–Oi.
-Desculpe por lhe causar tanto sofrimento, mas não sabia que tinha filha e muito menos que Angélica faria diferença entre você e Henri. Ah, posso me sentar?
-Sim.
-Você é de poucas palavras quando está triste?
-Sim.
-Ei, posso perguntar uma coisa?
-Pode.
-Você queria me conhecer ou sua mãe te obrigou?
-Um poucou dos dois. Tinha curiosidade de saber como era Jack Sparrow, mas não tinha pressa nenhuma de conhecer o assassino que matou meu avô .

–Ai, acho que não concordo com sua teoria, sinceridade não é grosseria. Mas a sua sinceridade doeu.

–Não me importo se concorda ou não.

–Tá, não vou fazer mais comentário idiota. Então, quer dizer que o Barba Negra era um bom avô?

–Bom, não, ótimo! Era por causa dele que suportava viver, se eu precisasse do amor de minha mãe para viver com toda certeza já estaria morta.

–Sua mãe era tão ruim assim?

–Sim. Bem, se você considera uma pessoa que não liga pro filho de ruim, então sim.

–Minha mãe nunca cuidou bem de mim, me dava comida, mas apoio ou carinho tive apenas do meu pai, mas nunca brigava com ela por causa de meu pai, ela se dava ao máximo por ele. Então, o que o Barba Negra fez por você, foi o que o meu pai fez por mim.

–Ah, vai ver que é mau de mãe. -Ele sorriu. -Por que veio até aqui? Não lhe trato bem e vai ser poucas vezes que vou lhe tratar bem.

–Você é minha filha é o mínimo que posso fazer. Posso lhe perguntar uma coisa?

–Sim, mas tome cuidado com que vai dizer!

–Claro, vou tomar. Você tem raiva de seu irmão?

–Não, meu irmão é meu melhor amigo, quando minha mãe ficava com Jason, ele me fazia companhia, nos sempre contamos tudo pro outro. Quando o meu avô e Angélica foram para busca, minha mãe contratou alguém, mas era para cuidar de Henri, e a ordem foi específica, eu podia passar fome, Henri nunca. Ele acabou se estressando com isso e começou a maltratar a mulher, mesmo eu falando que não tinha importância, que o importante era ele, mas não escutou, fez que fez até a mulher ir embora. Ficamos sozinhos, desde então, um cuidava do outro, eu arranjava comida, e não eu não caçava, Edward me deixou muito dinheiro, pois sabia da intenção de minha mãe. E foi assim que nos aproximamos mais ainda. Teve um dia que juramos proteção um ao outro. Era de madrugada, escutamos um barulho de panela, calmamente fomos descendo as escadas, vimos dois homens, procuravam por dinheiro, pelo menos foi isso que entendi na conversa, Henri havia pego uma espada para cada um de nos. Silenciosamente ficamos atras deles, se eles giravam, giravamois juntos. Até que uma eu e el cansamos e ficamos frente a frente aos ladrões, tomeram um susto, o que foi uma vatagem. Partimos para o ataque, bem, só me lembro que depois de esfaquiar o braço do outro que fugiu logo em seguida, vi o outro com uma faca no pescoço de meu irmão, ele apertava e apertava, nunca tinha matado alguém na minha vida até aquele momento, me deu desespero de o perder, cravei a espada por trás em seu coração, ele caiu e nós o tiramos de lá e jogamos no mar, depois disso juramos.

–Uau, sem dó e nem piedade você o esfaquiou?

–Dó, piedade? Ele estava quase arrancando a cabeça de meu irmão fora! Até se fosse você, eu faria isso.

–Eu não duvido disso. Você já matou mais alguém?

–Já, mais três, tudo pra salvar meu irmão.

–E ele? Já matou alguém?

–Sim, mas apenas dois, o primeiro ficou traumatizado, mas o segundo enfiou a espada em minha perna, então foi merecedor!

–Não sente remorso de nenhuma das vezes?

–Não. Penso que estou fazendo o que minha mãe deveria fazer por mim. Aliás, cadê Henri?

–Ele está lá no MEU aposento, chateado.

–Vou falar com ele. -Fui levantando, quando me lembrei. -Ah, obrigada, talvez você não seja tão ruim assim. -Eu o abracei e fui atrás de meu irmão. -Ei, Henri, você já devia estar acustumado.

–Eu sei, mas me dá medo que você vá embora por causa da mamãe e me deixe.

–Eu nunca vou te deixar, nunca!

Notas finais
Desculpem qualquer erro!