Pleasures
16 Adeus Red
Notas iniciais
Espero que goste e boa leitura!
Narrador POV
– Você esta querendo dizer que veio ate meu quarto me acordar aos berros e me contar toda a historia de ontem E NÃO VAI ME CONTAR QUEM FOI O VIADO?! – Red gritou com Camille que se encolheu na cama com medo. – CAMILLE EU PRECISO SABER QUEM É PRA EU PODER ESTRANGULAR ESSE DESGRAÇADO ATE ELE FAZER UMA VISITINHA AO CAPETA NO INFERNO! – cuspiu as palavras fazendo Camille arregalar os olhos e começar a chorar.
– É por isso que eu não quero contar Red... – começou. – Eu sabia que você reagiria assim e não quero que você faça nada.
– POR QUE NÃO? – gritou exasperada.
– Por que eu não quero você metida em confusão, caso você não saiba assassinato é crime e da cadeia. – falou irônica.
– É claro que eu sei Camille, eu só quero falar com ele...
– Falar Red? – sorriu. – Você pode enganar todo mundo Red, mas a mim não! Sei muito bem esse seu falar...
– Confesso! Eu queria falar com as mãos envoltas no pescoço dele ate perceber que todo o ar que existia em seus pulmões foi embora para nunca, nunca mais voltar... – falou com uma voz macabra e um olhar psicótico. Riu maleficamente e recebeu um tapa no braço de Camille.
– Idiota! – ambas riram e ficaram em silencio por alguns minutos. – Red... – Camille chamou.
– Sim? – virou para encarar a amiga.
– Se eu falar quem é você promete não fazer nada? – mordeu os lábios nervosa, Red pensou por alguns segundos e assentiu. – De verdade? – olhou bem no fundo dos olhos de Red que hesitou.
– Não, não é verdade. – disse. – Eu com certeza iria atrás dele ate no inferno se for preciso. – Red riu sem animo e depois abraçou Camille. – Não precisa falar agora. Eu entendo como a primeira vez de uma garota pode ser problemática. – disse num suspiro.
– A sua também foi... Catastrófica assim? – elas sorriram de leve e Red assentiu acabando com o assunto. – Estou com dor de cabeça, você tem remédio?
– Tenho sim. Pega ai na minha bolsa é um potinho branco... – se levantou parando na porta do quarto. – Vou tomar um banho já volto. – Camille assentiu enquanto pegava o remédio na bolsa. Depois de um banho demorado, de quase uma hora, Red entrou em seu quarto, enrolada na toalha e não encontrou Camille ali. Olhou na cama e viu um pote de vidro aberto e alguns comprimidos caídos na cama.
– Droga! – gritou e vestiu qualquer roupa que viu pela frente. – Camille? – chamou, mas a amiga não respondeu. – Carmem?
– Red o que foi querida? Por que esta gritando? – Carmem apareceu na porta da cozinha.
– Cadê a Camille? Ela... Ela... – pausou pensando se diria ou não para Carmem. – Ela tomou um comprimido de Ecstasy por engano. – murmurou com medo da reação de Carmem.
– Como assim? O que aconteceu? – gritou fazendo os ouvidos de Red zumbirem. Antes que Red pudesse falar algo escutou uma risada e virou para ver Camille escorada na porta encarando as duas. Visivelmente alterada.
– Mãezinha LINDA! – gritou abraçando Carmem, Red a olhou como se pedisse desculpa. – Nossa! Mãezinha a senhora não sabe o que aconteceu ontem na balada... – começou a falar e parou para olhar Red.
– Camille esse não era o comprimido para dor de cabeça. – Red resmungou tentando calar a boca da Camille.
– Claro que não Redzinha minha querida. – se jogou nos braços de Red e gargalhou. – Esse é MUITO melhor! – exclamou e voltou a rir. – Como eu ia dizendo... Mãezinha sua filha não é mais virgem! – levantou as mãos para cima comemorando.
– Você o que? – gritou Carmem puxando o braço de Camille com força.
– Ai! – passou a mão onde a mãe havia apertado. – É mãe é isso mesmo! Eu transei T-R-A-N-S-E-I. – disse pausadamente. Carmem ficou vermelha de raiva e Red queria mais que tudo nesse mundo não estar ali naquele momento. – Mais sabe mamãe... – Camille começou a chorar do nada. – Ele me deixou lá sozinha, cheia de tesão, quando percebeu que eu era virgem. – ela soluçou alto fazendo Carmem a abraçar com força. – Daí, eu fiquei com raiva e bebi, bebi muito. Quando acabou meu dinheiro um cara disse que pagaria mais pra mim se eu ficasse com ele e eu aceitei né ele era um lindo. – suspirou ainda chorando. – Mãezinha você precisava ver, mais eu ainda to com raiva daquele idiota que me comeu. – falou agora séria. – Sabe Red acho que eu devo mesmo contar pra você quem é... – disse pensativa encarando Red. – Acho que não é nada mal ver ele morto, aquele idiota!
– CHEGA! CALA A BOCA CAMILLE! – gritou Carmem fazendo as duas a fitarem assustadas. – RED OLHA O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA FILHA! VOCÊ É A CULPADA DISSO!
– Eu... – tentou dizer mais Carmem não deixou.
– Red eu quero você longe da minha filha entendeu... – Red a interrompeu.
– Tudo bem Carmem, eu não falo mais com ela. – disse com a cabeça baixa.
– Não, você não entendeu Red. Eu quero que você vá embora da minha casa! Eu não posso aceitar mais você aqui. – arrastou Camille que havia dormido ou desmaiado para o quarto e Red a seguiu.
– Mas Carmem onde eu vou dormir? Não vou conseguir um lugar para morar assim de uma hora pra outra. – choramingou.
– Você fica aqui ate amanha. Terça-feira eu quer você longe da minha casa, da minha vida e principalmente da Camille! – respondeu fria, Red assentiu com lágrimas nos olhos e correu para seu quarto.
Na mansão dos meninos estava uma zona e Louis ainda tentava dormir mesmo já se passando das três da tarde, ele estava com uma resaca desgraçada e não ousava abrir os olhos por nada. Percebeu que dormia com a mesma roupa de ontem e ainda de sapatos, se mexeu preguiçosamente na cama e sentiu algo enroscado em seus braços. Abriu os olhos de curiosidade e sua cabeça girou com a claridade que entrava pela janela, piscou algumas vezes para se acostumar e depois jogou a coberta para o lado e encarou o que estava em suas mãos. Um sutiã. O sutiã dela! Ele riu ao lembrar-se da cena e das palavras de Red, levou o sutiã ate o rosto e respirou fundo deixando seus pulmões serem invadidos por aquele cheiro bom. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo e jogou o sutiã longe, fechou os olhos novamente numa tentativa frustrada de tentar dormir. A imagem de Red como veio ao mundo insistia em rondar sua cabeça fazendo-o pensar em coisas nada inocentes com a dona daquele corpo perfeito. Cansado de tentar dormir levantou e caminhou em direção ao sutiã que ficara pendurado na cadeira quando o jogou, cheirou mais uma vez antes de joga-lo dentro de seu guarda roupas. Desceu as escadas com toda preguiça e foi direto a cozinha procurar um remédio para sua cabeça, abriu uma porta do armário e a encarou procurando o comprimido.
– Deixa-me adivinhar... – Liam apareceu atrás dele na cozinha. – Ressaca? – disse convencido pegando o remédio que estava na frente do nariz de Louis.
– Das grandes. – garantiu. Liam colocou água em um copo e entregou ambos para Louis. – Obrigado! – agradeceu com um sorriso.
– Não foi nada. Como você voltou embora? – se sentou no balcão o analisando. – Você esta horrível! – disse rindo.
– Imagino. – disse coçando a cabeça. – Eu não faço ideia de como cheguei Liam, só me lembro de ter entrado num taxi. – respondeu encarando o nada tentando se lembrar.
– Paul deve ter te carregado para dentro. – concluiu Liam e Louis concordou. – Niall esta trancado em seu quarto desde ontem... – comentou Liam ganhando a atenção de Louis.
– Por quê?
– Ninguém sabe... – deu de ombros. – Não saiu nem pra comer.
– Deve ser algo sério...
– Tia Anne conseguiu, depois de muita persistência, entrar no quarto. Estão conversando a horas.
– Com certeza ela consegue arrancar ele de lá. – sorriu. – Falando nela... Quando acaba o castigo do Haroldo? – eles riram, era muito engraçado ver Harry ficar trancado em casa, pelo menos para eles era engraçado.
– Pra nossa infelicidade. – fez bico. – Poucos dias...
– Ah que pena. – eles conversaram mais um pouco e depois foram comer. Os dias passaram rápidos e monótonos para os meninos ate o que dia tão esperado para Harry chegou, sua mãe iria embora e acabaria seu castigo.
– Tchau mãe, se cuida manda um beijo para Gemma e Robin. Vou sentir saudades da senhora. Beijos e volte logo. – ele disparou a falar enquanto arrastava sua mãe pela cintura ate a porta.
– To vendo mesmo a saudade que você vai sentir de mim. – ela disse rindo se desvencilhando dos braços do filho para encarar os outros rapazes.
– Por favor, Anne não vá embora! – Niall se jogou no chão agarrando as pernas de Anne, para que ela não saísse dali, fazendo todos rirem.
– Vou fingir que esse drama todo é por que você me ama e não por que eu levo doces escondido pra você todas as noites. – dizia ela enquanto levantava Niall do chão para lhe dar um abraço apertado. Fez isso com todos e por ultimo, Harry, que literalmente a empurrava para fora.
– Tchau Anne! – responderam os rapazes em coro, ela acenou para eles uma ultima vez entrando no taxi.
– Harry você ainda esta de castigo hoje só vai poder sair amanha... – ela gritou fazendo o filho resmungar algo e entrar batendo os pés.
Nesses dias que se passaram Red conseguiu arrumar um lugar para morar, após contar tudo que aconteceu para Joseph ele ofereceu um quarto vazio que tinha ali mesmo na lanchonete. Segundo ele aquele quarto era ocupado pelo antigo assistente dele então Red poderia dormir ali sem se preocupar em pagar aluguel ou algo do tipo, o quarto era pelo menos duas vezes maior do que aquele que ocupava na casa de Carmem e ficava em uma porta nos fundos da lanchonete.
– Red minha querida perdeu a hora hoje. – disse Joseph quando chegou de manhã e encontrou Red dormindo profundamente, a menina levou um susto e pulou da cama já catando seu uniforme em cima da cadeira.
– Desculpa Joseph não consegui dormir cedo... – ela vestiu a roupa rapidamente e foi se arrumar no banheiro, sim seu quarto era um suíte, em menos de cinco minutos ela já estava ajudando Joseph a arrumar as mesas para abrir.
– Por que não conseguiu dormir? – perguntou enquanto levantava o grande portão de ferro abrindo a lanchonete.
– Um maldito cachorro que latiu a noite toda. – disse ela bocejando arrancando um sorriso do homem.
– Vou avisar a carrocinha. – disse e cada um foi atender uma pessoa. Na hora do almoço, como sempre, Red ficou trabalhando. Entrou um cara muito estranho na lanchonete, ele estava com um casaco preto, de toca, cachecol e óculos escuros.
– Boa tarde. O que deseja? – perguntou Red simpática.
– Dois seios. Servidos em um sutiã vermelho sangue.
– Desculpa, acho que não entendi. – disse Red com a sobrancelha arqueada encarando, curiosa, o homem estranho.
– Dois seios! Servidos em um sutiã vermelho sangue. – repetiu o homem e riu logo em seguida.
– Pedido anotado. – ela disse séria. – Por favor, aguarde na mesa do fundo que seu pedido será preparado e entregue em alguns minutos. – disse por fim apontando a mesa dos fundos. Joseph a encarou rindo e ela piscou para ele, dois minutos depois ela sentou na cadeira de frente para o homem.
– Queria me desculpar, não tinha o sutiã vermelho sangue não se importa se for rosa chiclete? – disse levantando a blusa de uniforme ate mostrar os seios. – Se importa senhor Tomlinson? – indagou arrumando a blusa e sorriu para o menino.
– Como soube que era eu? – perguntou fazendo bico por ser descoberto.
– Não foi fácil, mas sua risada é inconfundível. – ele sorriu e deu um beijo na bochecha dela. – O que faz aqui?
– Vim conversar com você, não posso? – perguntou com ironia.
– Depois deu te pedir para ficar longe de mim por que não quero sair em sites e revistas de fofocas... – pausou para respirar. – Acho que não.
– Por isso eu vim assim! – apontou para seu disfarce. – Você acredita que o Zayn achou que eu era um bandido que tinha invadido a casa e fez o maior escândalo? – Red balançou a cabeça negando e riu imaginando a cena.
– Eu tenho uma leve impressão que não vou me livrar de você tão fácil né?! – Red diz num tom de lástima e Louis nega com a cabeça.
– Pode ter certeza que não! – disse com um sorriso vitorioso no rosto. – Sabe o Harry ficou de castigo pelo que te fez aquele dia. – disse ele e Red gargalhou.
– Oh meu Deus, bebê da mamãe. Como eu queria ver isso. – disse ainda rindo.
– Ele ficou duas semanas sem poder sair de casa e sem receber suas visitinhas... – disse malicioso. – E a mãe dele também mandou ele se desculpar com você...
– Nem adianta Louis! Eu não quero mais falar com ele e sério não guardo raiva dele...
– Isso não é um pedido Red. Anne, mãe do Harry, me fez prometer que te levaria ate o Harry para que ele se desculpasse... Você não tem escolha. – Red balançava a cabeça negando.
– É só você falar que ele se desculpou e pronto. Se ela duvidar fala pra ela ligar pra mim que eu confirmo. Simples. – estalou o dedo como se fosse uma brilhante ideia e Louis negou.
– Não vou mentir para ela. Se não vai por bem vai por mal. Você escolhe. – sorriu malvado fazendo Red bufar.
– Você é muito chato! – disse rendida.
– E você muito gostosa! – mordeu o lábio e sorriu com a lembrança de Red nua.
– Eu sei. – disse convencida.
– Seu sutiã esta comigo... – lembrou Louis com um tom malicioso.
– Me responde bateu muita punheta se lembrando de mim? – o encarou esperando a resposta.
– Algumas... – murmurou e riu. – Ele ainda tem seu cheiro. – falou sem pensar.
– Quer dizer que você fica cheirando meu sutiã? Estou gostando de saber disso... Masturba-se pensando em mim, cheira meu sutiã... Algo mais que eu deva saber? – debocha Red com um sorriso maldoso nos lábios, Louis coça a cabeça sem graça.
– Então que horas eu passo aqui amanha? – muda de assunto, Red ri.
– Pra que você vai passar aqui? – se finge de boba.
– Pra você ir lá em casa, pro Harry se desculpar e se você quiser devolver o celular dele.
– Pensei que tinha desistido dessa ideia besta. – disse frustrada. – Não tenho escolha né?
– Não.
– Pode ser na hora do almoço. – Louis sorri e Red revira os olhos. – Agora me da licença que ao contrario de você eu trabalho. – ela se levanta e Louis faz o mesmo.
– Tchau Red. – deu um beijo na bochecha dela, no canto da boca. – Ate amanha! – acenou e foi embora. Red o acompanhou com o olhar ate ele desaparecer de vista e voltou a trabalhar pensando no dia de amanha.
Notas finais
Quem gostou? Mereço reviews?
Ate amanhã. Beijokas.
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