Please, like me!
11 Capítulo 10
–Caramba, Naruto! –Digo, com os olhos arregalados de surpresa. –De todas as garotas, tinha que ser ela? Sério?
–Qual o problema? Eu acho ela uma ótima escolha. –Diz Naruto, cruzando os braços e fazendo beicinho.
–Ótima até demais. –Replica Sasuke, dando um tapa na nuca do loiro. –Você realmente não faz ideia de quem ela seja, não é?!
Naruto nos encara confuso, sem saber do que estávamos falando. Suspiro e me ajeito melhor na cama, esticando as pernas.
–Bem, ela é Hinata Hyuuga, herdeira da família principal dos Hyuugas. O pai dela é Hisashi Hyuuga, Ministro das Finanças do Japão, provavelmente se tornará Primeiro-Ministro no próximo ano. –Diz Sasuke, com tom de tédio. –E se isso não for o bastante, ela ficou em terceiro lugar na Competição Internacional Tchaikovsky em 2011. Ou seja, ela está em um nível completamente distante do seu.
–Ah, parem de me zoar! –Retruca Naruto, emburrado. –Até parece que uma garota assim iria estudar na nossa escola.
–Aparentemente estuda. –Digo, estendendo meu celular para ele com uma matéria sobre Hinata.
Ela tinha apenas 16 anos, mas já era considerada um prodígio. Fala quatro idiomas, venceu dezenas de campeonatos internacionais estudantis e luta artes-marciais, a garota era uma máquina perfeita.
–Isso não pode ser verdade. –Balbucia Naruto, derrubando meu PRECIOSO celular no chão. –Eu não tenho chance mesmo, não é?!
Consigo perceber o olhar triste no rosto dele, mas já vi ele tomar foras antes, é sempre a mesma coisa. Ele ia ficar bem.
–Pelo menos, você descobriu antes de se jogar de cabeça nisso. –Digo, dando um tapinha amigável nas costas dele.
–É... Pode ser. –Diz Naruto, se levantando. –Acho melhor ir. Meus pais devem estar querendo ir embora.
Sem dizer mais uma palavra, ele saiu porta afora.
x.o.x.o.x
O final de semana passou em um piscar de olhos, meu tempo livre foi ocupado completamente pela lista de tarefas da princesa mandona. Sério, tive que limpar seu quarto, fazer suas lições de casa, passar suas roupas e lavar o carro de Itachi, quase não sobrou tempo para fazer os meus trabalhos escolares.
–Eu tô moída. –Digo, me jogando no sofá e deitando a minha cabeça na perna de Sasuke.
Estamos curtindo as últimas horas de domingo: Sasuke jogando vídeo-game e eu apenas respirando. Ele me ignorou e continuou jogando, como se eu não estivesse ali.
–Você reclama demais. –Diz Sasuke, sem tirar os olhos da televisão.
–Humph, reclamo. –Bufo, tentando me ajeitar melhor. –Você não aguentaria um dia no meu lugar.
–Não ia mesmo, ser feia deve doer. –Responde Sasuke.
Dou um tapa em seu joelho e volto a minha atenção para a tela, estava com preguiça de caçar briga com ele.
–Está confortável, cabeção? –Ironiza Sasuke, jogando o controle na mesa de centro, aparentemente, desistiu de jogar.
–Não, tá faltando estofamento. –Digo, apalpando sua coxa. – O Itachi-kun é mais confortável.
–Tsck, abusada. –Resmunga Sasuke, dando um peteleco na minha testa.
Lembro vagamente de Sasuke colocando no canal de esportes, mas não tenho certeza de qual. Rapidamente, minhas pálpebras começaram a pesar e peguei no sono.
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Novamente, chegamos muito cedo no Hanna School. Enquanto Sasuke foi para a sala de aula tirar um cochilo, resolvi caminhar um pouco pelos corredores, aproveitar que estavam vazios. Normalmente, havia centenas de alunos circulando por ali, mas, naquele momento, a escola era toda minha.
Começo a saltitar e balançar os braços, curtindo o vento gelado da manhã bater contra o meu rosto. Céus, eu amo essa sensação.
–Credo, como alguém pode ser tão feliz de manhã?
–Oi? –Pergunto, enquanto procuro o dono daquela voz fria. –PUTAQUEPARIU!!!!
Ali, bem atrás de mim, estava o fantasma de Sasuke Uchiha. Os mesmos olhos e cabelos negros, só que agora sem franja, a pele estava muito mais pálida que o habitual e usava uma vestimenta tradicional preta.
–S..S..Sasuke? –Pergunto, esticando meu braço para tocar nele.
–Você está perguntando se meu nome é Sasuke? A resposta é não! –Diz a criatura, afastando a minha mão com um tapa. –Sai.
–O que? Sair pra onde? –Pergunto, confusa.
–Meu nome é Sai. –Responde ele, impaciente. –Como você é feiosa.
Hã?
O que?
–Você acabou de me chamar de feiosa? –Pergunto, sentindo uma veia na minha testa pulsar.
–Além de feia é surda?! –Diz Sai, sem apresentar qualquer expressão no seu rosto. –Ok, feiosa esquisita. Pode voltar a pular por aí.
E saiu, me deixando perplexa e muda no meio do corredor. Mas, que diabos acabou de acontecer?
x.o.x.o.x
–Sentem-se, pequenas pestes. –Diz a professora de matemática, entrando na sala.
Seu nome é Eri Miyajima, também a chamam de “Camélia”, porque ela sempre carrega consigo um vaso com essa flor, a única coisa pela qual ela apresenta algum apreço. Ela é uma professora bastante intimidadora, cruel e fria, um olhar dela é capaz de calar uma sala cheia de alunos.
– Teste surpresa. –Diz Eri, com um sorriso sádico nos rostos.
–Mas, professora, a senhora nem passou conteúdo. –Reclama Naruto, batendo a mão na mesa. –Isso é injusto!
Pude notar que seu rosto ficou vermelho, logo em seguida. Acompanhei o seu olhar e percebi o porquê: uma garota pálida de cabelos negros, com o rosto ruborizado, olhando para ele. Hum, interessante.
–Irei avaliar qual o nível em que vocês se encontram. –Responde Eri, com um olhar indiferente. -Distribua as folhas, senhorita Uzumaki.
A ruiva peituda, quer dizer, a prima de Naruto, pegou o material e saiu entregando na mão de cada estudante apavorado naquela sala.
–Olá, Sasuke-kun. –Diz Karin, entregando a prova para Sasuke.
Ele olhou para ela e apenas acenou com a cabeça, voltando sua atenção completamente para o teste. Uh, que gelo.
–Pegue, esquisita. –Sussurrou, colocando duas folhas sobre a minha mesa.
Hum, estranho. Sasuke recebeu apenas uma. Escrevo meu nome na primeira folha e a viro, embaixo dela há um bilhete.
Me encontre atrás da biblioteca na hora do intervalo! Não ouse faltar!
– K.!
–Nossa, precisava de tantos pontos de exclamação?! –Murmuro, amassando o bilhete e o jogando na minha mochila.
–Nada de colas. –Diz a professora, olhando diretamente para mim.
Ignoro e começo a me concentrar na prova, pelo menos tento. Não consigo tirar esse bilhete da minha cabeça. Afinal, o que a Karin poderia querer falar comigo?
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