Planos e Problemas
23 Capítulo 23
Notas iniciais
EU RECEBI A PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO DA MINHA VIDA *-------*
Muito obrigada SamanthaBakerHanerA7X, você me deixou extremamente feliz, como sempre *---*
E obrigada Made of Stone pela capa da fic, ficou liinda *--*
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A musica é Blood On My Hands do The Used
E não matem a autora '-'
Boa leitura (:
QUARTA-FEIRA
Bert POV
Enfim era quarta-feira. Acordei sem sono nenhum e a minha vontade de estudar era imensa, só pelo fato de que quando nós não gostamos de uma coisa, mais ela demora pra passar. Então eu não esperava a hora de ir para a sala de aula. Levantei e Frank saiu do banheiro.
- Bom dia Iero. – Disse sorrindo e pegando meu uniforme.
- Bom dia McCracken. – E ao mesmo tempo em que eu entrei no banheiro, ele saiu do quarto.
O resto do dia passou voando e eu não conseguia conter a minha felicidade. Segundo o meu plano, a única coisa que poderia dar errado é o David se intrometer por que o Quinn não ficaria no meu caminho. Não hoje.
- Hey Quinny. – Chamei e ele sorriu. – Vamos ensaiar na sala de musica hoje?
- Claro, que horas? Por que eu combinei com o Frank de dar uma volta. Ele disse que tem umas coisas para me contar. – Sorriu. E nada tira o meu sorriso do meu rosto.
- Bom, me diga você um horário! Que horas fica bom pra você?
- As cinco? Pode ser?
- Que tal as seis? Acho que vou escrever alguma coisa e talvez dormir.
- Claro, até lá então. – Ele virou as costas e eu pude ver Frank o esperando na porta do quarto dele.
Eles começaram a caminhar e eu resolvi segui-los, para ver se ouvia algo importante.
- Cadê o David? Ainda com dor de cabeça? – O loiro perguntou.
- Sim, ele disse que vai ficar no quarto. É saudade do Pierre. – Riram.
- E você com saudade do Gerard!
- Meu gordinho! É capaz de ele me trair com o cabeludo.
- Nah, eu duvido que ele faça isso.
Parei de segui-los e decidi ficar por perto. Assim quando eles voltassem eu iria para o quarto.
Passaram-se uma hora e meia e então eu os vi voltando. Na quadra de esportes, ao lado do bosque, alguns garotos do primeiro ano estavam jogando baseball. Acho que eu vou deixar as coisas um pouco mais violentas.
Um dos garotos saiu e deixou um taco jogado no chão. Era agora. Tudo conspirava ao meu favor. Peguei o taco e caminhei em direção aos dormitórios. Eram 16h27min e pelo o que eu conheço o Quinn, ele provavelmente já estava no quarto. Ele vai tomar um banho, jogar vídeo game e irá para o ensaio. Era perfeito. Frank deve estar no nosso quarto.
3ª PESSOA
McCracken caminhava pelo corredor dos dormitórios pouco iluminado. Ele arrastava o equipamento esportivo pelo chão à medida que seu sorriso maligno aumentava. Apertava o objeto em sua mão com força, como se segurasse toda a sua ansiedade e raiva.
“Nada vai me impedir hoje, nada vai me parar. Eu vou te deixar maravilhosamente desfigurado Iero, nunca deveria ter mexido com o que é meu. Nunca”.
Caminhava em passos lentos e seu corpo parecia mole. O sorriso não deixou lhe o rosto desde que pôs a mão no equipamento de madeira. Era pesado e faria um grande estrago no corpo pequeno e frágil daquele que o garoto sentia tanta raiva.
Era um plano sem escrúpulos. Apenas faria. E ninguém impediria. Essa era a sua certeza.
“Não me faça ser eu mesmo perto de você. Eu avisei várias vezes, mas você não me ouviu. Eu odeio dizer que te avisei, mas eu te avisei.”
Parou na frente de seu quarto e abriu a porta. O outro garoto se encontrava sentado na cama, lendo um livro. Seus olhos se encontraram e o menor olhou para o que o outro carregava.
Seus corpos estremeceram.
O maior ao ver o outro ali, sem ter o que fazer ou para onde fugir e seu olhar denunciava medo. O menor ao saber o que estava prestes a acontecer.
Frank largou o livro e saiu correndo em direção à porta, mas o maior o impediu com o braço e o jogou de costas para a parede.
- Eu avisei Frank... Eu avisei não só uma, mas duas vezes. – Ele falava baixo no ouvido do outro e sentia sua respiração forte e descompassa.
- Bert não faz isso. É tudo isso pelo Gerard? – Podia sentir o medo na voz do menor.
- Você o roubou de mim! – Pressionou o pequeno contra a parede. Ouviu o outro choramingar. – Vai chorar? Eu não fiz nada... Ainda. – Ao final da frase o maior depositou-lhe um soco no estômago. – Agora sim. E eu estou apenas começando.
Pegou o menor pelo braço e o jogou em cima de sua cama, se sentando sobre seu corpo e lhe depositou um soco na lateral do rosto. O menor se debatia embaixo do garoto de cabelos compridos enquanto o mesmo tentava lhe acertar o rosto novamente.
McCracken segurou firme as mãos do menor sob seus corpo e as prendeu embaixo de seus joelhos, podendo assim, depositar diversos socos em sua face. Parou para observar o menino alguns instantes, tinha conseguido tirar sangue dos lábios dele, que agora sujavam as suas mãos. Sorriu e apertou as bochechas do pequeno, o trazendo para perto do seu rosto e depositando os lábios na orelha do mesmo.
- Não sei o que o Gerard viu em você Iero. – Mordeu a orelha do rapaz que ficou paralisado com o toque. – Você gosta que enfiem coisas em você? É isso que você quer com ele? Eu faço isso agora pra você. – Sorriu maligno.
Virou-se, ainda sobre o corpo pequeno, e se abaixou, pegando o taco de baseball.
- Não! Não Bert, por favor! – Lagrimas de desespero caiam dos olhos do menor. O outro apenas deu mais um de seus sorrisos.
Colocou-se entre as pernas do menor e posicionou o taco de baseball entre as pernas do mesmo. Sorriu maligno e forçou o taco, o que fez Frank choramingar novamente.
- O que você acha de sem as calças agora?
- NÃO BERT! NÃO FAZ ISSO POR FAVOR! – Disse quando sentiu o garoto de cabelos compridos abaixar suas as calças.
- Olha só, foi isso que o Gerard colocou na boquinha dele então? – Disse apertando o membro de Frank e empurrando o taco de baseball contra suas nádegas.
- NÃO BERT! POR FAVOR, EU TE IMPLORO, NÃO! – Frank gritou e Bert tapou sua boca.
- Você acha mesmo que eu vou fazer isso idiota? – Deu um tapa na face do garoto em prantos.
Levantou e pegou o taco. Sorriu para o garoto que se recuperava do susto. Levantou o taco e bateu de leve nas pernas do pequeno, que suspirou aliviado.
Mas logo o pequeno gritou novamente quando sentiu o objeto pesado de madeira lhe acertar as pernas com força. E logo veio outra batida, mas dessa vez na lateral do corpo, enquanto se contorcia pela dor em suas pernas.
- Dá próxima vez você me obedece garotinho! – Disse pegando novamente o rosto do menino pelas bochechas. — Não queira ver o meu verdadeiro eu de novo, da próxima vez ele vai ser pior!
E ele deixou o menino sozinho no quarto. O seu corpo doía e sua face sangrava. Não conseguia caminhar, pois suas pernas estavam extremamente doloridas. Fechou os olhos aos poucos que pediu para que seu irmão chegasse logo.
Bert POV
Nunca mais esse sorriso sairá dos meus lábios.
Saí do quarto e deixei o taco de baseball na quadra. Me sentei no chão e tirei um papel de um lápis pequeno que eu sempre carregava do bolso. Fiquei ali por alguns minutos. Minha cabeça estava a mil e eu tinha que colocar as ideia no lugar. Terminei de escrever e segui para a sala de musica e lá estavam Jeph e Quinn.
- Você tá atrasado quatorze minutos. – Disse Jeph sorrindo.
- Desculpa garotos, mas eu trouxe uma musica nova! – Tirei o papel do bolso.
- Todo dia você tem musica nova! – Disse Quinn espiando o papel.
- Eu sou criativo, lindinho. Agora me deixem ler.
“You felt the coldness in my eyes,
It's something I'm not revealing.
Though you got used to my disguise,
You can't shake this awful feeling.
It's the me that I let you know,
Cause' I'll never show,
I have my reasons.
I hate to say that I told you so,
But I told you so.
There's blood on my hands like the blood in you.
Some things can't be treated so,
Don't make me,
Don't make me be myself around you.”
David POV
Acordei com pouca dor de cabeça e resolvi ver se algum dos garotos estava fazendo algo interessante. Provavelmente Frank está sozinho por que Quinn só tem tempo pra banda e o terceiro ano, infelizmente, não está na escola.
Caminhei lentamente até o quarto de Frank e bati na porta. Ninguém respondeu e eu decidi ver se a porta esta aberta. E estava.
Entrei no quarto e tudo estava escuro.
- Frankie? – Procurei o interruptor e ascendi à luz. – FRANK!
Ele estava deitado na cama, suas calças estavam abaixadas e seu rosto cheio de hematomas.
- Meu Deus! Frank acorda. – O balancei e ele não fez nada. – Frank, por favor!
- Dave... – Ele abriu os olhos. – Eu tô dolorido cacete, não me balança.
- Graça a Deus Frank. – O abracei
Notas finais
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