Pleasure And Pain
8 There’s No Escape
Notas iniciais
-Mas o que é isso?
-Gerard? O que tá fazendo aqui?
-Eu acabei de brigar com a única pessoa que realmente me ama e sabe por quê? Por sua culpa!
-E quem seria idiota o suficiente pra te amar?
-Qualquer pessoa com mais caráter que você!
-Ah é? Nossa, eu sinto tanto, nossa! Olha como eu me sinto culpado!
Gerard deu um soco na cara de Bert que o fez começar a sangrar e eu acompanhava tudo alguns metros distantes sem reação alguma.
-Cala a sua maldita boca! Você me usou? É isso? Seja homem o suficiente e fala na minha cara.
-E você acha mesmo que eu algum dia cheguei a gostar de você? O que eu queria eu já consegui! Transformei-te em um viciado, pra poder pagar minhas dividas com meus “amigos”.
-Eu só não vou terminar de arrebentar a sua cara porque não quero sujar ainda mais as minhas mãos, eu tenho nojo de você e agora nojo de mim mesmo. — Gerard cuspiu na cara de Bert e entrou pro trailer correndo, se trancando no banheiro com a porta que ele tinha concertado.
-Sabe o que eu acho Bert? Que você devia esquecer de uma vez por todas Gerard, porque agora ele não vai querer olhar na sua cara, quanto menos você aparecer perto dele é melhor, aproveita que hoje é o ultimo dia de shows nesse festival, eu e a banda estamos voltando pra casa não sei quanto a você... Mas só segue esse conselho. – Eu disse a ele.
-E eu irei seguir, não preciso mais dele. Eu só preciso de Quinn e ele está do meu lado sempre.
-Vem Bert que eu vou cuidar dos ferimentos, e eu concordo com o Frank, esquece o Gerard, você já conseguiu o que queria né, mesmo eu não achando certo. Nem eu nem o Bert vamos nos aproximar mais não é? – Quinn se virou para Bert como se pedisse uma resposta.
Bert riu e eu virei as costas caminhando até o trailer, quando entrei fiquei encarando a porta do banheiro em que Gerard estava , eu ouvia o choro de lá dentro e eu não podia fazer nada, cinco minutos se passaram e eu achei que ele já estava demorando demais.
-Gerard, abre! Por favor!
-Me deixa!
-Eu vou arrombar. — Gerard abriu a porta, olhei a pia e tinha sangue. – Gerard, o que aconteceu aqui?
Ele não respondeu, apenas me encarava sem expressão alguma em seu rosto pálido, então o peguei pelos pulsos e Gerard fez uma careta abafando um grito de dor, quando olhei pras minhas mãos tinha sangue. Puxei pra cima as mangas da blusa preta dele e me assustei com os cortes profundos que eu vi.
-Gerard!
-O que foi?
-Você tentou se matar? Por que isso?
-Foda-se eu não tenho motivos pra viver!
-E Eu? Eu não sou um bom motivo? Quer dizer... A banda não é um bom motivo?
-Na verdade, eu acho que eu estou fazendo isso para me livrar, esquecer todas as dores que eu sinto, pois é doloroso saber que quem eu amo não me ama de verdade. E quem eu tentei amar me traiu.
-E eu? Você acha que eu não te amo?
-Você não entende você fala como se fosse apenas meu amigo.
-Mas não é isso que melhores amigos fazem.
Então o beijei e ele correspondeu, os lábios dele junto aos meus em movimentos suaves que há tempo queríamos, as línguas buscando dominância, explorando cada espaço da boca, uma sincronia perfeita, seus braços em minha cintura me puxavam pra cada vez mais perto, minhas mãos nos cabelos dele o fazendo carinho. Já estava com saudade do beijo dele, cada segundo longe dele já me traz saudade.
-Por... Por que você nunca me disse?
-Por que eu sei que não sou correspondido. Você sempre pensou que eu gostava de Bert quando na verdade todas as minhas crises eram por sua culpa. Quando nos beijamos você viu como eu fiquei e mesmo assim não se importou, continuou lá com o Bert e como eu sei que você não me ama...
-É o que você pensa.
Nessa hora Gerard colocou as mãos em minha cintura que me puxou pra mais perto dele, se é que isso fosse possível, coloquei minhas mãos em sua nuca e o beijei, um beijo tão suave, com tanto amor, mas o ar começou a faltar e nós nos separamos.
-Não Gerard, você está errado, você gosta de Bert, não quero que você me use pra esquecê-lo assim como ele te usou. Engraçado que você sempre dizia que eu era apaixonado por ele, mas o ator principal aqui é você. Você ainda gosta dele e não é porque ele te traiu que em um segundo você vai esquecê-lo.
-Frank! Por que você finge que não me entende?
-Gerard, pensa em tudo que aconteceu nos últimos meses, pensa bem, Você já beijou Bert, pensa nele todos os dias, já fez coisas com ele... Quando você tomar uma decisão séria sem nenhum vestígio de droga ou álcool no seu cérebro, você vem falar comigo ok? Mas não se esqueça, eu te amo! E muito! E pare com isso, não vale a pena, muitas pessoas sentiriam sua falta, eu sou uma dessas pessoas.
-Frank, eu não terminei de falar, quando eu disse que é doloroso saber que quem eu amo não me ama de verdade eu estou me referindo a você, lembra-se de todas as vezes que eu e você estávamos quase nos beijando e Ray sempre aparecia pra atrapalhar tudo? Então... E quando eu disse que quem eu tentei amar me traiu eu me referi a Bert, eu de certa forma também tentei usá-lo pra tentar te esquecer, pois eu pensei que você não gostava de mim.
-Mas eu estou aqui, e eu te amo, pode contar comigo pra tudo que você precisar! — Em cima da pia tinha um estilete então o peguei, mostrei pra Gerard, estendi meu pulso e fiz dois cortes profundos. — Tá vendo? A cada vez que você fizer isso eu vou fazer também. Se você tiver que morrer eu quero morrer junto.
Gerard de um longo abraço em mim e quando sentei, ele deitou no meu colo, não demorou muito e ele começou a chorar.
-Desculpa Frank por todo esse tempo não ver que era você que me amava de verdade.
-Eu não amava... Eu amo!
-Continuando, Mas eu fiquei magoado porque eu também pensei que Bert estivesse gostando de mim, mas ele só me usou e depois me jogou fora! Mas lembra de quando você disse que eu merecia quebrar a cara? Então, eu mereço mesmo porque eu sou uma besta!
-Gee! Agora você tem a mim!
Gerard pegou em minha mão e entrelaçou nossos dedos.
-A cada vez que eu fizer esse gesto saiba que tudo vai ficar bem! Você é o único que está me ajudando, obrigado, mesmo!
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