Planos e Problemas
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Gerard POV
Ta tudo mundo agindo estranho ultimamente. Sempre que eu olho para os lados tem um correndo, outro gritando. O Bert é outro que está estranho, se o Frank e o Quinn estão por perto, ele fica com vergonha, se os dois não estão, ele age normalmente, sem-vergonha como sempre. O Frank nos olha e parece que vai nos matar!
Será que o Bert e o Frank têm algo?
Como hoje era sábado e eu não vou passar o final de semana fora, como ninguém vai, eu me permiti dormir até tarde.
Acordei com Matt cantando alguma musica que eu não conheço, sentei na cama e o fitei. Ele rabiscava algo em seu caderno e quando me olhou levou um susto.
Minha mãe sempre dizia que quando eu acordo, eu dou medo. Meu cabelos bagunçados e minha maquiagem borrada somada a uma cara de mau humor profundo assustavam ela e Mikey.
- Bom dia vampirinho – Matt sorriu mostrando suas covinhas. Eu não sei como esse brutamonte consegue ser tão doce.
- Bom dia Matt. Já tomou café? – Perguntei
- Não, vamos? – Seu estomago roncou
- Vamos!
Fomos para o refeitório e ele sentou com Jeph e eu fui com Bert e Cia. Estavam em silencio e eu sentei os olhando assustado.
- Vocês estão estranhos – Falei. Me olharam e voltaram a comer em silencio.
Comemos e Bert deu a idéia de darmos uma volta. Como estávamos no tédio, aceitamos e saímos do refeitório.
- Hey Bert, posso falar com você? – Perguntou Quinn. Frank arregalou os olhos e Bert concordou, nos deixando sozinhos.
- Então Frankie, tudo bem? – Perguntei sorrindo e sentando num banco, perto do bosque.
- Tu... Tudo sim – Respondeu nervoso. Eu não sei como ele consegue ser tão fofo.
- Então... Tu e o Quinn ficaram bem “amiguinhos” hein! – Falei cutucando ele. Sério, espero que eu esteja enganado, por que ele vai sofrer. O Quinn é apaixonado pelo Bert.
- Não Gee! Nós somos só amigos. E também, eu nunca beijei um cara. – Falou ficando vermelho. Me caiu o cu da bunda agora, ele tem uma carinha tão safadinha!
- Sério Frank?
- Sério... Eu pouco fiquei com garotas, imagina com meninos! – Disse rindo. Coitadinho...
- Mas tu tem alguma curiosidade? – Falei virando para ele.
- Não sei... – Eu só deixo o menino mais nervoso e vermelho.
Mas eu sou assim, imagina que honra dar o primeiro beijo gay dele? Sem falar que seria ótimo, por que ele é lindo. E ainda mais, eu corrompo as pessoas, e o máximo que vai acontecer é eu levar uma surra de Zacky e Matt.
Não, não é uma boa idéia.
- Gee, tudo bem? – Perguntou. Eu estava parado com uma cara de duvida.
- Ah sim! Tudo bem... Então, sabe o que agente pode fazer?
- Não, tu não tem nenhuma idéia?
- Eu até tenho, mas eu não sei se tu vai gostar... – Falei o olhando safado.
- Me mostra então – Falou retribuindo o olhar e me fazendo o olhar incrédulo. Sério que ele disse isso? Frank riu.
- Esquece Gee. – Falou levantando.
- Aé, tu pensa que é assim? Me seduz e vai sair imune? – Falei levantando e caminhando em sua direção.
- Me pega então! – Disse e saiu correndo. Ah eu pego! Bem pegadinho graçinha!
Saímos correndo e rindo igual a dois idiotas, até que vimos Bert nos chamando. Olhei triste para Frank e o mesmo fuzilou Bert com o olhar.
Fomos até eles e Frank cochichou algo para Quinn, que pediu desculpas e começou a rir. Ficamos algum tempo ali e eu decidi dar uma volta.
Bert estragou tudo, o assunto que o Quinn tinha, teria que ser maior. Agora eu vou sonhar com o Frank. Mais uma vez! Cada vez que eu vejo o rosto dele, ele vem me visitar nos meus sonhos, algumas vezes são românticos e outras... Bem... Eu não posso contar nesse horário. Fui no meu quarto e peguei meu velho mp3, o meu companheiro nas horas tristes.
Caminhava tranqüilo pelo corredor quando algo me puxa para dentro do banhiero, eu estava pronto para dar um soco no imbecil quando eu abri os olhos e um rosto muito conhecido sorria para mim.
- Tem que ouvir isso ai mais baixo, qualquer dia alguém que segue, se esconde e te puxa pra algum lugar e tu nem vê! – Disse rindo.
- Que feio seguir os outros Frank! – Falei colocando a mão na cintura.
- Ta, então eu vou embora – Disse saindo.
- Não mesmo – O puxei pelo braço e o prensei na porta do banheiro.
Nesse momento toda a história de apanhar até a morte e corromper o menino foi para o espaço! Eu não consegui pensar com aqueles olhos me observando tão curiosamente. Eles pediam por algo.
E eu sabia o que era.
Cheguei meu rosto próximo ao dele e já podia sentir sua respiração ofegante. Ele olhava para minha boca agora, e a dele estava parcialmente aberta, como se respirar pelo nariz não fosse o suficiente. Para mim não era. Cheguei mais perto e selei com cuidado nossos lábios. Ficamos dando selinhos por alguns segundos e eu nos separei.
Frank me olhou de um jeito intenso e se aproximou, mordendo meu lábio inferior. O beijei com vontade agora e intensamente. Prensei mais o seu corpo contra a parede, nos aproximando mais, se é que era possível e Frank já puxava o meu cabelo.
- Ei, será que dá pra abri a porta? – Um garoto falou do lado de fora.
- Caralho... Espera ai cara – Disse Frank e eu segurei a risada. Selei nossos lábios novamente e abri a porta.
- Acho melhor tu fica pelo banheiro mesmo – Frank disse no meu ouvido, olhando para baixo e saindo. O garoto me olhava com cara de nojo e segui para dentro de uma das cabines.
Hobbit safadinho hein! Maior carinha de santinho... Me deixa nesse estado e ainda tira sarro da minha cara.
Lavei o rosto e segui para meu quarto, é bastante coisa para processar. Não costumo ficar com as pessoas assim tão rápido sabe? Tudo bem que faz quase um mês que agente se conhece e foi só um beijo, mas mesmo assim. Eu sou paranóico, essa é a resposta, eu não estou sentindo nada por ninguém.
Deitei em minha cama e fiquei pensando naquele beijo até Matt entrar e sentar na sua cama.
- Oi Matt!
- Oi Gee – Falou deitando e encarando o teto.
- Matt, já ficou com um cara? –Eu jurei que ia apanhar agora, pois ele ficou vermelho, muito vermelho.
- Eu não quero falar sobre isso Gerard
- Ta bom! – Falei
- Eu nunca contei isso pra ninguém, promete que vai guardar segredo?
- Juro Matt, eu sou uma pessoa confiável – É verdade isso. O que eu guardo, morre comigo.
- Eu tinha um amigo uma vez, que ele me beijou um dia. A gente foi se esconder da minha mãe num armário, eu não era desse tamanho ainda tá! Daí eu comentei que tinha visto um filme que era assim, que eles se escondiam no final, mas que era uma menina e ele se beijavam. Ele perguntou se era assim e chegou mais perto, me beijando. Eu correspondi no começo, mas depois o empurrei e o mandei embora. Alguns dias depois eu me arrependi e fui falar com ele, pedir desculpas por ser tão grosso, mas os pais dele disseram que ele ia estudar em Londres e já tinha ido.
- Foi um beijo de despedida?
- Acho que sim. Mas depois eu arrumei uma namorada e nunca mais fiquei com nenhum cara. Eu não sou homofóbico cara, acho até que o meu melhor amigo é gay! – Disse e rimos. Imagina, o Zacky gay e com o Brian, que hilário.
- E nunca teve curiosidade em beijar mais nenhum? – Perguntei receoso.
- Não, eu não sei por que eu correspondi, mas eu gosto de peitos, sério – Falou e achei melhor não perguntar mais nada.
Conversamos pelo resto do dia sobre musica e assuntos que tínhamos em comum. Matt era um cara ótimo, mas achei melhor não contar sobre o Frank, melhor não arriscar a minha carinha.
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