Piscar De Olhos
1 Capítulo 1
Eu tinha acabado de entrar em uma loja de joias, e fui barrada na porta por um garoto moreno, olhos castanhos, bem bonito, mas com um estilo esquisito.
–A grana. -Ele disse.
–An? -Eu falei.
–Me passa a grana garota! -Ele aumentou o tom de voz.
Eu tentei correr mas ele segurou o meu braço.
–Vai ser por bem ou por mal? -Ele disse.
–Tá bom, tá bom. -Eu disse e entreguei a carteira a ele.
O rapaz abriu a carteira, jogou os meus documentos no chão, deu uma olhada no que restou dentre dela e enfiou a carteira no bolso.
–Vai. -Ele disse e soltou meu braço. -Não volte mais
–Não vou. -Eu disse tremula.
–Garota esperta. -Ele disse sorrindo.
Eu corri o máximo que consegui e só quando já tinha corrido no mínimo umas 5 quadras eu lembrei que o anel de diamante da minha bisavó estava em um dos compartimentos da carteiras.Aquele anel valia mais do que a minha casa, aquele anel valia mais do que a minha vida. EU PRECISA VOLTAR.
Eu corri o mais rápido que consegui, eu nunca estava com tanta pressa em toda a minha vida. E sabe? Foda-se se o guri que me assaltou ia me dar um tiro ou o caralho a quatro, eu precisava daquele anel.
Assim que eu cheguei na porta da joalheira ele não estava mais lá. Eu chutei a porta que estava trancada com uma força que nem eu sabia que existia.
–Tem uma coisa nessa carteira que pertence a mim. -Eu disse ao rapaz assim que o avistei. Eu quase desmaiei quando 2 armas ficaram apontadas para a minha cabeça.
–Abaixem galera. -O garoto que me assaltou disse aos outros.
–Eu disse para não voltar. -Ele se virou para mim.
–E eu disse que tem uma coisa na carteira que está no seu bolso que ME pertence. -Eu aumentei o tom de voz.
Um dos caras voltou a apontar a arma para a minha cabeça.
–Olha aqui garota, eu posso te dar um tiro agora mesmo, já podia ter dado na verdade. -O garoto disse dando um passo na minha direção. -Acho melhor você ir embora antes que faça mais merda.
–Não! -Eu disse. Eu estava fazendo tanta merda mas eu não estava nem me fodendo se sairia dali com vida ou não! Eu ia fazer de tudo pra recuperar o meu anel.
–Como é que é? -Ele riu da minha cara.
–Não vou embora! -Eu firmei a voz. -Não sem o que me pertence.
–E o que te pertence? -Ele disse abrindo a carteira e mexendo nela. -Essa merda de dinheiro que não dá pra nada?
FUDEUUUUUUUUUU, O QUE EU IA FALAR?
–Hmmmm, não é que você não é tão doida quanto parece? -Ele disse assim que achou o anel.
–Me dá seu filho da puta. -Eu disse. -Isso é meu.
–Vamos levar o anel... -Ele disse aos seus 'companheiros'. -E a garota.
E de repente tudo ficou preto. Eu morri?
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