Planos e Problemas
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Frank POV
Depois daquele ataque de ciúmes do Matt, decidi ir pro quarto, já que a chuva dá um soninho e eu não tenho coragem de ir falar com o Gerard. Apesar de que, nesse tempo frio, ele podia me esquentar... Ta, parei.
Me despedi de Quinn e entrei no quarto. Bert estava sentado na sua cama, com uma expressão séria.
- Oi Bert – Falei, com receio. Já disse que tenho medo desse cabeludo?
- Oi Frank – Falou e isso saiu meio irônico. Ele estava com a cabeça baixa – Eu soube da novidade. – Como diria meu irmão, FUDEU!
- Que novidade Bert? – Disse sentando na minha cama.
- Que tu anda agarrando meninos dentro do banheiro – Disse levantando os olhos. – E todo mundo achava que tu era inocente, nanana...
- Eu não sei do que tu ta falando – Disse virando a cara. Além de tarado, virei mentiroso também. Mãe socorro!
- Vai negar que tu agarrou o Gerard dentro do banheiro seu puto? – Disse exaltando a voz.
- Quer saber? Agarrei sim, e foi ótimo. Por quê? – Eu não da onde que surgiu essa coragem.
- Escuta aqui Iero – Disse sentando na minha cama e me jogando na parede – Eu não quero sonhar que tu chegou perto do Gerard, entendeu?
- Por que todo esse ciúmes? Ele não gosta de ti Robert – Falei tentando o empurrar, sem sucesso. Acho que eu só sou mais forte que o David aqui.
- Nós estávamos quase juntos de novo quando tu apareceu e estragou tudo seu filho da puta! – Me empurrou novamente, me fazendo bater a cabeça – Fica bem longe dele.
- Eu vou ficar bem pertinho Bert – Disse e ele saiu de cima de mim.
- Vai arriscando Frank – Disse apontando o dedo na minha cara e indo para o banheiro.
Sai do quarto e minha cabeça doía graças a batida. Eu não sei como eu tive coragem de desafiar o Bert, ele pode me matar enquanto eu durmo e ainda fazer parecer suicídio. A minha vontade é de sair correndo a procura do meu irmão e contar tudo para ele, assim o Zacky daria uma surra bem dada no Bert, mas acho que ta na hora de resolver os meus problemas sozinho, ele já tem os problemas dele pra resolver, problemas chamados “Brian e Matt”, coitado...
Eu estava massageando a minha cabeça e caminhando pelos corredores até...
- Oi baixinho – Alguém diz colocando a mão no meu ombro e sussurrando no meu ouvido. E adivinha? Me caguei né...
- AAAHHH CARALHO! VAI ASSUSTAR A VÓ! – Falei dando um tapa na pessoa, que segurou meu braço.
- Calma Frankie! Não tenha um ataque cardíaco não, coração – Disse Gerard rindo.
- Ah, é tu – Respondi suspirando aliviado – Tu não sabe o medo que tu tenho de ser estuprado nessa escola.
- Que horror Frankie! – Disse assustado – Olha o teu irmão, ninguém vai te comer contra a tua vontade não.
- E se meu irmão não tivesse aqueles músculos? – Perguntei com a mão na cintura.
- Daí teria grandes chances de tu acabar dando sem vontade própria – Falou rindo e eu fiquei assustado – Eu to só te zuando coração.
- Que medo Gerard – Falei e ele passou a mão nos meus cabelos e começamos a caminhar.
- Mas não te faz muito – Sussurrou no meu ouvido. Acho que ele queria me deixar com medo, mas não deu muito efeito. Eu fiquei afim de ficar me fazendo.
Eu to muito tarado hoje!
- Tava indo aonde? – Perguntou passando o braço pelos meus ombros. EU TAVA FUGINDO GERARD, ME SALVA!
- Só caminhando mesmo, não tem nada pra fazer com chuva.
- Eu te convidaria pra ir pro meu quarto, mas eu vi o Matt entrando lá quando eu fui pegar cigarro no Jeph – Disse fazendo uma cara decepcionada.
- Eu não tenho a mínima idéia do que agente poderia fazer no teu quarto Gee – Eu virei mentiroso e tarado mesmo, por que é uma pena que o Matt esteja lá.
- Continuar o que começamos no banheiro – Sussurrou no meu ouvido. Que mania de sussurrar no meu ouvido Gerard, vou te levar pro banheiro de novo.
Agora que eu descobri esse meu lado cor-de-rosa, eu não paro mais!
- Eu dei o primeiro passo Gerard, agora tu vai ter que me conquistar – Falei empinando o nariz. – Eu sou difícil!
- Lembra que eu te disse pra não ti não te fazer né gracinha?
- Gerard, por um acaso, tua mão perdeu o caminho das minhas costas e ta molestando minha bunda? – Disse tirando a mão dele dali.
- Não, ela sabe bem o caminho! – Disse fazendo uma cara safada – Desculpa, tu que ta pedindo!
- Eu não pedi nada... Hey, onde a gente ta? – Perguntei olhando envolta, e não era um corredor normal.
- É um corredor que a escola não usa. Tem outros quartos aqui, mas não tem móveis. Só esse aqui que a gente pode fazer o que quiser – Tirou uma chave de baixo de um tapete – E não tem ninguém!
Abriu a porta e tinha um daqueles sofá-cama aberto, em cima de um tapete vermelho e um lixinho com algumas latas de cerveja.
- Cara, não acredito que é um sofá-cama! Pra mim era um sofá normal – Disse se jogando ali em cima.
- Com quem tu já veio aqui Gerard? – Perguntei me escorando na porta.
- Interessa?
- Sim, por que se foi com o Bert, eu vou embora agora – Falei e ele me olhou confuso.
- Por quê? Eu achava que tu gostava do Bert.
- Gostava, até hoje... Mas isso não interessa!
- O Bert me trouxe, mas agente não faz nada. Eu só contei que tu tinha me agarrado e ele não falou mais nada depois disso. Só bebemos algumas cervejas. — Ele falou como uma criança que fez arte e estava sentado como um indiozinho.
- Então... Eu sento aqui no teu ladinho – Falei e ele deu um sorriso lindo.
Eu não acho uma boa idéia ficar entre quatro paredes com o Gerard. Sabe quando tu tem a sensação que vai fazer merda ou que alguém vai te jogar na cama e te chamar de travesseiro, se é que vocês me entendem? A ultima sensação é estranha e pra falar a verdade, eu nunca a senti, mas eu to sentindo agora.
- Por que tu me agarrou no banheiro aquele dia? – Gelei com essa pergunta. Eu gamei em ti, só isso. – A falta de mulher bateu e tu me confundiu com uma? – Riu.
- Não sei Gee. – Eu acho que eu to mais vermelho que o Quinn quando falam algo pervertido.
- Não precisa ficar com vergonha. Tu só tava curioso, é isso? – Gerard disse passando a mão no meu rosto.
- Acho que é isso sim... – Falei nervoso, já que seus olhos se encontravam muito perto dos meus.
- E tu matou toda a tua curiosidade?
Gerard havia chegado mais perto e eu já podia sentir sua respiração. Ele parecia calmo, enquanto eu já estava ofegante, mas tentava parecer o mais normal o possível.
- Não precisa ficar tão nervoso Frank – Ele sussurrava novamente no meu ouvido, mas desta vez, o arrepio passou por todo meu corpo. – Não quer fazer uma coisa bem diferente?
- O-o que?
- Eu te mostro...
Gerard sentou rápido na minha frente e me jogou pra trás, puxando as minhas pernas e me fazendo ficar mais perto dele, numa posição... Estranha.
- Cacete Gerard! – Reclamei
- Ai, coitadinho – Disse irônico e fazendo um biquinho... Um biquinho lindo, pra falar a verdade, e sorriu malicioso em seguida.
Colocou os braços em volta do meu corpo e seu rosto ficou a centímetro de distancia do meu. Ele continuava com seu sorriso malicioso e eu tentava evitar seus olhos, sem sucesso, já que é uma coisa quase impossível.
Fiquei hipnotizado por um tempo e eu podia sentir novamente a sua respiração pela boca meio aberta e extremamente próxima a minha. Tentei beijar aqueles lábios que praticamente me chamavam, mas eles voltaram a ser aquele sorriso malicioso de minutos atrás.
Gerard passou os lábios pelas minhas bochechas até encontrar o lóbulo da minha orelha e mordê-lo. Pude o sentir rir.
- Quer me beijar Frank? – Assenti com a cabeça – Eu não sei se eu vou deixar
Gerard deu um sorriso perverso e voltou a ficar a centímetros de distancia. Encostou sua boca na minha e passou a ponta da língua pelos seus lábios, e depois no meu lábio inferior e logo o mordeu. Quando soltou meu lábio, tentei selar nossos lábios novamente, mas Gerard foi mais rápido. E o desgraçado ainda riu da minha cara.
- Apressado... Eu só vou te beijar quando eu quiser Frank – Disse puxando forte os meus cabelos para trás, me fazendo levantar um pouco o corpo e bem... Me esfregar de leve nele.
Não pude me conter e soltei um gemido de dor. Gerard pressionou sua cintura contra mim, e como ele estava entre as minhas pernas, aquele movimento ma fez imaginar o que ele queria me mostrar.
Agora várias posições passavam na minha mente, enquanto ele beijava meu pescoço, dando leves chupões e mordias no local e apertando as mãos nas minhas coxas.
Foi abaixando os beijos e abrindo os botões da minha camisa. Eu já pensava que aquela era uma peça dispensável e só estava incomodado.
Gemi novamente ao sentir sua língua quente passando pelo meu mamilo e o chupando. Eu puxava seus cabelos negros e apertava seu ombro. A camisa dele já começava a me incomodar também. Gemi em desaprovação quando ele voltou a beijar meu pescoço.
Eu podia sentir a sua ereção na minha bunda e o jeito que ele se esfregava em mim não fazia o volume nas minhas calças ser muito diferente do dele.
Soltei um gemido mais alto quando senti sua mão acariciar entre as minhas pernas e a calça era outra coisa dispensável agora.
- Gosta disso Frank? – Passou sussurrando no meu ouvido. Assenti mordendo o lábio, me contendo enquanto ele passava a mão mais forte e rápido entre minhas pernas. – Não acha que essa calça está me atrapalhando?
Gerard agora abria minha calça numa lentidão absurda e eu mesmo já teria tirado dez calças. Foi abaixando e parou para lamber meus mamilos novamente. Parou na barra na minha boxer e passou a ponta da língua, me arrancando mais gemidos e me encarando com aqueles olhos. Eu pude ver mais um sorriso maldoso quando ele começou a tirar aquele tecido que impedia a minha felicidade de um jeito tão lento quanto quando ele tirou a calça.
Terminou de tirar e eu tinha vergonha de olhar nos seus olhos. Apenas sentia ele passar a língua pela minha perna. Gerard pegou meu membro e fazer leves movimentos de vai-e-vem nele, mas, de repente, ele parou por alguns instantes, mas não se moveu.
- Frank, eu quero que tu me olhe. Fica mais inclinado.
Me apoiei nos meus cotovelos e o olhei. Ele segurava a base do meu membro ereto e quando nossos olhos se encontraram, lambeu com força toda a extensão no meu pênis. Gemi novamente e quase deitei de novo, mas consegui me equilibrar. Gerard ficou parado até eu o olhar novamente e então colocou a cabeça no meu membro em sua boca e lentamente foi abaixando. Eu podia sentir a sua língua passando pelo meu membro enquanto ele fazia o movimento de vai-e-vem com a boca e apertava com força a minha coxa. Seus olhos não desviavam dos meus.
Gerard intensificou os movimentos e uma de suas mãos brincavam com meus testículos. Eu já não conseguia conter meus gemidos e podia o ouvir gemer abafado graças ao meu membro em sua boca. Passou de leve os dentes em toda a extensão do meu membro e começou a chupar meus testículos, me masturbando, agora mais rápido.
- Gerard – Gemi seu nome – Eu... to quase... – Joguei minha cabeça pra trás, meus gemidos eram altos agora.
Gerard voltou a me chupar agora mais rápido e, em meio a nossos gemidos, aliviei em sua boca. O olhei e o mesmo sorria, passando a língua nos lábios e limpando o queixo.
Vesti a minha boxer e ele se jogou em cima de mim sorrindo.
- Ai Gerard! – Falei quando ele se jogou.
- Essa frase tu vai usar outro dia – Sorriu perverso. – Ei, me chamou de gordo, foi isso?
- Não Gee, tu é gostoso – Disse rindo e ficando vermelho.
- Agora tu fica vermelho safadinho? E eu posso dizer que tu é gostoso, mas tu não sabe se eu sou.
- Então essa frase eu vou usar outro dia – Falei, o imitando com o mesmo sorriso.
- Frank...?
- Oi?
Gerard selou nossos lábios de um jeito calmo e sua língua logo pediu passagem, adentrando minha boca e explorando cada canto dela. Nos separamos ofegantes e terminamos com alguns selinhos. Esse beijo pareceu ser ainda melhor que o primeiro, mas eu tinha certeza que qualquer coisa que o Gerard fizesse eu ia achar ótimo.
Ficamos algum tempo ali conversando e depois ele me levou para o meu quarto. Eu estava cansado e iria dormir até amanha, me preparando psicologicamente para as ofensas de Bert.
Mas, na verdade, a única coisa que eu consigo pensar é no Gerard. E se o Bert me deixar vivo, eu vou repetir aquilo... Ou talvez, ao contrario.
Já disse que eu to muito tarado hoje?
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