Planos e Problemas
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Zacky POV
Depois de ir ao banheiro, fui para o quarto. O Pierre e o David conseguiram me estressar!
Abri a porta e Brian estava parado me olhando.
- Sabia que tu ia vim pra cá – Falou sério – Por que aquela raiva toda do Pierre?
- Eu não vou com a cara dele okay? E eu já estou bem estressado pra ter que ouvir sermão agora. – Falei e me joguei na cama de barriga pra cima, tirando a gravata.
- Ta, desculpa Zacky. Desculpa por qualquer coisa que eu tenha feito de errado – O olhei e ele estava com uma expressão triste. Lembrei do que tinha prometido a David.
- Tudo bem, tu não fez nada de errado – Falei e fiquei com medo de ser agarrado. Brian apenas me olhou e sorriu.
- Eu vou te deixar sozinho agora, combinei de dar uma volta com o Pierre.
- O quê? NÃO!
- Hã? Tudo bem? – Falou me olhando assustado. E agora o quê que eu faço? Não posso deixar ele sair com o Pierre!
- É que... Eu... Não to me sentindo muito bem — Falei fazendo cara de dor e colocando a mão na cabeça.
- Nossa, quer ir pra enfermaria? – Falou sentando na minha cama.
- NÃO! Não, é melhor não! Só me um daqueles teus remédios – Falei fazendo a minha melhor carinha fofa, que eu aprendi com o Frank, mas nunca funcionou direito.
- Eu vou pegar! – Falou mexendo no criado-mudo. – Toma.
Tomei aquele remédio com medo de passar mal. Se ele for muito forte eu to fudido. E o David também.
- Eu vou chamar o Matt pra ficar aqui contigo – Disse se levantando.
- Não, fica aqui comigo – Falei pegando a sua mão.
- Ah... Ta bom, tenta dormir então. – Disse sentando de novo.
Fingi tão bem que estava dormindo que eu mereço um Oscar. Algum tempo depois senti ele começar a acariciar meu rosto e aquilo começou a me dar sonho de verdade. Quando começou a mexer no meu cabeço, não agüentei e acabei pegando no sonho.
Acordei e Brian não estava no quarto. Não acredito que ele saiu e deixou uma pessoa doente sozinha. Senti meu estomago dar voltas e lembrei que tomei um remédio desnecessário de estomago vazio. Levantei e fui para o corredor, eram 16h54min e tinha alguns garotos fumando no corredor. Jeph havia avisado que conseguiria trazer mercadorias para a escola, agora vai ter gente se prostituindo pra conseguir dinheiro aqui dentro, por que, por exemplo, minha querida mãe manda pouco dinheiro e eu ainda tenho que dividir com o Frank. Mas é claro que nós não iremos nos prostituir, era só uma opção.
Vi Brian no fim do corredor com um pacote na mão.
- Zacky, já acordou – Não, to dormindo ainda – Eu fui buscar um sanduíche pra ti, por que imaginei que tu ia estar com fome quando acordasse.
- Imaginou certinho Brian – Peguei o sanduíche e nós caminhamos para fora do prédio. – Tu ficou lá esse tempo todo?
- Aham, toquei um pouco de guitarra.
- E o Pierre?
- Eu fui à enfermaria agora e vi ele o David caminhando. – Yes! O David não perde tempo! – Eu acenei e ele nem pareceu estar brabo, depois a gente conversa – Droga, era pra ele não querer mais olhar pra tua cara, assim meu trabalho encerrava por aqui.
- Hum, lá estão eles – Apontei para ele quando chegamos no pátio, estavam sentados um banco com Johnny e Jimmy.
- Vamos lá então! – Brian me puxou pela mão.
Droga, agora eu vou ter que dar um jeito de não desgrudar do Brian.
Chegamos lá e Brian soltou minha mão, mas a única coisa que passou pela minha mente foi “Não solta a mão dele! Não solta” E eu não soltei, segurei forte a mão dele,que olhou para baixo e fez com que os outros também olhassem. Eu sentia as minhas bochechas queimarem e ouvia o David segurar o riso.
- Ta tudo bem Zacky? – Perguntou James
- Eu... Eu to com frio – Falei me encolhendo
- Acho que ele ta meio doente – Disse Brian
- Coitadinho, já levou ele pra enfermaria? – Perguntou David. Eu te mato baixinho dos infernos.
- Ele não quer ir.
Brian passou o braço pelas minhas costas e me puxou mais pra perto e eu já tinha alcançado todos os tons de vermelho. Me matei mentalmente por ter aceitado aquilo e já matei David várias vezes por ter me convencido a aceitar.
Mas a cara de raiva do Pierre me dava vontade de abraçar o Brian também, só para o ver mais brabo ainda. Mas eu acho melhor não fazer nada, já que a noite não vai ter ninguém por perto e vai que ele queira me abraçar de novo.
Vi Matt parado com Frank e Quinn na frente do prédio das salas de aula e lembrei que eu me esqueci de contar para eles. A única coisa que passou na minha mente foi isso:
Sai correndo igual um retardado para trás do prédio dos dormitórios e fui indo em direção ao prédio das salas. Ainda estava no fundo do prédio, já que corria por trás e vi que Matt iria começar a caminhar. Corri em direção deles a eles e eu descobri que eu deveria se ator e não médico como minha mãe deseja. Me joguei no chão e dei um grito, que chamaria a atenção deles para mim.
- Zacky, o que tu ta fazendo ai menino? – Perguntou Frank
- Eu vi vocês e ia dar um susto, mas eu tropecei quando corri – Sorri amarelo.
- Mas é muito tapado mesmo! – Matt e sua delicadeza. – Nem susto tu dá direito.
Eu to com medo desse papo de “dar direito”.
- Matt, cala a boca e me ajuda. – Falei irritado.
- Vamos pro meu quarto? – Perguntou Quinn – Eu tenho vídeo-game, bebidas e cigarros do Jeph lá.
- Quinn, meu amigão! – Matt o abraçou. Quinn pegou em seus braços e levantou rápido as sobrancelhas para Frank que riu. Matt o soltou na hora.
- Viu? Agora vocês aprenderam a tirar um interesseiro chato do pé de vocês! – Disse sorrindo – Eu não quero te estuprar não Matt! – Fez uma cara engraçada, nos fazendo rir.
- Eu ouvir dizer que eles vão colocar atividades extras à tarde, daí tu se inscreve em duas – Disse Matt, abraçado no meu irmãozinho.
- Legal, assim eu não preciso olhar pra cara do Bert a tarde inteira! – Disse Frank
- Eu vou te bater Frank! Pára com esse ódio estranho do Bert – Quinn disse
- É verdade, eu acho que eu sou paranóico... – Eu não estou entendo nada, mas achei melhor não perguntar.
Ficamos o resto do dia bebendo e jogando vídeo-game. Não sei como, mas eu cheguei no meu quarto e Brian estava lá dormindo.
Eu acho muito arriscado contar para Matt o que aconteceu e o que eu prometi. Tenho medo de perder a amizade dele, mas também não quero decepcionar David. Eu tenho medo que as coisas não saiam como eu planejo. A carne é fraca demais.
Fale com o autor