Plano de Assassinato

10 Capítulo 8 - Em chamas.


Minha cabeça doí, eu abro meus olhos e olho confusa ao meu redor, eu estava na minha casa.

– O...O que eu faço aqui?

Se me lembro bem...Eu estava no apartamento de Sakurahime quando eu desmaiei...Eu pudia jurar que eu iria ser morta...Que confuso, o importante é que estou viva, não preciso me preocupar com assuntos tão tríviais como o modo em que cheguei aqui.

Me sento na cama e vejo pela minha janela que está de noite...Me levanto lentamente e vejo que ainda tenho o machucado em meu braço.

– Então realmente aconteceu...

Pego o telefone que está na cômoda ao lado da minha cama e disco o número de Ookami.

– Alô...? — Ookami parecia sonolento e irritado.

– Olá kouhai-kun, sinto muito interromper sua noite... — Me sento na cama. -Mas preciso saber se nosso plano deu certo.

Antes de ter começado a agir como lésbica perto da Sakurahime, eu tinha uma ideia de que talvez ela poderia ser a próxima a ser a vítima da assassina canibal, então me aproximei dela o bastante pra ser levada aos lugares que ela frequentava.O combinado com Ookami, é que ele estaria sempre próximo, observando.

– Senpai...Você está bem? — O tom de voz dele parecia preocupado.

– Sim.Eu só quero saber o que houve.

– Senpai, eu estou feliz que esteja bem...Eu estava preocupado.

– Kouhai-kun, por favor pare com isso e me conte o que aconteceu!

– Está bem.. — Ele deu uma breve pausa mas, continuou. — A assassina canibal estava prestes a te matar quando eu cheguei e parei ela.Nós a pegamos Senpai. — Suspirei de alívio. — Parece feliz.

– Eu estou...Graças a Deus que vocês conseguiram prendê-la...

– Eu não sabia que tinha religião Senpai. — Ele muda de assunto.

– Não tenho Kouhai-kun.Mas, me diga...Por que eu estou em casa, não num hospital?

– Sentimos muito por isso Senpai...Mas... — A ligação cai.

– Kouhai-kun?Kouhai-kun?Droga... — Coloco o telefone no gancho e ando até a janela assim, puxando a cortina e vejo que está chovendo. — Parece que a luz caiu...Bom, vou dormir.

Me deito na cama e fecho meus olhos, por um breve momento, mantenho a cena da garota ruiva com Sakurahime na cama.Devo assumir que aquela cena me assustou um pouco, eu não sabia que sentia tanto afeto pela secretária.

Após alguns minutos, eu me sento na cama e escuto barulhos no andar de baixo.A primeira possibilidade que vem na minha cabeça, era Aoi.

– Droga...Eu já disse a ele.. — Levanto-me da cama e começo a descer as escadas, então paro. — E se...Não for Aoi?

Continuei a descer as escadas lentamente até chegar no andar inferior, eu vejo um abajur próximo a mim, então eu o pego, apenas por proteção.

Notei que algo estava errado, as luzes estavam apagadas e eu continuava ouvindo o barulho de passos...Outra coisa que era impossível deixar de notar era o cheiro de gás, por esse fato, eu andei até a cozinha.

Sei que é loucura...Mas não há nada que eu possa fazer, eu preciso saber se realmente há alguém aqui.

– Tem...Tem alguém aqui? — Eu virei os botões do meu fogão que liberavam gás, quando eu terminei minha frase, ouvi barulho de algo quebrando. — Então realmente tinha alguém...

"Não posso correr até essa pessoa e fazer algo pois, estou machucada.Seria arriscado ir até a sala e pegar meu celular porque não sei aonde a pessoa pode estar e se ela pode estar armada.Talvez a melhor escolha seria..." – Pensei.

Ao pensar, eu sinto uma presença atrás de mim e me viro instintivamente e vejo o vulto de uma mulher com um esqueiro na mão, assustada, dou um tapa na mão dela com o abajur que estava na minha mão e ela grita e me puxa pelo cabelo.

– Por que está fazendo isso? — Ela me puxou até encostarmos nossos corpos e virou meu rosto para o dela, mas ainda assim não consegui enxergala.

– Precisamos nos livrar...Daquela que busca o colecionador. — Eu sinto algo fervendo encostas nas minhas costas, então eu grito de dor. — Morra. — Ela me joga no chão e começa a procurar o esqueiro novamente, com dor eu levanto e jogo o abajur na cabeça dela, que cai no chão.

– Sinto muito desapontar... — Eu tampo a boca para não sentir o cheiro do gás.

"Se eu ligar o abajur na tomada...Como o fio está ruim...Ele vai soltar uma faísca...Eu preciso ser rápida se pretendo fugir."– Pensei.

Rapidamente eu pego o abajur de volta e ligo ele na tomada, quando a mulher, novamente com o ferro fervendo, agora atinge meu pé, me fazendo cair no chão.

– Ha...Ha...Se eu morrer te levo comigo! — Ela ligou o esqueiro e jogou num quadro que estava próximo de nós e num piscar de olhos a casa estava pegando fogo. — Vamos morrer!! — Ela se agarrou no meu pé.

Havia uma comoda próxima de nós, eu puxei ela com toda a força e desespero que eu sentia naquele momento e joguei pra cima dela, fazendo-a desmaiar, soltei-me das mãos dela e me levantei, mancando até a porta da frente.

– As chaves serão inuteis agora...Droga! — Eu olhei para a fechadura que estava derretida.

Cada vez mais o fogo se espalhava pela casa, eu sabia que eu precisava fazer algo...Ou...Minha história acabaria aqui.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.