Plano de Assassinato

3 Capítulo 2 - Colegas


Acordei na manhã seguinte com dor de cabeça no sofá da sala, Aoi estava sentado fumando.São 5 horas da manhã...Preciso me trocar.

– Bom dia Fuyuhana.

–....Hn. — Concordei com a cabeça e ele me olhou como se estivesse incomodado.

– Foi aquilo que eu disse?

– Hã?

– Que eu te amo...

– Não...Eu estou com dor de cabeça.Eu também te amo Aoi, somos namorados.

– Então...Você se casaria comigo?

A pergunta de Aoi me congelou...Eu não sabia o que responder.

– Aoi...Eu...

– Viu? — Ele suspira. — Se me amasse, responderia na hora...

Silenciosamente eu me levanto do sofá enrolada no cobertor.

– Aoi, eu não posso responder as coisas assim.Eu sou uma investigadora, eu tenho que pensar muito para responder as coisas, caso eu responda algo errado, muitas pessoas morrem.Se eu respondesse a sua proposta errada, você poderia perder sua vida inteira comigo, eu não valho a pena.

– Você realmente não me da uma oportunidade de te responder a altura. — Eu viro e sorrio para ele.

– Não, afinal...Eu sou a melhor investigadora desse país.

– Ok, eu perdi.Mas eu te levo no trabalho hoje, pode ser? — Estranho, uma sensação subiu pela minha espinha...É um pressentimento?

– Se você insiste...Por mim tudo bem. — Ele sorriu, então eu fui me trocar.

Minhas roupas são simples, eu apenas me agasalho cuidadosamente hoje pois sei que vai nevar como ontem.Arrumo minha pasta e olho mais uma vez para a foto da senhorita Hinako.

– Hinako...Era realmente bonita.

– Não tanto quanto você.Está pronta?Também tenho de trabalhar Fuyuhana. — Aoi estava apoiado na parede, usando uma blusa preta que parecia quente.

– Sim, vamos.

No caminho do trabalho ele insiste em ficar com um dos braços nos meus ombros...Eu apenas concordo com isso com a cabeça e vamos andando em silêncio.

Finalmente chegamos no meu escritório e eu vejo uma agitação excepcional, a delegacia nunca foi tão agitada como está hoje.A secretária, Hime-chan passa correndo por mim, mas eu paro ela segurando-a pelo ombro.

– Bom dia Hime-chan.

– Oh..Kobayashi-san...B-Bom dia. — Ela cora.

– Me diga, o que está acontecendo aqui.

– Você não ficou sabendo?O local dos arquivos do escritório principal pegou fogo ontem a noite...

– O que!? — Gritei. — Impossível!! Como isso foi acontecer???

– Também não sabemos...E aquela moça que cuidava da sala dos arquivos...Morreu...

– Droga...Droga... — Eu entro no escritório junto de Aoi que parecia intrigado. — Aoi, seu lugar não é aqui.

– Pois é.É ao seu lado, aonde você for eu irei também. — Bufei e concordei com a cabeça.

Andei em direção ao escritório do meu chefe, e abro a porta violentamente.Noto que lá havia um homem de cabelo preto falando com ele.

– Senhor! — Gritei.

– Kobayashi-san...Por favor.

– É inaceitável o fato ocorrido aqui!

– Kobayashi-san...

– Não podemos deixar assim!Como puderam deixar queimar todos os arquivos??Como vamos pegar o assassino???

– Koba- Eu o interrompo.

– Senhor!Não aja assim num tempo como esse, é inaceitável isso..Como..Como vamos...Salvar a alma das mulheres!?

– FUYUHANA-SAN! — Ele grita e eu me acalmo. — Eu entendo o tipo de situação em que estamos, mas não é apenas o arquivo dos seus casos que estão perdidos, mas outros casos também.Você não é a única chocada. — O comentário dele me faz ranger os dentes.

– Kobayashi-san, correto? — Essa voz... — É essencial manter a calma numa hora como essas.Caso alguém perca a calma, pode ser fatal. — Só pode ser...

– Correto Hasegawa-san. — O meu chefe afirma.

– Sinto muito interromper aqui... — Aoi olha o relogio em seu pulso. — Oh, olha a hora.Eu preciso ir Fuyuhana, com licença senhores. — Ele beija minha bochecha e sai da sala.

Ficamos um breve momento em silêncio, quando ele é quebrado pelo homem de cabelo preto.

– Senhor.Você poderia me dizer logo com quem trabalharei.

– Ah!Sim, é verdade.Kobayashi-san.

– Diga. — Elevei a sombrancelha.

– Ele será seu kouhai(novato) aqui. — Apontou para o homem de cabelo preto.

– Ele se chama Hasegawa Ookami-san.

– É um prazer conhecê-lo Kouhai-kun.Me chamo Kobayashi Fuyuhana.

– Igualmente...Senpai. — Ele franziu a testa.

– Kobayashi-san. — Meu chefe chama e eu o olho. — Vocês serão parceiros...Bom, podem se retirar.

– Sim senhor. — Nós nos curvamos e então saímos da sala.

Sem dúvida, esse é o homem da loja de conveniência...Ele tem um ar suspeito...E agora somos colegas, bom...Tanto faz.