Planeta 15707
1 Louie Dominic
Capitulo 1- Louie Dominic
Sou Louie Dominic, tenho 16 anos e moro no planeta 15707, vivo num internato e nunca sai daqui. Falando no internato esses dias o Professor Ethan Frankie anunciou que haverá um teste muito importante amanhã no qual selecionarão os alunos com as maiores notas para sair do internato por 6 meses para estudar fora, todos os alunos são curiosos e fascinados para ver o mundo fora das paredes cinzas do internato, justamente por isso todos estão se matando de estudar para os testes e acho justo fazer o mesmo já que eu também quero sair daqui.
Saí do meu quarto e fui para a biblioteca do colégio já pensando na matéria que cairia no teste, pois os professores não dão o conteúdo da prova. Peguei um livro de física na prateleira e sentei-me sozinha para revisar, folheei algumas páginas, mas não havia nada de interessante pois já sabia sobre o conteúdo. Eu estava concentrada quando percebi que alguém estava sentado na mesma mesa que eu, era uma menina que eu nunca tinha visto na escola, eu sempre reparava nas pessoas, mas eu realmente não conhecia ela. Eu reparei melhor no livro que a menina lia, era uma história de HQ qualquer, a garota não parecia se importar com o teste de amanhã.
—Com licença, foram passadas para você informações sobre o teste de amanhã? – Perguntei com curiosidade.
—Hm... Acho que sim, não prestei atenção.
—Não vai estudar?
—Para que? -Para finalmente sair do internato
—Não faço questão- O silêncio permaneceu por um momento.
—Por que nunca te vi aqui antes?
—Deve ser porque eu fiquei um certo tempo na sala especial.
—Que sala?
—Para delinquentes
—Nossa, o que você fez para parar naquela sala?
—Espanquei um amigo meu — Esse comportamento é realmente inaceitável para o internato, pensei.
—Por qual motivo?
—Ele pegou minhas balas. -
Essa garota deve ser problema, espancou um amigo por pegar suas balas, que estranha. Continuei a ler meu livro por um tempo até ouvir o toque de recolher
—Até mais, e boa sorte no teste- disse eu me referindo a garota
—Hm... OK
Ela me pareceu meio antipática, mas não dei muita importância e fui para o meu quarto. Chegando lá me troquei e fui dormir.
Acordei era o dia tão esperado, eu estava segura, mas não criei muita expectativa. Me arrumei e fui até a sala que aconteceria os testes. Cheguei lá e vi a garota da biblioteca, ela estava comendo alguma coisa e me encarando, me sentei ao seu lado pois era o único lugar vago, e a garota continuava me encarando, fiquei incomodada com isso.
—Perdeu algo na minha cara? — Perguntei
—Hm... Você me parece familiar – Ela respondeu
— É claro, eu te vi ontem na biblioteca
—Hm... Está bem.
As provas foram distribuídas e o professor começou a cronometrar o tempo, a prova teria duração de quatro horas. Foi um pouco intenso, mas nada que eu não soubesse, terminei a prova em poucos minutos e deixei a mesma em cima da mesa.
Ao meu lado a garota da biblioteca continuava comendo algo que parecia pílulas, achei meio estranho.
—Ei, o que é isso? — sussurrei apenas para ela ouvir.
—São as minhas balinhas.
—Elas servem para alguma coisa? – Indaguei curiosa
—Servem para eu me concentrar melhor e ficar mais calma.
—Aliás, eu não perguntei o seu nome.
Na hora que ela ia responder o Sr. Frankie chamou nossa atenção.
—Se já terminaram, saiam da sala- ele nos disse.
Nós duas saímos e a garota provavelmente foi para seu quarto, fiz o mesmo e segui meu caminho. Li um livro e segui minha rotina. Se passaram três dias e eu já não estava mais tão ansiosa com os resultados.
Eu estava na sala de aula, e uma funcionaria qualquer do internato chamou por meu nome e me pediu para segui-la, fui andando com ela e percebi que estávamos indo em direção a sala do diretor. Chegamos na sala e a funcionária me deixou sozinha com o diretor do internato.
—Com licença, o senhor queria me ver?
—Claro, é sobre o teste que você fez.
—Algo deu errado?
—Não, Senhorita Dominic você passou no teste — quando ele disse aquilo eu nem pude acreditar, eu havia passado realmente no teste. – Faça suas malas e espere na porta do internato – não estava acreditando, a porta principal do internato vivia trancada. Eu ia finalmente ver o céu não só em fotografias dos livros, vivi 16 anos nesse lugar finalmente vou sair.
Corri para meu quarto e praticamente joguei minhas roupas na mala, selecionei os meus melhores livros e corri para a porta principal, algo novo está para acontecer.
Capitulo 2- Harvey Blake
Levantei no mesmo horário de sempre, bem, quase, pois não havia dormido quase nada noite passada eu estava muito ansiosa pelos resultados do teste. Tomei um banho relaxante de agua fria, me troquei e fui para a minha sala. Sentei-me no lugar de sempre e observei a professora falando algo que provavelmente nunca usaríamos no futuro.
Alguém bateu na porta me tirando dos meus devaneios, era Jesse uma funcionária com quem eu conversava as vezes. Ela me chamou e disse para eu acompanha-la. Levantei desajeitadamente e segui Jesse com passos rápidos até chegar na porta da sala do diretor.
O que eu fiz? Pensei brevemente, pois a funcionaria tinha aberto a porta para eu entrar, fiquei meio sem graça, pois a sala já me era familiar. Me sentei e aguardei o palerma dizer o que eu havia feito daquela vez.
— Harvey, quanto tempo, não? Uma hora atrás, se não estou enganado.
Dei um sorriso cínico. — Diga logo o que é dessa vez?
— Desta vez você se superou, a garota encrenqueira foi selecionada e é uma das seis alunas escolhidas para um intercambio fora de nosso planeta. Arrume suas coisas e espere na entrada. –Ele me disse — E mais uma coisa senhorita Blake, se não se comportar voltará para cá e será apenas uma mera empregada, e trabalhará aqui até o fim de sua vida.
— Hm, está bem. – Digo e saio para arrumar minhas coisas.
Coloquei algumas mudas de roupa na minha mala, demorei uns 10 minutos, fui para a entrada e vi que já tinha alguns alunos lá.
Uma mulher passou conferindo para ver se não faltava ninguém. Percebi um pouco tarde demais que eu não estava levando minhas pílulas.
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