Piratas do Caribe 7-A maldição de Eldingo
2 Capítulo 2-Em busca de respostas
Notas iniciais
–Bem...você poderá escolher entre: não conseguir mentir e morrer em oito dias, ou morrer em cinco dias mas poder mentir durante esse período.
–Sendo assim, eu exijo dois dias para pensar!
–Dois?
–Sim, um para mim e um para o Wil.
–Um para a Teach e o outro para o Turner?!
–É...é...
–Certo, Sparrow, daqui a dois dias eu volto, se não tiverem decidido todos morrerão!
–Parece justo, mas, espere!-Jack disse-Tenho outra pergunta...er...qual o motivo disso?
–Do quê?
–Essa coisa toda, essa maldição.
–Ho, isso, bom, vocês usaram o amuleto do tempo, nunca deveriam ter mexido nisso!
–Por que?
–Primeiro, porque ele é meu! Segundo, porque ele é para minha querida Salienta! Terceiro, porque o amuleto do tempo só traz má sorte!
–Hum...e você ia dar isso para ela?-Jack arriscou
–Sim, ele era um amuleto lindo, brilhante e dava muita sorte para mim, pelo menos era o que eu achava! Só foi tocar nele e pronto! Meus marujos falavam em motim! O Heimer descobriu e arruinou meu casamento!
–Sinto muito, sei como é.
–É o que?
–Isso tudo, motim e seu melhor amigo te trair.-olhou para Wil e depois para o navio
–Heimer não era meu amigo!
–É essa a única diferença, comigo foi um "amigo".
–Esse mulher era sua amada?-apontou para Angélica imóvel tentando localizar alguém, mas, só Jack conseguia vê-lo
–É mais ou menos, depois eu te conto tudo, eu tenho outra pergunta!
–Qual?
–Você vai amaldiçoar a gente por causa desse tal de Heimer?
–Mexeram no que não deviam! E já que não posso mais me vingar de Heimer, vingarei-me de vocês! Adeus.
Assim, o navio "fantasma" desapareceu em alto mar.
Angélica deu sorriso olhando para Jack e foi até ele que passou a mão em sua própria cabeça, pensativo:
–Ei Jack...-Angélica sussurrou-por...por que?
–Por quê o quê?
–Por que você...você fez isso? Por que foi no meu lugar?
–Porque não posso te deixar morrer...-falou se direcionando para a tripulação-Arrumem a bagunça não quero ver um buraco nesse navio!
–Sparrow...-Angélica expressou-se enquanto os outros começavam a limpar, menos Wil claro-Obrigada.
–Hum, não, você ainda vai tem que fazer muita coisa para compensar isso, viu! Pode começar me beijando.
–Serio?
O capitão se retirou e foi para a cabine do capitão, algum tempo depois chamou Wil, que foi rápido para a cabine e perguntou:
–Posso entrar?-já estava dentro
–Já entrou.-Fechou a porta enquanto respondia
–É...o que foi?
–Qual maldição você vai escolher?
–Bem...eu...eu quero a que vive por mais tempo, mas, pode ficar com ela.
–Por que?
–Porque, sim.-sorriu
–Hum...está bem, mas...vamos falar com a Tia Dalma.
–Por que?
–Ela deve saber como "curar" essa...Angélica saia de trás da porta!-falou abrindo a porta
–Como sabia?-Angélica perguntou
–Arrisquei.-Sparrow mentiu-Agora entre.
–Está bem,-Entrava enquanto se pronunciava-Jack.
–Capitão, e a Tia Dalma deve saber como tirar essa maldição...aliás, o seu pai Barba Negra, ele não lhe contou sobre a maldição, Angélica?
–Bem...ele...
–O que ele contou?!
–Bom ele disse que havia um risco, um preço, mas, alegou não saber qual.
–E por que não me contou!-Sparrow se alterou
–É que eu...bem...eu sabia que você não ia querer se eu tivesse te contado e...bom...eu ignorei um pouquinho isso...achei que era invenção...e...
–Certo, ele disse só isso?-interrompeu, percebendo a mentira
–Bom ele também contou que...Eldingo, ele...
–Desembucha, Angélica!
–Era um cara extremamente vingativo, egoísta e possessivo.
–Isso vai ajudar muito, obrigado!-Foi sárcastico-Ainda bem que você revelou se não!
–Hum...
–Tudo bem,-Wil se meteu-vamos rumo a Tia Dalma!
–Ok, peça para o Gibbs virar o navio, Wil.
–Está bem.
Wil saiu da cabine, Angélica ia sair mas Jack impediu:
–Você fica.
–Hum...por que?
–Bem...é...você fica por que...quero que conte a verdade-mentia em parte-o que mais ele contou?
–Nada...eu tenho que limpar o convés, tchau.
–Tcha-tchau...-se virou
–E Jack...
–Que foi?-olhou de novo
–É foi muito legal-se aproximava dele a cada palavra-você ter feito aquilo...er...eu acho que teria feito o mesmo...
–Não, não teria.-se aproximou dela
–Quer um beijo?
–Seu?
–Pode ser do Gibbs se prefe...
Jack pegou ela pela costa e puxou para si, beijando-a.
A sensação de Angélica foi semelhante a sensação de estar em uma maré sentindo o balanço do mar, ele puxa para cá e devolve para lá, enquanto te refresca.
A sensação de Sparrow foi mais parecida com chupar uma bala de eucalipto no inicio é como uma bala de goma, mas, começa a arder, arder mais e mais, ainda assim, você quer continuar a mastigá-la.
Alguns minutos passaram e eles pararam para respirar, ficaram se olhando em silêncio, Angélica pensava o mesmo que Jack:"No que ele(a) está pensando?".
Depois de alguns minutos parados, "congelados", Sparrow quebrou o gelo e talvez o clima:
–Que tal?
–"Que tal"..."que tal" o quê?
–Como assim o quê? O beijo.
–Quê beijo?
–Esse beijo que acabei de te dar.
–Isso foi um beijo?
–Não...acho que não...bom pode ir indo, tem que limpar o convés...
Angélica saiu, não sabia por que disse aquilo, foi para a cama mais cedo, nem jantou.
Durante a noite pensava ainda naquilo, adorou o beijo, foi como aquele da ilha, foi emocionante mas, simplesmente escapuliu, pensava consigo:"Ai, ai...por que foi dizer aquilo! Se não sabia o que falar tivesse ficado quieta! A tristeza que ele sentiu quando ouviu isso foi clara...ficou estampada em seu rosto! Fui idiota! Deveria ir lá e pedir desculpas mas...não posso me rebaixar a isso! Não foi certo mas...ele já fez coisas bem piores para mim!".
Durante o dia, eles chegaram na ilha onde morava Tia Dalma, desceram cedo, só Jack, Wil, Gibbs e Angélica, só os quatro.
Durante o caminho Angélica ficou junto de Sparrow, que andava na frente de todos:
–Er...dormiu bem?
–Maravilhosamente.
–Eu não...
Alguns minutos e Angélica tentou de novo:
–Er...está com frio?
–Não.
–Eu também, não, mas ontem estava, não acha?
–Não.-tentava acabar com o dialogo
–Ontem a noite! Não acha?-Estava quase que estampado "desculpa" na testa de Angélica
–Hum...não Angélica, não acho.
Depois que Tia Dalma os recebeu, Sparrow perguntou:
–Oi, você sabe sobre o amuleto do tempo?
–Sei, e já contei boa parte do que sei para o Wil.
–Sabe da maldição?
–Ho! A maldição! Como pude me esquecer! Sei, sim.
–E o tem algo que possa quebrá-la?
–Tem.
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