Piratas do Caribe a água da Vida
4 Efeitos do Rum
Após apagar as velas dos castiçais,Dan deixou as crianças,adormecidas,sozinhas num dos três quartos de seu casebre praiano.Alguns dos seus marinheiros,ficaram de longe,vigiando de longe,enquanto ela se afastava,rumo ao bar,onde Barbossa,Jack e outros piratas se embebedavam e riam das piadas de Gulliver,um velho marujo,da época em que o Capitão Orlando,pai de Danielle,comandava os mares aos arredores cubanos.De repente,eis que em meio á tantas garagalhadas,Barbossa comentou algo que fez Gulliver voltar ao passado:-Duvido muito que Orlando não participasse dessas farras noturnas em seus tempos...Todos riram,mas muitos deles não entendiam o que Orlando representava para os piratas,nem para a história dos sete mares.Gulliver sabia,e,por isso,logo sua feição,risonha,transformou-se numa expressão assustada,de quem tinha medo,até mesmo da simples menção daquele nome:-Você,Hector Barbossa,deveria saber,como todo pirata respeitável,que não faz muito bem quando invocas o nome de um morto assim,ainda mais morto como esse...Jack,completamente bêbado,resolveu filosofar sobre a morte:
-Mas,espere,espere...Eu morri,acredite,e tenho certeza que invocaram muitas vezes o meu nome,de maneira perjorativa...No entanto,voltei,e não feri nenhum daqueles que me ofenderam...Todos gargalharam novamente,e Jack sentia-se um grande pensador;pensara até em largar a pirataria.Dan,ouvia a conversa do lado de fora,mas não se conteve,e entrou no bar:-Vocês deveriam ter medos dos vivos;os mortos nada farão contra vocês não é mesmo Capitão Sparrow?As gargalhadas cessaram e todos os olhares estavam meio que perdidos no bar,como numa expressão de culpa:-Vocês marinheiros,preocupam-se demais com o passado,e negam-se a enxergar o que está diante de seus olhos.Disse Dan,enquanto pegava duas das várias garrafas de rum postas sobre a mesa,e atacava-as na parede.Irônico,Barbossa,perguntou á moça:-O que tanto a preocupa,capitã?Parece estar desesperada...Sacando sua espada,e levando todos os seus homens a seu levantarem,ela respondeu:-O que me preocupa Hector,é a sua presença aqui...Não pense que eu caí nessa historinha mal contada de “fonte da juventude”...Sei que o você procura não é o seu rosto livre das marcas do tempo para sempre,e sim,minha frota.Um dos rapazes da tripulação de Dan,faz um sinal para Gulliver,que traz uma corda de trás do balcão.Jack se desespera:-Você tomará tão drástica medida?Irá nos enforcar?Minha flor...Enquanto seus homens davam conta de amarrar os dois,Dan fez sua proposta:-Vocês têm o direito de exigir Parola.Meu acordo não aceita questionamentos ou negociações;ou é aceito ou é rejeitado.Barbossa e Jack,se entreolharam,desconfiados,e Dan prosseguiu:-Vocês serão meus prisioneiros,e me levarão até essa suposta fonte da juventude,se é que esse lugar existe.Se vocês estiverem dizendo a verdade,ficam livres,e têm metade de tudo o que for saqueado.Se não for,morreram amarrados a um barril no meio do mar.Seus homens se juntaram á minha tripulação,se não quiserem viajar nas mesmas condições.Sem motins,sem brigas.Feito?Toda a tripulação do Pérola passou para o lado da moça.Jack,assombrado com o discurso da capitã,logo desaprovou:-Lembre-se de que está falando com...Dan,mais uma vez usando da ironia,rebateu:-Estou falando com um capitão que não tem sequer a confiança de sua tripulação.Barbossa,temendo perder a suposta fonte,logo concordou:-Temos um acordo.Jack,sem saída,e com uma ponta de raiva pela ousadia de Dan,topou o desafio,para garantir os bens roubados,e se ver livre:-Um acordo,maldito acordo...Dan,com um sorriso amarelo:Feito.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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