Planos e Problemas
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Cap cheio de POVs, sorry ):
MUITO OBRIGADA A TODOS OS REVIEWS *---*
Eu to tããão feliz que cheguei a 80 reviews e tenho uma recomendação, vocês não têm ideia!!
Boa Leitura (:
Zacky POV
Chegamos à escola e Brian ainda sorria como um idiota. Todos que estavam dormindo acordaram e foi uma bagunça só. O tumulto pra descer do ônibus foi gigante. Desci e me escorei nas costas de Matt. Nós acostumamos a dormir cedo e agora eu estou morrendo de sono.
Brian estava descendo as escadinhas do ônibus quando foi ao chão. Levantou sorrindo e limpando a camisa branca.
– Tô bem gente, tô legal. Não foi nada.
– Puta merda Haner, tu é muito desastrado. – Sai das costas do Matt e me escorei nele, entrando na escola.
Lá dentro David estava parado com as mãos no bolso. Nos viu e veio correndo.
– David! – Pierre abriu os braços, mas ele passou reto, correndo na minha direção. – E eu fiquei no vácuo.
– Zachary! O Frank tá na enfermaria!
Cheguei à enfermaria e o enfermeiro estava limpando o rosto do Frank. O meu sangue ferveu. Minha vontade era de bater até no enfermeiro. Matt logo entrava na enfermaria também, junto com David e Gerard.
– Quando eu entrei no quarto. – O menor falava com cautela. – Ele estava jogado na cama, todo machucado e com...
– Com o que? – Matt perguntou. O pequeno suspirou e abaixou a cabeça, vermelho.
– Com as calças abaixadas.
– ELE FOI ESTUPRADO?! – Gritei para o enfermeiro.
– Não, mas ele apanhou feio. E esses roxos aqui e aqui. – Mostrou as pernas e as costelas. – Isso parece...
– Taco de baseball. – Matt falou e o enfermeiro concordou. – Já deixei muita gente assim.
– Ele quebrou alguma coisa? – Perguntei passando a mão em seu rosto. Ele estava dormindo.
– Não, mas foi por sorte. Ele vai passar a noite aqui, amanha ele tem que conversar com o diretor Corey.
– Ah bebê... – Gerard chama a atenção de todos, ele passava a mão na bochecha de Frank. – Eu não deveria ter te deixado aqui com esses animais. Posso passar a noite aqui?
– Claro. Se algo acontecer, me chame. – O enfermeiro saiu e entrou em outra sala.
– Se eu souber quem foi o filho de uma puta arrombada, ele vai ver! – Matt disse fechando o punho e fazendo David se encolher.
– Se vocês quiserem dormir podem ir okay? Eu vou ficar aqui. – Gerard pegou uma cadeira e pôs ao lado de Frank, pegou a sua mão e fez carinho. O Frank estava em boas mãos.
Saímos da enfermaria e eu me despedi nos garotos. Brian me esperava na porta do quarto, com as mãos no bolso.
– Como ele está? – Perguntou em acompanhando para dentro do quarto.
– Todo roxo. Ele apanhou com taco de baseball e quase foi estuprado. David o encontrou sem calças.
– Nossa! Tem alguém na escola que gosta de sexo selvagem. – O olhei bravo. – Err... Desculpa. Vou tomar um banho tá?
Brian demorou algum tempo no banho e logo após era minha vez. Eu só queria tomar um banho, dormir e amanha descobrir quem foi o filho da puta que fez isso com o meu irmão.
Gerard POV
Eu tenho certeza que o David ou o Quinn sabem que fez isso. E eu talvez tenha uma ideia, mas não quero estar certo.
Olhei em meu relógio e eram 3h27min da manhã. Fechei os olhos e abri várias vezes seguidas, cochilando na maioria delas, mas eu não queria dormir. Não enquanto Frankie não acordasse, eu queria ver se ele estava mesmo bem.
– Gee? – O ouvi me chamar e arregalei os olhos.
– Frank? Você esta bem? – Passei a mão em seu rosto.
– Estou um pouco dolorido, mas eu aguento.
– Quem fez isso com você Frank? Por que você tinha as calças abaixadas? – O enchi de perguntas. Frank olhou para o teto e ficou quieto por alguns segundos.
– Eu não lembro Gee. – Mordeu o lábio e virou o rosto para o lado.
– Como Frank? Como você não lembra? – Virei seu rosto para mim.
– Não lembro Gee, estava escuro, eu só lembro que... Que ele... Ele pôs o taco de baseball entre... As minhas pernas e o forçou ai. – Ficou vermelho e virou o rosto novamente. – Minha cabeça doí Gee, eu não quero falar sobre isso.
– Frankie, meu amor. Sinto muito. Eu não vou mais te deixar sozinho okay? – Passei a mão em seu rosto novamente.
– Gee, me deixa sozinho. Eu quero ficar sozinho. – Falou e nem ao menos olhou para o meu rosto.
– Por que Frankie?! – Me desesperei.
– Eu quero ficar sozinho Way. Sai.
Meu mundo caiu. Eu tinha feito algo para ele? Levantei na cadeira e o fitei por mais alguns instantes. Ele não se mexia, não me olhava. Ficou virado para a parede o tempo todo, apenas piscando e respirando. Passei a mão em seu rosto e o vi chegando os olhos.
– Se é assim que você quer. – Falei baixo e depositei um beijo em sua bochecha. – Qualquer coisa que você queria falar, eu vou estar sempre aqui Frankie.
Deixei a enfermaria e segui para o meu quarto. Matt dormia e eu sentei na cama dele. Ele não iria me bater por ser tarde. Ele não iria me bater por nada. Não hoje.
– Mattie? – Cutuquei seu braço. Ele nem se mexeu. – Matt Sanders!
– O quê?! O que eu fiz?!
– Nada. – Me joguei nas costas dele. – O Frank pediu para eu o deixar sozinho. Ele não queria que eu ficasse lá com ele.
– Gee... – Ele se virou e me abraçou. – Ele deve estar confuso, não sei. Ele te contou quem foi?
– Não, disse que não lembra. Só disse o porquê de estar sem calças. Ele disse que o cara forçou o taco na... Bem, naquele lugar.
– Porra... Nem eu fiz isso numa briga. – Passou a mãos nos meus cabelos. – Tu gosta mesmo do pequeno né?
– Faz quase três meses que a gente tá junto e eu ainda não comi ele então, sim, eu gosto muito dele.
– Isso não foi bonito, mas foi... Romântico. – Riu pelo nariz. – Dorme um pouco Gee e amanhã a gente dá um jeito nisso okay? Descansa agora, vai ficar tudo bem.
– Obrigado Matt. – Levantei e me joguei na cama. – Quando eu te conheci, eu não pensei que tu era legal ou que iriamos virar amigos.
– Eu pensei o mesmo vampirinho. Boa noite.
David POV
Eu tenho certeza que foi aquele viado do Bert. Eu tenho certeza! Acordei junto com Pierre, que estranhou, por que eu sempre levantei depois dele. Esperei a noiva se arrumar e nós seguimos para o refeitório.
Lá estava aquele filho da puta. Sentado em cima da mesa do refeitório, conversando com Quinn e Jeph.
– David, vamos sentar com os garotos? – Pierre apontou para o grupo sentado próximo a Bert.
Pegamos o lanche e todos à mesa estavam em silêncio. Demos bom dia e a resposta foram algumas palavras baixas sem significado. Gerard suspirou e jogou a cabeça para trás.
– Ele estava dormindo mesmo? – Perguntou a Zacky.
– Sim Gee, eu tentei o acordar e nada. – Falou mexendo na comida.
– Oi gente. – Bert chegou a nossa mesa com Quinn e Jeph. – Eu soube que o Frank apanhou. Ele tá bem?
– Seu falso filho de uma puta. – Levantei o olhando sério. Todo mundo me olhou. – Foi você não foi?
– Não David, por que você acha isso? – Sorriu cínico, já que todos me olhavam.
– Eu vou enfiar meu punho no teu cu! – E então eu perdi a cabeça.
Subi na mesa e pulei em Bert, o que nos levou ao chão. Dei um soco em seu rosto e forcei meu joelho entre suas pernas. Mas vamos combinar que foi uma atitude não pensada e a única coisa que eu sou bom em briga é em me esquivar.
E logo ele já estava em cima de mim, tentando me bater e eu puxava os cabelos dele até Pierre o tirar de cima de mim, o empurrando tão forte que ele caiu no chão.
– Que porra David? – Gerard me ajudou a levantar e Quinn ajudava o Bert.
– FOI ELE PORRA! FOI ELE! O FRANK PODE NÃO QUERER DIZER, MAS EU SEI QUE FOI ELE! – Eu gritava apontando para Bert. – E VOCÊ TAMBÉM SABE QUINN!
– Para David, o Bert ensaiou com a gente às seis da tarde ontem. Ele estava com gente. – Disse Jeph, assustado.
– E o Frank disse que não lembra! – Disse Zacky.
– PORRA ZACKY! EU CONHEÇO MAIS O TEU IRMÃO QUE TU! VOCÊS NÃO SABEM DE NADA, MAS TU SABE QUINN! – Apontei para o loiro. – E EU VOU PROVAR!
Corey POV
Esses meninos são uns animais Jesus! Eu tô com medo de ver o estado desse garoto. Estava sentado na minha mesa pensando se eu ia ou não ver esse menino quando o Leto entrou na sala.
– Oi amor. – Sentou-se à mesa, na minha frente. – Não vai ver o Frank?
– Disseram que ele está bem mal. – Apoiei a cabeça em suas pernas, e ele começou a fazer carinho.
– Está e tu tem que ir lá. Ele disse que não sabe quem foi e tu tem que explicar pra ele que se ele não contar, não vamos ter como ajuda-lo.
– Eu sei, eu vou lá. – Levantei e ele sentou em minha cadeira, colocando os pés na mesa. – Folgado.
– Não seja bravo com ele. O Frank é sensível.
– O Frank é sensível, bla bla bla! – Disse saindo da sala.
– Não tá esquecendo nada não? – Ele tinha uma sobrancelha levantada. Voltei e selei nos lábios. – Muito bem, assim que eu ensinei.
Deixei a sala rindo.
– Frank... – O cutuquei no braço. Eu estava sentado ao seu lado, onde já tinha uma cadeira. Ele se mexeu e me olhou.
– Diretor?! – Se exaltou.
– Calma menino, deita ai. Eu vim saber quem fez isso tudo contigo.
– Eu não lembro. – Virou a cabeça pro outro lado. Vira pra mim menino ou eu arranco a tua cabeça! Okay se acalma Corey. Respirei e continuei.
– Se tu não me disser, eu não vou poder fazer nada. Não vou poder te ajudar.
– Eu não quero ajuda. Eu quero ficar sozinho. Pode ficar tranquilo que isso não vai acontecer de novo.
– Como tu pode ter certeza?
– Eu tenho okay? Eu sabia que isso ia acontecer e insisti. Foi culpa minha e eu quero ficar sozinho.
– Mas eu posso fazer algo...
– Olha, eu passei por algo vergonhoso okay? Eu quero ficar sozinho até esquecer isso. – Deitou e virou o corpo todo para o outro lado.
Bom, eu tentei. Não digam que eu não tentei.
23h37min DAQUELE MESMO DIA
Sanders POV
– Eu não sei por que eu vim junto, isso não tem nada a ver comigo, eu nem sou teu amigo. E não era o emo lá que ia provar? Por que nós estamos invadindo a sala de gravações? Se nos pegam, isso não vai pegar bem pro meu currículo escolar.
– Eu tinha me esquecido de como tu gostava de falar Tuck! — Ri baixinho, já que agora estávamos na ala proibida. A dos professores.
David pediu para eu procurar a gravação daquele dia no corredor do Frank e sumir com ela. Assim o aluno não seria expulso, mas nós faríamos a vingança. E eu adorei a ideia, aquele baixinho não é tão chato como eu imaginava. E como Zacky está muito estressado e Gerard muito triste, eu arrastei o galês comigo.
– Não é que eu goste de falar Sanders, mas se nos pegarem eu tô fudido entendeu? Isso não é bom pra mim! – Ele ficava jogando aqueles cabelos.
– Tuck, meu amor. – Parei e o olhei. – Sabe quantas vezes eu já fiz isso na minha vida?
– Muitas, claro. – Revirou os olhos.
– Isso, eles não vão nos pegar okay? Tu tá em boas mãos. Agora vamos.
Depois de muita procura, achamos a tal sala. Sentei numa cadeira e comecei a procurar o arquivo no computador. Quarta-feira à tarde, entre as três e às seis. Tuck sentou no chão ao meu lado e ficamos olhando a gravação no computador. Eu estava com um CD virgem as mãos, um que eu não usei, pois não fiz o trabalho de história.
Eram 16h32min quando nós vimos alguém entrar no corredor arrastando um taco de baseball. E essa pessoa tinha um sorriso maligno no rosto.
– O pequeno tinha razão. – Falei apertando uma mão na outra.
– Já sabe como vai ser a vingança? – Tuck perguntou. Apenas imitei o sorriso da pessoa entrando no quarto de Frank. Eu já tinha uma ideia.
Gravei o vídeo para mostrar ao resto do pessoal e apaguei o arquivo, o substituindo por outro qualquer, pois as datas não ficam marcadas penas o horário.
Agora era só pensar em algo. O Bert não deveria ter feito isso, ele não conhece o irmão que o Frank tem. Agora o Zacky poderia voltar a usar o apelido que eu o dei.
Zacky Vengeance.
Notas finais
Suspence...
Eu atualizei Time Heals Everything tbm, dá uma olhadinha ;)
REEVIIEEWS??
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