Planos e Problemas
46 Capítulo 45 Parte II - O começo e o fim.
Notas iniciais
E eu também acho a fic confusa por ter muitos personagens, me arrependo até hoje de ter posto tantas bandas O.O' AUHSUHAS
~~//♥~~
Bom minha gente, esse é o ultimo capitulo de p&p, e eu queria agradecer a todos que me acompanharam por todo esse tempo, agradecer por todos os reviews lindos e todas as recomendações que me deixaram muuuuito feliz!
Eu espero do fundo do meu coração que vocês gostem desse capitulo!
Desculpem os erros!
Boa leitura (:
♥
Zacky POV
Com o final do meu horário de almoço, voltei para a recepção, para conversar com Rose e esperar algum paciente para o Doutor Martin, ou então algo que eu possa fazer sozinho.
Eu já estava no quinto ano de medicina, na etapa clínica do curso. Agora eu já atuava dentro do hospital, quase como um médico, mas com a supervisionação de um médico profissional, como no meu caso, o Doutor Martin.
– Tá parado hoje hein? – Me escorei no balcão de atendimento.
– Nem me fale. – Rose respondeu sorrindo. – Que bom que amanhã é o meu dia de folga.
– Ah, que inveja. – Deitei a cabeça no balcão. – E eu ainda tenho que estudar!
– Boa sorte Zee. – nos meus cabelos.
– Obrigado!
– Gente! – Alex chegou afetado. Se você acha que o Johnny é gay, você não conhece o Alex. – Como existem pessoas retardadas né? – Riu como uma hiena.
Alex estava no mesmo ano que eu, e nós somos amigos desde o inicio do curso. Como você pode ver, ele é gay. Gay demais.
– O que aconteceu? – Levantei a cabeça, o olhando.
– Um cara acabou de ser atropelado por uma bicicleta!
– Tá brincando né? – Rose perguntou.
– Não, é que ele entrou pela outra entrada, pela entrada de emergencia.
– Nossa, foi grave? – Perguntei incrédulo.
– Não muito, alguns arranhões e alguns cortes. A pessoa saiu colando no asfalto, tá toda ralada, bateu a cabeça, o ciclista chutou o cara e saiu irritado. Um desastre! – Falou rabiscando um bloquinho.
– Zachary? – Doutor Martin chegou. – Tenho algo aqui que você pode fazer sozinho.
– Sério? – Fui para o seu lado.
– Sério, é só llimpar os arranhões e machucados mais profundos, e então fazer alguns curativos. O paciente bateu a cabeça e já foi levado para fazer a tumografia, então vai ficar em observação – Me deu a prancheta. – Anote os dados dele e de algum conhecido, para avisarmos que ele está aqui.
– Doutor Martin? – Alex chamou.
– Sim?
– Bicicleta?
– Yeah. – Doutor Martin rindo, entrando num corredor. – Ah Zacky, quarto 22.
– Eu vou trabalhar sozinho! – Vibrei, e os outros dois levantaram os braços numa colemoração falsa e irônica. – Eu amo vocês também.
– Eu sei que você me ama! – Alex disse mandando beijo. Ri da cara dele e saí à procura do quarto 22.
Caminhei pelos corredores da sessão de observação, à procura do quarto 22. Encontrei a tal sala e adentrei, porém, não havia ninguém lá dentro.
Devem estar fazendo a tumografia.
Sentei na cadeira que ficava ao lado da cama e esperei. Os perteces do paciente estavam em cima da cama; calça, camisa, jaqueta de couro (a pessoa tinha estilo), óculos de sol, carteira, celular, uma mala e uma mochila.
Hum... Eu sou médico, eu posso mexer nas coisas dele né? Já que eu tenho que preencher essa ficha mesmo...
Posso?
“Não!”
Posso sim!
Peguei a carteira da pessoa e a abri, pegando sua identidade. Então, vejamos...
MEU DEUS!
Levantei da cadeira num pulo! Eu nem acreditava no que tinha em minhas mãos! Coloquei uma mão na boca, tentando tapar a mesma, que estava aberta. Comecei a andar de um lado para o outro.
Quando eu disse que ia cuidar ele um dia, eu não esperava que isso fosse verdade.
“Calma Zee, calma! Pode ser outra pessoa!”
OUTRA PESSOA QUE SE CHAMA BRIAN ELWIN HANER JR?! NINGUÉM MAIS TEM UM NOME DESSES, NÃO!
– Eu tô normal cara! Só me responde se nesse hospital tem um cara chamado Zachary Baker!
– Sinto muito senhor, eu não conheço nenhum médico com esse nome.
– Ele ainda não é médico, é estudante! Porra, tanto esforço pra nada! Vou matar o Frank, baixinho mentiroso dos infernos!
Brian chegava numa cadeira de rodas (que exagero, ele nem tá tão mal assim), brigando com um enfermeiro que não sabia da minha existência. Ele estava com aquelas roupas que os pacientes usam e estava todo esfolado. Arranhões no rosto, nos braços e um que chama a atenção, na pontinha do nariz.
– Não precisa matar o baixinho mentiroso dos infernos do meu irmão. – Falei e ele me olhou, ficando com uma expressão surpresa. – Ele não mentiu Brian. – Sorri.
– Zee...! – Juro que os olhos deles brilharam.
– Eu assumo daqui... – Olhei no crachá do enfermeiro. – Jones.
O enfermeiro assentiu e saiu. Levei Brian até a cama em silencio e o ajudei a sentar e deitar na mesma. Sentei na cadeira ao seu lado e suspirei, sorrindo para ele, que fez o mesmo.
– Cinco anos Zee... E eu finalmente estou aqui com você! – Abaixou a cabeça.
– Você veio o New York por mim?! – Perguntei surpreso. Por essa eu não esperava, pensei que era apenas obra do acaso.
– Sim! Eu finalmente terminei a faculdade e vim pra cá a procura de emprego e, bem, de você também. – Me sorriu, sorrindo tímido.
– Fez engenharia mecânica Brian? – Ri. Sim, eu ainda achava isso engraçado.
– Eu fiz um semestre dessa merda. – Riu. – Então eu desisti e resolvi mudar, mas meu pai disse que não, que eu tinha que fazer isso. Então eu resolvi arrumar um emprego e saí de casa. Eu não vim te procurar antes porque eu não tive condições, sabe, ter que pagar aluguel sozinho, pagar faculdade e tudo mais... Foi dificil, mas agora eu tô bem. – Sorriu.
– Por que você não veio fazer faculdade aqui? Podia morar comigo e com o Frank.
– Eu não queria te dar problemas. – Abaixou a cabeça. – Mas agora eu estou aqui... Não sei isso é... Bom.
– Se é bom? Brian, isso é incrivel! – Não me aguentei e sentei ao seu lado na cama, de frente para ele. – Eu nunca consegui te esquecer, eu... – Ah, nunca fui muito bom me declarando. – Eu praticamente deixei um pedaço meu com você. – Abaixei a cabeça, envergonhado. – Eu nunca consegui gostar de outra pessoa, e eu tentei! Meu Deus, como eu tentei! Mas você simplesmente não saía da minha cabeça.
– Eu nem tentei Zee... – Se aproximou, levantando o meu rosto. – Eu não tentei porque eu sabia que eu nunca ia conseguir te esquecer. Eu vivi praticamente sozinho durante esses cinco anos e eu só pensava em você, no que a gente passou junto, e no que passaríamos juntos se tudo tivesse dado certo... – Suspirou. – Eu ainda te amo Zee, como esses cinco anos não tivessem existido.
– Eu também te amo Bri... – Sorri. – Vamos fazer dar certo agora. Não tem nada para nos empedir. E tem espaço no meu apartamento para você, e uma cama de casal te esperando. – Ele sorriu, selando nossos lábios.
– Vou fazer seus curativos. – Levantei, indo até o armario e pegando o que eu precisava. – Então, como você sabia que eu estava aqui? E como você conseguiu ser atropelado por uma bicicleta?
– Eu cheguei hoje na cidade. Eu encontrei o Frank, o Gee e os canadenses no aéroporto, e então eu disse que queria te ver e o Frank disse onde você estava. Peguei um táxi direto para cá, e quando eu desci do táxi tinha muitos carros passando, então eu corri para o hospital. Porém, eu não vi que tinha um carinha andando de bicicleta, e ele bateu com tudo em mim, e eu fui ao chão. Ai o babaca resolveu me dar um chute e me deixar todo quebrado ai na frente.
– Como você é sortudo! – Falei irônico. Sentei ao seu lado de novo, limpando os machucados e fazendo os curativos.
– Claro que sou! Eu estou aqui com você, não estou? – Sorriu, mas logo fez cara de dor. – Isso arde Zee!
– Oin Brian! – Ri dele.
– E o Matt e o Tuck? O Johnny e o Jimmy?
– Falando nisso, eu tenho que ligar para eles. O Matt tá brigado com o Tuck, mas eles iam viajar hoje, então não sei se vão ou não...
– Brigaram por quê?
– Cíume. O Matt recebeu uma mensagem que não era pra ele e o Tuck viu, aí ficou todo desconfiado.
– Eles ainda moram todos juntos? E você ainda mora com o Frank?
– Eles ainda moram juntos, mas eu tenho um apartamento só meu agora. – Terminei o ultimo curativo. – Prontinho.
– Huuum...
– É, vamos ser só eu e você.
– Você vai me acolher mesmo depois de cinco anos? – Sorriu de canto.
– Claro, é você Brian, e eu não aguento mais morar sozinho.
– Vamos ser só nós? Mesmo?
– Sim, Brian, eu não posso correr o risco de perder você novo. – Me aproximei e selei nossos lábios de novo. – Eu tenho que ligar para o Matt okay? Eu já volto.
Saí do quarto e caminhei em direção à recepção, e entrei onde a Rose estava. Dei um tapa na cabeça dela e peguei o telefone, sendo atacado por uma baixinha ruiva risonha com um livro. Disquei o numero do Matt e esperei.
– Alô?
– Matt, é o Zee. Vocês estão bem?
– Sim, eu e o Tuck fizemos as pazes.
– Vocês vão viajar?
– Sim, vamos para o País de Gales. E o Jimmy e o Johnny vão ir junto, porque o Johnny quer saber se o País de Gales realmente existe. – Riu. – Então, o nosso vôo é para amanhã mesmo, tá tranquilo dormimos aí essa noite?
– Sim, eu disse que vocês podem dormir aqui tranquilamente. Tenho um quarto de hóspedes e um sofá-cama na sala. – Ri. – Então espero vocês hoje à noite, vou convidar o meu irmão e os canadences também.
– Os canadences estão aí?!
– Sim, estão de férias. E eu tenho uma surpresa pra vocês. – Sorri abobado.
– Uh, conta!
– Não, só à noite, vocês vão ver. Tenho que desligar, tchau! – Desliguei o telefone e voltei ao trabalho.
Não vejo a hora de estármos todos juntos!
3ª Pessoa
– Você fica aqui quietinho. – Zachary passou a mão no rosto de Brian, que riu.
Zacky alegou ser conhecido de Brian, e explicou sua história ao Doutor Martin, que deu alta mais cedo para Haner. Zacky decidiu que naquela sexta feira não iria à aula, que ajudaria Brian a arrumar suas duas malinhas e colocariam todos os assuntos em dia antes dos amigos chegaram.
Zacky contou que teve uma namorada, mas ela terminou o namoro, pois não aguentava mais ser chamada de Brian.
Brian contou que fez Nutrição, atuando em Gastronomia. Zacky riu e não acreditou. Brian disse que agora ele ficaria ainda mais gordo, e que precisaria de ajuda para encontrar um emprego no restaurante.
Zacky disse que ele seria uma ótima dona de casa.
Agora os dois se encontravam deitados na cama de casal de Zacky, olhando algumas fotos que Baker tinha quando viajou para Cambridge com Frank e Gerard, quando a campainha tocou.
– Por que eu não posso sair daqui Zee? – Brian ria da felicidade do, finalmente, namorado.
– Só sai daí quando eu te chamar okay? – Baker perguntou e o outro assentiu, achando tudo aquilo muito engraçado.
Zachary correu para a sala, abrindo a porta e vendo Frank, o cunhado e os canadences do outro lado.
– Puta merda, que demora pra abrir a porta Zachary! – Frank entrou empurrando o irmão.
– Não dá bola, ele recebeu uma mensagem do Quinn dizendo “Para de chupar o Gerard e coloca no canal 52”. – Gerard disse fazendo careta. – Se ele estivesse me chupando, ele não iria parar para ver televisão. Não mesmo!
– Credo Gerard, poupe-me desses detalhes. – Zachary fez cara de nojo.
Frank ignorou os amigos e ligou a televisãoo, colocando no canal 52. Neste canal, passava um programa que Frank nunca via, por julgar ser “apenas mais um programa de fofoca”, mas dessa vez, quando o nome “The Used” brilhava na tela e a musica se espalhava por todo o apartamento, o garoto pensou que apenas dessa vez o programa poderia ser interessante.
“Breaking News!” Era o que o programa avisava. “Nessa ultima noite de quinta-feira, durante um show da banda The Used em Ohio, algo inesperado aconteceu. O vocalista, Bert McCracken, 21, se aproximou do guitarrista da banda, Quinn Allman, 21, e simplesmente deu o maior beijo no loiro!”
Na televisão, mostravam cenas do show, filmadas por uma fã. Enquanto Jeph agradecia a presença dos fãs, Bert chegou no loiro, que mudava a afinação de sua guitarra, e selou seus lábios.
Frank não sabia se ficava chocado, ou se ficava feliz pelo amigo.
Ficou chocado.
“E se você acha que isso é pouco, prestem a atenção na seguinte frase do vocalista.”
Bert sorriu para Quinn e foi em direção ao microfone, esperou o publico se acalmar e soltou a seguinte frase:
“O que foi? Eu não posso beijar o meu namorado em publico?” – Bert gargalhou.
“Bom, parece que o amor flutua sobre essa banda! Desejamos felicidades ao casal. Já para Rihanna, a coisa não está boa, já que novamente ela apareceu com hematomas no rosto ao lado de seu namorado Chris Brown”.
Frank desligou a televisão, ainda chocado.
– Ele conseguiu cara, ele tá com o Bert! – Frank disse feliz.
– Depois de cinco anos hein? Pra esperar todo esse tempo tem que amar muito! – Pierre disse.
A campainha tocou e Zacky a abriu a porta, revelando os amigos que faltavam. Todos de abraçaram; fazia quase um ano que não se viam. Zacky simplesmente não conseguia manter a expressão séria, um sorriso bobo não saia dos seus lábios.
– Então... Qual é a surpresa? – Matt sentou-se no sofá.
– Aé, a minha surpresa. – Sorriu. – Amor, vem cá! – Gritou para o corredor.
– Você está namorando Zachary?! – Johnny perguntou animado. Estava sentado no colo do namorado. – É homem ou mulher?
– É quase homem Jojo. – Brian apareceu na sala.
– BRIAN! – James levantou derrubando o namorado e abraçando Brian, mas logo se separou e começou a bater no amigo. – Como você se atreve a ir embora sem se despedir?!
– Jimmy! Para! – Brian tentava se defender, rindo.
– E você fica cinco anos desaparecido?! Eu procurei por você por toda a cidade, ninguém sabia quem você era! – James agora batia com uma almofada no amigo.
– Eu não era muito popular!
– Eu senti saudades! – James abraçou o amigo de novo.
– Então, se você deixou o Brian vivo, eu também quero um abraço. – Johnny disse empurrando o namorado e abraçando Brian.
Frank sorriu cumplice para Gerard e os dois se aproximaram de Zacky.
– Vocês estão juntos? – Gerard perguntou.
– Sim, eu não consegui esquecê-lo, e não aguento mais morar sozinho. – Zacky sorriu e Frank acompanhou, fazia tempo não via o irmão tão feliz.
– Merda. – Gerard disse, tirando cem dólores da carteira. – Toma seu bundão. – Saiu, deixando um Frank rindo. Zacky olhou para irmão desconfiado.
– Eu apostei que você iria dar um teto para o Brian na hora, e Gerard disse que você não iria ficar com ele de primeira. Ganhei! – Frank balançou a nota de cem. – Tô com fome, vamos comer?
Zacky revirou os olhos e foi para a cozinha. Arrumou a mesa com a ajuda de Tuck, enquanto o resto enchia Brian de perguntas e Frank ligava para Quinn. Chamou os amigos e todos se sentaram a mesa. Matt serviu vinho para ele e o namorado e passou adiante.
– Eu quero brindar! – Frank falou animado, levantando a taça de vinho que Gerard acabara de servir. – Aproveitando que estamos todos aqui juntos, depois de cinco anos, eu quero dizer que ainda amo vocês e quero propor um brinde à volta do Brian e a nossa amizade!
– UM BRINDE AO BRIAN, A NOSSA PUTA! – James disse animado, batendo sua taça na de Frank, e o resto imitou o gesto.
– Eu estava com saudade desse termo! – Brian disse rindo.
Passaram o resto da noite rindo e se divertindo, como faziam há anos atras. Zacky e Brian abraçados, Frank e Gerard se olhando se cantinho, Matt e Tuck brigando, David e Pierre discutindo com Johnny e Jimmy sobre qual país era o melhor.
Tudo como antes.
Tudo do jeitinho que eles amam.
Tudo do jeito que nós amamos.
Notas finais
Valeu a pena ler toda a fic?
Eu quero muitos abraços, muitos beijos, muitos reviews e muitas recomendações o/ AUHSUAHSUAHS
Espero mesmo que tenham gostado da fic :3
BJO BJO BJO
♥
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