Plano de Assassinato

5 Capítulo 4 - Verdade?


Nós saimos no carro de Ookami, até que ele é bem grande...As ruas estão frias demais pra irmos andando, aparentemente ele entendeu o recado de não ir num restaurante das redondezas para não encontrar Aoi.

– O que você sabe sobre o assassino dos ossos, senpai?

– Eu sei que ele mata uma diversidade de pessoas...E no fim tira os ossos do corpo, eu acredito que ele remova os ossos enquanto elas estão vivas.

– Cruel... — Ele não muda a expressão.

– Ele ficou famoso no último mês.Desde o dia que descobriram a existência dele, tem sido uma morte por dia...Me pergunto o por quê das pessoas matarem umas as outras. — Me apoio no meu queixo e fico olhando pela janela.

– Hobbie?Prazer?Pode ser qualquer uma dessas coisas...

– Frustração quem sabe...Ou até mesmo estar triste com algo.Eu entendo um pouco..

– Parando pra pensar...Senpai, seu sobrenome é Kobayashi, não é mesmo?

– Sim.Por quê?

– Você é a filha do casal que foi morto 11 anos atrás?

– Exato. — Eu me viro pra ele, e o farol fica vermelho. — Está assustado?

– Deveria? — Eu sorrio.

Há 11 anos atrás meus pais foram assassinados...E esse caso foi trancado, pois nunca acharam um assassino...Eles não sabem de nada...

– Chegamos.Pode ser aqui senpai? — Eu olho pela janela e vejo um pequeno café, como qualquer outros no Reino Unido.

– Claro.

Nos entramos no restaurante e sentamos numa mesa próxima a janela, e eu fico observando o céu.

– Senpai, você anda um pouco estressada ultimamente. — Eu o olho, e noto que estava batendo meus dedos na mesa. — Ou ansiosa?

– Talvez ambos.

– Você precisa de algo para te acalmar um pouco..Não faz bem se sentir assim o tempo todo.Quem sabe, passar um tempo com seu namorado não te ajudaria um pouco?

– Passar um tempo com aquele machista que me quer fora dos casos "perigosos" qual é. — Bufei.

– Não tem muito sentido...Porque você cuida do caso que ainda não foi descoberto e é julgado como o mais perigoso, "O colecionador".Não é mesmo?

– Ora, até que você sabe bastante. — Ergui as sombrancelhas. — Isso mesmo, e sabe porquê ele é chamado de colecionador?

– Talvez..Mas prefiro não arriscar o chute.

– É porque ele arranca os olhos, e a pele das mulheres...E as cores dos olhos são sempre váriadas...E eu julgo que ele não escolhe as mulheres pela sua posição social, são sempre de lugares diferentes, por isso é complicado saber quando e quem ele vai atacar. — Fiquei olhando fixadamente pela janela.

– Senpai..Você é bem inteligente. — Eu me viro pra ele e noto seu olhar fixo em mim, eu coro por um instante. — Está tudo bem?

– Sim...

Não é como se eu fosse virar pra ele e falar: Oh, eu te vi na lojinha de conveniência um dia antes de começarmos a trabalhar juntos, e sabe, quando fui dormir com meu namorado eu gozei pensando em você.

– Senpai, sabe um dia antes de começarmos a trabalhar juntos? — Ah, qual é. — Eu te vi numa lojinha de conveniência...Sabe... — Ele tampou a boca, que gesto inusitado. — Eu acho que me apaixonei por você.

– Hã?Como assim? — Ele deve estar gozando com a minha cara.

– Você deve achar que eu estou brincando..E eu ainda falo isso mesmo sabendo que você tem um namorado...Mas...É verdade.. — O rosto dele estava tão fofo que sem querer, eu soltei um riso.

– Oh, perdão.

– Não estou pedindo que me ame, ou largue seu namorado pra sair comigo...Eu só quero que saiba.

– Tudo bem. — Sorri. — Kouhai-kun.

Nós almoçamos tranquilamente, ele até falou algumas coisas divertidas para me relaxar, foi bem divertido...Mas enquanto eu estava com ele, eu me lembrava de Aoi, que momento ruim pra pensar nele.

Nesse dia, eu fiz amizade com ele...Mas sabia que Aoi poderia estar me esperando em casa, ele vai encher o meu saco hoje.O dia chegou ao fim e eu estava pra ir embora.

– Até amanhã Hime-chan. — Peguei meu casaco.

– A-aaté Kobayashi-san... — Ela corou novamente, o que tem em mim que a faz agir assim?

– Senpai! — Eu me viro pra trás. — Espere, eu te levo em casa.

– Não precisa disso kouhai-kun.

– Eu insisto! — Rolei os olhos, mas concordei.

Entramos em seu carro, eu o disse aonde morava, então ele me levou até lá, mas por alguns minutos eu permaneci sentada.

– O que houve senpai?

– Ele pode estar me esperando. — Suspirei. — Vai ser um saco.

– Oh...Verdade...Bom...Eu espero que de tudo certo pra você, procure não se aborrecer demais.Qualquer coisa só me procurar... — Ele pegou um papel do bolso dele e colocou no bolso da minha blusa.

– O que é isso?

– Meu numero e endereço, apenas caso algo aconteça. — Eu sorri.

– Obrigada.. — Beijo a bochecha dele e saio do carro acenando.

Abro a porta da minha casa e solto um longo suspiro...Aoi estava realmente me esperando...Bom, seja o que for, ele não vai me convencer.