Piratas do Caribe 7-A maldição de Eldingo
6 Capítulo 6-O adeus
Notas iniciais
Angélica e Sparrow não tiveram tempo para responder, aliás, tentavam zelar a própria vida:
–Como sairemos daqui, Angélica?
–Achei que você fosse o salvador!
–Hum, eu já sei!-O "salvador" teve um ideia
Sparrow encostou no muro e sinalizou com a mão chamando-a, Teach não hesitou, foi o mais rápido que conseguiu:
–Que foi? Qual seu plano?-Perguntou curiosa
–Sobe em cima de mim!-Sparrow fez "escadinha" com a mão
–Serio? Isso é seu plano?-Teach se irritou
–O que sugere?-Retrucou Sparrow
–Está bem!
Angélica parou de criticar, subiu em cima das mãos de Sparrow e alcançou o topo do muro, zombou de Jack:
–Adeus!
–O quê!? Sua traidora! Não fa...não faça isso! Eu vou morrer!-O valente já não era mais tão valente assim
–Estou brincando, segura em minha mãe!-Esticou-se
Sparrow com o dobro de dificuldade da senhorita Teach subiu no muro também e se aliviou:
–Ufa! Se fosse a Lizzie, teria morrido!
–Quem é "Lizzie"?-O ciumes de Teach ficou claro
–A namorada do seu querido William!-respondeu lembrando-a
–Desculpa...
–Sim...
Sparrow sentiu seu coração acelerar de novo, lembrou-se ao mesmo tempo que Angélica, que ao sair daquele lugar estreito, ela não se lembraria de nada que fizeram juntos nesses últimos dias:
–O que você vai dizer para mim, sobre meu pai?-Perguntou a jovenzinha com olhar triste
–Que eu o matei!-Sparrow falou limpando a lagrima que escorria no olho da senhorita Angélica
–Por que?
–Porque ás vezes eu...
Sparrow ficou calado, alguns segundos passaram e Angélica disse:
–Eu te amo.
Angélica beijou, igualzinho quando se beijaram na fortaleza, foram as mesmas sensações, só que mais fortes, e o que os separou foi a falta de ar, então, Jack revelou seus sentimentos:
–Eu...eu também te amo, Angélica, desculpa ás vezes eu sou extremamente insensível e indiferente com você porque, preciso provar para mim mesmo que não preciso de ninguém....-sussurrou bem baixinho e rápido
–Serio? Você assumiu!-gritou com felicidade Angélica- Te amo Jack!
–Adeus.
Sparrow segurou as mãos de Angélica, deu um selinho e pulou junto com ela para fora dali.
Wil, ouviu o barulho de ambos caindo do outro lado do muro e correu para vê-los:
–Jack? Angélica? Vocês estão bem?
–Sim, melhor im...melhor possível, mas...-Lamentou Sparrow
–Saia de cima de mim!-Gritou Angélica
–Calma, calma querida.-levantou-se durante a fala
–"Querida"? Cadê meu pai? Onde estamos?
–Ele queria te matar e eu impedi, matando-o, estamos...perto do cemitério, e você é querida.-mentiu em parte
–Seu monstro!-Angélica pegou sua espada- Vou vingá-lo! Está mentindo! Como eu não me lembro?
–Enfrentamos complicações...caímos de um muro enorme e você bateu a cabeça, acordou agora, amor...
–Isso é verdade?-perguntou para Wil
–Sim...-responderam os dois em coro
–Quero voltar para casa, seus marmanjos, piratas, mentirosos e vaga...
–Calada!-Sparrow pois a espada em seu pescoço- Matei-o e posso matar-te também! Agora, contenha si, vamos para o Pérola e eu te deixo em Tortuga, ok?-Sua voz era intimidadora
–Sim.-concordou tremula
Eles passaram pelo vilarejo sem conversarem, não saiu uma palavra sequer da boca de nenhum do trio, mas, o luto de Jack era visível em seus olhos profundamente magoados.
A desconfiança de Angélica era bastante visível também, em seus olhos, mas, principalmente em seus atos, andava sempre olhando para a espada, planejava algo.
Wil nada podia fazer, apenas ficava atento.
Quando chegaram no Pérola o olhar de Sparrow mudou completamente, voltou a ser um olhar confiante e ele anunciou:
–Deixaremos Angélica em Tortuga!
Quem o conhecia tão bem como Gibbs e Turner, percebeu sua aflição, mas, fingiram que não era nada, assim como o capitão.
Naquela noite, Angélica resolveu tomar o Pérola, bolara isso no caminho para o navio, mataria Jack, Wil, Gibbs e os marujos durante a noite, jogaria os corpos no mar e ficaria em Tortuga por algum tempo, depois de conseguir sua tripulação zarparia para longe e viveria sua vida, esquecendo isso.
Mas, não sabe por quê, quando entrou na cabine do capitão para matá-lo, hesitou, voltou para sua cama e foi dormir.
No dia seguinte, desembarcou em Tortuga, mas antes o capitão "se despediu":
–Então, é isso, adeus.
–Tchau, seu...pirata desprezível!
–Engraçado você se irritar, se eu te deixasse em uma ilha deserta, também não gostaria nada...amor.
Angélica, esperava conseguir uns marujos, roubar um navio e talvez, quem sabe um dia, encontrar Jack por ai?
Sparrow esperaria ansioso por esse dia, mas enquanto ele não chegava...
–Agora, vamos para Port Royal! Deixar o Wil!-Sparrow estufou o peito, fingiu que nada acontecera e falou confiante
Gibbs chegou perto e disse:
–Sinto muito, capitão.
–Pelo quê? Ficou louco sr. Gibbs?
–Não.-Gibbs sorriu
Naquela noite, William desembarcou em Port Royal, agradeceu as viagens e perguntou:
–Obrigado á todos, foi maravilhoso, mas, capitão, você já me desculpou...pelo beijo que "roubei" da senhorita Teach?
–Aquilo foi passado, caro Wil, estamos no presente, e só pretendo pensar no futuro.
–Então, adeus, a Elizabeth está vindo.
–Mande um beijo para ela, um beijo na boca por mim, só para compensar, agora adeus.-falando isso o Pérola começou a navegar
Elizabeth chegou segundos depois e interrogou:
–Por que demorou tanto? Por que Jack saiu assim? Ele não me viu? Não podia tomar um café?
–Vamos, para casa, vou te explicar desde o inicio, começando pelo aquele dia que encontramos ele em Tortuga, lembra? Quando íamos falar do amuleto...
William começou a explicar, pulando as partes em que si e Angélica eram...um pouco próximos demais...e mentindo ás vezes, mas sem atrapalhar a compreensão da história.
Sparrow e seus bravos tripulantes começaram a navegar mar a dentro, talvez sem rumo e Gibbs perguntou:
–E o que será agora capitão? O que procuras?
–Um desafio.-respondeu sorrindo com superioridade
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