Após apagar as velas dos castiçais,Dan deixou as crianças,adormecidas,sozinhas num dos três quartos de seu casebre praiano.Alguns dos seus marinheiros,ficaram de longe,vigiando de longe,enquanto ela se afastava,rumo ao bar,onde Barbossa,Jack e outros piratas se embebedavam e riam das piadas de Gulliver,um velho marujo,da época em que o Capitão Orlando,pai de Danielle,comandava os mares aos arredores cubanos.De repente,eis que em meio á tantas garagalhadas,Barbossa comentou algo que fez Gulliver voltar ao passado:

-Duvido muito que Orlando não participasse dessas farras noturnas em seus tempos...Todos riram,mas muitos deles não entendiam o que Orlando representava para os piratas,nem para a história dos sete mares.Gulliver sabia,e,por isso,logo sua feição,risonha,transformou-se numa expressão assustada,de quem tinha medo,até mesmo da simples menção daquele nome:-Você,Hector Barbossa,deveria saber,como todo pirata respeitável,que não faz muito bem quando invocas o nome de um morto assim,ainda mais morto como esse...Jack,completamente bêbado,resolveu filosofar sobre a morte:

-Mas,espere,espere...Eu morri,acredite,e tenho certeza que invocaram muitas vezes o meu nome,de maneira perjorativa...No entanto,voltei,e não feri nenhum daqueles que me ofenderam...Todos gargalharam novamente,e Jack sentia-se um grande pensador;pensara até em largar a pirataria.Dan,ouvia a conversa do lado de fora,mas não se conteve,e entrou no bar:

-Vocês deveriam ter medos dos vivos;os mortos nada farão contra vocês não é mesmo Capitão Sparrow?As gargalhadas cessaram e todos os olhares estavam meio que perdidos no bar,como numa expressão de culpa:

-Vocês marinheiros,preocupam-se demais com o passado,e negam-se a enxergar o que está diante de seus olhos.Disse Dan,enquanto pegava duas das várias garrafas de rum postas sobre a mesa,e atacava-as na parede.Irônico,Barbossa,perguntou á moça:

-O que tanto a preocupa,capitã?Parece estar desesperada...Sacando sua espada,e levando todos os seus homens a seu levantarem,ela respondeu:

-O que me preocupa Hector,é a sua presença aqui...Não pense que eu caí nessa historinha mal contada de “fonte da juventude”...Sei que o você procura não é o seu rosto livre das marcas do tempo para sempre,e sim,minha frota.Um dos rapazes da tripulação de Dan,faz um sinal para Gulliver,que traz uma corda de trás do balcão.Jack se desespera:-Você tomará tão drástica medida?Irá nos enforcar?Minha flor...Enquanto seus homens davam conta de amarrar os dois,Dan fez sua proposta:

-Vocês têm o direito de exigir Parola.Meu acordo não aceita questionamentos ou negociações;ou é aceito ou é rejeitado.Barbossa e Jack,se entreolharam,desconfiados,e Dan prosseguiu:-Vocês serão meus prisioneiros,e me levarão até essa suposta fonte da juventude,se é que esse lugar existe.Se vocês estiverem dizendo a verdade,ficam livres,e têm metade de tudo o que for saqueado.Se não for,morreram amarrados a um barril no meio do mar.Seus homens se juntaram á minha tripulação,se não quiserem viajar nas mesmas condições.Sem motins,sem brigas.Feito?Toda a tripulação do Pérola passou para o lado da moça.Jack,assombrado com o discurso da capitã,logo desaprovou:-Lembre-se de que está falando com...Dan,mais uma vez usando da ironia,rebateu:-Estou falando com um capitão que não tem sequer a confiança de sua tripulação.Barbossa,temendo perder a suposta fonte,logo concordou:

-Temos um acordo.Jack,sem saída,e com uma ponta de raiva pela ousadia de Dan,topou o desafio,para garantir os bens roubados,e se ver livre:-Um acordo,maldito acordo...Dan,com um sorriso amarelo:Feito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.