Planos e Problemas
22 Capítulo 22
Notas iniciais
MAS EU AMO O FINAL *----*
Boa leitura (:
QUARTA-FEIRA
Pierre POV
Acordei às cinco da manhã igual um zumbi, tínhamos que sair da escola às seis e meia e eu já disse que não gosto de fazer as coisas com pressa. Foram dez minutos só pra levantar, ir ao banheiro, tirar a roupa e entrar no banho.
Demorei alguns minutos ali e sai arrumado e cheiroso. Estava pronto e sem uniforme, o que me fez ficar ainda mais bonito. Quando sai do quarto, David estava acordado, mas deitado e tapado até o pescoço. Sorriu de leve quando me viu.
– Bom dia Pie. – Se mexeu na cama.
– Bom dia pequeno. – Sentei na cama dele e mexi em seus cabelos. – Eu vou ficar o dia todo fora, vê se não arruma confusão viu!
– Pode deixar Pie, eu sei me virar. – Sorriu.
– Mesmo assim, se alguém fizer algo com você, eu mato.
– Sem drama Pie, boa viagem. Tô com sono. – Fechou os olhos.
– Obrigado pequeno. – Dei um beijo na sua testa e quando levantei ele tinha os lábios formando um biquinho. Coloquei minha testa ali e ele abriu os olhos.
– Muito engraçadinho você. – Virou por outro lado.
– Desculpa. – Ele não se mexeu. – Okay, eu vou indo. – Depositei um beijo em seu pescoço e pude sentir ele se arrepiar. Sai do quarto rindo ao ouvi sua frase.
– Perdi o sono Pie, vem cá, estuda ciências do corpo humano comigo!
Seu baixinho tarado!
Cheguei no pátio da escola e lá estavam Jimmy e Johnny olhando Brian e Zacky discutindo e aquele menino novo sozinho com cara de bunda. E claro, alguns caras que não faziam diferença alguma.
– Bom dia. – Falei para Jimmy e Johnny, mas eu olhava pra briga da outra dupla.
– As minhas roupas são bem melhores Zachary, eu não tenho nenhuma camisa que pareça uma toalha de pique nique. – Colocou a mão na cintura e apontou para a camisa do menor.
– Melhor usar camisa xadrez do que não poder ficar sem camisa por ter uma tatuagem ridícula de um sobrenome ridículo nas costas. – O outro apontava o dedo na cara de Brian
– Sua tatuagem nas costas é horrível Brian, o Zacky tem razão. – Falei e Zacky me olhou espantado, enquanto Brian me olhou irritado,
– Vixi, os dois já viram sua tatuagem nas costas Brian? – Johnny disse safado. – Acho que a puta aqui é você! – Nós todos rimos e Brian cruzou os braços, birrento.
– Bom dia gente. – Matt chegou com um Gerard sonolento. – Acorda Gee.
– Que saco! Acordar cedo e ficar o dia todo sem o Frank, que viagem dos infernos! – Ele praguejou.
– Ai cunhadinho! Vem cá! – Zacky o abraçou e ele fechou os olhos, apoiando a cabeça no ombro de Baker. – Ele vai dormir.
– Matt. – Matt chamou o cabeludo. – Quer vir aqui com a gente?
– Vem cá galês, nós somos legais. – Johnny disse sorrindo.
– Eu já pedi desculpas Tuck. – Matt o olhou com uma cara triste. Ele se levantou e veio.
– Bom dia – Ele disse e abaixou a cabeça. Depois, disso ninguém falou nada. Gente estranha.
– Bom dia crianças! O ônibus chegou então todo mundo pra dentro. – Billie Joe chegou feliz e nós entramos no ônibus.
Sentei com Brian, Johnny com Jimmy – que dúvida – Zacky com Matt e Gerard sentou com o galês olhando para ele com cara de tarado, o outro apenas se encolheu no acento e olhou para a janela.
– Ai Matt, é tão bom sentar com você, você não fala mal das minhas camisas. – Zacky disse olhando para Brian.
– Ai Pierre, é tão bom sentar com você, você não... Espera ai. – Ele me bateu. – Porra Pierre, nem pra isso tu serve. – Gargalhei com a cara emburrada dele.
Ouvimos o galês gargalhar e acho que todos nós viramos na direção dele. O Gerard não perde tempo!
– E ele não te bateu? Ou te expulsou do quarto? Por que pelo o que eu lembro, ele é bem rígido quanto a isso. – Matt Tuck conversava normal com Gerard. Sem cara de bunda e jogadas sexys de cabelo.
– Nah, ele riu. O meu namorado saiu correndo do quarto, mas o Matt não fez nada. Ele já até beijou um cara aqui na escola Tuck, tu não tá sabendo de nada!
– O meu irmão não é seu namorado Way, eu não permiti isso. – Zacky o olhou.
– Defequei pra tua permissão meu anjo. O Frank é meu namorado, só que ele não sabe disso. – Deu os ombros.
– Bom, que seja Gerard. Você é legal, mas eu não quero falar com o Sanders. – Ele virou para a janela, acho que não gostou de termos ouvido a conversa dele com o vampiro gay.
– Ah, eu odeio gente que fica fazendo cu doce! – Matt, o ogro, disse.
– Concordo Matthew – Brian olhou para Zacky, que sorriu cínico.
Eram oito e meia quando nós paramos em uma lojinha na estrada. O professor Billie queria ir ao banheiro e o Baleia Baker reclamava de fome a cada cinco segundos.
Entramos todos na loja e começou a bagunça.
– Essa loja é estranha. – Sanders disse olhando o fundo da loja. Lá tinham alguns vidros com coisas estranhas e uns livros velhos.
– Eu tô com medo disso. – Johnny disse abraçando os braços.
– Não tem nada pra comer aqui. – Zacky disse revoltado.
– Tem ovos em conserva aqui. – Brian disse pegando um pote estranho.
– Vê a validade disso, eles estão meio pretos. – Disse James mexendo nos livros.
– Aqui tá escrito “Validade eterna. Olhos castanhos em conserva” PUTA QUE PARIU! – Brian largou o pote e abraçou Zacky. – Vamos embora! – Ele tinha a mão na frente dos olhos.
– Calma Brian, deve ser algum tipo de doce macabro e não olhos de verdade! – Disse Way.
– Caralho, olha isso. “Como trazer a pessoa amada para você”, “Formas de comunicação com um ente querido falecido”. Puta merda, eu vou comprar isso! – James abraçou o livro e Johnny o tirou de suas mãos.
– Tá louco? Vamos embora daqui! – Johnny nos arrastou para fora da loja. De repente um Billie desesperado com as calças abertas aparece gritando.
– EU ESTAVA SENDO ESPIONADO NO BANHEIRO! VAMOS EMBORA! – Ele entrou correndo no ônibus e nós o seguimos.
– No fim, eu continuo com fome! – Zacky sentou no banco. – Me dá seus olhos Brian. – Ele disse sombrio.
– Te dou o meu cu. – Ele falou irritado. Silencio. – Isso não soou bem nesse contexto né?
– Tá valendo grandão! – Zacky disse piscando, enquanto todos riam da cara do Brian.
Sanders POV
Chegamos ao tal museu eram dez horas. O professor disse para ficamos em grupos e bom, o nosso grupo era obvio. Gerard convenceu Tuck a ficar conosco, mas Johnny e James não deixaram o garoto em paz.
– Em Gales todos os homens têm cabelo comprido? – Perguntou Johnny.
– Como você se sente morando em um país de verdade agora? – Perguntou James.
– Parem com isso vocês dois! – Falei. – Deixem o cara em paz.
– Por que nós viemos ver um monte de corpos de cera e experiências que eu não sei pra que servem? – Perguntou Brian mexendo escondido em um dos corpos.
– Não é de cera Brian. – Tuck falou chamando a atenção de todos. – São corpos de pessoas que morreram, elas doaram seus corpos para a ciência e eles são tratados com um produto que os conservam.
– Essa é a pior viagem da minha vida! – Brian saiu com os olhos arregalados.
– Depois ele tem pesadelos a noite e eu que vou ter que cuidar né? – Zacky disse.
Era hora do almoço e Zacky nem nos deixou olhar o shopping direito, nos arrastou pra praça de alimentação. Ficou combinado que ficaríamos até das duas da tarde no shopping e então voltaríamos ao museu.
Vi Tuck levantar e ir ao banheiro. Eu tenho que falar com esse cabeludo. Entrei no banheiro e ele arrumava os longos cabelos. Parei ao seu lado e ele me olhou pelo reflexo do espelho.
– Oi Matt.
– Oi Matt.
– O que você quer?
– Pedir desculpas. – Me apoiei na pia, o olhando mesmo, e não mais apenas o reflexo.
– Eu não sei quantas vezes tu disse isso em dois dias. – Virou para mim.
– Vou ficar pedindo até tu me desculpar. – Dei os ombros.
– Eu te desculpo, só não vamos ser amigos. – Mexeu os cabelos. Que sexy.
– Assim não vale. – Falei triste. – Vamos, nós éramos bem amigos quando éramos crianças.
– Mas nós não somos mais crianças. Por que você quer ser meu amigo? Não tem medo do modo galês de se despedir? – Falou irônico.
– Não. Eu mudei, acredita em mim. – Falei e ele me olhou confuso. – Que foi?
– Você é gay?
– Não. – Dessa vez eu estava confuso.
– Você disse que não tem medo e que mudou. Parecia que você tinha se descoberto. – Deu os ombros.
– Não! Não mesmo.
– Ainda não? Eu soube que você beijou um cara. – Me olhou sacana.
– Foi pra ajudar ele okay? – O sorriu dele aumentou.
– Ajudar com o quê? – O olhei bravo e sai do banheiro.
Todos estavam sentados à mesa e Zacky estava paquerando uma menina. Brian olhava para ele com raiva e Pierre ria da cara dele. Pobre Brian, apaixonado pela bola e ele nem ai. Sentei com eles e Tuck veio um tempo depois.
Depois de ficarmos vadiando no shopping e ir ao museu, nos fomos para o ônibus para voltar à escola. Fiz Gerard sentar com Pierre, e eu sentei com Tuck. Zacky olhou bravo e sentou com Brian, que virou a cara para ele.
– Oi Bri coisa linda! – Zacky sorriu para ele nos fazendo rir.
– Eu não quero papo com você Baker. – Cruzou os braços.
– Brian, eu precisava de um pouco de peitos. – O Zee é um babaca.
– Os teus não são o suficiente? – Eu gargalhei com a cara debochada que ele fez.
– Desculpa Brian. – Deitou a cabeça no ombro dele e olhou para mim com os olhos arregalados. Brian tirou a cabeça o outro com cuidado.
– Não me toque. – Virou o rosto para a janela.
– O Frank é muito mais bonito Pierre. – Gerard disse.
– Não mesmo, o David que é. – O outro cruzou os braços.
– O Frank toca guitarra.
– O David toca baixo.
– O Frank toca baixo, alto, do jeito que tu quiser. – Gerard olhou sacana para Pierre.
– Parem de falar do meu irmão ai! – O Zacky falou.
– Seu irmão é uma puta! – Eu falei rindo.
– O Brian é uma puta! – Gerard disse.
– O que tenho a ver com isso?! – O outro perguntou indignado.
– Só pra não perder o costume!
Estávamos na metade no caminho pra escola quando senti algo no meu ombro. Quando olhei, Tuck tinha adormecido. Apoiei a minha cabeça na dele e fechei os olhos.
Por que você é tão difícil?
Brian POV
Eu tô muito puto okay? Tipo, muito mesmo. Essa baleia me deixou comendo um hambúrguer sozinho – okay, eu não estava sozinho. – mas mesmo assim, ele incomodou para virmos almoçar e depois foi correr atrás de um par de peitos.
Eu odeio o fato de eu estar morrendo de ciúmes dele, mas eu estou. Com muito ciúme. E ele ainda vem falar comigo como de fosse tudo normal. Essa baleia não percebe as coisas não?
A viagem acabou atrasando algum tempo. Já era noite e estava escuro no ônibus. O Leto não quis ascender às luzes por que vários alunos dormiam e a única claridade que tinha era a que entrava pela minha janela.
– Brian? – Senti um dedo gordo cutucar meu braço.
– Fala bolinha.
– Eu não gosto quando tu me chama assim. – Fez biquinho, que no caso dele era um bicão.
– Eu não gosto quando tu faz várias coisas. Como quando tu me faz de bobo. – Virei para a janela de novo.
– Bri... – Ele deitou a cabeça no meu ombro.
– Eu não entendo. Parece que tu tem ciúmes de mim e... Bom, deixa. Eu não te entendo mesmo. Por que tu ficou com aquela menina?
– Desculpa Brian, eu... Eu não sei, eu precisava fazer aquilo. – Abaixou a cabeça.
– Por quê?
– Não quero ter que explicar isso.
– Queria ver se ainda gostava da fruta? – Perguntei debochado.
– Talvez...
– E então?
– Nada contra peitos, mas elas são complicadas. Você é mais simples. – Sorri ao perceber que ele usou o “você” ao invés de “ garotos.”
– Então você é uma menina Baker, por que puta merda, tu é complicado! – Ele riu baixinho.
– Desculpa tá? – Apoiou o queixo no meu ombro.
– Tudo bem, eu não consigo ficar bravo olhando nesses olhos verdes. – Ele sorriu e então ele selou nossos lábios.
ME CHAMEM DE VIADO SOCIEDADE, MAS EU ME IMAGINO DANÇANDO MACARENA EM CIMA DE UMA MESA DE TANTA FELICIDADE.
Oh, ele me beijou! ELE! Não fui eu quem o agarrou, foi ele quem me beijou.
“Ai Brian, foi só um selinho, nada de mais” FOI UM SUPER BEIJO OKAY!
– Brian? Tudo bem? – Me olhou preocupado. – Tá sorrindo igual um idiota.
– Tô bem sim. Eu sou um idiota Baker.
– E uma puta também, não esquece.
– Você tem que estragar né? –Sorri bobo.
– Eu sou complicado Brian, com o tempo você aprende.
ENTÃO ELE ME DEU UM SUPER BEIJO DE NOVO E DEITOU A CABEÇA NO MEU OMBRO!
Ainda sorrio como um idiota.
Notas finais
O proximo cap pode demorar pra sair
mas só digo uma coisa...
vai ser pov do Bert '-'
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