Please, kill me.

2 Neve e.... Fuga?!


Notas iniciais
Bem gente por causa do meu querido Dark Flame Master, responsável pelo meu primeiro Review estou escrevendo o segundo Capitulo espero que gostem ^w^
Koyama Akira :3

Faz uma semana que esse nome não sai da minha mente “Nomura Tomoko, Nomura Tomoko, Nomura Tomoko” fica me martelando, rindo de mim é horrível, não consigo prestar atenção nas aulas porque fico pensando no sorriso dele “mas que merda é essa?!” eu repeti em minha mente para voltar a mim, hoje vou vê-lo novamente, tenho que parecer normal, sei que não estou, mas preciso.


– You! Venha tomar café, hoje vai ser um dia puxado!


Minha mãe gritou lá em baixo, ela nem imagina o quanto está certa, levantei da minha cama e desci as escadas ainda com o pijama.


– Ohayo-gozaimasu! – Disse para minha mãe uma mulher entre quarenta anos de cabelos castanhos. – Mãe, posso tirar o dia de folga hoje?

– Claro que não You! – Ela olhou espantada para mim. – Hoje é o dia que mais preciso de você, estamos perto do natal, então as pessoas vão no mercado comprar as comidas especiais.


Suspirei, ja tinha esquecido do natal, ela me beijou na testa e se sentou a mesa comigo.


– Espero que compreenda.


Ela disse, não sabia ao certo porquê eu queria um dia de folga, acho que queria pensar em como reagir quando estivesse perto daquele delinquente.

Havia se passado seis horas desde que comecei a trabalhar, como minha mãe havia previsto, foi um movimento e tanto dentro daquele mercado, logo eu teria de almoçar e seguir para meu outro expediente. Estava na frente do metrô, por um instante consegui me concentrar em algo que não era o tal do Tomoko, que felicidade. Estava nevando, muito raro isso acontecer, mas estava e eu amo a neve, eu estava de costas para a escada da estação de metrô, olhando para o céu, sentindo o frio me acariciar, fechei os olhos e esqueci de tudo por um instante.


– O que está fazendo idiota?


Eu reconheci a voz.


– Nomura-san? – Indaguei em tom muito alto. – O que está fazendo aqui fora?

Me afastei um pouco não sei por que, talvez fosse mais seguro.


– O mesmo que você. – Ele me olhou sério, pela primeira vez pude notar quão belos eram seus olhos. – Acredito... E não precisa ter medo de mim cara da comida.


Eu nem acredito que ele me chamou de “Cara da comida” que tipo de apelido é esse, suspirei.


– Meu nome é Sakamoto Yoshihiro


Estendi a mão amigavelmente, para que ele apertasse.


– Nomura Tomoko... Mas você sabe disso.


Ele olhou para a minha mão e nada vez, apenas continuou andando na direção do reformatório, não conseguia ficar chateado, nem nada, isso era muito estranho, por quê? Por que eu não conseguia me sentir irritado com ele? Ah é mesmo... Não faço idéia.


– Então, Sakamoto, você sempre trabalhou aqui?

Disse enquanto puxava uma carteira de cigarro do bolso, seus olhos brilhavam com a meia luz do sol coberto pelas nuvens, ele sobrava a fumaça que se misturava com o ar, tudo ao nosso redor estava tão quieto, era fim de semana, véspera de natal e aquele lugar conseguia se manter calmo como sempre, era incrível. Nomura-kun é tão legal.


– Uh?...

Ele disse olhando pra mim com cara de dúvida, eu estava novamente constrangido por causa do mesmo cara,que vergonha. Mas antes que eu pudesse voltar ao normal ou dizer qualquer coisa, um grupo de talvez sete garotos mal-encarados estavam a nossa frente do outro lado da rua, em frente ao reformatório. Pareciam estar esperando por nós... Ou talvez por ele.

– Esses caras.


Nomura parecia irritado, tão rápido quanto um piscar de olhos agarrou minha mão e me arrastou, ele era muito rápido, meus pés quase não conseguiam ficar no mesmo ritmo, os garotos partiram atrás de nós, eu estava prestes a me meter em uma bela confusão em breve, pelo menos era o que estava me parecendo. Vários prédio corriam ao nosso redor, entramos em várias ruas tentando despistá-los, mas estavam na nossa cola, até que o Nomura teve a brilhante idéia de nos empurrar para dentro de um beco, nós caímos em cima de uma pilha de sacos de lixo pretos, os passos dos adolescentes pareciam se aproximar. Ele, o cara responsável por me deixar distraído a semana toda estava com seu corpo em cima de mim, era tão quente, minhas pernas estavam entre as dele, ele me abraçava contra aquelas sacolas, tentando nos esconder atrás das latas de lixo naquele beco escuro, os passos foram se afastando e alguns xingamentos eu pude escutar antes de toda a confusão se dissipar. É, dessa vez estávamos sozinhos de novo e numa situação extremamente constrangedora.


– No... Nomura-kun – Consegui dizer. – Acho que eles já foram

Ele ergueu o tronco se apoiando no meu peito... Merda, não se apóie em mim.


– Hum... Sakamoto-san, seu coração está muito mais acelerado do que deveria, não?

Droga, ele percebeu, deitei minha cabeça nos sacos atrás de mim novamente e tentei cobrir com a mão meu rosto quente e corado. Ele estava tão preocupado com os garotos que passaram, que não percebeu que ainda estava sentando em cima de mim.


– Bem, deve ser só a adrenalina, vai passar.


“Uff” suspirei, ele não percebeu, eu estava muito nervoso por ele estar tão perto assim. O garoto que estava em cima de mim se ergueu e ajeitou os cabelos brilhantes, erguendo a mão para mim em seguida.


– Não se acostume com isso, não vou te ajudar sempre.


Ele disse com o mesmo tom de desdém. Segurei a mão dele para me levantar.

– Não se preocupe não vou.


Ele olhou para mim um tanto surpreso, mas sem perder a pose. Seguimos desta vez, tranquilamente para o reformatório, e passamos o trajeto inteiro silenciados, ele fumando e eu... Admirando relutante seu charme, queria muito saber quem eram os caras que nos perseguiram, mas tinha medo de como ele reagiria.

Longas horas se passaram e eu trabalhando naquele reformatório, dentro do refeitório cozinhando para os jovens delinqüentes... Mas só tinha um que eu realmente queria ver.


– Iai cara-da-comida...


Ele invade a sala do refeitório com toda a sua arrogância, era uma sala grande ele chegava acompanhando de muitos outros detentos acompanhados de guardas, era impressionante até para mim a diferença entre eu e aqueles caras, eu garoto de dezessete anos, baixinho, talvez 1.65 de altura, cabelos e olhos castanhos, magro e não muito forte, eu estou certo de que não duraria nem dois segundos em uma briga... Por isso tento sempre arrumar as coisas na conversa. Ele se sentou em uma das muitas mesas que se espalhavam pelo saguão do refeitório, um lugar arrumado, e frio por conta do ar-condicionado, os responsáveis do reformatório, acham que isso acalma os detentos.


– Sente comigo. – Nomura Tomoko me puxou com força fazendo com que eu me sentasse do seu lado no refeitório, quase derrubo toda a comida. Foi por pouco. – Quero conversar com você.


Ele me olhou nos olhos novamente, por favor, por favor, eu implorava em minha mente “Tudo mas não me olhe nos olhos”


– Sakamoto-san eu... – Ele hesitou, não fazia o tipo dele hesitar daquela forma, meu acanhamento se voltou para a curiosidade para o que ele estava prestes a falar. – Vou dormir na sua casa por um uns dias!


No mesmo instante sua postura quase dócil se transformou em um tom ameaçador, ele ainda segurava meu braço, mas sua mão sem perceber deslizava para a minha. Ele se aproximou do meu rosto e eu fechei os olhos com medo do que poderia acontecer. Mas ele sussurrou no meu ouvido.


– Eu preciso que você me ajude.


Por que?! Por quê meu coração palpitava daquela forma?!


Notas finais
Minna-chan por favor não esqueçam de comentar :3