Eu tinha acabado de entrar em uma loja de joias, e fui barrada na porta por um garoto moreno, olhos castanhos, bem bonito, mas com um estilo esquisito.

–A grana. -Ele disse.

–An? -Eu falei.

–Me passa a grana garota! -Ele aumentou o tom de voz.

Eu tentei correr mas ele segurou o meu braço.

–Vai ser por bem ou por mal? -Ele disse.

–Tá bom, tá bom. -Eu disse e entreguei a carteira a ele.

O rapaz abriu a carteira, jogou os meus documentos no chão, deu uma olhada no que restou dentre dela e enfiou a carteira no bolso.

–Vai. -Ele disse e soltou meu braço. -Não volte mais

–Não vou. -Eu disse tremula.

–Garota esperta. -Ele disse sorrindo.

Eu corri o máximo que consegui e só quando já tinha corrido no mínimo umas 5 quadras eu lembrei que o anel de diamante da minha bisavó estava em um dos compartimentos da carteiras.Aquele anel valia mais do que a minha casa, aquele anel valia mais do que a minha vida. EU PRECISA VOLTAR.

Eu corri o mais rápido que consegui, eu nunca estava com tanta pressa em toda a minha vida. E sabe? Foda-se se o guri que me assaltou ia me dar um tiro ou o caralho a quatro, eu precisava daquele anel.

Assim que eu cheguei na porta da joalheira ele não estava mais lá. Eu chutei a porta que estava trancada com uma força que nem eu sabia que existia.

–Tem uma coisa nessa carteira que pertence a mim. -Eu disse ao rapaz assim que o avistei. Eu quase desmaiei quando 2 armas ficaram apontadas para a minha cabeça.

–Abaixem galera. -O garoto que me assaltou disse aos outros.

–Eu disse para não voltar. -Ele se virou para mim.

–E eu disse que tem uma coisa na carteira que está no seu bolso que ME pertence. -Eu aumentei o tom de voz.

Um dos caras voltou a apontar a arma para a minha cabeça.

–Olha aqui garota, eu posso te dar um tiro agora mesmo, já podia ter dado na verdade. -O garoto disse dando um passo na minha direção. -Acho melhor você ir embora antes que faça mais merda.

–Não! -Eu disse. Eu estava fazendo tanta merda mas eu não estava nem me fodendo se sairia dali com vida ou não! Eu ia fazer de tudo pra recuperar o meu anel.

–Como é que é? -Ele riu da minha cara.

–Não vou embora! -Eu firmei a voz. -Não sem o que me pertence.

–E o que te pertence? -Ele disse abrindo a carteira e mexendo nela. -Essa merda de dinheiro que não dá pra nada?

FUDEUUUUUUUUUU, O QUE EU IA FALAR?

–Hmmmm, não é que você não é tão doida quanto parece? -Ele disse assim que achou o anel.

–Me dá seu filho da puta. -Eu disse. -Isso é meu.

–Vamos levar o anel... -Ele disse aos seus 'companheiros'. -E a garota.

E de repente tudo ficou preto. Eu morri?


Notas finais
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