Piratas Do Caribe: O Retorno
14 De Volta a Bahia Naufrágio
Notas iniciais
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Barbossa acordou com uma voz em sua cabeça, acordou assutado. Ele se levantou e fitou o lugar todo, resultado?Nada. Os marujos estavam todos dormindo e apenas Angélica perambulava pelo convés do Pérola tomando conta do timão. A voz continuou chamando seu nome, ele olhou de novo o lugar, percebeu que a voz vinha de um canto do porão, resolveu ir até lá, o que ele encontrou foi exatamente alguém que ele estava evitando encontrar, Davy Jones.
Os dois se olharam por um tempo sem dizer palavra alguma, Barbossa não conseguia nem se mover algo travava seus pés no chão.
–Tem medo de fantasmas,Hector? -começou Jones.
Barbossa ficou em silêncio.
–Eu preciso de um favor seu — Jones tentou de novo.
–Um favor?Porque espera isso de mim? — Barbossa riu.
–Eu posso retribuir — ele respondeu.
–Como? — a expressão de Barbossa era vazia — não há nada que você tenha que me interesse.
– Não há?E o que você me diz de Alice Winterspoon — Jones parecia debochado — acho que você sabe do que eu estou falando.
–O que tem ela? — A expressão de Barbossa se tornou triste.
–A unica mulher que você realmente amou na sua vida inteira, depois de sua morte você tentou o suicídio mas sem sucesso então eis sua ultima saída, a pirataria. — Jones agora se tornara misterioso — eu posso trazê-la de volta.
Ter Alice de volta seria a melhor coisa já acontecida na vida de Barbossa, antes dele virar pirata ele era um simples cidadão, na verdade comerciava especiarias importadas de outros lugares em Londres, era um bom homem com um bom coração mesmo que olhando pra ele na atualidade fosse um pouco difícil acreditar nisso, ele já havia amado. Tudo começou numa tarde quente em Londres, todos os comerciantes estavam com seus comércios abertos, muitos deles tomando bebidas que os faziam refrescar, um homem que vendia flores e plantas de todos os tipos jogava água em seu rosto tentando dispersar o calor, no outro lado da rua surgia uma linda garota ruiva e de olhos verdes, Alice. Ela andava pela rua tranquilamente, quando ela parou em frente ao comércio onde Barbossa trabalhava, ele nunca havia visto criatura tão linda e deslumbrante, quando ela falava parecia o som de mil anjos cantando.
Naquela época Barbossa também não era nada mal, era jovem e bonito simplesmente um bom partido. Naquele momento as palavras dela, seu rosto seu sorriso tudo fez com que Barbossa se apaixonasse por ela, e ela por ele. Só tinha um problema, ela era filha do governador e o pai nunca deixaria a pobre Alice se casar com um comerciante no qual ele nomeava de 'sem futuro' então eles passaram a se encontrar escondidos todos os dias, quando o pai saia de sua casa ela fugia e corria para se encontrar com o amor de sua vida.
Mas um belo dia, eles haviam marcado um encontro a noite perto do porto onde os navios ficavam desertos e sozinhos e lá não havia ninguém que os pudesse ver ou atrapalhar, ela como sempre saiu escondido pela janela de seu quarto mas quando estava prestes a chegar um homem que não se sabe quem e porque atirou nela, Barbossa que havia escutado o tiro correu até o lugar e onde ele veio assim achando sua amada nos últimos suspiros, com lágrimas nos olhos e um ferimento enorme suas ultimas palavras foram "Eu te amo".
Depois disso ele ficou triste e deprimido. Não via mais razões para continuar, ele saiu de seu by Text-Enhance\">emprego e todas as noites se embebedava em um bar, um dia resolveu acabar com tudo de vez e tentou se enforcar mas a corda se partiu por algum by Text-Enhance\">motivo o impedindo.
Talvez morrer não fosse o destino certo para ele, ele precisava de um recomeço e assim ele fez, ele embarcou escondido em um navio cujo destino era Tortuga lá se alistou para ser marujo em um dos navios piratas e logo depois se tornando capitão.
–O que você quer que eu faça? — ele engoliu seco.
–Eu quero que você me entregue Angélica. — Jones parecia cada vez mais sombrio. — mas não agora, na hora certa.
–E qual é a hora certa? — ele perguntou, realmente não queria fazer isso com Angélica ele gostava dela eram amigos, mas a ganancia falou mais alto a sede e a vontade de ter Alice de volta era maior, e o consumia.
–Você saberá, na hora certa — Jones então desapareceu.
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Rosalina acordou deitada em uma cama, ela observou ao redor e viu uma mesa com mapas, mas o mais curioso era que ao lado dela estava uma garota de olhos e cabelos castanhos ela parecia familiar mas não podia ser quem ela pensava, a garota limpava seus ferimentos. Rosalina a olhou mais um pouco e realmente era quem ela pensava, era Jennifer.
Ela tentou se mexer para se virar de lado e tornar a posição mais confortável mas percebeu que suas mãos estavam pesas impedindo-a de realizar movimentos bruscos. Porque Jenny estava a ajudando?Ela havia a ameaçado, torturado e havia feito mal ao seus amigos.
–Porque você esta fazendo isso? — perguntou Rosalina com a boca seca.
– Isso o que? — Jennifer deu um gole de água a feiticeira.
–Cuidando de mim...- Rosalina parecia um pouco envergonhada.
–Não estou fazendo isso por você se é o que esta pensando, você só esta aqui porque precisamos de você, porque você pode nos ser útil — ela respondeu acabando de limpar os ferimentos e se dirigindo a porta da cabine.
–Me desculpe — os olhos de Rosalina se encheram de água pois ela havia percebido o que havia feito — os anos que passei naquela ilha acabaram me fazendo, você sabe...
–Perdão deve ser merecido — Jennifer saiu seca batendo a porta da cabine.
O clima estava agradável, ela olhou pro céu e as estrelas estavam perfeitas. De repente algo caiu em sua frente a assustando ela olhou pro chão e era a bússola de Jack então ela começou a escutar tango.
–Ah não -ela falou baixinho tentado se afastar de lá mas era tarde de mais, Jack apareceu com um pulo em sua frente.
– Boa noite, Jenny — disse ele tentando parecer sedutor.
–Eu sei que não sou a primeira e nem a ultima que você tenta esse tipo de coisa e te digo que não vai funcionar — ela riu e tentou andar mas Jack segurou seu braço a enroscando até chegar perto dele.
–E, o que eu estou tentando? -ele sussurrou em seu ouvido.
–Jack, pare...- ela tentou sair mas ele segurou com mais força logo em seguida a girando.
–Que tal só uma dança? — ele fazia uma cara travessa.
–Uma dança — ela assentiu.
Angélica que estava andando por ali se deparou com aquela cena e se escondeu continuando a observar os dois, ela pensou 'cretino' ele sempre fazia isso com todas as mulheres, tentava canta-las mas logo com Jennifer?Ela estava meio desapontada. Ela havia meio que confiado em Jack mesmo que em voto silencioso e não esperava isso de sua filha, estava realmente triste, mas se permitiu acreditar que tudo tinha uma explicação, ela continuou lá pra ver o que aconteceria.
Jennifer dava passos suaves mostrando que sabia sim da dança o que deixou Jack impressionado.
–E então — Jack tentou começar uma conversa — que tal a gente não sei, se mandar?Pegar as pedras a feiticeira que nos pode ser útil e ir embora, navegar águas não mapeadas ir pra fora do Caribe e viver aventuras?
–Eu acharia ótimo, e o capitão viria comigo? — ela tentou fazer parecer como se estivesse caindo na lábia de Jack.
–Claro, seria eu e você apenas nós dois, amor — ele passou as mãos pelos cabelos castanhos dela.
–Não acha inadequado? — ela chegou mais perto.
–O que? — disse ele.
–Sou sua filha Jack — ela falou no ouvido dele fazendo-o arrepiar.
–Ninguém precisa saber...- os dedos de Jack perambulavam sobre a cintura de Jennifer mas o seu objetivo era um só, a pedra dos sonhos que estava no bolso da morena.
Ele se aproximou e mais e mais dela quase a beijando e sua mão ia chegando perto da pedra, e mais perto, e perto...perto...
–Boa tentativa — Jannifer deu um tapa na mão de Jack logo se afastando e interrompendo o quase beijo.
Jack revirou os olhos.
– Não custa tentar não é Jack? — ela riu alto e se afastou indo pro convés do Holandês.
Jack ficara com muita raiva, estava tão perto, ele pensou 'Com Angélica talvez seria mais fácil e até mais divertido' e logo depois deu um sorriso malicioso.
Angelica que acabara de presenciar a situação silenciosamente abafava um riso por causa do rumo que aquilo havia tomado, ela voltara pro timão passando na frente de Jack que já desconfiara até que ponto ela havia visto pelos risinhos dela.
–Não ria, quando foi sua vez admita você gostou — ele sorriu.
–Não se iluda tanto Jack — ela assumiu o timão.
–Eu não me iludo, eu sei! — ele entrou na cabine do capitão deixando Angélica sozinha.
*****
Jennifer que havia ido pro Holandês pegou uma garrafa de rum e deitou-se sobre a popa do navio observando as estrelas, ela fechou os olhos e quando abriu de novo viu Will, ele se sentou.
–Se você fosse escolher a presença de uma garrafa de rum ou a minha qual das duas seria? — ele tentou começar um conversa.
–Rum, com certeza — ela riu.
–Você mente mal — ele entrou a brincadeira.
–É bom saber disso. — ela deu um gole na garrafa de rum.- a que devo a honra de sua presença?
–Nada, só vim pelo rum mesmo, senti o cheiro — seu tom parecia brincalhão.
–Perdeu seu tempo -ela abraçou a garrafa — meu precioso.
Will riu — Você é a unica pessoa com quem eu consigo ser eu mesmo, sem precisar fingir e nem agradar ninguém, só eu.
–Isso é uma coisa boa, eu acho — ela riu novamente.
Ele apenas concordou com um sorriso.
–O que você pretende fazer quando tudo isso acabar? — ela tentou continuar a conversa.
–Se eu não morrer por alguma maluco procurando o meu coração...?
–Sim — ela concordou.
–Talvez o se sempre — ele suspirou — levar as almas pro outro mundo, ser capitão do Holandês..na verdade não tenho escolha. E você?
–Não sei, muitas vezes me comparo com o mar, ele é livre ninguém nunca sabe seu destino ou seu rumo mas sempre ganancia ser poderoso com suas ondas majestosas que quebram na praia. Ser temido. — ela disse olhando para as estrelas.
Antes que Will pudesse dizer algo Bootstrap gritou do timão que havia avistado a Bahia Naufrágio.
–Porque sempre somos interrompidos? — ele riu.
–Carma — disse ela num tom brincalhão.
Os dois se levantaram e os dois convés ficaram preenchidos de marinheiros sonolentos, a ilha ia ficando mais visível de acordo com o quanto iam se aproximando dela eles desembarcaram e Teague Sparrow, o pai de Jack, os saudaram e logo depois disse.
–E então, conseguiram?
–Sim, e muito mais uma tal de pedra que controla a maré e os ventos. — Disse Bootstrap.
–Isso explica a demora — ele brincou — se meteram em apuros não foi? -Teague disse.
–Sempre nos metemos já não é mais novidade- disse Barbossa. — mas além disso ainda temos uma feiticeira mortal dormindo em uma das cabines.
–Rosalina?Não brinquem comigo. — Teague tinha a expressão perplexa.
–Rosalina esta a bordo — disse Tia Dalma mais uma vez fazendo cara de nojo a pronunciar esse nome.
–Emfim, posso vê-la?A pedra- disse Teague.
Jennifer entregou a pedra a ele.
– Vamos chamar a coorte, antes que seja tarde de mais — o tom de Teague era sombrio.
Todos desembarcaram — menos Will e a tripulação do Holandês — Barbossa levava Rosalina adormecida nos braços e acabou a deixando em um lugar do forte ainda presa.
Teague os levou para a entrada da Bahia de novo, todos estavam em botes e carregavam lampiões devido a escuridão e a neblina que havia ainda pois o dia acabara de começar aquela hora.
Ele pegou a pedra, fechou os olhos e recitou algumas palavras baixas que só ele pode entender, então de súbito encostou a pedra na água e então do horizonte barcos de cores piratas de todos os lugares pareceram, os olhos de Johnny brilhavam nunca havia visto tantos piratas assim reunidos.
Jennifer olhava atentamente ao lado de Elizabeth assim como Jack.
–E os filhos pródigos retornam a casa — Jack sorriu.
Notas finais
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