Pleasures
40 Apagão
Notas iniciais
Narrador POV
Um clarão, um estrondo e um grito agudo fizeram Red pular sobressaltada do sofá.
– Que porra está acontecendo aqui afinal? – grita chamando a atenção dos meninos que se espalhavam pelo chão.
– Você dormiu, Camille foi embora, está chovendo muito e estamos assistindo filme de terror. – resumiu Niall que estava ao lado do sofá onde Red dormia.
– A chuva explica o clarão e o estrondo, mas que grito foi esse? – ela estreita os olhos e olha acusadora para cada um dos meninos.
– Foi o Zayn. – Harry entrega o amigo e recebe um tapa na cabeça que chega estalar.
– Não bate nele Zayn! – Liam repreende e todos rolam os olhos em desdém, até mesmo Harry.
– Então quer dizer que o bonitão tem medo de filme de terror? – Red debocha.
– Tenho. – ele dá de ombros. – Principalmente quando se passa das duas da madrugada e está chovendo.
– Tudo bem Zayn eu não vou te julgar. Eu também não sou uma fã desses filmes. – confessou dando de ombros em seguida.
– Da para ficarem quietos? Estou tentando assistir. – resmunga Louis mal humorado.
– Vou beber água. – anuncia Red e eles concordam com um balançar leve de cabeça.
Red bufa, revira os olhos e sai batendo os pés com força até a cozinha. Acende a luz e procura por um copo grande colocando-o sobre o balcão assim que o acha, caminha tranquilamente até a geladeira e pega a jarra bem decorada e provavelmente muita cara para um utensílio tão banal, despeja o liquido lentamente até chegar a borda do copo e observa o mesmo ficar fosco por causa do gelo da água. Dá um longo gole e aprecia a água queimar sua garganta por sua baixa temperatura. Leva a jarra novamente a geladeira e se encosta nela quando a fecha, encara a janela sombria da cozinha e se estremece quando um clarão corta o céu e logo após o típico trovão com seu estrondo imponente preencheu toda a cozinha e só então Red percebeu que as luzes se apagaram e alguém, provavelmente Zayn com seu medo de escuro, gritou ainda mais agudo e alto que o próprio trovão. Larga o copo em qualquer lugar e caminha o mais rápido que pode até a sala, com cuidado para não bater em nada em seu caminho.
– Mais que merda! – pragueja quando percebe que seus esforços de chegar até lá sem trombar em nada é falho, batendo seu dedo mindinho na mesa de centro da sala.
– O que aconteceu Red? – a voz de Liam soa perto de seu ouvido e se não fosse pela dor que sentia teria arrepiado dos pés a cabeça.
– Eu bati meu dedinho nessa porcaria de mesa! – responde entredentes. – O que aconteceu? Por que está tudo escuro? E Zayn, foi você quem gritou? – ela corre os olhos pela sala tentando inutilmente ver o rosto de um deles.
– O raio deve ter derrubado algum fio elétrico, não tem como saber. E sim, foi Zayn quem deu esse grito super másculo. – explica Niall e zomba com a cara do colega que bate em alguém pensando ser o loiro atrevido.
– Ouch! – resmunga Red passando a mão na cabeça. – Que porra Zayn!
– Desculpa. – ele abraça ela pela cintura e beija perto de seu pescoço numa atitude ingênua, que não foi interpretada da mesma forma por Red.
– Se você continuar me beijando assim Zayn acho melhor irmos pro quarto. – ela pisca marota como se alguém fosse capaz de vê-la fazendo isso.
– Red sua tarada, só estava pedindo desculpas! – ele a empurra delicadamente para o lado e ri.
– Broxa! – o estalo que seu tapa causou no braço de Zayn foi ouvido por todos que riram. – Enfim, vamos ficar sem luz até quando?
– Provavelmente até amanhã. Temos um gerador aqui, porém ele tem que ser ligado manualmente... Só que ele fica lá no porão. – Harry diz e sua voz sai um tanto insegura e talvez medrosa, o que não passou despercebido pelos ouvidos apurados de Red.
– Tem medo de lá Haroldo? – insinua.
– Claro! – ele confessa com naturalidade. – Na verdade todos tem medo de lá, principalmente a noite.
– Tudo um bando de viadinhos de merda mesmo viu! – ralha Red e bate o pé com força no chão. – Eu vou ligar essa porcaria e vocês esperam aqui. – ela começa a caminhar e tromba em alguém, leva suas mãos ao rosto da pessoa e percorre com as pontas dos dedos gelados cada pedaço de pele, sobe a mão até o cabelo e sorri ao embrenhar seus dedos ali. – Desculpa Niall.
– Sem problemas. – ele dá de ombros e ri quando sente Red caindo sobre o sofá. – Seria muito mais fácil se tivesse uma lanterna. – sugere e recebe um rolar de olhos, escondidos pela escuridão, de Red.
– Obrigada Mr. Óbvio! – debocha e se põe em pé novamente, trombando novamente com alguém. – Quem será dessa vez. – diz pensativa e leva a mão até os braços da pessoa, acaricia de leve e desce pelas costas que se encolhem com o toque, quando chega até o quadril avantajado ela ri rouca e aperta aquele pedaço de carne macio. – Não me canso de dizer o quanto sua bunda é deliciosa Tomlinson! – sussurra ao seu ouvido e distribui curtos beijos molhados e quentes por seu pescoço o fazendo ofegar, desliza seus dentes pelo mesmo e disfere um mordiscar sensual no lóbulo da orelha do menino.
– Red... – solta um gemido gutural e ofega contra vontade.
– Harry. – Red chama após se livrar dos braços do menino de olhos azuis. – Onde você tá?
– Aqui! – Harry balança o braço de um lado para o outro tentando se fazer visível acertando em cheio na cabeça de Red. – Achou? – pergunta cinicamente.
– Não Harry, sua mão achou minha cabeça! – respondeu irônica. – Me da a porcaria do seu celular. – mandou.
– Por que?
– Pra mim ligar pro disque sexo! – respondeu com desdém. – Eu quero ele para clarear meu caminho até a merda daquele porão! – Harry lhe entrega o celular e Red joga a luz fraca do mesmo sobre o rosto do menino de cabelos cacheados que fecha os olhos em protesto. – Bem melhor.
Red caminha a passos milimétricos até adentrar o corredor pintado perfeitamente de branco que leva até a porta do porão, algumas portas desconhecidas por Red passam pelos seus olhos e ela encara cada uma delas com receio. Isso está parecendo uma daquelas cenas de filme de terror barato. O celular de Harry apita informando bateria fraca e logo após se apaga totalmente, Red se estremece dos pés a cabeça e engole seco. Seu corpo da um giro de 360 graus e ela é imprensada contra a parede com certa brutalidade.
– Você pensa que pode me atiçar e fugir daquele jeito? – uma voz rouca ecoa pelo corredor apertado, Red é virada de modo que sua barriga fique apertada contra a parede, suas mãos são presas atrás de seu corpo com violência e o corpo másculo do dono da voz rouca a empurra com força contra a parede de modo que ela não consiga fugir. – Está muito enganada, delicia!
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