava vingaça.

– Bom dia pombinhos? Dormiram bem? – sua voz soou rouca e maléfica por todo o porão imundo. – Espero que não.

– Melhor que você pode apostar! – respondeu Red ríspida.

– Acho bom segurar a lingua de sua namorada... – sussurrou para Louis que observava sem entender a conversa dos dois.

– O que você quer? – insiste Red sem rodeios.

– O que mais seria querida vadia? – riu debochado, as palavras atingiram Red como facas, a verdade nunca lhe doera tanto. – Vingança, eu sei que não matou Frederick, mas sei também que foi a culpada por ele se suicidar.

– Como sabe disso? – Red mantinha a cabeça erguida, não tinha medo como Louis que fitava o chão com expressão atormentada.

– Ele me deixou uma carta, um bilhete na verdade. – o homem de cabelos grisalhos e barba por fazer caçou algo no bolso do paletó e ao encontrar desdobrou preguiçosamente o papel amerelado pela luz fraca. Pigarreou antes de começar a ler o papel com certa pitada de dramatização.

Papai,

é com lágrimas nos olhos que escrevo esse bilhete, pode notar pelas gotas de lágrimas que borram o papel, não dá mais para viver. A única mulher que nutri um sentimento forte e verdadeiro, de um jeito torto e errôneo, porém único, me deixou após um singelo pedido de namoro. Não posso viver sem ela, por isso, peço desculpas a você desde já, mas sem ela não existe vida. Esse é meu último suspiro, saiba que sempre foi meu herói e Red a única que amei. É com pesar que hoje tiro minha vida, mas é o certo a se fazer, não a culpe por nada, a escolha é total e inteiramente minha. Amo todos vocês,

Frederick.

– Frederick me amava? – murmurou num suspiro.

– Ah, não se faça de vítima! Você sempre quis o dinheiro dele. – julgou.

– Ele sabia disso desde o começo, nunca escondi dele que aproximei com o objetivo de o extorquir. – rebateu, Louis se mexeu incômodo com o rumo da história. – Porém, quando ele era apenas ele mesmo comigo, desmonstrando da forma certa seu carinho, não posso negar que me sentia bem com ele. Nunca o amei, mas não o odiava, tinha medo, por isso recusei seu pedido. – o velho bateu palmas irônicamente e fingiu secar uma lágrima. – Ele pediu, pediu no bilhete que não me culpasse por isso, assumiu que a culpa foi totalmente dele.

– Não tem como não te culpa quando a culpa é totalmente sua. Ele morreu por amor e adivinha? – riu amargamente. – Você irá morrer do mesmo modo.

– Como? Diz que vou me matar por, um dia, ter gostado de Frederick e me culpado, mesmo que inconscientemente, pela morte dele? – arqueou a sobrancelha de modo divertido. – Me desculpa, mais meu remorso não chega a esses limites.

– Por Frederick não, mas quem sabe pelo rapaz ao seu lado? – sugeriu de modo acusatório.

– Ainda não entendi aonde que chegar. – confessou cansada.

– Frederick se matou por você tê-lo abandonado. – relatou o óbvio. – E se o seu namoradinho te deixasse também?

– EU NUNCA VOU DEIXÁ-LA! – Louis se pronunciou pela primeira vez.

– Olha, não é que a princesa sabe falar. – ironizou.

– O que... Pretende fazer? – sua voz falhou por dois segundo fazendo seu coração pular, no mínimo, três batidas.

– Vou matá-lo, na sua frente. – respondeu simplesmente. – Você o ama e vai morrer aos poucos com sua falta ou, talvez, se mate para acabar com sua dor de uma única vez. – riu. – Eu realmente prefiro a segunda opção.

– Eu não o amo! – mentiu, sua última cartada para salvar a vida de Louis. – Eu não amo ele, oras! Você me conhece, sabe o quão vadia sou acha mesmo que teria espaço para amor em meu coração de puta? – suas palavras eram tão ríspidas e sérias que ela mesma acreditou no que dizia. A mão de Louis proucou com dificuldade a de Red e a entrelaçou a dele, receubeu um breve afago de Red e separou novamente sabendo que era tudo mentira.

– Você é uma péssima atriz Red! – o velho negou com a cabeça. – Você ama esse idiota mais do que a si mesma!

– É verdade! Eu o amo, me mata, me mata agora. Solta ele e me mata! – implora. – Eu me mato, eu tiro a minha vida agora mesmo se quiser, mas deixe ele ir. – uma lágrima caiu de seus olhos pelo simples fato de imaginar viver sem Louis. – Eu mato de forma lenta e dolorosa mais o deixe ir.

– NÃO! – gritou Louis assustado com a ideia. – Você não vai fazer isso Red, não vai! – ele a olha de canto e Red percebe seu lindo rosto manchado por lárimas que ainda rolavam de seus olhos. – Eu te amo não posso permitir que faça isso.

– Melhor do que você Louis, eu não suportaria te ver partir sem mim. – Red também tinha os olhos marcados por lágrimas quentes que morriam em seus lábios de forma doce, eram lágrimas de amor.

– E como acha que vou me sentir? – soluçou alto. – Você é minha mulher Red não vai fazer isso por mim!

– Chega de show! – o velho estala uma mão a outra fazendo barulho. – Qual suas últimas palavras Tomlinson? – tirou uma arma do bolso e mirou na cabeça de Louis, Red tentava se livrar das amarras inutilmente.

– Red te amo eternamente. – sussurrou para Red de forma doce. – E você. – se virou para o velho com sorriso vazio. – Vai para o inferno! – desejou.

– Desculpa, isso é você quem vai fazer!

Tudo aconteceu rápido, o velho fechou a boca e o som de tirou cortou todo o porão e a cabeça de Louis tombou no ombro de Red no segundo seguinte. O líquido vermelho escorria por sua testa onde levara o tiro e manchava toda a roupa de Red, que gritou como nunca antes.

– NÃO...

E então acordou, suada e com o caração a mil por hora. Observou minuciosamente seu quarto tingido imaculadamente de branco, estava em casa, em seu quarto, tudo estava no seu devido lugar a não ser por uma carta lacrada em cima do criado-mudo. Red a pegou com a mão trêmula e engoliu seco antes de abri-la.

Então querida puta, como está? Espero que horrivel! Pensa que fugiu de mim só por que se mudou para uma mansão cheia de seguranças? Quanta ingenuidade, querida.

Eu sei qual seu ponto fraco, sei por onde te ferir... O que você acha do menino de olhos azuis e cabelo cor de chocolate? Qual o nome dele mesmo? Alguma coisa Tomlinson? Acho que é assim que se chama... Sair nos jornais o beijando superou todas as burrices que já fez em sua vida. O que acha se eu matá-lo? Como se sentira?

Oh, não chore! Eu não farei nada contra ele se... Se você não estiver por perto. Eu gosto do jogo de pique-esconde, sabe você foge eu te procuro, você foge novamente e assim sucessivamente. É excitante! Na minha idade são poucas coisas que me excitam assim. Haha. Mas se você não fugir novamente a graça acaba não acha? Eu broxo e a única coisa que me resta a fazer é te ferir aonde mais doi! Pense nisso querida, estou por perto, tem no máximo dois meses para se decidir. Com amor,

Demônio!

Red estava sem reação, as lágrimas lavavam seu rosto sem pudor, o maxilar estava travado de raiva, as mãos apertavam com força aquela carta com a letra desleixada do pai de Frederick, porém o que mais machucava era seu coração que estava pequeno de tanto medo. Ela sobreviveria sem Louis? Mesmo negando aos quatro ventos que não o ama? A resposta era óbvia, tinha uma decisão tomada e não passaria do limite de dois meses.


Notas finais
Quem ai ficou com o coração na mão pelo sonho? Me deu uma penina de escrevê-lo como se fosse de verdade... Enfim, gostaram? Talvez domingo eu poste, nada garantido!
Beijos, 460 logo chega hein!