Notas iniciais
Tenho q, antes de tudo, agradecer a minha miga Kathy, que nos meus momentos de falta de imaginação, me ajudou muuuuuuito!!!! Bjuuu migaaaa.... vc eh muito especial p/ mim!!
Após 50 minutos de caminhada, com um sol de 40º na cabeça, era de se esperar que alguém passasse mal. Esta pessoa foi Elizabeth

- Eu estou falando sério, Jack... Se eu andar mais um passo eu...

- Você o que?

Nem deu tempo da moça responder. Quando ela colocou a mão na cabeça, desmaiou e rolou um pequeno barranco. Rolou para um local mais distante e os outros não conseguiam a ver. Todos correram para acudi-la.

Quando chegaram no lugar que ela estava, os piratas se depararam com uma linda paisagem. Essa paisagem era um lindo campo de copos-de-leite rosas com a terminação de suas folhas em tom lilás, uma coisa rara de se ver... O gramado verde e alto cercava as flores, realçando ainda mais sua beleza. Quase ao fim da paisagem onde os olhos ainda alcançavam, um muro alto de puro marfim brilhava com várias cores reluzentes a sua volta. Se esforçassem os olhos podiam ver lindas criaturas com asas semi-transparentes e com um brilho inconfundível. Cada uma de sua cor representava algo, mas todas protegiam aquela mesma passagem. Beleza inacreditável elas tinham, faziam jus a sua fama, elas eram as fadas. Arabella reanimou Elizabeth e perguntou:

- Você está bem?

- Só um corte na mão. Que lugar é esse?- perguntou Elizabeth, atordoada.

- Eu não sei, exatamente. Jack, é este o lugar?

- Eu receio que sim, Bell. –respondeu Jack

Sr. Gibbs apertava os olhos pois não conseguia enxergar o que eram as criaturas ao fundo da paisagem.

- O que são aquelas coisas ali?- perguntou ele.

- Não sei. Deixe-me ver –disse Jack enquanto pegava sua luneta.

Ele ficou abobado com a beleza e a pureza que se podia observar dessas lindas fadas. Seus movimentos eram doces e singelos. Virou-se para o Sr. Gibbs e disse:

- São fadas. As ninfas mais belas de todas. Não há beleza que se compare com a beleza delas.

- Mas eu podia jurar que a beleza mais admirável era as das sereias.- pensou Gibbs em voz alta.

- É, meu caro, vejo que ainda não viu de tudo nesta vida. As fadas são lindas, mas nada ingênuas. Cortés deve ter se esforçado muito para conseguir vencê-las.- explicou Sparrow

- Na verdade, nem tanto. -disse Arabella, descordando com Jack -O que Cortés teve foi sorte. Uma das fadas se apaixonou por ele e o deixou passar pelo portão.

- Como é? -perguntou Jack

- Pelo que me lembro de ter ouvido lá no Noiva Fiel, uma fada chamada Anila se apaixonou perdidamente por Cortés. Ele fingiu compartilhar o mesmo sentimento e prometeu que, se a fada o deixasse passar, se casaria com ela. A pobre fada deve estar esperando por ele até hoje.

- Mas Jack acabou de me contar que fadas são criaturas astutas. Não seriam enganadas com tal facilidade.- disse o contramestre do Pérola, Sr. Gibbs.

- Sim, de fato elas são. Mas quando estamos apaixonados, nós esquecemos do mundo á nossa volta.

- Nós vamos para aquela muralha ali?- disse Elizabeth

- Sim. Vamos. marujos, atrás da fonte!- disse Jack Sparrow

Quando chegaram bem próximo do muro alto, perceberam que as fadas, ao contrário do que contavam as histórias, tinham uma estatura normal, não eram pequenas.

Jack olhou para cada uma delas e se virou para sua tripulação:

- Vamos usar a mesma técnica de Cortés: Quando uma delas se apaixonar por mim, nós apenas aproveitamos a situação.

- E como afirma com tanta certeza que elas irão se apaixonar por você? –duvidou Arabella

- Ora, só das duas damas da tripulação, uma já caiu de amores por mim –respondeu Jack.

- Qual delas?- perguntou Arabella, seriamente.

- Elizabeth. Mesmo casada com Will, ela se derrete pelos meus beijos.

A dama em questão, mais que subitamente, deu tapa no rosto do capitão e exclamou:

- Você é um canalha!

- Tenho culpa se sou irresistível?

Elizabeth levantava sua mão para dar outro tapa, mas sua mão foi segurada por Gibbs.

- É melhor acabar por aqui, não quero te machucar, Elizabeth.- disse ele.

- Vamos andando.- disse Arabella

Ao chegarem em frente ao portão alto, as fadas trataram de impedir a entrada dos visitantes:

- Podem continuar onde estão -disse a fada com roupa roxa.

- Por favor, peço que não se intrometa, sua criatura insolente. –resmungou o capitão Sparrow

- Que insolência! Nunca fui tão insultada! –disse a fada. –Talyka! Traga o pó de Morfeu e jogue nesses fuxiqueiros aqui!

Alguns instantes depois, uma fada de amarelo jogou um pó em Jack e sua tripulação. O mesmo fez um efeito sonífero e todos caíram no sono.